O mesmo assunto já havia sido abordado aqui recentemente, mostrando a posição do Brasil Sem Aborto sobre a questão.
Creio que as lideranças pró-vida nacionais precisam acertar suas diferenças o quanto antes sobre esta questão. As questões levantadas pelo padre são pertinentes e, exatamente como ele diz e demonstra, certos aspectos do texto em votação reforçam a idéia por demais espalhada de que existe mesmo "aborto legal" no Brasil. Este ponto é muito importante, não é coisa para ser deixada de lado. Uma das frentes mais eficientes de avanço do abortismo no Brasil é exatamente a via jurídica e o que o padre demonstra é que este terreno vem sendo minado por atitudes dos parlamentares e grupos envolvidos na questão, conscientemente ou não.
"Pergunto: por que pôr em evidência essa excludente de punibilidade do artigo 128 do Código Penal? Da maneira como está redigido o texto, os deputados - que não costumam fazer distinções jurídicas - entenderão que a EXCLUDENTE DE PUNIBILIDADE (em letras enormes) significa o direito ao aborto. O que os deputados entenderão dessa mensagem é: vote com o relator, porque o projeto não extingue o direito de abortar uma criança concebida em um estupro.
Uma hipótese - a ser excluída imediatamente - é que a mensagem acima tenha sido escrita para enganar os deputados, ou seja, com a intenção de que eles interpretem a isenção de pena como um verdadeiro e próprio direito de abortar. Mas isso seria uma grande fraude, embora praticada com "boas intenções".
Se o objetivo da mensagem não é enganar os deputados, ela deveria ser mais precisa na explicação. Deveria afirmar que o projeto pretende manter a proibição de a mulher estuprada matar seu filho, embora conserve a não aplicação da pena (escusa absolutória) caso o crime já se tenha consumado. Mas pergunto: o que se lucraria com essa mensagem?
Até agora, por mais que eu me esforçasse, não entendi o motivo pelo qual o Movimento insiste em fazer da complementação de voto da relatora uma arma a ser usada na aprovação do projeto em etapas posteriores."
Em resumo, o que se pede, o que se espera é que estas lideranças abram um diálogo, acertem seus ponteiros e esclareçam a opinião pública. A hora é grave e há vidas em jogo.
A imagem acima é mais uma para o rol de absurdos vindo dos abortistas. A Planned Parenthood, a maior rede de abortos dos EUA, veiculou em seu site este anúncio asqueroso. Nele a este abatedouro de seres humanos tem a coragem de vincular sua imagem à de uma mãe segurando seu filho sorridente nos braços e ainda com os dizeres "TEU BEBÊ VAI TE AGRADECER".
Isto é perversão, para dizer o mínimo.
Utilizar da imagem de um bebê sorridente no colo de sua mãe para promover abortos é um maquiavelismo rasteiro, digno de facínoras, de gente que ganha dinheiro através do desespero de mães e com o sangue de seres humanos inocentes e frágeis.
O próprio slogan da Planned Parenthood ("Care. No matter what." - "Saúde. Não importa como.") já diz bem o que pensam tais pessoas, quando sabemos que o "Não importa como." refere-se a vidas humanas que vão para o lixo hospitalar ou para o sistema de esgotos.
Um anúncio como este talvez seja um símbolo acabado da sociedade hedonista em que vivemos atualmente, onde a única coisa que interessa é o próximo prazer efêmero. E quando as conseqüências batem à porta, busca-se uma "solução" como o aborto.
Dizer a uma mãe, uma mãe desesperada, que é o público-alvo para o produto vendido por abortórios como a Planned Parenthood, que seu filho abortado irá agradecer por ter-lhe sido negado o direito de viver através de uma morte fria e cruel é coisa que beira a insanidade mesmo para quem ganha dinheiro com as mãos sujas de sangue inocente.
É cruel. É sujo. É podre. Mas é, acima de tudo, revelador do que é a indústria do aborto.
