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terça-feira, janeiro 10, 2006

I-N-C-O-N-S-T-I-T-U-C-I-O-N-A-L-Í-S-S-I-M-O

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No Brasil, o aborto é crime. E deve continuar sendo, a não ser que os abortistas procurem quebrar a ordem jurídica atual. É como se os tais abortistas desejassem, na verdade, rasgar a Constituição.

O Dr. Ives Gandra Martins inúmeras vezes já demonstrou que qualquer lei que favoreça esta nefasta prática é inconstitucional. Seguindo também esta linha de pensamento, o Dr. Celso Galli Coimbra em um excelente, esclarecedor e bem fundamentado texto, demonstra a aberração jurídica que é buscar legalizar o aborto no Brasil, pois nossa nação é signatária de tratado internacional (Tratado de São José da Costa Rica) que reconhece que a vida inicia no momento da concepção e, como tal, deve ser protegida. É absurdo até que exista um Projeto de Lei a tramitar no Congresso buscando liberar este crime.

A sólida argumentação jurídica do Dr. Celso Galli Coimbra pode ser lida em sua própria página - Biodireito-Medicina(clique aqui) - ou na página do Centro de Mídia Independente (clique aqui). Vale a pena ler o texto.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Nos blogs da vida... (2)

1 comentários ###
Nada há como um bom slogan! Faz a fortuna dos publicitários; faz a alegria dos manipuladores; faz a cabeça dos incautos. Tem gente que acha que para qualquer problema é só tirar da cartola um slogan e ... ZAP! Provei meu ponto! Discussão encerrada!

Felizmente, não funciona assim. Um slogan pode ser muito bom, mas será que ele é ético? Esta é a questão! Todo slogan é uma síntese, um amálgama de uma série de idéias e conceitos, que são postos em relevância por algumas poucas palavras cuidadosamente escolhidas e carregadas de alto significado.

Até aqui, tudo bem. Mas e quando estas poucas palavras pretendem, na verdade, mascarar a realidade? E quando um slogan põe em evidência determinados direitos em detrimento de outros, de igual valor? E quando um slogan é nitidamente manipulador? Ou simplesmente mentiroso? Aqui começa o problema. Um grande problema, que fica cada vez maior quando mais e mais pessoas caem - os tais incautos - na teia de manipulações baixas, até o ponto do slogan ser repetido como um dogma.

Ai de quem resolver ir contra tais slogans!


Meu corpo me pertence

Em tempos politicamente corretos como os em que vivemos, a repetição de slogans virou mania. Para que pensar, se temos um slogan fantástico à mão? Para que desenvolver um pensamento coerente e lógico, quando se tem a possibilidade de, através de tais palavras mágicas, tomar um atalho e emitir uma opinião como se fosse altamente fundamentada?

É o caso do slogan "Meu corpo me pertence", que é usado e abusado por certos indivíduos e grupos abortistas. Estas 4 palavras exprimem o óbvio, mas a significação que lhes está sendo dada já extrapolou, em muito, o que elas dizem. É neste ponto que os incautos entram no barco já em movimento e participam de uma manipulação pura e simples.

"Meu corpo me pertence" é um baita slogan, devemos reconhecer isto antes de mais nada. Traz consigo uma afirmação de individualidade fortíssima, uma independência fulgurante. É, assim parece, uma atitude de quem enfrenta a vida de frente. É o slogan dos fortes! É o mantra dos decididos! É a palavra do homem e da mulher que são senhores de si, que andam de cabeça erguida no meio da multidão!

Bem... Bem... O problema vai no que tal slogan esconde, no que ele deforma, no que ele distorce. É muio bonito, muito "moderno" bradar tais palavras, mas será que as mesmas pessoas que tiram tal slogan da cartola estão preparadas para sustentar toda a significação de tais palavras? Que darão aval a tudo o que elas escondem, distorcem? É bom que estejam, pois do contrário serão apenas papagaios a aumentarem o barulho, mas que nada sabem do significado do que gritam.


Slogan esquecido?

Uma blogueira, há algum tempo atrás, achou por bem começar seu post exatamente com este slogan, tomando por "deixa" o "Dia Internacional da Saúde". Bem ao contrário do que ela alega, o referido slogan não foi nem esquecido e muito menos "satirizado nas últimas décadas", ele continua seu papel na farsa para o qual foi criado. E muito bem, pelo jeito. É só reparar em como ela utiliza-se do mesmo.

Inicia falando sobre amamentação como um direito e não como um dever. Justíssimo, apesar de óbvio... Dizer que "a escolha deve ser, sempre, da mulher e tem que ser respeitada" é cair no óbvio. É óbvio porque apesar de já mais do que comprovados os benefícios deste ato, uma mulher pode sempre desejar que seu filho não seja amamentado. Apesar de não concordar com uma abordagem que em momento algum toca no papel do pai - o que simbolicamente tem significância quando lemos o restante do post -, concordo que amamentar ou não jamais deva ser uma obrigação. E quem discordaria disto?


Omissões e distorções

A distância entre amamentação e aborto é enorme. Uma é a chave para o desenvolvimento saudável de uma criança e o outro é a eliminação de uma criança. Apesar desta distância "oceânica", a blogueira faz a transição entre um assunto e outro como quem pula uma poça d'água. Tudo, claro, a pretexto de que à mulher pertence o seu corpo. Coisa, aliás, que ninguém nega. Quando se insiste que não é lícito o aborto, não é porque se está dizendo que o corpo da mulher pertence a quem quer que seja, é desviar do assunto quem assim tenta emocionalizar o debate. À mulher pertence seu próprio corpo, isto é claro para as sociedades democráticas. Também ao homem pertence seu próprio corpo... E também ao ser humano em formação pertence seu próprio corpo!

Eis o que omite, espertamente, o tal slogan: há um ser humano independente da mãe a partir da concepção. A "humanidade" deste ser só faz sentido se pensada de forma independente da de sua mãe. Querer que a "humanidade" de quem quer que seja esteja condicionada à suposta decisão de sua mãe, é absurdo e bizarro, trazendo à nossa mente as atitudes de regimes autoritários que se utilizam exatamente deste tipo de expediente como caminho para a submissão e extermínio de seus desafetos. Às mulheres foi dada a Graça - é sempre Graça! - da maternidade, mas de maneira nenhuma a elas foi dado poder para decidir se ou a partir de qual momento a seu filho é humano.

É a partir da distorção que vai implícita em tal slogan que a Deputada Jandira Feghali pôde confeccionar um substitutivo que, na prática, permite o aborto a qualquer momento da gestação. É distorção, pois o que tal slogan cria é um nítido desequilíbrio entre o direito da mãe e o direito do filho ainda não nascido. Tudo isto porque o que se tira do slogan não diz respeito à individualidade, é apenas individualismo e egoísmo.


Nem ela acredita que não é crime...

Diz a blogueira que "aborto não é crime". Mas será que ela mesma acredita nisto? A julgar pelas suas próprias palavras, não. Vejamos:

"O aborto é, sempre, um ato extremo, que vem carregado de algum nível de sofrimento, da impossibilidade de se materializar a maternidade naquele momento, de dor, de um sentimento de perda."

Qual seria o sofrimento se no ato de abortar não houvesse exatamente uma fatal resolução sobre o destino de um ser humano? De onde viria o "sentimento de perda"? Da perda de um "punhado de células", como dizem pejorativamente muitos abortistas? Se a blogueira achasse que se trata apenas de um "punhado de células" por que ela tenta se mostrar compreensiva com a dor emocional das que são "obrigadas" a abortar? Ela inadvertidamente deu ao fruto da concepção o status que os pró-vida sempre lhe dão: é um ser humano!

Apesar de, na prática, reconhecida a humanidade do embrião, ela diz que:

"(...) muitas vezes aquela mulher que tem uma gravidez indesejada - por várias razões que só a ela cabe julgar - pode não ter opção e decidir que precisa interromper a gestação."

Este é o grande problema... A um ser humano inocente, indefeso, ninguém tem o direito de interromper a vida! Não é o fato de uma mulher desejar ou não ficar grávida que dá "humanidade" ao feto, e, por isto, não é lícito que seja decidida a interrupção de uma gestação.

Continuando, a blogueira escreve que:

"(...) a mulher perde mais o controle do seu próprio corpo, que passa a ser, de certa forma, apropriado pelo Estado e pela Igreja."

