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sábado, setembro 10, 2016

"A pequena lutadora": o menor bebê já nascido

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Emilia Grabarczy - "A pequena lutadora"

Nascida com 229 gramas e 22 centímetros, Emilia Grabarczyk é a menor bebê prematura que conseguiu sobreviver. Ela nasceu na cidade de Witten, na Alemanha, há 9 meses. 

Seu nascimento aconteceu no Hospital Maria, após seus pais Lukas e Sabine, junto com a equipe médica, decidirem por uma cesareana a 26 semanas de gestação. Isto foi necessário, pois a placenta não estava mais fornecendo os nutrientes para o desenvolvimento da bebezinha.

Os médicos dizem que até 6 meses após o nascimento, eles não tinham certeza se ela iria sobreviver ou não. Apenas recentemente ela vem se fortalecendo. No momento ela está já com 3 kg e sua condição não indica problemas ou seqüelas mais graves para o futuro.

Seus pais dizem que não tiveram nenhuma dúvida em dar à sua filha a chance de sobreviver, mesmo que a probabilidade fosse bem pequena. "Tivemos muitos dias difíceis e muitas lágrimas, mas ela queria sobreviver." - disse a mãe.

A sobrevivência de Emilia é um verdadeiro milagre. Bebês prematuros com mais peso que ela dificilmente conseguem sobreviver. Não é à toa que a equipe médica a chama de "a pequena lutadora". 

O pezinho de Emilia media apenas 3 cm quando ela nasceu


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sábado, setembro 03, 2016

Os médicos aconselharam seus pais a abortá-la. Hoje ela é atleta, quebra recordes e foi coroada Miss!

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Quando ainda estava em gestação, os médicos aconselharam aos pais de Eliza McIntosh que eles deviam abortá-la devido ao diagnóstico de uma rara má-formação em sua espinha dorsal. Os profissionais disseram aos pais que ela permaneceria em estado vegetativo e que não teria qualidade de vida.

É a própria Eliza que nos conta o que fizeram seus pais:
"Meus pais são muito religiosos e são contrários ao aborto, e a atitude que eles tiveram foi 'esta tarefa nos foi confiada e nós faremos o melhor que pudermos'. Eles não me deixariam morrer, eles decidiram modificar nossa casa para que ela ficasse mais acessível e nunca me trataram de forma diferente."
Os médicos estavam errados. Muito errados. Ela usa uma cadeira de rodas, mas sua condição é muito menos severa do que eles haviam previsto. 

Hoje, aos 21 anos, Eliza não pára de mostrar o valor que toda vida humana tem. Ela já foi recordista do Guiness - em 2011 e com apenas 17 anos - como a pessoa que percorreu a maior distância fazendo "wheelie" (locomover-se equilibrando-se apenas com as 2 rodas traseiras da cadeira-de-rodas) - que pode ser visto neste vídeo -, tendo percorrido por volta 20 km, o que durou 3 horas e 51 minutos. Ela também é jogadora de basquete em cadeira-de-rodas e está relacionada como substituta da equipe norte-americana dos jogos que acontecerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sua mais nova conquista foi ter sido coroada como "Miss Cadeira-de-Rodas" dos EUA. A todas estas conquistas, Eliza sempre lembra da importância do apoio de seus pais:
"Eles me ensinaram que eu deveria saber que há diferença entre ter uma deficiência e ser deficiente. Ter uma deficiência é uma coisa com a qual você nasce, mas ser deficiente significa que você permite que isto o impeça de fazer algo."
E pensar que uma pessoa assim poderia ter sido impedida de viver se a opinião dos médicos tivesse sido aceita e seus pais tivessem optado pelo aborto...



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segunda-feira, julho 18, 2016

Grávida após estupros seguidos, ela rejeitou o aborto ao ouvir a batida do coração de seu bebê

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Sara e seu filho William, no Zoológico

O que segue abaixo é o relato de Sara Gerardo, que há 12 anos viu-se grávida do homem que a abusou sexualmente durante um ano. Mesmo com muitas dúvidas, ela havia decidido pelo aborto, mas desistiu após ouvir as batidas do coração de seu filho.