Nem bem o médico-monstro Kermit Gosnell começa a passar o resto de sua vida na cadeia, mais um caso sobre infanticídio surge nos EUA. O acusado agora é o médico Douglas Karpen, proprietário de três clínicas abortistas no estado do Texas.
Ex-funcionárias de uma das clínicas vieram a público contar o que acontece por lá. Os detalhes podem ser lidos no site da Operation Rescue, mas fica o aviso que as imagens no documento disponível na página não são fáceis de serem vistas, mesmo para quem tem estômago forte.
Estas novas denúncias confirmam o que muitos grupos pró-vida norte-americanos já diziam ao comentar sobre o caso do dr. Kermit Gosnell: suas práticas hediondas não são incomuns. A recente condenação daquele médico talvez tenha criado o terreno necessário para que mais denúncias deste tipo venham a público, como vem sendo já trazido pelos integrantes do grupo Live Action, que com sua série de vídeos "Inhuman" vem mostrando a verdadeira perversão que é a indústria do aborto nos EUA, principalmente entre os médicos que lidam com abortos em gestação já avançada.
O que tais fatos vão mostrando, aos que querem ver, é que mesmo em países onde a força policial e o sistema judiciário funciona razoavelmente não falta gente para burlar os tais limites legais ao aborto, e é por isto que sequer permitir o aborto a partir de determinado número de semanas não apenas vai contra o fato de que já existe uma vida humana, isto mostra-se também inútil para uma indústria que se alimenta do desespero dos pais e da morte de seres humanos inocentes e indefesos. Legalizar o aborto é abrir uma Caixa de Pandora de onde com certeza sairá até mesmo o infanticídio puro e simples, como estes casos vêm demonstrando.
Imagine-se agora um Brasil com o aborto legalizado como querem o governo, o PT, seus partidos aliados e muita gente que se diz "progressista", imagine-se o que aconteceria por aqui. Aqui não se consegue nem mesmo colocar gente já condenada pelo Supremo Tribunal Federal na cadeia... Não está totalmente errado quem pense que um dr. Gosnell entre nós estaria ainda retalhando a coluna vertebral de recém-nascidos enquanto seria aplaudido por um monte de gene boa.
Abaixo segue um trecho do depoimento dado pelas ex-funcionárias da clínica do dr. Karpen. O vídeo completo pode ser visto aqui.
Indico para leitura os importantes esclarecimentos feitos pela Dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, sobre o Estatuto do Nascituro em tramitação no Parlamento.
Destaco, abaixo, as análises das críticas feitas pelas professoras Débora Diniz, Lola Aronovich e pelo Padre Lodi em relação ao nascituro ser ou não tratado como pessoa.
"Análise das críticas
Débora Diniz começa errando na biologia, pois a fecundação é de uma única célula, gerando um indivíduo único que começa a se desenvolver como um “punhado de células” até chegar ao “montão de células” que somos cada um de nós. Por isso, o ser que é formado na fecundação efetivamente é um ser humano, pois, como dizia sabiamente o geneticista Lejeune, “se não fosse humano desde o início nunca se tornaria humano, pois nada é acrescentado a ele.”
Ao falar em “células recém-fecundadas”, ela mostra não admitir a evidente unidade que existe entre o ser que no primeiro momento se forma e aquilo que será ao longo de toda a sua existência, desenvolvendo-se em um processo contínuo.
Lola Aronovich diz que o Estatuto pretende “considerar um embrião uma pessoa já nascida, digna de todos os direitos jurídicos”. Realmente, a proposta em discussão considera o embrião digno dos direitos que lhe cabem, essa é exatamente a sua finalidade. Considera-o, como de fato é, jágerado– não já nascido, pois é nascituro.
É interessante notar que ambas, embora discordem de que o nascituro seja pessoa, consideram que o Estatuto do Nascituro assim reconhece o embrião.
