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sábado, dezembro 24, 2016

Uma adoção que aconteceu no Natal

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Entregar para adoção é um ato de amor. Adotar é um ato de amor.

Abby Johnson, ex-diretora de uma clínica de abortos e hoje pró-vida, tem um filho adotado.

Ela mantém descrição sobre a mãe biológica de seu filho e as circunstâncias que levaram essa mãe a abrir mão do bebê.
Contudo, se sabe que a forma de adoção foi a de “open adoption” (adoção aberta) – em que a família adotiva mantém contato com a mãe biológica através do envio de notícias, fotos e de encontros (em que a mãe biológica e a criança se veem e mantém contato).

Às vésperas do Natal, Abby foi comprar um presente para a mãe biológica de seu filho, e seu gesto de amor e carinho à mulher que lhe deu um bebê não passou despercebido – e as bênçãos deste gesto vieram até de onde não se esperava!

Veja o que ela escreveu numa publicação em seu Facebook:

Eu estava comprando um presente de última hora e, ao pagar, a caixa da loja comentou sobre o que eu estava comprando. 
Eu disse à ela: Isto é para a mãe do nosso filho adotivo.
Ela simplesmente parou e eu pude ver que os seus olhos se encheram de lágrimas. 
Eu pensei uh-oh!
Mas, em seguida, ela continuou e disse como era bonito que nós tivéssemos uma adoção aberta. 
Ela contou que é adotada e que tem procurado por sua mãe biológica por muitos anos, mas que ainda não a encontrou. 
Eu contei à ela a nossa história e ela ficou muito comovida. 
Ela saiu de trás do caixa para me dar um abraço e disse: Obrigada por estar aberta para adotar um bebê! E obrigada por honrar a mãe dele. 
Por esta altura, nós duas estávamos chorando.
Esse foi um belo presente de Natal!

O Natal é uma data que convida a pensarmos sobre a adoção porque Jesus foi filho adotivo de São José.

Deus, por amor, entregou o seu filho aos cuidados de São José, para que ele, através da adoção, assumisse o papel de pai.

Não tenhamos medo da adoção. A adoção é um ato de amor!

Feliz Natal!! 



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terça-feira, dezembro 13, 2016

É aceitável o aborto por motivo de estupro ou incesto?

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Abaixo segue uma tradução livre de um trecho do excelente livro "Defending Life", de autoria do professor de Filosofia e Jurisprudência Francis J. Beckwith, da Baylor University.

O trecho em questão é especificamente sobre a questão do aborto em casos de estupro e incesto. Nele, o autor desmonta a argumentação que tenta justificar tais tipos de aborto e mostra que é moralmente errado defender o aborto mesmo nestes casos extremos. Às acusações de falta de compaixão que são lançadas aos pró-vidas ele responde: "A rejeição a endossar um homicídio injustificado não é falta de compaixão".


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Argumento sobre estupro e incesto

Um mulher que engravida devido a um ato como estupro ou incesto é vítima de um crime extremamente violento e moralmente repreensível. Embora uma gravidez resultante de estupro ou de incesto seja um evento muito raro(19), esta ocorre algumas vezes. O estudioso de Bioética Andrew Varga, que é contrário ao aborto, assim sumariza o argumento sobre aborto em casos de estupro e incesto:
"Argumenta-se que nestes casos dramáticos o maior valor da saúde mental de uma mulher que tenha engravidado como resultado de estupro ou incesto pode ser melhor preservado através do aborto. Diz-se também que uma gravidez causada por estupro ou incesto é o resultado de uma grave injustiça e que a vítima não deveria ser obrigada a carregar o feto até a viabilidade. Isto faria com que a mulher recordasse por nove meses da violência da qual foi alvo e apenas faria aumentar sua angústia mental. Segundo tal argumento, o valor da saúde mental da mulher é maior do que o valor do feto. Adicionalmente, é sustentado que o feto é um agressor contra a integridade e a vida pessoal da mulher; e que é também justo e moralmente defensável repelir um agressor até mesmo através de sua morte se esta é a única maneira de defender valores pessoais e humanos. Chega-se à conclusão, desta forma, que o aborto é justificável nestes casos."(20)