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Já se passaram 12 anos desde que eu fui estuprada. Estou finalmente pronta para quebrar o silêncio e contar minha história. 
Por quase um ano eu fui mantida em cárcere privado e abusada. Quando finalmente consegui me libertar, eu estava grávida. Todos me pressionaram para que eu fizesse um aborto, e isto parecia o lógico à época. Eu desejaria o filho de um estuprador? E se o bebê ficasse parecido com ele? Eu iria querer uma lembrança diária do estupro que sofri vivendo comigo?
Por motivos médicos eu tenho problemas de memória, mas eu lembro do dia quando fui ao médico antes do aborto agendado. Lembro que eu rezava pedindo perdão e tinha esperanças de que eu estava tomando a decisão correta. Eu estava resolvida a passar por aquilo até que ouvi as batidas do coração de meu bebê. E então o técnico de ultrassom disse "Seu bebê parece estar bem".
Ele não disse "o bebê de meu estuprador". E nem disse "um punhado de células". Batidas de um coração. Uma criança. Meu bebê.
Meu bebê não era culpado de algo feito por meu estuprador, e ele não merecia morrer por isto. Matá-lo não mudaria coisa alguma do que havia acontecido. Ele era MEU filho! Eu não poderia prosseguir com o aborto. 
Ultrassom do bebê de Sara
Eu não tive onde morar por um tempo, mas ficar com meu filho foi a melhor decisão que já tomei em minha vida. E finalmente consegui um emprego e me dediquei a tentar uma promoção - coisa que eu jamais teria feito se não tivesse meu filho. Com o tempo, eu ganhei um aumento. Eu sou a primeira pessoa de ambos os lados de minha família a completar uma graduação.
Lembro perfeitamente do dia em que meu filho nasceu e como o segurei sem que nem acreditasse naquilo. Como alguém podia ser tão perfeito? Como eu podia amar alguém tão completamente? Eu estava maravilhada por cada parte dele. Meu maravilhoso menininho.
Hoje estou casada e tenho mais duas crianças, e estou para conseguir meu mestrado. E quanto ao meu filho, ele é incrível. Seu coração tem tanta compaixão. Aos 5 anos, ele iniciou uma coleta para a caridade, e seus esforços lhe valeram o reconhecimento do ator Patrick Dempsey. Ele é muito inteligente, tem um QI de 120. Ele foi selecionado para uma das principais escolas do país, pulou um ano e está em um programa para alunos super-dotados.
Meu filho não age como o estuprador. Ele não se parece muito com ele. Ele não é uma lembrança diária do abuso que eu sofri. Ele é MEU filho, meu tesouro. No dia que eu ouvi a batida de seu coração foi quando me tornei pró-vida. Sem exceções!"

Segurando seu filho pela primeira vez

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São depoimentos como o de Sara e também como o de uma outra jovem que publiquei na semana passada que nos preparam para dar uma resposta afirmativa pela vida humana mesmo em uma situação-limite como é o caso de uma gravidez em decorrência de um estupro.

Ambas as jovens mães tiveram consciência de que seus filhos não são culpados dos crimes de seus genitores e que não podem pagar com a vida por isto. Além da inocência das crianças geradas através da violência, elas resolveram focar no que seus bebês realmente eram: seus filhos.

O amor é sempre a resposta.


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sexta-feira, julho 08, 2016

Aborto e racismo: Cardeal denuncia o genocídio de bebês negros nos EUA

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Em uma série de tweets, o cardeal Wilfrid Fox Napier, de Durban, apontou dados devastadores que mostram o verdadeiro genocídio - exatamente a palavra utilizada por ele - que vem ocorrendo entre os bebês afro-americanos nos EUA.

Utilizando dados públicos do Guttmacher Institute, uma entidade abortista - que é o braço de pesquisas da Planned Parenthood, a maior rede de clínicas de aborto do mundo -, o cardeal Napier levantou sua voz sobre este verdadeiro absurdo que é mantido atrás de uma cortina de silêncio com a conivência de muita gente: imprensa, entidades de defesas dos direitos de afro-americanos, governo, etc. 

O cardeal apontou que os negros são 13% da população dos EUA, enquanto que 31% dos abortos naquele país são feitos em mulheres negras. Eis seus tweets:




Estes fatos são conhecidos e vêm sendo denunciados por várias entidades que lutam pelos direitos dos negros dos EUA. Aqui mesmo neste blog, já tive a oportunidade de abordar este tema algumas vezes. Em uma postagem de 2008, mostrei que um grupo de estudantes da Califórnia demonstrou que a Planned Parenthood aceitava sem problemas doações de pessoas que se diziam interessadas que seu dinheiro servisse para abortos entre a população afro-americana.

Em outra postagem, agora em 2011, foi mostrado que um outdoor mostrando dados sobre o aborto de negros na cidade de Nova York, onde o número de abortos de bebês afro-americanos supera o número de nascimentos, causou "desconforto" entre os defensores do aborto. É bom que se diga que Nova York é um dos maiores bastiões do abortismo nos EUA.

Ainda em 2011, uma postagem dava mais dados sobre o genocídio entre os negros daquele país. São dados estarrecedores e que todos deviam tomar conhecimento, pois uma das falácias mais difundidas pelos abortistas é o de que o aborto ajuda as populações mais carentes. O que vem acontecendo nos EUA, onde o abortismo vem conseguido fazer o trabalho que séculos de racismo explícito não conseguiu, mostra bem que não só o aborto não ajuda coisa nenhuma os mais carentes, mas serve bem para varrê-los do mapa, como vem acontecendo por lá.

E é por isto que ver o cardeal Napier elevar sua voz contra este absurdo que vem ocorrendo às vistas de muitos é altamente positivo. Esperemos que mais pessoas e autoridades levantem também sua voz.

Violentada por um estranho, ela rejeitou o aborto - e não se arrepende

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Foi divulgado pela organização pró-vida Live Action o depoimento de uma jovem que ficou grávida após ser violentada e que resolveu ter seu bebê e criá-lo.