Já o Pe. Lodi acusa o substitutivo de poder ser interpretado como "expectativas de direitos", quando esse termo constava textualmente do projeto original, e foi retirado no substitutivo, que garante ao nascituro “direitos da personalidade”. Embora não se use a palavra pessoa, fica evidente que o Estatuto do Nascituro garante todos os seus direitos fundamentais. Em síntese, Pe. Lodi está acusando o substitutivo de ter introduzido um problema que ele na realidade solucionou.
Conclusão: o Estatuto do Nascituro trata o embrião como pessoa, garantindo-lhe os direitos, embora não use diretamente esse termo, mas outros análogos, fazendo referência a “dignidade e natureza humanas”, e a “direitos de personalidade”."
Já sobre a questão de como o Estatuto do Nascituro trata a punição às mulheres que abortam, especialmente em casos de estupro, ais a análise das críticas:
"Análise das críticas
Dada a evidência de quenada muda em matéria penal, não fazem qualquer sentido as afirmações de Débora Diniz e Lola Aronovich a esse respeito. Parece claro que elas estão se referindo ao documento errado, ao PL 478/2007 original, já sepultado.
Já o Pe. Lodi cai em contradição, ao dizer que a lei atual apenas faz o excludente de punibilidade em determinados casos, nos quais o aborto permanece crime (interpretação, aliás, com a qual concordo), e que o Estatuto do Nascituro transformaria em “aborto legal”. Não havendo qualquer modificação no Código Penal, sendo feita a ressalva do Art 128, a interpretação do mesmo continuará sendo a que até hoje se fez.
Conclusão: em matéria penal, nada muda. O Código Penal continua como está, e as divergências na sua interpretação, que atualmente ocorrem, continuarão ocorrendo do mesmo modo: nem mais, nem menos."
E em seguida, as conclusões finais:
"CONCLUSÕES FINAIS: O Estatuto do Nascituro é uma proposta equilibrada, que explicita direitos fundamentais da criança ainda no ventre da mãe, e merece ser aprovada em nosso parlamento. Para se fazer um debate sensato e maduro a seu respeito, buscando inclusive eventual aperfeiçoamento, é preciso ter em conta os textos oficiais, especialmente o do substitutivo da Deputada Solange Almeida, que é o texto atualmente em discussão, e não textos antigos ou que só existem no imaginário de cada um."
Quem é favorável ao aborto de bebês anencéfalos talvez devesse ver bem atentamente o vídeo abaixo. Ele mostra o que eles insistem em negar: há uma vida humana. E as imagens nesta página mostram também algo mais, coisa que infelizmente parece que muitos dos defensores do aborto cismam em deixar de lado, que o amor, principalmente o amor de mãe, supera muito.
Nickolas Coke nasceu com anencefalia. Nickolas foi chamado de "Miracle Baby" ("Bebê Milagre") pois viveu por 3 anos e meio na companhia de seus pais e familiares, apenas tomando medicamentos para que tirarem algum desconforto devido à sua condição.
Este é o vídeo da reportagem de quando o menino completou 2 anos.
Sua família, após os cuidados iniciais e o natural período de aprendizado para lidar com a novidade que é cuidar de uma criança com sua condição, procurou que ele tivesse uma vida familiar a mais normal possível, levando-o a acampamentos, ao zoológico, festas, etc. E um pouco disto pode ser visto nas imagens abaixo.
Recentemente um comentarista na página do blog no Facebook escreveu que bebês anencéfalos estão "tecnicamente mortos". Talvez Nickolas e sua família possam fazer o rapaz mudar de idéia. Ou não... Mas eu fico com o que nos ensinou a avó de Nickolas:
"Ele nos ensinou tudo, Ele nos ensinou amor. Ensinou-nos como ser uma família. (...) Ele foi nosso herói porque ele mostrou força; se isto pode ser feito, tudo mais também pode."