Há vários problemas com este argumento. Primeiro, este argumento não é relevante para o caso de aborto por demanda, posição defendida pelo popularmente chamado "movimento pró-escolha". Esta posição diz que uma mulher tem o direito de fazer um aborto por virtualmente qualquer razão durante todos os nove meses da gravidez (ver capítulo 2). Argumentar pelo aborto por demanda a partir dos casos difíceis de estupro e incesto é como tentar argumentar pela eliminação das leis de tráfego pelo fato de que alguém possa ter de violar algumas destas leis em raras circunstâncias, tal como alguém que precise levar com urgência a esposa ou filho até um hospital. É importante lembrar que a posição "aborto por escolha" e o regime atual da legislação norte-americana é que aborto é um direito fundamental que pode ser exercido apenas a critério da mulher gestante e em consulta com um médico preparado para o procedimento. Conseqüentemente, se não houvesse casos de estupro ou incesto, ainda assim haveria um direito ao aborto de acordo com este entendimento jurisprudencial. Assim, os apelos ao estupro e incesto são literalmente irrelevantes para estabelecer um direito ao aborto. (Para mais sobre a questão de direito ao aborto e os populares apelos à piedade, veja a seção "Necessidade Social do Aborto para a Igualdade das Mulheres").

Em segundo lugar, o nascituro não é um agressor quando sua presença não põe em perigo a vida de sua mãe (como no caso de uma gravidez tubária). É o estuprador que é o agressor. O nascituro é tão vítima inocente quanto sua própria mãe também é. Desta forma, o aborto não pode ser justificado com base em que o nascituro seja um agressor.

Terceiro, este argumento levanta a questão com a premissa de que o nascituro não é completamente humano. Pois se o nascituro é completamente humano, nós devemos perguntar se o alívio do sofrimento mental da mulher justifica a morte de um ser humano inocente. Mas o homicídio de um outro jamais é justificado para aliviar um desconforto emocional. Embora tal julgamento seja realmente angustiante, não devemos esquecer que o mesmo nascituro que a mulher focada na carreira irá abortar para evitar interferência em uma promoção no emprego é, biológica e moralmente, indistinguível de um nascituro que tenha resultado de um estupro ou incesto. Desta forma, o argumento sobre estupro e incesto é correto apenas se o nascituro não fosse completamente humano.

Quarto, se o nascituro é completamente humano (que é a questão real), requerer que sua vida seja eliminada para o alegado benefício de um outro é violar uma intuição básica de um julgamento ético: "nunca devemos matar uma pessoa inocente B para salvar a pessoa A". Por exemplo. "não podemos matar João através da remoção de um órgão vital para que a vida de Maria, que necessita deste órgão, seja salva. Isto não é falta de compaixão por Maria; é a rejeição a cometer um assassinato, mesmo por uma boa causa. João tem o direito de não ser morto para o benefício de Maria, mesmo que seja para salvar a vida dela. Maria tem o mesmo direito. Nós não podemos matar a mulher para beneficiar a criança. E da mesma forma, não podemos matar a criança para beneficiar a mulher". No aborto, "a criança está sendo sacrificada para o benefício de um outro. Ela não tem nenhuma obrigação de fazer tal coisa; não é correto forçá-la. Os que defendem o aborto devido a estupro dariam suas vidas voluntariamente para que um outro pudesse ser beneficiado de forma semelhante? Em caso negativo, é correto forçar uma outra pessoa a fazer isto? Em caso positivo, ao menos eles têm a oportunidade de fazer uma escolha; a criança não tem esta escolha"(21). Simplesmente porque algumas pessoas acreditam que a morte de um nascituro possa resultar na felicidade de um outro não significa que a criança tem o dever de morrer.

Alguns defensores da legalização do aborto alegam que os pró-vida não têm compaixão, uma vez que a posição pró-vida sobre estupro e incesto força uma mulher a carregar seu bebê contra sua vontade. Nada poderia estar mais longe da verdade. É o estuprador que já forçou esta mulher a carregar sua criança, não os pró-vidas. Os defensores da vida apenas querem prevenir que um outro ser humano inocente (o nascituro) torne-se vítima de outro ato violento e moralmente repreensível, o aborto, porque dois erros não fazem um acerto. O que faz o aborto um mal é a mesma coisa que faz o estupro também um mal: uma pessoa humana inocente é brutalmente violada e desumanizada. A rejeição a endossar um homicídio injustificado não é falta de compaixão. Como Schwarz mostra com o exemplo a seguir, algumas vezes a atitude mais moralmente correta não é a mais aprazível:
"Uma pessoa em um campo de concentração pode ter a oportunidade de se tornar um informante, o que significa uma vida melhor para ele. Mas também significa trair seus amigos e causar-lhes mais sofrimento. Moralmente, ele é forçado a permanecer em sua mísera situação atual, ao invés de cometer um mal moral, ou seja, trair seus amigos, talvez causando suas mortes. Se uma mulher é forçada a continuar uma gravidez, tal caso é similar neste aspecto, que ela é também forçada a permanecer em um estado lamentável porque a alternativa é um mal moral, a morte de uma criança inocente."(22)