Ah... As mentes eternamente confusas...Que delícia deve ser trazer assuntos mil à tona, sem jamais pensar 1 minuto que seja em qualquer um deles. O controle sobre seu corpo continua pleno às mulheres nas sociedades democráticas, porém tal controle de forma nenhuma é estendido ao fruto da concepção. Aliás, faltou a blogueira dizer como o Estado e a Igreja apropriam-se do corpo da mulher. Jogar palavras assim ao vento - palavras fortes - e nada provar, de que adianta?


Nosso velho amigo, Dr. Carandiru

Como não podia faltar, há referência no post ao Dr. Carandiru, que a cada dia que passa torna-se uma griffe mais e mais famosa. O doutor não discute, ele dogmatiza. O doutor não ouve ninguém, ele tem todas as soluções para os problemas. A blogueira, pelo jeito mais uma fã do doutor, reproduziu um trecho de uma de suas entrevistas:

"(...) "O aborto no Brasil é absolutamente livre para quem tem dinheiro. Só as moças pobres não têm acesso. Nós temos no Brasil um número absurdo de meninas que vão fazer curetagem em hospitais públicos para tratar complicações de aborto. Temos 200 mil abortos no Brasil. É um problema médico. Não pode ser tratado por marginais. Acho que o aborto pode ser feito até três meses de gestação, esse é um número razoável, pois nesse período o feto não tem atividade cerebral. Não adianta querer proibir.""

O aborto, apesar do Dr. Dráuzio dizer que é livre para quem tem dinheiro, é crime no Brasil, não tem nada de livre. Se determinada parte da população pensa que devido às suas melhores condições financeiras estão acima da lei, os governantes devem redobrarem os esforços para que a Lei seja cumprida. Acaso devemos liberar também a sonegação fiscal? Todos sabemos que os pobres são os que menos sonegam impostos em nosso país, enquanto que os ricos são mestres nesta arte. O doutor acha também que este crime deve ser tolerado e até mesmo liberado para que se tenha uma "igualdade" entre ricos e pobres?

O doutor diz que é um problema médico. Não, não é um problema APENAS médico. É um problema multi-facetado, no qual várias áreas do conhecimento são chamadas a darem sua contribuição. Falar que o aborto é um problema apenas médico é querer setorizar o assunto exatamente para eliminar os argumentos contrários a esta nefasta prática. O doutor diz que o aborto "não pode ser tratado por marginais". Muito bem... Os tais "marginais", muitos deles, são exatamente os médicos que se prestam ao papel de eliminar uma vida humana. Todos deveriam estar na cadeia, pois eles, mais do que ninguém, sabem muito bem o que estão fazendo.

O doutor acha que o aborto pode ser feito dentro do prazo de 3 meses, pela falta de atividade cerebral no feto. Ele pode "achar" muita coisa, mas talvez ele devesse explicar qual a diferença entre um feto com 12 semanas e um outro com 11 semanas e 6 dias. Já que ele quer mesmo utilizar tal critério para decidir se um aborto é ou não lícito, ele talvez devesse explicar qual o exato momento mágico no qual o feto ganha a sua "humanidade" como um presente, uma dádiva da ciência médica. Talvez o doutor devesse combinar o discurso principalmente com as "feministas" radicais, para quem o aborto é um "direito" que pode ser exercido a qualquer momento durante uma gravidez, nem que seja 1 hora antes do parto. Para tais "feministas" o doutor seria tachado de "machista" para baixo, pois, diriam elas, quem é ele para decidir uma coisa que só às mulheres cabe decidir?


Ilusões

Depois de dar voz ao Dr. Drauzio Varella a blogueira emite sua opinião:

"(...) Como disse o Dr. Dráuzio, não adianta querer proibir, o aborto vai sempre acontecer e nas piores condições, enquanto for visto como crime."

Faltou o discernimento tanto a ela quanto ao doutor de que o tal critério por ele criado - o de 12 semanas - em nada vai impedir que um aborto aconteça nas piores condições. Caso uma mulher perca o prazo de abortar, ela docilmente aceitaria a gravidez? Óbvio que não... Mesmo que todos os médicos por ela procurados para resolver o seu "probleminha" se recusassem a efetuar o procedimento, uma tal mulher se conformaria? Duvido muito... Aliás, posso até visualizar uma mãe pedindo ao médico para dar um jeitinho dizendo "coloque na ficha que estou com 11 semanas, ninguém saberá mesmo...". Tanto o doutor quanto a blogueira parecem querer fechar os olhos a uma tal realidade, enxergam o que querem ver...


Visão seletiva

Finalizando seu post, a blogueira noticia a instalação da tal Comissão Tripartite (é um post já antigo), formada por membros do executivo, do legislativo e da sociedade civil. Diz ela, também, que a comissão já começa "sob a ameaça da Igreja". A blogueira tem uma forma peculiar de enxergar o mundo. Seletivamente, ela escolhe o que lhe é mais palatável. Ela não se mostra indignada que a Igreja tenha sido totalmente alijada de um debate, mas aceita de bom grado que uma entidade como as "Confusas pelo Direito de Decidir" faça parte da comissão, mesmo que esta, a começar de seu próprio nome, procure apenas desinformar para impor a sua agenda.

Contradizendo-se, a blogueira termina: "(...) Aborto é questão de saúde pública e deve ser visto como tal". Ela poderia muito bem explicar como uma questão que é meramente de saúde pública pode ocasionar, segundo suas próprias palavras, "sentimentos de perda". Ou ela trata o problema como ele realmente é, multifacetado, complexo, ou ela simplesmente reduz o problema aos seus desejos - no caso, de saúde pública -, mas que pelo menos seja coerente com o seu próprio discurso. Des-humanizar o concepto quando seus interesses assim exigem e aceitando-lhe a humanidade quando conveniente para um discurso emocional só demonstra a quantas anda a confusão de tais pessoas, e é nisto que caem os que insistem em argumentar com slogans já mais do que batidos.

sábado, janeiro 07, 2006

Aborto e totalitarismo

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Respondam rápido: qual foi a primeira nação a legalizar o aborto? Não vale perguntar a uma "feminista"... Até mesmo porque ela, apesar de saber a resposta, não vai querer contar. Foi a antiga, falecida e que não deixou saudades União Soviética, aquela mesma dos milhões de mortes, das atrocidades mil, das torturas...

Este e outros fatos foram lembrados por um blogueiro português que escreveu um ótimo post: Os pais do aborto. Lá é brevemente referido este e outros dados que a "feminista" mais próxima de você gostaria que fosse esquecido. Lá são expostos o pensamento de figuras de peso no pensamento abortista, tal como o "humanista" Hitler, que liberava o aborto nos países ocupados por suas tropas e o proibia em casa:

"face à existência de famílias numerosas na população nativa, é para nós muito vantajoso que as raparigas e mulheres façam o maior número de abortos possível"


A base para tal atitude do abortista Hitler eram os argumentos demográficos, exatamente os mesmos que muitos utilizam-se ainda hoje. Eis uma frase de Martin Borman - braço direito de Hitler - sobre o assunto:

"a fecundidade dos eslavos é indesejável. Que usem preservativos ou raspagens - quanto mais, melhor"

Até parece que estou vendo o Fantástico, e o Dr. Carandiru dizendo, com aquela voz mansa e compreensiva:

"a fecundidade dos pobres é indesejável. Que usem preservativos ou raspagens - quanto mais, melhor"

Quando os abortistas vierem com aquele papinho de que a legalização do aborto é necessária por uma questão de liberdade individual, lembrem a tais pessoas quem foram os pais desta idéia tão libertadora.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

"O horror... O horror..."

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Pornografia, terrorismo, satanismo, anti-semitismo, fundamentalismo, pedofilia, prostituição, tráfico de drogas, tráfico de mulheres... Tudo isto está presente na internet. Como acabar com tal coisa? Mesmo nos esforçando muito, duvido que consigamos debelar tal praga. Mas jamais devemos parar de combatê-las! Devemos denunciar, botar a boca no mundo, fazer barulho!

Claro que o aborto, esta praga que aniquila a vida de milhões de seres humanos, dá sua cara na internet. Não estou falando das "feministas" de plantão, tais como a professora Heleieth, aquela dos 12 livros publicados (gostei do refrão na resposta acachapante do Dr. Cicero Harada). É coisa mais pitoresca, mais bizarra.