Abaixo, traduziremos alguns trechos.

"Dois meses após [o estupro] eu descobri o que temia - eu estava grávida do filho do homem que me violentou. Daquele momento em diante eu criei uma série de mentiras para que eu pudesse responder a que me indagasse algo, uma mentira fabricada mesmo, mas uma em que eu não precisasse revelar a verdade do que havia acontecido. Mas a verdade tem me corroído desde aquela noite.
Eu estava sendo forçada a tomar uma decisão - dar para adoção ou ficar com o bebê.
Notaram que o aborto não está nesta lista? Isto é porque ele nunca foi, e NUNCA deveria ser uma opção. Este bebê precioso foi o resultado de uma circunstância horrível e atemorizadora, mas ele não deveria pagar por isto. Eu sabia que, qualquer que fosse minha decisão, minha vida iria mudar.
Então, antes que você tente me passar um sermão do tipo "bem, e se..." ou "a escolha é um direito da mulher", apenas pare. Porque aqui estou eu, a perfeita resposta para a situação que ouvi inúmeras vezes: "Bem... E se a mulher for estuprada? Ele deveria escolher!".
E você está certa, ela deveria escolher. Mas não se o bebê deve ou não viver; mas sim se ela quer ou não esta enorme benção em sua vida, ou se ela que abençoar uma outra família com este dom precioso.
(...)
Eu quero que as pessoas saibam que esta sobrevivente não ficará mais calada. Estou aqui para dizer àqueles que nunca passaram por algo como isto que aborto não é 'um direito da mulher', a VIDA é um direito de todo ser humano - incluindo aquele HUMANO não-nascido.
(...)
E aqui estou, um ano e meio depois, estressada, constantemente cansada, sentindo-me desanimada, sentindo por vezes que tenho falhado na vida ou como mãe, mas eu jamais me arrependi da decisão de ESCOLHER dar a vida a esta anjinha. Um pequeno sorriso e eu lembro que após toda tempestade virá o sol.
(...)Aborto não é sobre um direito das mulheres. Ele tira direitos humanos dos inocentes que não podem se defender."

Levar à frente uma gravidez resultante de estupro é sempre difícil e doloroso, mas são depoimentos como o desta jovem mãe que indicam que a resposta é sempre escolher a vida, pois não se combate uma violência com outra violência. 


quinta-feira, junho 23, 2016

A vida humana tem seu início na concepção - é o que diz a Ciência

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A compilação abaixo é uma livre tradução de um artigo da página da Live Action, que é uma ativa entidade pró-vida dos EUA. São 40 citações de especialistas das áreas de Biologia, Embriologia Humana, Medicina, etc. e que atestam o que já havíamos publicado em outra postagem aqui mesmo neste blog: o início da vida humana se dá no momento da concepção.

Os defensores do aborto sempre tentam desviar do fato -- e fato científico, como podemos ver com esta compilação -- que a partir da concepção estamos já falando de uma vida humana, e é a partir deste ponto que qualquer discussão deve começar. E o ponto principal é exatamente que o aborto, independente da justificativa utilizada, é sempre a eliminação direta de um ser humano inocente, frágil e que sequer pode se defender da agressão.

Termos como "amontoado de células", "parasita", "hospedeiro indesejado" ou outros igualmente pejorativos que são utilizados pela militância abortista demonstram apenas que seu discurso tem sempre como alvo retirar do nascituro a sua humanidade para que sua eliminação seja mais palatável. Este discurso apenas demonstra o obscurantismo que está presente na defesa do aborto, pois estes termos buscam apenas esconder que o aborto cruelmente elimina uma vida humana que já é uma realidade a partir do momento da concepção.

E são estes mesmos abortistas que adoram dizer que os pró-vidas tentam impor seus dogmas a quem não compartilha de suas crenças... Mas onde está o dogma que é imposto? Eu não tenho qualquer problema em afirmar que o aborto é um pecado da mais alta gravidade, mas mesmo quem não compartilha de minha fé pode -- e deve! -- rejeitar o aborto exatamente pelo que a ciência já conhece sobre o início da vida humana no momento da concepção. Não é à toa que existem grupos pró-vida formados por ateus e agnósticos, pois rejeitar o aborto não é uma questão religiosa, é uma questão de humanidade.

Abaixo seguem as citações que deixam claro que a partir da concepção já existe um ser novo ser humano. Da próxima vez que algum defensor do aborto tentar dizer que não se sabe quando inicia a vida human, diga em sua cara o que ele realmente é: um obscurantista.

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1) "O ciclo da vida dos mamíferos inicia-se quando o spermatozóide entra no óvulo."

--- Okada et al., A role for the elongator complex in zygotic paternal genome demethylation, NATURE 463:554 (Jan. 28, 2010)


2) "Fertilização é o processo pelo qual os gametas haplóides masculino e feminino (espermatozóide e óvulo) unem-se para produzir um indivíduo geneticamente distinto."