Que coisa, não? Como poderia alguém "tecnicamente morto" ensinar algo tão profundo e positivo para seus familiares? Nickolas nasceu com um cérebro defeituoso, mas o amor de sua família compensou tal obstáculo.
Conforme mais detalhes vão surgindo durante o julgamento do Dr. Kermit Gosnell, a opinião pública norte-americana vai ficando ciente do lado mais obscuro da indústria do aborto. Durante décadas este monstruoso médico atuou livremente em sua clínica de abortos sem ser incomodado, apesar da ocorrência de mortes e denúncias de negligênia. Dr. Gosnell enriqueceu junto à população mais humilde da Pennsylvania, aproveitando-se do desespero de muitas mães e sob os cadáveres de seus filhos.
A grande mídia norte-americana, como já informado neste blog anteriormente, fez de tudo para se manter à margem deste assunto. Mas por que isto, afinal? Simples: o caso todo é tão asqueroso, os detalhes são dignos dos piores filmes de horror que se possa imaginar, que qualquer divulgação do que acontece no julgamento vai ajudar a população a ver claramente os efeitos da liberação do aborto, que é uma das bandeiras da esquerda de lá. Mas o caso é tão impressionante que mesmo esta tentativa de apagão midiático vem se mostrando inútil. Já houve, há menos de uma semana, um twittaço, que colocou o termo #Gosnell nos assuntos mais comentados.
Os brasileiros deviam olhar muito bem para o que vem acontecendo mais ao norte das Américas para entender o que os abortistas tupiniquins estão tentando fazer por aqui. Ongueiros variados, acadêmicos inúmeros, políticos aproveitadores adoram ir para a frente das câmeras das redes de TV ou declarar a jornais de grande circulação que o aborto deveria ser um direito devido a uma questão de Saúde Pública ou de autonomia feminina, mas o que este pessoal devia fazer mesmo era dar a cara a tapa e defender um sádico pervertido como o Dr. Gosnell, que é capaz de fazer piada após cortar a medula espinhal de um recém-nascido.
Mas este apagão midiático, se está fazendo água por vários lados -- redes de comunicação tiveram de designar repórteres com urgência para a cobertura do tribunal, tamanha a gritaria da opinião pública --, ainda causou um efeito que seria natural: a coisa ainda não atingiu o político abortista de maior destaque nos EUA, o presidente Barack Obama.
A grande mídia norte-americana protege Obama da mesma forma que a mídia brasileira protege o ex-presidente Lula ou sua fantoche atualmente no poder, Dilma Rousseff. Por aqui também o presidente Obama tem também suas tietes...
Pode ser que o caso Gosnell jamais atinja Obama, mas eu acho que este caso é exatamente para ser colocado na conta de cada pessoa que defende o aborto, seja por qual motivo for. Mas não apenas isto... O caso Gosnell não é uma exceção, e é isto que deve ficar claro. Gente como Gosnell é a evolução natural da mentalidade abortista e o erro de Gosnell, seu grande erro, foi ser muito descuidado, apenas isto. E olhe que ele já havia sido acusado anteriormente, mas as autoridades dos EUA sequer investigaram as denúncias. Na essência, não há diferença entre um médico que entrega uma receita de "pílula do dia seguinte", que pode causar um aborto, e entre o Dr. Gosnell, que não via problema algum em cometer infanticídio. Ao final o que se tem é uma vida humana eliminada.
Mas é exatamente aqui que é bom que se diga que gente como Obama, que defende o aborto como um direito feminino, deve se sentir bem à vontade para defender um dr. Gosnell. Mas Obama, que é um manipulador da mídia como poucos, em recente entrevista disse que preferia não comentar nada sobre o julgamento de dr. Gosnell, saindo-se com uma fala meramente diplomática e dizendo que quem comete crimes deve ser processado.