Passou-se o tempo em que a mocinha queria abortar e ficava presa em um drama se contava ou não à sua melhor amiga, procurando conselhos e, quem sabe?, uns endereços de clínicas em que pudesse aliviar seu desespero.

Hoje em dia isto mudou... Para pior... Desde o dia 05/05/2004, quando foi publicado o artigo "O aborto como mal menor", do Prof. Renato Janine, na parte de colunas do AOL Notícias, foi criado um fórum para discussão do assunto. Até aí, tudo bem. Só que a partir de um determinado momento, o fórum tornou-se um ponto de encontro de pessoas, a maioria jovens, trocando informações e endereços sobre clínicas que fazem aborto em todo o Brasil.

É bizarro mesmo! Vale lembrar que o aborto continua sendo crime no Brasil. E um portal do tamanho da AOL deixar que um crime seja tramado utilizando-se de seus serviços é algo inominável.

Final feliz (mais ou menos)

Como fiquei sabendo disto? É que participo de uma lista Pró-Vida e uma listeira trouxe este assunto à tona. Todos ficaram chocados, claro, e, rapidamente, conseguimos nos mobilizar. Um de nossos listeiros entrou em contato com a AOL e esta retirou do ar o tal fórum imediatamente.

Ótimo!!

Sim, ótimo! Mas dá uma tristeza quando pensamos que o fórum ficou aberto desde o dia 05/05/2004 até hoje. Inúmeras pessoas, jovens na maioria, trocaram informações sobre como terminar com uma vida humana.

O link do não mais existente fórum era este. Será retornada uma página indicando a inexistência do mesmo.

Antes de tudo ser varrido para debaixo do tapete, pude guardar uma página do tal fórum, a mais recente. Vou colocar aqui algumas mensagens que apareciam no mesmo. Deletei os endereços eletrônicos que apareciam nas mensagens.


FATIMA
(RIO DE JANEIRO)
E-MAIL DELETADO
04/01/2006 - 16:07 PM
reportar mensagem inadequada
URGENTE CLINICAS DE ABORTO RIO DE JANEIRO
Por favor estou desesperada, pois estou grávida e não tenho condições de ter este filho, pois não estou trabalhando e meu namorado também não, estamos procurando emprego e ainda estou cursando faculdade.
Por favor preciso de telefone e endereço de clínicas que fazem aborto no rio de janeiro.
Por favor me ajudem.
Obrigada.

Melissa
(Curitiba)
E-MAIL DELETADO
03/01/2006 - 23:33 PM
reportar mensagem inadequada
Agradeço
Agradeço ao André que me ajudou nos momentos mais dificeis da minha vida, tenho 16 anos e estava, graças a ele, posso continuar vivendo meu sonho, acho que sai de um pesadelo.


Paulo
(São Paulo)
E-MAIL DELETADO
02/01/2006 - 15:34 PM
reportar mensagem inadequada
Aborto
Clinicas de Aborto ou medicos.

Estou precisando urgente de aborto
favor entrem em contato.

Obrigado.


JCA
(Varginha MG)
E-MAIL DELETADO
28/12/2005 - 13:52 PM
reportar mensagem inadequada
Por Favor!!!!!!!
Se alguem souber alguma clínica... em MG, no Sul de Minas, me mande um e-mail... estou desesperada... ja tentei de tudo...


Tec
(São Paulo)
E-MAIL DELETADO
26/12/2005 - 23:10 PM
reportar mensagem inadequada
Preciso de um end ,,,em SP
Preciso urgente de endereço de uma clinica de 1 linha...coisa boa...eh urgente,,,algo que nao ofereça risco como o cytotec..graato !!


Vinicius
(Curitiba)
E-MAIL DELETADO
22/12/2005 - 02:40 AM
reportar mensagem inadequada
Preciso de um enderço
Preciso urgentemente do endereço de uma clinica de aborto em curitiba!!!
por favor..muito urgente.

walison
(belo horizonte)
E-MAIL DELETADO
21/12/2005 - 14:04 PM
reportar mensagem inadequada
aborto
ola estou precisando saber de alguma clinica de aborto aqui eu Belo horioznte. Por favor me ajudem


Guilherme
(Belo Horizonte)
E-MAIL DELETADO
20/12/2005 - 09:19 AM
reportar mensagem inadequada
Clinica em BH
Por favor preciso com urgencia saber de uma clinica em Belo Horizonte ou qualquer lugar possivel



Deus tenha piedade destas almas tão confusas e de todos nós.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

O ódio de uma "feminista" (2)

2 comentários ###
O Procurador do Estado de São Paulo, Dr. Cicero Harada, respondeu - e muito bem - ao artigo cheio de ódio da Prof. Heleieth I. B Saffioti. Segue abaixo a íntegra do mesmo.


"Nós não somos tartarugas"

Cícero Harada
Advogado
Procurador do Estado de São Paulo
Conselheiro da OAB-SP
Presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia- OAB-SP

É o primeiro protesto da senhora doutora socióloga, Heleith I.B. Saffioti, contra o artigo de minha autoria, O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto. Muito obrigado pela informação. Certamente, até as tartarugas, se pudessem ler, ficariam estupefatas diante da sua conclusão.

Se a senhora doutora socióloga, autora de doze livros, tivesse lido ou entendido o artigo, não diria que nele discuto a questão do aborto sob o prisma religioso. Até gostaria de tentar, mas não sou teólogo, não pertenço ao clero e, confesso, não tenho competência para cuidar do tema sob esse aspecto.

A partir dessa falsa premissa, a senhora doutora socióloga, autora de doze livros, em vez de refutar os argumentos do artigo, resolveu dizer o que eu não disse. Escapou do assunto, compôs um solilóquio e, falando mais de religião, desfiou anátemas decorrentes de seus próprios dogmas religiosos.

Qualifica o Papa João Paulo II de "Papa da morte", afirma que religião é questão de foro íntimo, vê com simpatia entidade soi-disant católica defensora do aborto, critica violentamente a Igreja Católica, "exceto no início do cristianismo", ataca o farisaísmo dos padres, afirma que o deus dela não é o meu Deus, nem a minha Igreja é a dela, para concluir: "não preciso desta Igreja".

"Não precisa desta Igreja", senhora doutora socióloga? Esqueceu que é ou foi professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP?

No artigo, cito João Paulo II, porque ele viveu sob os totalitarismos, nazista e stalinista. Só o fato de tê-los reprovado e afirmado o direito à vida como um limite da democracia, condenando os holocaustos, basta-me, agora, coisa que não fiz no artigo, para "tecer loas", fazendo justiça ao grande pontífice, que foi, sim, o Papa da Vida!

Mas, se eu tivesse citado Hannah Arendt, pobre Hannah Arendt. Não discuto no artigo, se a religião é ou não de foro íntimo. Não tratei de religião. Ela, em seu míope achismo, viu religião. Afirmo e continuo afirmando que a vida é ínsita ao ser humano. Que direitos serão garantidos, se não se resguardar o direito à vida? Este está acima dos demais. Não haverá cidadania, nem democracia, se o direito à vida puder ser violado. Que democracia haverá se a maioria puder estabelecer quando, como e em que circunstâncias uma minoria poderá morrer? Será que a decretação da morte de outrem é matéria de foro íntimo? É matéria só religiosa? Não, o enfoque é multidisciplinar. A misteriosa vida escapa à pretensão iluminista de redução à res extensa. Aliás, essa tentativa reducionista do ser vivo à matéria morta só poderia desaguar na "cultura da morte".

A senhora doutora socióloga, autora de doze livros, contudo, defende o aborto, "como método contraceptivo", eis aí uma contradição. Se é aborto, a concepção já se deu. Ademais, propõe o aborto, "quando a gestante rejeite a gravidez ou não tenha condições de criar seu rebento". Traduzindo: o direito à liberdade da gestante pode determinar a morte do nascituro e a avaliação negativa e subjetiva da gestante sobre um fato econômico pode impor, objetivamente, a extinção do ser humano não nascido.