--- Signorelli et al., Kinases, phosphatases and proteases during sperm capacitation, CELL TISSUE RES. 349(3):765 (Mar. 20, 2012)


3) "O oviduto ou Trompa de Falópio é a região anatômica onde cada nova vida se inicia nas espécies mamíferas. Após uma longa jornada, o espermatozóide encontra-se com o oócito em local específico conhecido como ampola, e ocorre a fertilização."

--- Coy et al., Roles of the oviduct in mammalian fertilization, REPRODUCTION 144(6):649 (Oct. 1, 2012) (emphasis added).


4) "Fertilização - a fusão de gametas para produzir um novo organismo - é a culminância de uma multitude de processos celulares intrincadamente regulados."

--- Marcello et al., Fertilization, ADV. EXP. BIOL. 757:321 (2013). National Institutes of Health, Medline Plus Merriam-Webster Medical Dictionary (2013).


5) "A própria definição governamental atesta o fato que a vida é iniciada na fertilização. De acordo com o National Institutes of Health, 'fertilização' é o processo de união de dois gametas (óvulo e espermatozóide) 'no qual o número somático de cromossomos é restaurado e o desenvolvimento de um novo indivíduo é iniciado'."

--- Steven Ertelt, ”Undisputed Scientific Fact: Human Life Begins at Conception, or Fertilization” LifeNews.com 11/18/2013


6) "A vida humana inicia na fertilização, o processo durante o qual um gameta masculino ou espermatozóide une-se com o gameta feminino ou oócito (óvulo) para formar uma célula única, chamada zigoto. Esta célula altamente especializada e totipotente marca o início de cada um de nós como um indivíduo único. (...) Um zigoto é o início de um novo ser humano (um embrião)."

--- Keith L. Moore, The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 7th edition. Philadelphia, PA: Saunders, 2003. pp. 16, 2.


7) "Naquela fração de segundo quando os cromossomos juntam-se em pares, o sexo da nova criança será determinado, as características hereditárias recebidas de cada um dos genitores serão estabelecidas e uma nova vida terá começado."

--- Kaluger, G., and Kaluger, M., Human Development: The Span of Life, page 28-29, The C.V. Mosby Co., St. Louis, 1974.


8) Um livro de Embriologia descreve como o nascimento é apenas um evento no desenvolvimento de um bebê, e não o início de sua vida.

"Deve sempre ser lembrado que muitos órgão ainda não estão completamente desenvolvidos em gestações completas e o nascimento deveria ser considerado apenas como um incidente em todo este processo de desenvolvimento."

--- F Beck Human Embryology, Blackwell Scientific Publications, 1985 page vi


9) "É a penetração do óvulo pelo espermatozóide e a mistura resultante do material nuclear que resulta na união que constitui o início da vida de um novo indivíduo."

--- Clark Edward and  Corliss Patten’s Human Embryology, McGraw – Hill Inc., 30


10) "Embora seja costumeiro dividir o desenvolvimento humano em períodos pré-natal e pós-natal, é importante perceber que o nascimento é meramente um evento dramático durante o desenvolvimento e que resulta em uma troca de ambiente."

--- The Developing Human: Clinically Oriented Embryology fifth edition, Moore and Persaud, 1993, Saunders Company, page 1


11) "Seu bebê inicia a vida como um óvulo fertilizado. Nas primeiras seis semanas o bebê é chamado embrião."

--- Prenatal Care, US Department Of Health And Human Services, Maternal and Child Health Division, 1990


12) "Landrum B. Shettles, M.D., P.h.D. foi o primeiro cientista a obter sucesso com fertilizações in vitro: 'O zigoto é vida humana (...) há um fato que ninguém pode negar; seres humanos têm seu início na concepção.'

"Zigoto é um termo para uma vida recém-concebida, após o espermatozóide e o óvulo se unirem e antes de o embrião iniciar sua divisão."

--- From Landrum B. Shettles “Rites of Life: The Scientific Evidence for Life Before Birth” Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983 p 40


13) Eis o que consta no livro de Medicina, "Before We Are Born - Essentials of Embryology and Birth Defects":

"O zigoto e o embriçao são organismos humanos viventes."

--- Keith L. Moore & T.V.N. Persaud Before We Are Born – Essentials of Embryology and Birth Defects (W.B. Saunders Company, 1998. Fifth edition.) Page 500


14) "Desta forma uma nova célula é formada a partir da união dos gametas masculino e feminino (espermatozóide e óvulo). Esta célula, referida como zigoto, contém uma nova combinação de material genético, resultando em um indivíduo diferente de seus pais e diferente das demais pessoas no mundo."

--- Sally B Olds, et al., Obstetric Nursing (Menlo Park, California: Addison – Wesley publishing, 1980)  P 136


15) "O termo 'concepção' refere-se à união dos elementos pronucleares masculino e feminino da procriação a partir dos quais um novo ser vivente se desenvolve. É sinônimo com os termos 'fecundação', 'gravidez' e 'fertilização'. (...) Assim, o zigoto formado representa o início de uma nova vida."

--- J.P. Greenhill and E.A. Freidman. Biological Principles and Modern Practice of Obstetrics. Philadelphia: W.B. Saunders Publishers. 1974 Pages 17 and 23.