Aí é que está! Obama não poderia dizer nada diferente disto, pois ele é um ultra-defensor do aborto. Ele não podia se mostrar indignado, pois não seria difícil para qualquer entidade pró-vida o confrontar com suas declarações de apoio ao "direito" ao aborto em QUALQUER caso. O histórico de Obama e seu apoio irrestrito ao aborto é tão bizarro que ele, em 3 oportunidades enquanto senador estadual de Illinois, votou contra uma lei que visava proteger a vida de crianças sobreviventes de tentativas de aborto. Ou seja, Obama sabe muito bem o que Gosnell fazia e isto, para ele, está muito bem com o que ele pensa até onde deve ser defendido o aborto. Ele sabe que o bafafá midiático vai passar e que após a condenação de Gosnell tudo irá se acalmar A diferença entre Obama e Gosnell é que o último sujava as mãos de sangue e agora está no banco dos réus por ter sido descuidado. Obama, não. Ele não suja suas mãos e permanece como o queridinho da mídia...
"Na infecta sala de cirurgia, há manchas de sangue no chão. A paciente, sedada com medicamentos comprados não por sua eficiência e segurança, mas por seu preço barato, sequer sabe o que está acontecendo, após assinar inúmeros formulários que provavelmente isentam o médico e seus auxiliares de quaisquer danos à sua saúde. O médico, utilizando instrumentos mal esterilizados e até mesmo reutilizando equipamentos que deveriam ter sido descartados, está fazendo um aborto.
Este médico é especialista em abortos de bebês já totalmente formados, os chamados "late term abortions", que são aqueles feitos em crianças em estado avançado de gestação. Mas o doutor não executa o procedimento "corretamente" e a criança, que deveria ser morta ainda no ventre de sua mãe, vem à luz e está viva. Então o médico, exatamente como já fez dezenas -- talvez centenas... -- de outras vezes, faz o que ele chama de "snipping": com uma tesoura ele abre um buraco na nuca do bebê que luta pela vida em seus primeiros momentos entre nós e corta-lhe a medula espinhal. O bracinho do bebê dá um espasmo e mais nada. Seu corpo sem vida será tratado como lixo hospitalar ou será armazenado em algum recipiente que permanecerá ainda por um tempo na clínica do médico. Outros bebês terão seus pezinhos cortados e guardados em recipientes junto a outros pés de bebês que tiveram o mesmo destino.
A mãe, acordada após a anestesia, acerta os últimos detalhes burocráticos, paga as despesas e vai embora. O médico, este profissional que foi treinado para salvar vidas, fatura por volta de US$ 15.000 diariamente com estes procedimentos em sua clínica, que fica localizada em um bairro junto à população mais humilde da Pennsylvania."
O descrito acima não é retirado de algum filme de terror e tampouco é a descrição do que acontece em algum abortório de fundo de quintal em um país do terceiro mundo, conforme muitos abortistas brasileiros dizem que existem em cada esquina entre nós para criar na população a falsa necessidade de normalizar coisa tão abjeta como o ofício de matar bebês indefesos.
O relatado acima aconteceu no estado norte-americano da Pennsylvania, no rico e abastado nordeste dos EUA. Não é uma transcrição literal de um caso acontecido, mas todos os fatos são verdadeiros, mesmo os mais horríveis e asquerosos. O médico em questão é o Dr. Kermit Gosnell, que está sendo julgado pelo homicídio de uma mãe e de sete outras crianças que haviam nascido com vida em sua clínica. Podemos apenas imaginar a número de outras crianças que tiveram o mesmo destino e das quais não mais existe nenhum traço neste mundo. Dr. Gosnell já foi assunto de outras postagens aqui no blog ("Assim é a indústria do aborto..." e "Aborto: lições para o Brasil")
A grande mídia norte-americana vem tentando ignorar o caso, pois estão bem cientes do efeito nocivo que os detalhes deste caso terá na opinião pública, que cada vez mais vem mostrando-se contrária ao aborto. Mas os detalhes que vêm aparecendo são tão horrivelmente impressionantes que até mesmo gente favorável ao aborto vem se perguntando como foi que se chegou a isto.