No tocante ao direito à liberdade, em primeiro lugar, é preciso salientar que os direitos são hierarquizáveis. Posso ter vida sem liberdade, mas nunca liberdade sem vida. Portanto, o direito à vida é superior à liberdade. Ao Estado cabe reconhecer o direito à vida, impedindo que o a liberdade de um possa acarretar a morte de outrem. Só são admitidas as hipóteses de legítima defesa e de estado de necessidade, mas aí, concorrem diretos à vida. Como afirmar, então, que o direito à vida é questão de foro íntimo?

Grave é a subordinação da decretação da morte ao fato econômico. Pior ainda, não ao fato, mas à avaliação subjetiva da gestante sobre uma situação econômica. Ora, se a vida do ser humano pode ser aniquilada pela avaliação subjetiva da situação econômica, já estamos numa fase em que os "parasitas sociais" poderão ser aniquilados. Alguém, e não vou dizer quem para não ofender, asseverava em seu livro e depois o implementou: o ser humano só tem direito a viver se puder se sustentar.

A senhora doutora socióloga, autora de doze livros, para me censurar, pretende que "o objeto da nossa discordância situa-se na área das gigantescas disparidades socioeconômicas vigentes na sociedade brasileira". Esse é mais um dos solilóquios. Vamos, então, tocar o dedo na ferida. As diferenças gritantes a que alude, constituem fatos notórios. A questão é que depois, de apontar um fato notório e sugerir, enganosamente, que eu o estava negando, o que faz ela? Afirma que as ricas não morrem, porque "há centenas de clínicas muito bem aparelhadas para fazer abortos em condições de total assepsia". Cobram caro, porque "não deve ser barato um aparato de sucção para extrair um feto". As pobres morrem ou tem seqüelas, porque não dispõe de dinheiro. Conclusão: aprove-se o aborto.

A questão primeira a se discutir é: com assepsia ou sem assepsia, com dinheiro ou sem dinheiro, posso matar um ser humano, o que é mais grave, em fase de maior fragilidade, sem direito à defesa? Poderia fazer uma analogia: há ricos que contratam matadores profissionais especializadíssimos, muito bem aparelhados, matam com total segurança, tiro asséptico e sem sofrimento, não criando problemas ao mandante. Cobram caro, até porque suas armas não são baratas. Dificilmente são descobertos. O pobre contrata o pé-de-chinelo, o amador de periferia, que mata a pauladas, com arma branca ou garrucha velha, a vítima morre depois de muito sofrimento ou fica com seqüelas graves. Além disso, ainda cria embaraços ao mandante que vai preso e deixa a família na miséria. Portando, seria lícito concluir que, por causa da disparidade social devamos descriminalizar (e vou insistir na palavra que, além do mais, está dicionarizada, fico com o Aurélio) o homicídio?

Por fim, a senhora doutora socióloga, autora de doze livros, em seu solilóquio, faz-me um quase desafio: "Dr. Procurador, a história de sua Igreja revela que durante muitos séculos não proibiu o aborto. Só não lhe digo quantos séculos a Igreja aceitou o aborto para não enrubescê-lo". Pois, bem, um dos primeiros documentos históricos da Igreja, a Didaqué, primeiro catecismo Cristão, datado de 90-100, ensina: "Não matarás criança por aborto, nem criança já nascida". "O caminho da morte é...dos assassinos de crianças". O princípio sempre foi ensinado. Só que não havia certeza quanto ao início da vida. Apenas com Karl Ernest von Baer, pai da embriologia moderna, em 1827, é que ficou assentado que o início da vida ocorre na concepção. Assim, antes disso, havia dúvida e, por isso, embora firmado o princípio, não havia certeza quanto ao momento. Dito isso, já que a senhora doutora socióloga, autora de doze livros, veio tratar de religião, em vez de, objetivamente, rebater o artigo por mim escrito, aconselho a aprofundar nos
dogmas e na história de sua igreja, porque sobre a história da Igreja já está reprovada. Quando a senhora doutora socióloga investiu contra a Igreja, mas excepcionou o início do cristianismo, é porque não conhecia a Didaqué.

A senhora doutora socióloga, autora de doze livros, insurge-se: "nós não somos tartarugas", agradeço a informação, ela confirma o meu artigo, "O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto". O projeto que pretende legalizar o aborto, o projeto matar, dá mais importância à vida das tartarugas do que a do ser humano. Estou ruborizado.

O "mestre"

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Houve um tempo em que tínhamos melhores mestres. Estes eram responsáveis por ensinar, por guiar seus pupilos pelas estradas do conhecimento e da vida. Estes mestres de antigamente nem mesmo precisavam de um título de mestrado; até mesmo a professorinha do primário era chamada de "mestra". E fazia jus a isto!

Os mestres de hoje são diferentes. Só são assim chamados os que possuem o título. É justo, é justo... Eles estudaram para tal e não querem ser confundidos com a professorinha que sua diariamente para ensinar a ler e escrever aos seus alunos, muitas vezes em péssimas condições de trabalho. Os de hoje buscam mais é impor a sua agenda aos alunos e à população em geral, distorcendo fatos, usando e abusando de argumentos de autoridade - a autoridades deles, lógico. De indivíduos responsáveis por abrir os horizontes da juventude e da população, os novos "mestres" tornaram-se apenas doutrinadores que se comportam como simples recrutadores de agentes para suas causas.

Foi um destes novos "mestres", o sr. Alexandre de Oliveira Kappaun, que é Mestre em Estudos de Gênero pela Central European University, que escreveu um artigo sobre a questão do aborto para o JB. O título, panfletário como só poderia ser, é "Pela legalização do direito ao aborto". Caso alguém deseje lê-lo, clique aqui. De qualquer forma, todo o artigo vai abaixo picotado e em vermelho.


Mundo idealizado

Assim começa o artigo:

"É importante deixar claro que defender a legalização do direito ao aborto é diferente de fazer uma apologia do aborto como medo contraceptivo. O aborto não deve ser visto como método anticoncepcional, como é o caso da pílula, da camisinha e de outros contraceptivos. É claro que, paralelo à legalização do aborto, devemos, como sociedade, tornar mais acessível à população brasileira os métodos anticoncepcionais ''tradicionais''. O direito ao aborto deveria ser exercido, em último caso, quando houvesse uma gravidez indesejada."

No mundo de idealizado do Sr. Kappaun, talvez o aborto não seja visto como método anticoncepcional. Nós aqui do mundo real bem sabemos que, além de ser inaceitável sob qualquer ótica (religiosa, moral, etc.), o aborto é largamente usado como método anticoncepcional. E para sermos bem honestos, bem mesmo, o autor escorrega feio na última frase deste parágrado, pois apesar de iniciá-lo como uma simples defesa do aborto como um suposto "direito", ele mesmo se contradiz ao dizer que o tal "direito" deve ser exercido em último caso. Ou seja, ele mesmo admite que o aborto é o "último dos últimos" (segundo a sua ótica de "contos-de-fadas",claro) dentre os métodos anticoncepcionais. Faltou o "mestre" dizer que o aborto JAMAIS pode ser um método anticoncepcional, pois a concepção já aconteceu!


Fora homens!!

"Nós, homens, seja individual ou coletivamente, seja através de ''nossas'' instituições patriarcais (Igreja, Estado etc.), já interferimos demais na sexualidade e nos direitos reprodutivos das mulheres. Inúmeros Estados adotaram políticas pró-natalistas para determinados grupos étnicos ou anti-natalistas, para outros. Um exemplo é o caso recente da Eslováquia, que vem sendo acusada de esterilizar mulheres ciganas, ao passo que as mulheres eslovacas seriam incentivads a terem filhos. Em países como a China e a Índia, dentre tantos outros, mulheres são ''obrigadas'' a abortar os fetos do sexo feminino, devido a pressões socio-culturais, enquanto são obrigadas a gerarem meninos para os seus maridos. Já não estaria na hora de deixarmos as mulheres decidirem o que querem fazer com a sua sexualidade, com os seus corpos, em suma, com os seus direitos reprodutivos?"