16) "O desenvolvimento inicia com a fertilização, o processo pelo qual o gameta masculino, o espermatozóide, e o gameta feminino, o oócito, unem-se para gerar um zigoto."

--- T.W. Sadler, Langman’s Medical Embryology, 10th edition. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 2006. p. 11.


17) "[O zigoto], formado pela união de um oócito e um espermatozóide, é o início de um novo ser humano."

--- Keith L. Moore, Before We Are Born: Essentials of Embryology, 7th edition. Philadelphia, PA: Saunders, 2008. p. 2.


18) "Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização (...) é um marco crítico porque, sob circunstâncias ordinárias, um novo organismo humano geneticamente distino é formado quando os cromossomos dos pronúcleos masculino e feminino unem-se no oócito."

--- Ronan O’Rahilly and Fabiola Miller, Human Embryology and Teratology, 3rd edition. New York: Wiley-Liss, 2001. p. 8.


19) "[Todos] os organismos, por maiores e complexos que sejam quando completamente desenvolvidos, iniciam a vida como uma simples célula. Isto é verdadeiro para o ser humano, por exemplo, cuja vida inicia como um óvulo fertilizado."

--- Dr. Morris Krieger “The Human Reproductive System” p 88 (1969) Sterling Pub. Co


20) "A primeira célula de uma nova e única vida humana inicia sua existência no momento da concepção (fertilização), quando um espermatozóide do pai junta-se com um óvulo da mãe. É desta maneira que a vida humana é passada de uma geração para a outra. Com o ambiente apropriado e sua composição genética, esta simples célula subseqüentemente gerará trilhões de células especializadas e integradas que compõem as estruturas e funções de cada corpo humano individual.

"Cada ser humano vivo nos dias atuais e, pelo que é conhecido cientificamente, cada ser humano que já existiu, iniciou sua existência desta maneira; ou seja, como uma célula. Se esta primeira célula ou qualquer subseqüente configuração de células perece, o indivíduo morre, cessando de existir como um ser vivente. Não há qualquer exceção a esta regra no campo da Biologia Humana."

--- James Bopp, ed., Human Life and Health Care Ethics, vol. 2 (Frederick, MD: University Publications of America, 1985)


21) "Ao se fundirem, os gametas masculino e feminino produzem uma simples célula fertilizada, que é o início de um novo indivíduo."

--- Rand McNally, Atlas of the Body, (New York: Rand McNally and Company, 1980) 139, 144.


22) "[O zigoto] resulta da união de um oócito e um espermatozóide. Um zigoto é o início de um novo ser humano. O desenvolvimento humano inicia na fertilização, processo durante o qual um gameta masculino ou espermatozóide (...) une-se com o gameta feminino ou oócito (...) para formar uma simples célula chamada zigoto. Esta célula altamente especializada e totipotente marca o início de cada um de nós como um único indivíduo."

--- The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 6th ed. Keith L. Moore, Ph.D. & T.V.N. Persaud, Md., (Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1998), 2-18


23) "(...) é cientificamente correto dizer que a vida humana inicia na concepção."

--- Dr. Micheline Matthews-Roth, Harvard Medical School: Quoted by Public Affairs Council

24) "(...) a concepção produz a vida e te faz único. A menos que você tenha um gêmeo idêntico, não há virtualmente qualquer chance, pelo curso natural das coisas, que haja um 'outro você' - nem mesmo se a humanidade persistisse por bilhões de anos."

--- Shettles, Landrum, M.D., Rorvik, David, Rites of Life: The Scientific Evidence for Life Before Birth, page 36, Zondervan Publishing House, Grand Rapids, Michigan, 1983


25) Da revista Newsweek, de 12 de novembro de 1973: "A vida humana inicia quando o óvulo é fertilizado e a nova massa celular resultante desta combinação começa a se dividir."

--- Dr. Jasper Williams, Former President of the National Medical Association (p 74)


26) "A formação, a maturação e o encontro das células sexuais masculina e feminina são todas as preliminares para sua união em uma célula combinada, ou zigoto, que definitivamente marca o início de um novo indivíduo. A penetração do óvulo pelo espermatozóide, e a união e junção de seus respectivos núcleos, constitui o processo de fertilização."

--- Leslie Brainerd Arey, “Developmental Anatomy” seventh edition space (Philadelphia: Saunders, 1974), 55


27) "Biologicamente falando, o desenvolvimento humano inicia na fertilização."

--- The Biology of Prenatal Development, National Geographic, 2006 (Video)

28) "Gradualmente e graciosamente, as duas células tornam-se uma. Este é o momento da concepção, quando a série única de DNA de um indivíduo é criada, uma assinatura humana que nunca havia existido antes e que jamais será repetida."

--- In the Womb, National Geographic, 2005 (Prenatal Development Video)


29) "O zigoto contém, portanto, um novo arranjo de genes nos cromossomos nunca antes duplicado em qualquer outro indivíduo. A descendência destinada a se desenvolver a partir do óvulo fertilizado terá uma constituição diferente de qualquer outra pessoa no mundo."