Quinto, Michael Bauman observou: "Uma criança não perde seu direito à vida simplesmente porque seu pai ou sua mãe era um criminoso sexual ou um desviado"(23). Bauman também aponta que ao usar o argumento sobre estupro/incesto o defensor do aborto está fazendo a suposição problemática de que a vítima de estupro é a mais qualificada para administrar a justiça e que deveria ser permitido matar a prole do criminoso. Mas se o nascituro é inteiramente humano (que é a real questão), este tipo de "justiça" não se assemelha com o que pessoas razoáveis pensam como justiça, pois "uma nação civilizada não permite que a vítima de um crime sentencie à morte a prole de um criminoso. Dar poder a uma vítima de ofensa sexual para matar o filho do infrator é um ato até mais deplorável do que o estupro que o concebeu. A criança concebida por estupro ou incesto é uma vítima também. Nos EUA, nós não executamos as vítimas"(24). Bauman conclui:
"Porque nosso governo é um governo de leis e não de homens, não devemos consignar justiça e moralidade aos caprichos sedutores das vítimas. Elas, entre todas as pessoas, devem ser as menos capazes de dar um veredito justo ou identificar o caminho da mais alta virtude. Estou convencido de que quanto mais alguém é maltratado, mais provável é que vingança e a conveniência pessoal pareçam àquela pessoa como algo bom. Enquanto as vítimas de estupro com certeza conheçam bem o horror e a indignidade do crime em questão, sendo vítimas de tal crime não lhes confere experiência ética ou jurisprudencial. Nem lhes permite exercer justiça de forma equilibrada ou satisfazer as demandas do imperativo moral com cautela, conhecimento, finesse ou precisão. Se a uma pessoa lhe faltava conhecimento ou mostrava despreparo sobre Ética ou Penologia anteriormente ao crime, como é o caso com a maioria de nós, tornar-se uma vítima em nada altera este fato. A Justiça é tradicionalmente retratada como sendo cega, não porque ela tornou-se vítima e teve seus olhos removidos de forma criminosa, mas porque ela é imparcial. Vítimas de estupro, como acontece com todas as outras vítimas de crimes, raramente podem ser confiadas para serem suficientemente imparciais ou retamente éticas, especialmente levando em conta que elas muitas vezes decidem que a melhor alternativa disponível a elas é matar o filho do criminoso." (25)

Nenhuma pessoa moral nega a tragédia e a degradação do estupro e do incesto. Estes são crimes horríveis que resultam em danos emocionais, psicológicos, físicos e espirituais para as vítimas. Contudo, admitir o aborto em tais casos é ignorar um princípios ético que parece uma intuição moral muito bem fundamentada: "Àquele que sofreu uma injustiça não lhe é permitido impor ao que não cometeu a injustiça (e que não é, desta forma, culpado) a responsabilidade pelo que lhe foi imposto"(26). Embora, como eu argumento no capítulo 7, uma mãe possa ter menos responsabilidade para com uma criança concebida em estupro do que com uma criança que tenha vindo como resultado de uma relação consensual, isto não significa que ela, ou qualquer outra pessoa, tenha o direito moral de matar a criança concebida em um estupro.



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Notas:

19. Concerning this, Krason writes: “A number of studies have shown that preggnancy resulting from rape is very uncommon. One, looking at 2.190 victims, reported pregnancy in only 0.6 percent [Charles R. Hayman, M. D. ,‘Pregnancy and Sexual Assault,’ American Journal of Obstetrics and Gynecology 109 (1971): 480-486]. Barbara M. Sims, who once served as an assistant district attorney in Erie County, New York (Buffalo and vicinity), wrote in 1969 that the district attorney’s office in her county ‘contain[ed] no reported complaints of pregnancy from forcible rape or incest for the past thirty years’ [Barbara M. Sims, ‘A District Attorney Looks at Abortion,’ Child and Family 8 (I969): 176, 178]. In one study of 117 rape victims in Oklahoma City over a one-year period, there were no pregnancies reported [Royice B. Everett, M.D., and Gordon K. Jimmerson, ‘The Rape Victim: A Review of 117 cases,’ Obstetrics and Gynecology 50 (1977): 88, 89]. The Cook County, Illinois (which includes Chicago), States Attorney’s Office could not recall a single instance of pregnancy in about nine years of prosecuting rape [Eugene F. Diamond, M.D., ‘ISMS Symposium on: Medical Implications on the Current Abortion in Illinois,’ Illinois Medicine 131 (May 1967): 678]. St. Paul, Minnesota, did not report a single pregnancy from rape in over ten years [Fred B. Mecklenburg, M.D., ‘The Indications for Induced Abortion: A Physician’s Perspective,’ in Abortion and Social Justice, ed. Thomas W. Hilgers and Dennis J. Horan (New York: Sheed and Ward, 1971), p. 38]" (Krason, Abortion, 281).

20. Andrew Varga, The Main Issues in Bioethics, rev. ed. (New York: Paulist Press, 1984), 67-68. Varga himself, however, does not believe that abortion is morally justified in the cases of rape and incest.

21. Stephen Schwarz, The Moral Question of Abortion (Chicago: Loyola University Press, 1990), 146, 151.

22. Ibid., 148.

23. Michael Bauman, Pilgrim Theology: Taking the Path of Theological Discovery (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1992), 197.

24. Ibid.

25. Ibid., 198.

26. Michael Davis, "Foetuses, Famous Violinists, and the Rights to Continued Aid", Philosofical Quaterly 33 (1983): 268, como citado em Patrick Lee, Abortion and Unborn Human Life (Washington, DC: Catholic University of America Press, 1996), 122.





quarta-feira, novembro 30, 2016

E o STF virou megafone da militância abortista...

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Min. Rosa Weber e Min. Luis Roberto Barroso

No final desta noite, um verdadeiro furacão varreu os meios pró-vida do Brasil: a notícia de que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal havia decidido que o aborto cometido até o 3º mês gestação não seria crime.

A 1ª Turma do STF emitiu esta controversa decisão ao analisar o caso do fechamento por parte da força policial de uma clínica de abortos na cidade de Duque de Caxias, RJ, onde várias pessoas tiveram a prisão preventiva decretada. Ao contrário do que certas manchetes tentam [des]informar, tal decisão, que foi a de conceder habeas corpus aos envolvidos no aborto, não cria precedente a ser utilizado em outras instâncias e tampouco pode-se dizer algo como se o STF tivesse legalizado o aborto. A decisão em questão tem o escopo específico para o caso em questão

É, porém, gravíssimo o que aconteceu ontem no STF por vários motivos. Um deles é que, mesmo que tal decisão não crie precedente jurídico direto, ela pode ser utilizada por juízes de outras instâncias para a fundamentação de suas decisões, o que é desastroso. Outro motivo é que a argumentação do ministro parece um imenso blablablá de militante abortista, onde ele desfiou termos e idéias que não têm qualquer aporte jurídico em nossa legislação. Exemplo:
"Na medida em que é a mulher que suporta o ônus integral da gravidez, e que o homem não engravida, somente haverá igualdade plena se a ela for reconhecido o direito de decidir acerca da sua manutenção ou não"
Chega a ser difícil sequer imaginar que tal disparate tenha saído da pena de um ministro que tem por obrigação zelar pela texto constitucional. Dizer que "homem não engravida" e ainda chamar isto de argumento? Desde quando há na Constituição algo que exija compensações entre os sexos devido às suas diferenças biológicas? E, devido ao homem não engravidar, a mulher deve então ter a possibilidade decidir "acerca da manutenção ou não" de uma gravidez? Esta decisão, senhor ministro, não cabe a um homem e nem a uma mulher - que tal esta igualdade? -, pois a vida que a mãe carrega no ventre deve ser preservada e é a própria Constituição que diz isto.

Em outro trecho, o ministro escreve esta outra pérola:
"O direito à integridade psicofísica protege os indivíduos contra interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes, relacionando-se, ainda, ao direito à saúde e à segurança. Ter um filho por determinação do direito penal constitui grave violação à integridade física e psíquica de uma mulher"

É patético que o ministro Barroso discorra sobre "interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes" enquanto tenta argumentar que não é crime eliminar uma vida humana frágil e inocente. Quanta cegueira, senhor ministro!