"Como se chegou a isto?" -- é uma pergunta apenas retórica, claro está para os pró-vidas. Quando se relativiza o valor da vida humana como fazem os abortistas, estamos criando as condições para que surjam mais gente como Dr. Gosnell. Quando se diz que uma mãe tem o direito que procurar a morte de seu filho ainda no seu ventre, estamos colocando a tesoura na mão do carrasco com jaleco de médico. Quando encaramos nossas crianças como problemas a serem resolvidos, ajudamos aquela mulher a caminhar para sua morte na mão de tais médicos ou para uma vida inteira de arrependimento e problemas psicológicos e físicos.
E a tudo isto muitos chamam de "direito", outros chamam de necessidade das mulheres, outros dizem que faz parte da autonomia feminina, que isto é um direito humano. Na verdade, é chamar o vício de virtude; o errado de certo. Outros gostam de chamar tudo isto de "escolha", de "direito de decidir". São estas escolhas que nos trazem gente como Dr. Gosnell.
O caso de Dr. Gosnell não é trivial. Tampouco é incomum; é assim, exatamente, a indústria do aborto mundo afora. E, sim, isto é realmente uma indústria, e de milhões de dólares. Seus clientes são pessoas desesperadas, na maior parte das vezes, e seu produto final é a morte de inocentes. A clínica do Dr. Gosnell estava localizada exatamente junto à população mais humilde daquela rica região dos EUA não por acaso, mas porque lá ele sabia que poderia utilizar medicamentos baratos, reutilizar equipamentos descartáveis, ter um quadro de auxiliares de baixo conhecimento na área médica e, principalmente, que praticamente ninguém iria denunciar as condições do estabelecimento. Em resumo, ele poderia maximizar seus lucros.
O vídeo abaixo é um documentário (infelizmente, apenas em Inglês) ainda em desenvolvimento mostrando um pouco do que acontecia na clínica de horrores do Dr. Gosnell. É mostrado o depoimento de mães/vítimas do médico, mulheres que hoje em dia não mais poderão ter filhos devido ao que passaram lá na clínica.
Em um dado momento, o promotor encarregado do caso diz que a última vez que alguém do Departamento de Saúde da Pennsylvania esteve presente na clínica para uma inspeção foi em 1993. Após isto, houve relatos de negligência médica e até de mortes na clínica sem que houvesse sequer uma investigação. O mesmo promotor declara que, absurdamente, aquele estado tem mais cuidado com a fiscalização de salões de cabeleireiros e manicures do que com as clínicas de aborto.
Isto só indica que o aborto é o sintoma de uma sociedade que vai profundamente doente.
Agora, transportemos tudo isto para o Brasil... Pensemos em um futuro onde o aborto seja liberado e feito através do SUS ou em nossos hospitais. É possível sequer imaginar o horror que isto seria? Aqui entre nós, um médico semelhante ao Dr. Gosnell abriria sua clínica na periferia de São Paulo ou na Baixada Fluminense e, como todos sabemos, fiscalização de serviços à população não é bem o nosso forte. Alguém acha mesmo que algo por aqui sairia melhor que a casa de horrores encontrada na Pennsylvania? É isto que os abortistas desejam para as mulheres? É este o resultado da autonomia feminina? Creio que as mulheres merecem bem mais que isso, merecem, tanto quanto seus filhos, serem tratadas com a dignidade devida a seres humanos.
Não, o aborto não é um caso de Saúde Pública, é um caso bem mais profundo. É um indicador da saúde de uma sociedade e de como ela valoriza a vida humana e como deseja encarar seu futuro. O aborto só se torna um caso de Saúde Pública quando se permite que um pervertido sádico como o Dr. Gosnell seja chamado de médico.