Aqui o autor tenta infantilmente alijar os homens da discussão. É mais ou menos como se ele dissesse que o problema de repressão a seqüestros é lá com os seqüestrados e seqüestradores, nada tendo a ver com o restante da população. Ou como se na Alemanha nazista o "problema judaico" fosse apenas dos judeus. Isto de ficar particionando a sociedade para impor argumentos só leva a distorções e só traz problemas gravíssimos no futuro, além do que questões relativas à vida são de interesse de TODA a sociedade. Está na hora, sim, de cobrarmos dos governos que às famílias, às mulheres sejam dadas condições de criarem bem seus filhos, com saúde, educação, alimentação, etc. O fato é que esta discussão passa, necessariamente, pelo status que se dá ao fruto da concepção, e é exatamente isto que o Sr. Kappaun evita neste curto artigo. Os Pró-Vida, como nós, jamais evitam esta questão e afirmamos sem qualquer dúvida que o embrião é já um ser humano com o mesmo direito à vida como qualquer um de nós.


Constituição Brasileira e "Direito Supra-Estatal"

"A comunidade internacional, a partir de uma ampla discussão realizada no âmbito da ONU durante as conferências mundiais de População e Desenvolvimento (Cairo, 1994) e da Mulher (Beijing, 1995), reconheceu que o aborto é uma questão de saúde pública e de direito reprodutivo. A partir deste reconhecimento podemos afirmar que o direito ao aborto é um direito supra-estatal. Hoje, mais de 60% da população mundial vivem em países que respeitam este direito. Os países nórdicos, por exemplo, os mais avançados em termos de direitos sociais, há muito já garantem este direito à sua população feminina. Seriam, então, as mulheres brasileiras ''cidadãs mundiais'' de segunda classe, com menos direitos?"

Eu gostaria de ver demonstrado este argumento do Sr. Kappaun... Direito ao aborto é um direito supra-estatal? As "feministas" que se reuniram em Beijing podem bater o pé, fazer beicinho, chamar o síndico, dar "pití" e mesmo assim não vão conseguir impor sua agenda às nações. Já que o autor sentiu-se à vontade em invocar questões de Política Internacional para pseudo-argumentar, talvez ele devesse ler algo do que o admirável defensor da causa Pró-Vida, Dr. Ives Gandra Martins, tem escrito. Já foi demonstrado à exaustão, pelo Dr. Gandra Martins, que o Brasil tem, em sua Constituição, como cláusula pétrea, o dever de cumprimento de acordos internacionais assinados. Pois bem, o Brasil é Signatário do Pacto de São José da Costa Rica, que considera o início da vida a partir da concepção. Invocar um suposto direito supra-estatal para burlar a Constituição é coisa meio bizarra a meu ver.


Questão polêmica?

"O direito à vida do nascituro é uma questão polêmica nos meios científicos e filosóficos. Mesmo admitindo que a vida começasse no momento da fecundação (o que não é uma unanimidade), que critérios caracterizariam a vida humana? Na verdade, a vida humana caracteriza-se por autoconsciência, subjetividade, capacidade de comunicação e raciocínio. Será que o feto já possuiria algum destes atributos?"

O direito à vida é uma questão "polêmica"??? Eu pensava que a questão realmente polêmica fosse, na verdade, o momento em que se inicia a vida. Aliás, até mesmo esta questão só é polêmica para quem quer que assim seja. Os que olham para a questão com uma mente aberta vêem que logicamente só faz sentido que a vida comece na fecundação. Os que advogam que não é assim é que ficam com o ônus de demonstrar em qual momento mágico, após a fecundação, ocorre o início da vida. Até hoje estão devendo tal demonstração. As tais características que o autor elenca como as de uma vida humana me traz à mente o terrível caso de Terry Schiavo. Foi pela alegada falta de algumas destas "características" que decidiram matar por inanição um ser humano. Deus queira que o Sr. Kappaun não tenha jamais que decidir o que fazer com um parente seu que estiver em coma, que jamais tenha um filho com necessidades especiais. Temo pelo que aconteceria em casos assim.


Alhos com bugalhos...

"Seria o direito à vida um valor absoluto? Não vemos muitas situações nas quais seres humanos abdicam do seu próprio direito à vida em prol de uma causa que crêem maior? Há pouco tempo tivemos um bispo católico que estava disposto a morrer para evitar a transposição do rio São Francisco. Mas, pode-se argumentar que este tipo de sacrifício é voluntário, o que não ocorre no caso de aborto. E quando soldados são enviados para a guerra? Foram, todos eles, voluntariamente? Não seria a guerra, esta sim, um morticínio, já que estes ''não-voluntários'' possuem plenamente autoconsciência, subjetividade, capacidade de comunicação e de raciocínio? Entretanto aceita-se com naturalidade as guerras, mas não o aborto!"

Alhos com bugalhos é pouco... E o autor ainda é "Mestre em Estudos de Gênero"?? O pseudo-argumentar é uma das maiores tentações dos dias atuais. Todos têm opiniões, o que é normal. O anormal é ter opiniões sem quaisquer fundamentos, isto é que é grave. Falar "é isto que acho e danem-se os demais" só serve em discussões infantis. Primeiramente o Sr. Kappaun compara o morticínio de seres humanos ainda não nascidos à voluntariedade de alguns que sacrificam suas vidas. A tempo ele nota que tal afirmação é facilmente contra-argumentada. Ok, muito bem. Só que foi patética a emenda do soneto. Ficar comparando seres humanos ainda não nascidos com soldados enviados a guerra é coisa que foge a qualquer entendimento sadio. Argumentar como o autor nos levaria à conclusão, por ele não desejada, que nos EUA o aborto deveria ser proibido imediatamente pelo simples fato de que lá as Forças Armadas são profissionais e os soldados são voluntários.


Os "mestres" lêem best-sellers da moda!

"Steven Levitt, o autor de Freakonomics, conseguiu demonstrar que a legalização do aborto nos Estados Unidos levou, indiretamente, a uma redução da criminalidade e a uma melhora na qualidade de vida da sociedade norte-americana. Não seria melhor que optássemos por ''qualidade de vida'', ao invés de ''quantidade de vidas''? Na própria Bíblia não está escrito que ''mais feliz é aquele que não chegou a nascer'' (Ecl 4,2-3)? É claro que, num Estado laico, não deve caber à Bíblia o poder de legislar! A questão da legalização do direito ao aborto deve ser vista e debatida na sua justa medida: um importante passo rumo a uma melhor qualidade de vida para brasileiras e brasileiros!"


Pois é... O Sr. Kappaun pegou um suplemento literário de um grande jornal qualquer, viu que o livro de Steven Levitt estava nas primeiras posições em vendagem e foi lá comprar. Imagino que deve ter ficado maravilhado com a demonstração que o Sr. Levitt faz da tal queda da criminalidade ocorrida após a legalização do aborto. Só que o Sr. Kappaun, o "mestre", "esqueceu-se" de ir atrás de outras fontes que contestam a tal demonstração de Steven Levitt. Fizesse ele um pouquinho de esforço, uma simples pesquisa no Google ou coisa parecida, ele saberia que vários pesquisadores contestaram as afirmações do Sr. Levitt e não acharam a tal relação entre aborto e criminalidade. Alguns outros pesquisadores apontaram para o fato de a queda da criminalidade coincidir com o domínio das autoridades policiais sobre a praga do "crack", que grassou entre os jovens nas maiores cidades norte-americanas. Cientistas como Theodore Joyce (National Bureau of Economic Research) e Alfred Blumstein (Criminologista - Carnegie Mellon University) vêem nenhuma ou bem pouca influência da legalização do aborto. O Sr. Kappaun, o "mestre", não deu pelota para outros pesquisadores que têm pensamento contrário ao de Steven Levitt. Talvez ele pense que um autor de best-seller, diga o que disser, deva estar certo de qualquer maneira.

Agora, o golpe baixo veio exatamente quando o autor tenta utilizar-se da Bíblia para justificar o aborto. Um absurdo que o Sr. Kappaun pesque um versículo soltíssimo e o adapte à sua nefasta tese. Ele pega um trecho de expressiva melancolia, estilo característico de certos trechos das Sagradas Escrituras, e que versa sobre as agruras que o homem passa neste mundo, mas que serve para os fiéis como contraste com a paz, a tranqüilidade do paraíso celeste. Nosso "mestre" transforma tal trecho em um simples modo de afirmar seus obscuros objetivos. Melhor faria se continuasse a citar os Steven Levitts da vida... Continuasse o autor lendo a Bíblia algumas páginas à frente, no mesmo Livro do Eclesiastes, ele poderia se deparar com o seguinte: "O homem não é senhor de seu sopro de vida, nem é capaz de o conservar. Ninguém tem poder sobre o dia de sua morte, nem faculdade de afastar esse combate; e o crime não pode salvar o criminoso."(Ecl 8, 8). Se o homem, segundo a Bíblia, não é senhor nem de seu "sopro de vida", seria do de outrem? Só mesmo um "mestre" para concluir que sim. O Sr. Kappaun só acha bom citar trechos soltos que o ajudem, mesmo que seja distorcendo o seu sentido.