Ele quer falar de "saúde e segurança" defendendo que os nascituros sejam esquartejados nos ventres de suas mães, sejam expelidos através de drogas, sejam envenenados e tenham seus corpos retirados do ventre de suas mães. Esta é uma argumentação canalha! É apenas panfletagem de péssima qualidade, de um primarismo ridículo e absurdo.

E não é que o direito penal determine que a mulher tenha o filho, como ele afirma. O que o Código Penal faz é dispor que o ato do aborto é sim um ato criminoso contra uma vida humana, coisa que a patacoada retórica do ministro resolveu deixar de lado totalmente, preferindo "argumentar", ao que parece, tomando como base todos os clichês que são cuspidos pela militância abortista. Na prática, o ministro resolveu na canetada dizer que ele é quem decide o que é ou não crime. Ele pouco se importou que haja um Código Penal em vigência no Brasil; ele, e apenas ele, é quem decide o que é ou não crime no Brasil.

Min. Edson Fachin  

Ele falar em "integridade física" enquanto não dá a mínima para o que acontece com um ser humano que sequer tem voz para clamar por sua vida mostra bem o nível de canalhice que certos nomes do STF estão dispostos a atingir. Querer falar em integridade física da mulher e, convenientemente, esquecer que se está eliminando cruelmente um ser humano a cada aborto é típico de militantes abortistas, que tentam a todo custo esconder da população a realidade de um aborto. Quem diria que um ministro do STF também andaria por esta estrada?

Para termos um real entendimento do que o ministro e o restante da turma - ministro Edson Fachin e ministra Rosa Weber - entendem que não seja um crime, seria bom darmos uma espiada no caso para o qual eles resolveram conceder Habeas Corpus aos envolvidos no estouro de uma clínica de abortos no RJ. 

Segundo informou a Folha de São Paulo à época:
"Entre os presos está o médico responsável pelos procedimentos. Segundo a polícia, ele tentou fugir do local com a ajuda de um policial civil, que também acabou preso. O médico foi autuado por tentativa de homicídio e foi obrigado pelos policiais a retornar à clínica para cuidar de uma paciente que passava por um aborto.
Além deles, foram presos um taxista que fazia o transporte das pacientes, uma faxineira da clínica, que auxiliava nos abortos, e a dona do estabelecimento. Segundo a polícia, a proprietária do local participava dos abortos como uma enfermeira."

Ou seja, dez pessoas foram presas em flagrante. Entre elas, médicos, enfermeiras, um policial civil, um taxista e até mesmo uma faxineira, que também ajudava nos abortos (!). Estas pessoas estavam conscientes de seus crimes e o faziam com o simples objetivo de ganhar dinheiro através do desespero de mulheres. É um caso clássico de formação de quadrilha. 

Ou seja, a polícia do RJ investiga uma denúncia anônima, monta uma operação para desbaratar uma quadrilha de criminosos que ganham dinheiro às custas do desespero de mulheres humildes, é eficiente e consegue fazer as prisões dos criminosos. E agora a 1ª Turma do STF diz que aquilo que os criminosos estavam fazendo não era crime? Então os policiais que valorosamente trabalharam para trancafiar os pulhas que ganham dinheiro desta forma apenas perderam tempo e desperdiçaram recursos de nossos impostos? Entre os criminosos, havia até mesmo um policial civil, o que indica planejamento para a atividade criminosa. Então a pessoa que fez a denúncia anônima também perdeu seu tempo?

Ora, francamente... Como o STF chegou a um ponto tão baixo? O STF agora resolveu legislar, o que está além de suas atribuições. Pior ainda: resolveu panfletar e se portar como um militante pela liberação total do aborto.


quarta-feira, novembro 23, 2016

"Cara futura mamãe" Portadores da Síndrome de Down podem ter vidas muitos felizes

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O que haveria de condenável em um vídeo mostrando vários jovens portadores de Síndrome de Down, sorrindo e deixando a mensagem para as futuras mães de bebês também portadores da mesma síndrome de que tudo ficará bem? Será que um vídeo como este mereceria ser censurado?

Aparentemente, segundo noticia o site Huffington Post, um órgão governamental da França achou que este vídeo deve sim ser censurado e impedido de ser transmitido na TV francesa. Segundo este órgão, mostrar pessoas portadoras de Síndrome de Down sorrindo era "inapropriado" porque esta expressão de felicidade "provavelmente perturbaria a consciência de mulheres que legalmente fizeram escolhas diferentes em suas vidas".