--- DeCoursey, R.M., The Human Organism, 4th edition McGraw Hill Inc., Toronto, 1974. page 584


30) "A ciência do desenvolvimento do indivíduo antes do nascimento é chamada Embriologia. É uma história de milagres, descrevendo os meios pelos quais uma simples célula microscópica é transformada em um ser humano complexo. Geneticamente, o zigoto é completo. Ele representa um novo e único indivíduo unicelular."

--- Thibodeau, G.A., and Anthony, C.P., Structure and Function of the Body, 8th edition, St. Louis: Times Mirror/Mosby College Publishers, St. Louis, 1988. pages 409-419


31) O desenvolvimento de um novo ser humano inicia quando o espermatozóide perfura a membrana celular do óvulo. (...) A vilosidade torna-se a placenta, que irá nutrir o bebê em desenvolvimento pelos próximos oito meses e meio."

--- Scarr, S., Weinberg, R.A., and Levine A., Understanding Development, Harcourt Brace Jovanovich, Inc., 1986. page 86


32) "Cada vida humana inicia como uma combinação de duas células, um óvulo feminino e o espermatozóide masculino, que é bem menor. Esta pequena unidade, não maior do que um ponto nesta página, contém toda a informação necessária para que possa crescer e se tornar a estrutura complexa do corpo humano. A mãe tem apenas que fornecer nutrição e proteção."

--- Clark, J. ed., The Nervous System: Circuits of Communication in the Human Body, Torstar Books Inc., Toronto, 1985, page 99


33) "Um zigoto (uma única célula fertilizada) representa o início da gravidez e da gênese da nova vida."

--- Turner, J.S., and Helms, D.B., Lifespan Developmental, 2nd ed., CBS College Publishing (Holt, Rhinehart, Winston), 1983, page 53


34) "Quase todos os animais superiores iniciam suas vidas a partir de uma única célula, o óvulo fertilizado (zigoto). (...) O momento da fertilização representa o ponto de partida na história da vida, ou ontogenia, do indivíduo."

--- Carlson, Bruce M. Patten’s Foundations of Embryology. 6th edition. New York: McGraw-Hill, 1996, p. 3


35) "Embrião: é o indivíduo em desenvolvimento entre o momento da união da células germinativas e a conclusão dos órgãos que caracteriza seu corpo quando ele se torna um organismo separado. (...) No momento que o espermatozóide do homem encontra o óvulo da mulher e a união resulta em um óvulo fertilizado (zigoto), uma nova vida foi iniciada. (...) O termo embrião refere a vários estágios do desenvolvimento inicial a partir da concepção até 9 ou 10 semanas de vida."

--- Considine, Douglas (ed.). Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia. 5th edition. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1976, p. 943


36) "(...) mas a história toda não se inicia com o nascimento. O bebê já existe há meses - a princípio, sinalizando sua presença apenas com pequenos sinais exteriores, mais tarde como um pequenino ser que estava crescendo e gradualmente afetando as vidas daqueles que estavam por perto."

--- Lennart Nilsson A Child is Born: Completely Revised Edition (Dell Publishing Co.: New York) 1986


37) "Naquela fração de segundo quando os cromossomos formam pares, [na concepção] o sexo da nova criança será determinado, características hereditárias recebidas de seus pais serão estabelecidas e uma nova vida terá iniciado."

--- Kaluger, G., and Kaluger, M., Human Development: The Span of Life, page 28-29, The C.V. Mosby Co., St. Louis, 1974


38) "O desenvolvimento de um ser humano inicia-se com a fertilização, um processo pelo qual duas células altamente especializadoas, o espermatozóide do macho e o oócito da fêmea, unem-se para gerar um novo organismo, um zigoto."

--- Langman, Jan. Medical Embryology. 3rd edition. Baltimore: Williams and Wilkins, 1975, p. 3


39) "É a penetração do óvulo por um espermatozóide e a resultante mistura do material nuclear que cada um traz para a uniao que constitui a culminância do processo de fertilização e marca o início da vida de um novo indivíduo."

--- Human Embryology, 3rd ed. Bradley M. Patten, (New York: McGraw Hill, 1968), 43.


40) "A fertilização é um marco importante porque, sob circusntâncias ordinárias, um novo e geneticamente distinto organismo humano é assim formado (...) A fertilização é a seqüência de eventos que inicia quando um espermatozóide faz contato com um oócito. (...) O zigoto (...) é um embrião unicelular."

--- From Human Embryology & Teratology, Ronan R. O’Rahilly, Fabiola Muller, (New York: Wiley-Liss, 1996), 5-55.


quinta-feira, junho 02, 2016

A pílula do dia seguinte é uma roleta-russa com a vida alheia

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Afinal, a chamada "pílula do dia seguinte" é abortiva ou não?