Deus nos livre destes falsos mestres!

terça-feira, janeiro 03, 2006

Nos Blogs da vida...

1 comentários ###
A Internet é uma invenção fantástica, não é mesmo? Poder comunicar-se praticamente sem fronteiras, de forma imediata e eficiente, é uma verdadeira dádiva. O mundo blogueiro então é uma verdadeira festa, no qual podemos ver de tudo. Desde o skinhead que abre todo o leque de seu ódio até pessoas altamente preparadas que desejam mesmo compartilhar algo com o próximo.

Claro que existem aqueles que apenas querem expor suas intimidades como se isto fosse coisa que interessasse lá a alguém. Existem aqueles que criam um blog apenas como um exercício ininterrupto de auto-louvação e auto-mimo. Existem as panelinhas, aqueles que lêem e comentam os blogs uns dos outros, não se interessando em nada mais que trazer para o virtual algo que nada mais faz que imitar, mal e porcamente, o que deveria ser uma relação real entre amigos. Sinal dos tempos, talvez...

Os blogs nos deixam ver como as pessoas são opiniosas. Sobre tudo!! Até aí, nada de mais... O problema é quando tais pessoas acham que opinião é bater o pezinho, falar qualquer besteira sem fundamento algum e dizer um monte de frases politicamente corretas sem gastar para isto nem que seja 1 segundo de pensamento sereno.

Num ambiente democrático e livre, é natural e positivo que as pessoas sintam-se à vontade para exprimirem suas opiniões. Só que opinar por opinar, sem fundamentar bem suas opiniões, não acrescenta nada a quem quer que seja. Talvez seja um vício que veio junto com a Internet isto de escrever a primeira coisa que passa à cabeça. O saudável hábito de meditar um assunto, de escolher as palavras que se utiliza, de encadear o pensamento, parece estar caindo em desuso. Muitos querem escrever como se este ato fosse como um clip da MTV, no qual os quadros se sobrepõem, a câmera não pára nunca, metáforas inexplicáveis são jogadas em nossos olhos e ouvidos a todo momento. Se o leitor/espectador não entende ou não segue o ritmo, problema dele!

É seguindo esta linha que podemos ler em vários blogs inúmeras pérolas da lógica, do encadeamento de idéias, do desenvolvimento do pensamento. Claro que podemos ler inúmeros textos de má-fé pura e simples, mas estes são minoria, Graças a Deus. A maioria é de gente confusa mesmo, que pensa que opinar é falar mais alto ou coisa equivalente.


Rãs e jacarés

A questão do aborto é um prato cheio para que muitos opinem as coisas mais absurdas e sem fundamento. Eis uma pérola pescada nos blogs:

"(...) No caso do aborto, a ciência diz que até determinado tempo de gestação, o embrião não pode ser considerado um ser humano, não diferindo de qualquer ser vivo animal, seja uma rã ou um jacaré. Não tem consciência, dor nem muito menos sentimentos.(...)"

Faltou o blogueiro indicar qual cientista disse isto... Aliás, imagino que muitos embriologistas devem sentir o estômago revirando ao ler que o embrião humano em nada difere de qualquer ser vivo animal, de "uma rã ou jacaré". Eis o problema em escrever a primeira coisa que vem à nossa mente...

E o mesmo blogueiro continua:

"(...)As causas da interrupção espontânea são várias e muitas pessoas que são contra a discriminalização já abortaram e ignoram isso. Não vamos criminalizar a natureza por isso."

Seguindo a lógica do nosso amigo, as mulheres que infelizmente passam pela experiência de aborto espontâneo deveriam, necessariamente, ser favoráveis ao aborto. Lógica curiosa esta... Além do que, o blogueiro parece ignorar que toda a questão gira em torno do aborto procurado e não do aborto espontâneo, que é, este sim, uma fatalidade e ocorre naturalmente.


Os ataques de praxe à Igreja...

Obviamente, em determinado momento o blogueiro passa a atacar a Igreja, como já é mais que comum nesta questão.

"(...) A origem disso é o beco sem saída que a estratégia de marketing da igreja criou. Como forma de garantir a filiação de novos católicos, a igreja estabeleceu a regra de se batizar ainda bebês, os novos adeptos. Criou-se todo um mito de salvação da alma para que a prática tivesse algum significado.(...)"

Sei lá de onde ele tirou isto, seria o caso de ele fundamentar e demonstrar uma tal afirmação. Até onde sei o batismo de crianças é práticado desde o tempo dos apóstolos.

No livro dos Atos dos Apóstolos podemos ler:

"Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família." (At 16:32,33)

Em outro trecho, lemos:

"Foi batizada juntamente com a sua família e fez-nos este pedido: Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo." (At 16:15)

"Ele e toda sua família"! "Juntamente com a sua família"! Estes e outros trechos indicam exatamente que a prática era de batizar TODOS os componentes da família: marido, esposa e filhos (bebês ou não). Até mesmo os escravos e outros agregados. Porém, segundo o blogueiro, tudo isto se devia a um "mito de salvação", criado já na Igreja dos primeiros cristãos! Talvez ele pudesse indicar as fontes da pesquisa histórica que lhe deu a segurança para fazer tal afirmação. Duvido que ele as encontre...


Má-fé?

Mas ele continua... Só que agora ele cai na tentação da pura má-fé, da pura desinformação, da cruel difamação. Eis o que o nosso amigo escreve:

"(...) Acontece que levando a extremos, até os fetos tem alma e no caso por exemplo de risco de vida para a mãe, a igreja prefere salvar o feto e deixá-la morrer, pois esta tem já sua alma salva e o feto não. Enquanto escrevo, penso no absurdo que isso representa mas quem disse isso ainda recentemente foi o falecido João Paulo II na sua encíclica Evangelium Vitae."

Apenas para ficar bem claro: o Papa João Paulo II JAMAIS DISSE TAL ABSURDO! Muito menos na fantástica Encíclica Evangelium Vitae. É de uma desonestidade podre escrever tal absurdo e colocá-lo na boca de um homem justo e já falecido. Das duas, uma: ou o blogueiro não entende o que ele lê e devia, então, ter mais cuidado com o que escreve, ou ele simplesmente escreve com má-fé mesmo.

Se ele simplesmente repetiu coisa que ouviu ou leu em fonte obscura, isto apenas prova o meu ponto: tem gente que pensa que opinar é simplesmente igual a escolher um lado e ficar atirando contra o "inimigo". Quem vai por este caminho, corre o risco de escrever besteiras do tamanho da que escreveu este blogueiro.


Obviedades...

Logo depois o blogueiro adentra no terreno dogmático. Do alto de sua cátreda, de sua sabedoria, ele, encadeando pensamentos à sua maneira, manda esta:

"(...) O mais interessante é que se fôssemos seguir todos os dogmas que estão na bíblia por exemplo, teríamos que rever todo o mundo civilizado e renunciar a 90 por cento das coisas que fazemos. Por sorte, a maioria não mais convém a ninguém. No capitulo 38 do Gênesis, quando se conta a historia de Onã que derramava o sêmen por terra, talvez alguém poderá deduzir que o sêmen contém células vivas e portanto deveríamos criminalizar também a masturbação.(...)"

Quais são os "90 por cento das coisas que fazemos"? Poderia citar apenas algumas? Ah, sim, ele cita uma delas! Cita exatamente a passagem de Onã! Só que, no seu afã de atacar seus moinhos-de-vento, o blogueiro diz que "talvez alguém poderá deduzir que o sêmen contém células vivas"!!!! Ah, a tentação das obviedades... Que o sêmen contém células vivas é uma verdade evidente, a não ser que o homem no caso padeça de alguma doença. Mas ninguém acredita que o espermatozóide por si só é um ser humano, daí que não há que se falar em "criminalização da masturbação". Só mesmo uma mente confusa para trazer um exemplo tão pífio e mascará-lo como pensamento profundo...