Evidente que este palavrório burocrático quer dizer que o vídeo poderia incomodar mulheres que resolveram abortar seus bebês portadores da Síndrome de Down. Em um país onde 96% dos bebês com Síndrome de Down são abortados, como é o caso da França, o que incomoda é um vídeo com jovens sorrindo e passando uma boa mensagem, e o que parece não incomodar nem um pouco é o verdadeiro genocídio de seres humanos apenas porque têm cromossomos a mais. 

Como é bem colocado no artigo do Huffington Post, "crianças que são injustamente descritas como um 'risco' antes de seu nascimento, agora são também classificadas como um 'risco' mesmo após seu nascimento". Quem diria que a Cultura da Morte estaria já tão avançada em nossa sociedade que até mesmo sorrisos seriam motivos de incômodo? 

Mundialmente, é estimado que 90% dos bebês portadores de Síndrome de Down são abortados. É um verdadeiro genocídio acontecendo diante de nossos olhos. E como isto acontece? Simples: criou-se um mito que pessoas portadoras da síndrome vivem uma vida de sofrimento e que são um peso para suas famílias e para a sociedade. E um vídeo como o que foi censurado pelo órgão francês bate de frente com esta narrativa ao mostrar que tais pessoas podem estudar, trabalhar, ter vidas plenamente produtivas. Em resumo: podem ser muito felizes. 

Como bem pergunta o articulista do Huffington Post: o que virá a seguir? Depois de censurar um vídeo como este, o que mais acontecerá? Os portadores serão impedidos de estudar? Serão apartados da sociedade porque seus sorrisos incomodam pessoas que acham que eles sequer deveriam ter nascido?

A narrativa que é derrubada com um vídeo como este é a mesma que tenta esconder a realidade do aborto. Não interessa aos defensores do aborto que seja mostrado que o futuro não é negro, que a vida se ajusta, que as pessoas podem encontrar felicidade após crises e graves problemas. Interessa mostrar o aborto como uma necessidade imperativa.

A vida real não é linear como muitos nos querem fazer acreditar, mas o aborto é. No final da linha existe um ser humano ao qual foi cruelmente negado até mesmo seu direito à existência, e é por isto que simples sorrisos como os mostrados no vídeo incomodam tanto.

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sexta-feira, novembro 04, 2016

"A voz do coração": no Chile, os bebês não-nascidos puderam ser ouvidos

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No meio de um acirrado debate sobre o aborto que vem ocorrendo no Chile, um grupo pró-vida teve uma idéia genial para mostrar que o que as mães carregam no ventre é, a partir da concepção, um novo ser humano. 

As mulheres da organização feminista pró-vida "Reivindica" reuniram-se na Plaza da la Constituición e caminharam em direção aos prédios governamentais. Ao invés de gritarem palavras de ordem ou carregarem cartazes com mensagens defendendo a vida humana por nascer, elas fizeram algo que teve um impacto muito maior: elas colocaram microfones conectados a megafones em seus ventres e o que se pôde ouvir na praça foi o som das batidas dos corações de seus bebês ainda não nascidos.

Estas mamães chilenas arrumaram uma interessante forma de dar voz aos seus filhos que ainda não nasceram e, principalmente, mostrar a todos a realidade crua do aborto: ele pára um coração humano que já bate, ele elimina cruelmente uma vida humana frágil e inocente.

A partir da concepção não existe algo abstrato que possa ser descartado. No ventre das mães não existe apenas um "amontoado de células" como os abortistas querem nos fazer acreditar. O que lá está é um novo ser humano que tem tanto direito à vida quanto qualquer um de nós.

As batidas destes pequeninos corações trazem um dilema importante à toda sociedade (e não apenas aos chilenos): reconheceremos a evidente realidade de uma vida humana que já existe e a protegeremos ou nos fecharemos em nosso egoísmo mesmo que para isto inocentes tenham que pagar com seu próprio sangue?

Fora isto, a demonstração das feministas do "Reivindica" atinge também em cheio a narrativa que a maior parte do movimento feminista tenta envolver todas as mulheres. É como disse Rosario Vidal, presidente do "Reivindica", no vídeo de divulgação da campanha "La voz del corazón":
"Estava evidente que faltava uma representação da mulher que inclua a maternidade no debate público."
É exatamente isto! Infelizmente a esmagadora maioria do movimento feminista, principalmente a ala mais radical, quer criar uma narrativa que marginaliza a maternidade na vida das mulheres. Vem daí uma verdadeira idolatria ao aborto, que passa a ser encarado como "direito" ou mesmo algo virtuoso e necessário para a felicidade das mulheres.