Embora a imagem de um aborto em gestações avançadas cause o horror em muitos, o que é perfeitamente natural, o mesmo não acontece quando se fala de abortos feitos em gestações que estão bem no início, onde o ser humano já gerado lembra bem pouco sua forma física quando de seu nascimento. Talvez isto se deva porque temos a tendência a encarar o aborto por imagens que nos causam horror, tais como sangue, dor, choro, etc., mas a verdade é que esta nossa tendência leva-nos a minimizar ou evitar lidar com o que o aborto realmente é: a eliminação de uma vida humana frágil, inocente e que não pode se defender da agressão que sofre.

Apenas tendo em mente o efeito real e procurado de um aborto, de cada aborto, é que se pode entender que o mal reside não no que imaginamos que seja um aborto, mas em seu efeito final, que é a eliminação de um ser humano já concebido. E isto independe se este ser humano já foi concebido há 9 meses, 12 semanas ou apenas há 1 minuto. O que se defende é a vida do ser humano desde a sua concepção até seu fim natural.

A essência do aborto é exatamente a procura deliberada pela eliminação deste novo ser humano. A forma como se busca eliminá-lo é meramente acidental. Seja nas mãos de um inescrupuloso médico aborteiro em uma clínica que siga todas as normas sanitárias ou seja tomando uma pílula na privacidade do próprio lar e que poderá ter um efeito abortivo em um ser humano recém-concebido, nestes dois extremos a forma como é feito o aborto é apenas um detalhe perto do mal real que é a eliminação deste ser humano.

É devido a esta falta de visão do mal real do aborto que até mesmo pessoas em geral contrárias ao aborto toleram abortos que não teriam a "aparência" de um. É o que acontece com a pílula do dia seguinte, por exemplo. Imaginar que ela funciona apenas como uma "contracepção de emergência" evita, para muitos, que se tenha de tocar em pontos sensíveis. Eu mesmo preferiria que os dados mostrassem que não há qualquer possibilidade de que esta droga tenha efeito abortivo, mas não é o que acontece, como o próprio fabricante afirma.

Um dos efeitos desta droga pode ser a criação de condições que impeçam a implantação do óvulo já fertilizado no útero. Ou seja, ocorreu a geração de um novo ser humano, mas este seria eliminado por causa da falta de ambiente intra-uterino propício ao seu desenvolvimento. Não haveria sangue, não haveria choro, não haveria dor imposta ao bebê, mas sua eliminação é a mesma, e é exatamente esta a essência do aborto.

Note-se bem que eu não escrevo que a pílula do dia seguinte É abortiva. O mais correto é afirmar que ela PODE ser abortiva, e isto é de suma importância. Os cientistas até o momento não conseguiram desenvolver uma droga que com 100% de certeza atue de forma que não aconteça a fertilização. Como já indicado em uma postagem aqui no blog (uma nova versão do artigo citado pode ser lida aqui), os cientistas James Trussell e Elizabeth G. Raymond, dizem que é necessário informar as mulheres sobre todos os efeitos possíveis no medicamento:
"Para fazer uma escolha consciente, as mulheres devem saber que a contracepção de emergência [Pílula do Dia Seguinte], como todos os contraceptivos hormonais tais como pílulas anticoncepcionais, implantes hormonais, anéis vaginais, adesivos hormonais, injetáveis e até mesmo a amamentação -- previnem a gravidez através do adiamento ou da inibição da ovulação ou inibição da fertilização, mas pode também inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio." (destaque meu)

"PODE inibir a implantação de um óvulo fertilizado". Ou seja, há sim a possibilidade de que após a concepção um novo ser humano seja eliminado de forma deliberada através desta droga. 

Alguém pode perguntar: quem é este dr. Trussell, que admitiu tal coisa? Ele é diretor do Departamento de Pesquisa Populacional da Universidade de Princeton. Mas não apenas isto, ele também é membro do Comitê Médico Nacional da Planned Parenthood (a maior rede de clínicas de aborto do mundo), é colaborador do Guttmacher Institute (o braço de pesquisas da Planned Parenthood) e também é membro do Conselho da NARAL Pro-Choice America Foundation (ONG abortista dos EUA). Somado a tudo isto, ele também é responsável por um website que tem por objetivo promover o uso da pílula do dia seguinte. 

Todos estes dados sobre dr. Trussell estão aqui colocados para deixar claro que se alguém teria muito interesse em dizer que a droga não é abortiva, este alguém seria exatamente ele. No entanto, nem ele foi capaz disto. Pelo contrário, ele escreveu que as mulheres devem ser informadas sobre o efeito que a droga pode ter na implantação do óvulo fertilizado. Já em 2010, o dr. Trussell escrevia o seguinte:
"While some find the existing human and animal studies adequate to conclude that levonorgestrel ECPs have no post-fertilization effect, others may always feel that this question has not been unequivocally answered. The best available evidence indicates that levonorgestrel ECPs prevent pregnancy by mechanisms that do not involve interference with post-fertilization events."
["Enquanto alguns pensem que as pesquisas em humanos e animais permitem concluir que a pílula do dia seguinte não tenha efeito após a fertilização, outros não pensam que tal questão tenha sido respondida de forma inequívoca. A melhor evidência disponível indica que a pílula do dia seguinte previne uma gravidez através de mecanismos que não envolvam a interferência nos eventos pós-fertilização."] (destaque meu)

Ou seja, não há conclusão definitiva sobre o assunto, embora haja fortes evidências, segundo a palavra do dr. Trussell. 