Contos de Fadas do aborto no Primeiro Mundo

O blogueiro começa, então, a fazer comparações esdrúxulas, denunciando o absurdo que é aceitarmos o consumo de álcool e de fumo e nos escandalizarmos com o aborto. Aliás, ele advoga um fatalismo meio bobo: "Simplesmente a vida o levou a fumar e nem todos tem a oportunidade de deixar o vício. Isso não o faz criminoso." A vida o levou a fumar? Ora, francamente...

O blogueiro está na Itália e acha a lei abortista daquele país muito boa. Ele acredita mesmo quando escreve, citando a Lei italiana, que a mulher que decide abortar apenas caso "acuse circunstâncias pelas quais o prosseguimento da gravidez, o parto ou a maternidade comportariam um sério perigo a sua saúde física, psíquica, em relação ao seu estado de saúde ou às suas condições econômicas, ou sociais ou familiares, ou a circunstâncias na qual se deu a concepção, ou a previsões de anomalias ou malformações do concebido”. Isto nos noventa primeiros dias de gravidez. Depois, segundo ainda nosso amigo, "somente para casos de grave risco a mãe e/ou malformações acertadas". Tantas palavras para dizer o seguinte: QUANDO QUISER ABORTAR, MINHA SENHORA, É SÓ DIZER!

Ele acredita mesmo que "a mulher que decide fazer um aborto a partir de uma ou mais causas elencadas acima, recebe uma enorme assistência seja clínica que psicológica e passa pela avaliação de muitos profissionais que inclusive em um primeiro momento tem o dever de fazer todo o possível para evitar um aborto leviano."

Muitos profissionais? Duvido... Além do mais, se uma mulher quiser mesmo abortar, vamos ficar aqui achando que ela vai falar com "muitos profissionais" para fazer o aborto? Se assim fosse mesmo, teríamos um crescimento de um mercado-negro de clínicas de aborto estilo "fast-food": pagou, aborta e vai embora, tudo em 1 hora, no máximo.

O blogueiro vive em um eterno conto de fadas:

"Aborto é algo terrível e comporta uma decisão importantíssima. Ninguém o faz como meio de controle dos nascimentos pois é uma medida de exceção. Aprovada a discriminalização do aborto, a luta deve ser no sentido de aumentar a consciência e assistência a uma maternidade responsável. Difundir métodos anticoncepcionais e alargar o acesso a assistência médica."

Aqui está um ponto que merece muita reflexão. A luta para aumentar a conscientização de todos é para ser lutada a todo tempo, em todos os lugares. Não é para ficar esperando a descriminalização do aborto para o início desta luta. Acaso uma "medida de exceção" torna-se lícita apenas porque a mesma é uma exceção? Claro está que não.


Apenas um confuso...

Mas o triste mesmo, para nós que somos pró-vida, é ler isto que o blogueiro pensa que os que são contra o aborto "(...) considera a vida de uma mulher menos importante que a de um ovo fecundado (...)". Tremenda bola fora escrever tal coisa... Os pró-vida sabem que a partir da concepção estamos falando de 2 pessoas: mãe e filho. Se o blogueiro não acha que o fruto da concepção seja um ser humano, talvez ele possa dizer em qual momento mágico o "ovo fecundado" torna-se humano. Talvez ele pense que o produto da concepção só é humano quando a mãe assim o pensa. Desta forma, cairemos no abismo de ficarmos condicionando nossa humanidade aos desejos de outros. Desnecessário explicar o quanto isto é bizarro.

Não satisfeito, o blogueiro escreve:

"(...) obriga familias inteiras a empenho de anos no tratamento de pessoas malformadas."

É bem próprio da mentalidade deste mundo hedonista sempre taxar de maléfico tudo o que sai de seus padrões incansável busca pelo prazer. Parece que no mundo ideal do blogueiro as pessoas todas serão sem defeitos, sem doenças, sem nada que as atrapalhe em suas buscas vazias. É como se se afirmasse que se um filho vai "atrapalhar" minha vida, é melhor que eu o aborte. Lamentável um tal pensamento.

No final das contas, vemos que o blogueiro vive numa baita confusão quando o assunto é aborto.


Post scriptum

É de se imaginar que a mensagem de nosso amigo blogueiro, tão cheia de erros, desinformação e vários preconceitos, não seja levada a sério. Mas que nada... Olhando os comentários feitos após a mensagem ficamos meio que estarrecidos que tantos simplesmente comprem o peixe podre que ele está vendendo.

Um comentarista escreve: "Que post profundo!!! Parabens!!! E achei incrivel esta lei italiana!"

Outro: "(...) texto maravilhoso."

Um outro: "Interessantíssimo o tema abordado neste post e vc o fez c/muita propriedade."

Um outro é para lá de elogioso: "(...) como sempre você ARRASOU! seu post está informativo, inteligente, BRILHANTE!!!"

Mais um que fez fila: "(...) estão de parabéns. (...) pelo texto coeso e com informações preci(o)sas."

Que os comentaristas achem por bem elogiar gratuitamente -- na minha terra isto tem outro nome -- o autor , isto é lá com eles... Mas dizer que a mensagem é um "texto coeso"? Que a mensagem é "informativa, inteligente, brilhante"?? Que o post é "profundo"? Só se for coeso na incoerência... A desinfomação grassa solta na mensagem... O autor demonstra ter a arrogância dos que se acham profundos conhecedores de assuntos dos quais nem mesmo arranham a superfície. Mas nada disto parece importar para sua patota. Para eles o blogueiro pode escrever qualquer coisa, qualquer besteira, que logo isto passa a ser classificado como "profundo".

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O ódio de uma "feminista"

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É sabido por todos que a questão do aborto acirra os ânimos. Num assunto tão importante, é natural que seja assim. Porém, convém não exagerar... Para quem se envolve em algumas discussões, volta-e-meia aparece gente disposta a deixar toda a etiqueta de lado e partir para um enfrentamento meio infantil e bobo.

Foi este caminho que a professora Heleieth Saffioti resolveu seguir, ao ficar indignada com o artigo escrito pelo Procurador do Estado de São Paulo, Dr. Cicero Harada. O texto que causou indignação na professora pode ser encontrado em várias fontes, através de simples consulta ao Google. Para os preguiçosos, segue a consulta já pronta:

Clique aqui.

O texto indignado e prenhe de ódio da professora Heleieth Saffioti, pode ser lido no Centro de Mídia Independente (??!!):

Clique aqui.


De mulheres e tartarugas

Quem começa a ler o texto da profa. pensa logo que o procurador foi deselegante ao ponto de comparar mulheres com tartarugas. O que este faz nada mais é que alertar para o absurdo que seria um código legal que pune severamente os que atentam contra os ovos de tartaruga e que permite que o aborto de seres humanos seja feito de forma totalmente legal, sem qualquer tipo de punição.

Em momento algum Dr. Harada compara mulheres a tartarugas, e a profa. começar o seu texto evocando uma indignação destas, baseada em pura fantasia, só deixa-nos antever o que vem pela frente.

No mesmo parágrafo, a professora, do alto de seus inúmeros anos de serviço prestados à academia brasileira, contradiz-se. Ela afirma que não é "pró-aborto como método contraceptivo", mas logo em seguida escreve que "o aborto constitui um último recurso". Ué, o aborto não é método contraceptivo mas é o "último recurso"? Último recurso de quê, cara pálida? De contracepção, ué!! Ah, tá...

Aliás, é uma bela tática que muitos simpatizantes abortistas passem a idéia de que o aborto é, em sua face mais horrível, apenas mais um método contraceptivo. Mas o fato é que o aborto jamais pode ser considerado nem mesmo um método contraceptivo, pois já houve a concepção! O que se busca eliminar, matar, aniquilar, é o fruto desta concepção. Da próxima vez que alguém ouvir algum simpatizante do aborto dizendo que ele é favorável ao aborto mas não como método de contracepção, pode responder na mesma hora: "O aborto JAMAIS pode ser utilizado como método de contracepção, pois já houve a concepção!" Por mais que tais pessoas tentem evitar a realidade, o que se busca através do aborto é matar o fruto de uma concepção já ocorrida.

No restante do parágrafo a sra. Heleieth apenas, como toda boa "feminista", destila um odiozinho contra os homens, jogando nestes a maior parte da culpa pelos abortos feitos.