Excelente ver que mais mulheres posicionam-se contra esta caricatura perversa do que seja a maternidade e também contra a falsa opção do aborto, exatamente como a "Reivindica" respondeu a um comentário no vídeo da campanha:
"Ser pró-aborto não é ser pró-mulher. Reduzir a liberdade e opções apenas ao aborto é tão degradante como pensar que às mulheres se lhes dá liberdade aumentando o espaço da cozinha."



sábado, setembro 10, 2016

"A pequena lutadora": o menor bebê já nascido

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Emilia Grabarczy - "A pequena lutadora"

Nascida com 229 gramas e 22 centímetros, Emilia Grabarczyk é a menor bebê prematura que conseguiu sobreviver. Ela nasceu na cidade de Witten, na Alemanha, há 9 meses. 

Seu nascimento aconteceu no Hospital Maria, após seus pais Lukas e Sabine, junto com a equipe médica, decidirem por uma cesareana a 26 semanas de gestação. Isto foi necessário, pois a placenta não estava mais fornecendo os nutrientes para o desenvolvimento da bebezinha.

Os médicos dizem que até 6 meses após o nascimento, eles não tinham certeza se ela iria sobreviver ou não. Apenas recentemente ela vem se fortalecendo. No momento ela está já com 3 kg e sua condição não indica problemas ou seqüelas mais graves para o futuro.

Seus pais dizem que não tiveram nenhuma dúvida em dar à sua filha a chance de sobreviver, mesmo que a probabilidade fosse bem pequena. "Tivemos muitos dias difíceis e muitas lágrimas, mas ela queria sobreviver." - disse a mãe.

A sobrevivência de Emilia é um verdadeiro milagre. Bebês prematuros com mais peso que ela dificilmente conseguem sobreviver. Não é à toa que a equipe médica a chama de "a pequena lutadora". 

O pezinho de Emilia media apenas 3 cm quando ela nasceu


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sábado, setembro 03, 2016

Os médicos aconselharam seus pais a abortá-la. Hoje ela é atleta, quebra recordes e foi coroada Miss!

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Quando ainda estava em gestação, os médicos aconselharam aos pais de Eliza McIntosh que eles deviam abortá-la devido ao diagnóstico de uma rara má-formação em sua espinha dorsal. Os profissionais disseram aos pais que ela permaneceria em estado vegetativo e que não teria qualidade de vida.

É a própria Eliza que nos conta o que fizeram seus pais:
"Meus pais são muito religiosos e são contrários ao aborto, e a atitude que eles tiveram foi 'esta tarefa nos foi confiada e nós faremos o melhor que pudermos'. Eles não me deixariam morrer, eles decidiram modificar nossa casa para que ela ficasse mais acessível e nunca me trataram de forma diferente."
Os médicos estavam errados. Muito errados. Ela usa uma cadeira de rodas, mas sua condição é muito menos severa do que eles haviam previsto. 

Hoje, aos 21 anos, Eliza não pára de mostrar o valor que toda vida humana tem. Ela já foi recordista do Guiness - em 2011 e com apenas 17 anos - como a pessoa que percorreu a maior distância fazendo "wheelie" (locomover-se equilibrando-se apenas com as 2 rodas traseiras da cadeira-de-rodas) - que pode ser visto neste vídeo -, tendo percorrido por volta 20 km, o que durou 3 horas e 51 minutos. Ela também é jogadora de basquete em cadeira-de-rodas e está relacionada como substituta da equipe norte-americana dos jogos que acontecerão na cidade do Rio de Janeiro.

Sua mais nova conquista foi ter sido coroada como "Miss Cadeira-de-Rodas" dos EUA. A todas estas conquistas, Eliza sempre lembra da importância do apoio de seus pais:
"Eles me ensinaram que eu deveria saber que há diferença entre ter uma deficiência e ser deficiente. Ter uma deficiência é uma coisa com a qual você nasce, mas ser deficiente significa que você permite que isto o impeça de fazer algo."
E pensar que uma pessoa assim poderia ter sido impedida de viver se a opinião dos médicos tivesse sido aceita e seus pais tivessem optado pelo aborto...



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