Mas, curiosamente, mesmo diante da impossibilidade de dizer que a droga não atua no impedimento da implantação do óvulo fertilizado, o dr. Trussell e a dra. Raymond dizem que a droga não é abortiva. Como isto é possível? Simples: eles, justo antes do parágrafo onde era indicada a necessidade de informar às mulheres os efeitos da droga, escrevem isto:
"ECPs do not interrupt an established pregnancy, defined by medical authorities such as the United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health87 and the American College of Obstetricians and Gynecologists88 as beginning with implantation. Therefore, ECPs are not abortifacient.
["A pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já estabelecida, que é definida por autoridades médicas tais como United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health e o American College of Obstetricians and Gynecologists como tendo seu início a partir da implantação. Desta forma, a pílula do dia seguinte não é abortiva."]
Ou seja, na impossibilidade de afirmar com 100% de certeza que a droga não atua na implantação, eles procuraram deslocar a discussão do momento em que já existe um novo ser humano - que é a concepção - para o momento em que autoridades médicas norte-americanas dizem que se pode considerar que existe uma gravidez, e a partir daí quiseram afirmar que a droga não é abortiva. Espertamente eles evitaram ter de lidar com o fato já conhecido pela ciência de que a vida humana tem seu início na concepção, e é a partir deste momento que esta vida deve ser preservada.

Chega a ser bem curiosa a forma como os pesquisadores tiveram de lidar com a questão. Da forma como eles colocam em seu texto, fica-se a imaginar que desde que o concepto não esteja ainda implantado no útero da mãe não se trata de um ser humano. Mas um novo ser humano não é gerado na implantação, mas sim na concepção, como dito pela Embriologia Humana. O que as autoridades médicas norte-americanas chamam de "gravidez já estabelecida" e que ocorre na implantação bem sucedida do óvulo fertilizado na parede do útero não é o marco inicial da geração de um novo ser humano, é um fato posterior. E é neste fato posterior que o princípio ativo da pílula do dia seguinte busca agir para impedir exatamente a implantação. Ou seja, a droga atua em um momento em que a existência de um novo ser humano é já uma realidade.

Deixando-se de lado que os pesquisadores espertamente deixaram de lado o momento da geração de um novo ser humano, que é o da concepção, e partindo de sua própria afirmação de que a droga não é abortiva (o que já se provou inconclusivo), é por demais peculiar que no parágrafo seguinte a esta afirmação eles escrevam que "(...) it is not scientifically possible to definitively rule out that a method may inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium" [(...) não é cientificamente possível deixar de lado que tal método possa inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio(...)].

Em versão anterior do mesmo artigo a linguagem era mais simples e mais clara ao falar sobre os efeitos da droga em questão: "(...) but may at times inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium." [(...) mas pode por vezes inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio". Pode ter ficado mais rebuscado o texto atual, mas o conteúdo permanece o mesmo: não há como afirmar com certeza absoluta que a droga não atue impedindo a implantação do óvulo fertilizado no útero. Nem mesmo dr. Trussell e a dra. Raymond ousaram chegar a tanto. Logo, a dúvida permanece.

Mas é exatamente neste ponto que está o mais peculiar do artigo de Trussell e Raymond. Se eles próprios admitem que não há como provar cientificamente que a droga não atua na implantação, como então eles afirmaram anteriormente que o medicamento não é abortivo? Se há a possibilidade de atuação na implantação, então há a possibilidade do aborto.

Foi exatamente por isto que eles evitaram ter de lidar com o fato de que a partir da concepção já existe um novo ser humano e preferiram começar seu raciocínio a partir do que autoridades médicas norte-americanas admitem como sendo uma "gravidez estabelecida". E está aqui exatamente seu erro, pois a implantação no útero é meramente uma fase - uma fase importante, claro - no desenvolvimento natural de um ser humano que já existe. E é bom até que se diga que há casos raríssimos de gravidezes que ocorreram sem a implantação perfeita no útero, como foi o caso do bebê Azelan Cruz. Exemplos como este deixam bem claro o problema de se considerar a realidade de um novo ser humano em momento outro que o da concepção. Os pesquisadores simplesmente afirmaram algo que não podem provar.

Tudo isto aqui está colocado para que uma coisa fique bem clara: não há ainda como afirmar que a pílula do dia seguinte não cause abortos. Mesmo cientistas envolvidos na militância abortista e que promovem o uso desta droga como o dr. Trussell têm que dar o braço a torcer e admitir que não há ainda como provar cientificamente e sem que reste qualquer dúvida que esta droga não pode ter o efeito de eliminar um ser humano já concebido.

De posse destes dados, fica-se com a seguinte questão: havendo a possibilidade de se estar eliminando um ser humano frágil e inocente, é correta a utilização de tal droga? É evidente que não, pois isto seria como fazer roleta-russa com a vida deste ser já existente.