Teoria da Conspiração e Paranóia

A partir do 2o. parágrafo do texto da professora, podemos notar uma crescente paranóia, com leves pitadas de teoria da conspiração. Primeiramente, no título de seu artigo vemos a afirmação de que o texto do Dr. Harada foi veiculado numa mailing-list da OAB-SP e apareceu também no Jornal do Brasil no dia 29/12/2005. O ponto comum entre os 2 textos, além de, obviamente, tratarem sobre a questão do aborto, é que ambos utilizam-se exatamente do absurdo e disparatado que é aceitarmos de bom grado a preservação irrestrita das tartarugas e, ao mesmo tempo, termos pessoas, tais como a professora Heleieth, procurando descrimininalizar totalmente o aborto.

Não tenho a menor idéia se os drs. Harada e Gandra Martins conversaram sobre o assunto e resolveram ambos partirem exatamente da demonstração deste absurdo. Se assim o fizeram, foi muito bem feito.

Mas o engraçado no texto da professora é que a todo momento ela se refere ao procurador como seu interlocutor. Então vamos partir deste ponto... Logo em seguida, ela escreve que o procurador preferiu discutir a questão no campo religioso. Mas o fato é que o procurador, em seu texto, em momento algum refere-se a Deus, à Igreja, à religião, ao Papa. Ou seja, ela assume que o texto publicado no JB era, na verdade, de autoria do procurador Cicero Harada. Paranóia pouca é bobagem...

O texto do Dr. Ives Gandra Martins pode ser lido em seu próprio site:

Clique aqui.

Seguindo a corrente paranóica e assumindo que o Dr. Harada é o autor também do artigo publicado no JB, em parte nenhuma vimos que o autor fica a "tecer loas ao Papa João Paulo II", por ela chamado de "Papa da morte". A única coisa que o autor do artigo (Dr. Gandra Martins) faz é referir ao preconceito e ao absurdo de pessoas que acreditam em Deus, e principalmente se forem representantes da Igreja, foram e são totalmente afastadas da tal comissão tripartite que parece apenas buscar a total liberação do aborto.

Eis algumas palavras do Dr. Ives Gandra Martins:

"(...) Quem acredita em Deus é cidadão de 2ª categoria, enquanto que quem não acredita é de 1ª, só a estes cabendo as decisões sobre a vida e a morte de seres humanos. Renova-se o pior período da ditadura moscovita em que quem acreditava em Deus não podia aspirar a nenhum cargo público de relevo!!!"


Papa da morte???

A afirmação da senhora Heleieth de que o nosso querido para João Paulo II foi o "papa da morte" demonstra um ódio extremo e cruel, além de totalmente desonesto. Somente uma pessoa imbuída de má-fé pode tecer tais comentários.

Ela raciocina da seguinte maneira: o Papa condena o uso do preservativo, logo ele é grande responsável pela epidemia de AIDS. Não sei se é ignorância, se é má-fé, má-vontade ou o que seja, mas o fato é que a professora demonstrou não ter limites em sua pseudo-argumentação.

Para entender o que o falecido Papa ensinava sobre esta questão, assim como sempre ensinou o Magistério Católico através de todos os papas até hoje, é necessário procurar entender como é entendida a sexualidade dentro da Igreja. Bem ao contrário do pensamento corriqueiro, no qual o sexo é visto apenas como prazer pessoal e cada vez mais egoísta, para os católicos o exercício da sexualidade é visto como complemento do amor entre um homem e uma mulher, dentro do casamento, e sempre aberto à vida. O fim do sexo não é somente o prazer vazio e fechado em si. Este é o pensamento católico, e qualquer um que procure discorrer sobre o assunto do ponto de vista católico tem, necessariamente, de compreender estes pontos.

Não foi o que fez a professora... Ela preferiu rotular simplesmente o Papa João Paulo II de "papa da morte", colocando sob seus ombros o peso de uma epidemia. O irônico é que se todos fizessem como recomendado pelo Papa a AIDS jamais seria uma epidemia.

A Igreja (e não apenas o Papa) condena o preservativo primeiramente por ser uma forma de fechamento ao dom da vida. O que a professora e outras pessoas como ela querem é que a Igreja tenha seus parâmetros mudando ao sabor dos ventos. Pois bem, este jamais foi o caminho da Igreja, e 2000 anos de história estão aí para provar que o caminho que ela segue é o certo.

Este expediente de jogar a culpa pelo crescimento da epidemia de AIDS no mundo todo para o Papa é coisa que já caiu no ridículo e qualquer pessoa séria não se aventura nestes mares. São estas mesmas pessoas que jamais dizem aos jovens que os preservativos tem uma taxa de falha e, se falharem, eles podem ser contaminados. É muito "careta" falar a verdade para os jovens... Para tais pessoas é preferível criar várias e várias gerações acreditando na falácia de um "sexo seguro". Como seguro, se existe a possibilidade de falhas?? É muito mais fácil fazer-se de amiguinho dos jovens e falarem para eles fazerem sexo à vontade! Se acontecer uma gravidez, é só abortar! Se pegarem AIDS, é só colocar a culpa na Igreja ou no Papa!


Confusas pelo Direito de Decidir

Irônico é que a sra. Heleieth passe a analisar a questão através do ponto de vista religioso, o mesmo ponto de vista que ela acusava o Dr. Gandra Martins (para ela, o procurador Harada). Começa ela afirmando que a morte de inúmeras mulheres por motivo de abortos mal-feitos não sensibiliza a Igreja. Mentira deslavada... A Igreja se importa, e muito!, com tais mulheres, as mesmas sempre estão em nossas orações. As difíceis situações pelas quais passam estas mulheres sempre sensibilizam tanto a hierarquia quanto os leigos. É grande o esforço da Igreja por tratar espiritualmente as mulheres que caíram neste grave pecado, pois o mesmo acarreta grande trauma para as mulheres.

Porém, a professora afirma que a probição do aborto não é consenso nem entre os católicos. Para fundamentar, ela cita a organização Confusas pelo Direito de Decidir (perdão, mas de católicas elas não têm nada...). São confusas, pois isto de querer passarem como católicas é uma tática das mais chinfrins que existem. Sugiro que abram a própria igrejola, que ordenem as suas sacerdotisas e bispas, talvez até, quem sabe?, seguindo os cânones da "feminista" Ginette Paris, que escreveu um livro chamado "O sacramento do aborto", no qual advoga que o aborto é como que um ato sagrado para a mulher, e o ato de abortar é o sacrifícia para a deusa pagã Artêmis. Lindo, não?

Referir-se às Charlatãs pelo Direito de Decidir quando se está falando de Igreja Católica é o mesmo que pedir à raposa opinião sobre como deve ser construído o galinheiro. Só mesmo uma pessoa de má-fé pode querer pseudo-argumentar desta maneira.


Por fim...

O último parágrafo do texto da professora é uma confusão só... Ela fala de disparidade econômicas, de mulheres ricas e pobres, o risco criminal que há atualmente para as mulheres que fazem aborto, que a criminalização é obra de homens (sempre eles!!), pedofilia (não podia faltar, é a acusação da moda...), etc. E até mesmo anuncia o livro de uma médica negra (o que tem isto a ver??!!) e feminista que narra o drama de moças que foram engravidadas por padres e que estes as obrigaram a abortar... Bem, mesmo que uma tal história seja verdade, em nada muda a posição da Igreja em relação ao aborto. Deveria a Igreja apoiar o aborto porque existem em suas fileiras padres que não vivem coerentemente com a fé que professam? Óbvio que não...

Em suas últimas frases, a professora, açucaradamente, diz preferir a verdade que lhe foi ensinada por seus pais, e, em tom entre o irônico e o "profético" escreve que "seguramente, seu Deus não é o meu". Seguramente, na verdade, qualquer católico não consegue entender que deus é este ao qual se refere a sra. Heleieth, um deus que permite que um outro ser escolha a morte ou vida de um outro totalmente indefeso? Deve ser o tal deus que aceita, como advoga Ginette Paris, o sacramento do aborto.

Desnecessária a ameaça que a professora faz, em sua última frase do artigo, de demonstrar que a Igreja, durante séculos, aceitou o aborto. A professora deveria mostrar, através de fontes confiáveis, de onde ela tirou tal sandice. Tais afirmações, que se tornaram muito comuns nos últimos anos e que sempre vêm à tona nestas discussões já foram explicadas à exaustão. Provas, por favor...