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sábado, fevereiro 16, 2008

Hitler venceu?

Na sala de cirurgia, uma mãe com seu filho ainda no ventre aguardam a chegada do médico ou da médica. Enfermeiras e auxiliares, apressadas, cuidam dos últimos detalhes, preparando a mãe para o procedimento que será feito em instantes. Tudo deve correr bem.

O médico ou médica entra, olha para os profissionais que o auxiliarão na intervenção em que mais uma vez ele poderá aplicar seus conhecimentos adquiridos com muito estudo, e sente neles a mesma confiança profissional que ele mesmo possui. Olha para a mãe e lhe diz, confiante: "Vamos começar".

Quantas vezes já imaginamos tal cena? Quantas vezes já a vimos em filmes, novelas? Inúmeras, não?


A diferença é que, nesta cena, ninguém sorri.


Não há aqui uma mãe ou pai com uma grande expectativa de que seu filho ou filha veja a luz. Provavelmente o pai não está ao lado da mãe reconfortando-a, dando-lhe apoio, ele também emocionado.


Não há aqui um médico alegre por mais uma vez trazer uma vida à luz.

Ninguém sorri. Ninguém está alegre. Estamos em uma clínica de abortos.


Tudo aqui é frio, é técnico, é asséptico. A limpeza do local contrasta com o que ali se faz.

O aborto é um curioso caso de procedimento cirúrgico: uma morte é contada como êxito. Um bebê foi envenenado com uma injeção salina? Êxito! Um bebê é retalhado e tirado aos pedaços do ventre de sua mãe? Êxito também.


Mas ninguém está feliz. Ninguém sorri.


Há casos, porém, em que não há êxito...
Na Grã-Bretanha, segundo relatório do CEMACH (Confidential Enquiry into Maternal and Child Health), no ano de 2005, 66 bebês abortados nasceram vivos, apesar de tudo. E é aqui que entra um dado que junta-se ao que já era chocante: estes bebês, que insistiram em nascer vivos, foram deixados sem quaisquer cuidados médicos, foram abandonados a morrer.

Não houve uma pediatra na sala de parto para os receber e dar-lhes os primeiros e necessários cuidados. Não houve uma ajudante que os limpasse e os agasalhasse. Não houve um sorriso de sua mãe.
Nada disto aconteceu com estes 66 bebês que insistiram em viver. Foram abandonados talvez na sala de parto mesmo, como um pedaço de carne sem valor.

Dentre eles, 16 tinham 22 ou mais semanas de gestação e a morte ocorreu entre 1 minuto e 6,5 horas após o aborto, com uma média de 66 minutos. Sim, é isto mesmo... Os profissionais assistiram, no pior caso, um bebê respirar durante até seis horas e meia até morrer.


Sozinhos. Abandonados. Jamais amados.

Mais um êxito. Não é o que importa?

Dentre os 66, 50 tinham menos de 22 semanas de gestação. A morte destes levou entre 0 e 10 horas, com uma média de 55 minutos. Um bebê, no pior caso deste grupo, respirou durante 10 horas sem quaisquer cuidados. Foi deixado à míngua, sentindo fome, sede, frio, sujo.


Êxito!

A indústria do aborto é vitoriosa em nossos dias. Quando um grupo de profissionais, uma mãe e um pai, conseguem assistir durante 10 horas a um frágil ser humano lutar por sua vida sem que tenham seus corações amolecidos e sejam levados a ajudar esta inocente criatura, este é um sinal claro de que os abortistas estão fazendo muito bem o que sempre pretenderam.

Como não dar os parabéns às feministas que diariamente enchem os jornais com seus discursos pré-fabricados dizendo serem as vozes das mulheres mais humildes enquanto enchem seus bolsos com a ajuda de fundações estrangeiras?

Como não dar os parabéns a tantos intelectuais que gastam seu precioso tempo com elocubrações filosóficas e sociológicas para empurrar goela abaixo da população a conveniência e a necessidade do aborto para que nossa nação possa passar para o paraíso do primeiro mundo?

Como não dar os parabéns a tantos profissionais do direito que utilizam seus conhecimentos profissionais para, ao arrepio da Constituição, servirem como braço jurídico à liberação do aborto no Brasil?

Parabéns a todos! O êxito de vossas obras é por todos conhecido. Um bebê respirando por 10 horas e abandonado à morte é a prova de que todo o trabalho sujo de vocês todos está bem encaminhado.

No início da II Guerra Mundial, a Grã-Bretanha foi a responsável, praticamente sozinha, por deter o avanço da Alemanha por toda a Europa. Apesar do intenso bombardeio aéreo e até mesmo de bombas voadoras, eles não se renderam. Foi o "sangue, suor e lágrimas" prometido por Churchill que os reergueu dos escombros.

Quem diria que algumas décadas depois os ingleses tenham se tornado tão indiferentes com a vida humana que, como um Mengele ou um Eichmann, consigam olhar um bebê morrer lentamente sem prestar-lhe qualquer cuidado?

Talvez Hitler tenha vencido e eu não saiba...


5 comentários:

palavrasapenas disse...

É assim que a humanidade "evolui"? Se tornando menos humana?

Triste realidade.

Livrai-nos do mal do aborto, Senhor!

Paz e Bem!

Eduardo Araújo disse...

Caros William e Fabrício,

Lendo esse texto, fica difícil não concluir que a humanidade involui ou, no máximo, repete a sua história.

Vem à memória, agora, um chavão anti-religioso amiúde invocado na tentativa de desqualificar a Igreja, anulando os fatos e argumentos que ela traz ao público. É a batida expressão "obscurantismo medieval".

Além da ignorância na percepção preconceituosa e equivocada da Idade Média, essa expressão encobre as atrocidades e os desmandos ocorridos em todas as épocas históricas e em especial nestes nossos tempos de sociedade pós-moderna.

Que obscurantismo pode ser maior que a desumanização, a despersonalização do homem a partir dos estágios em que está mais frágil ou sequer pode gritar e ser ouvido?

Esta nossa época consegue ser estúpida a ponto de desenvolver os conceitos de um "direito à morte", para legitimar o assassinato de enfermos e de um "direito de escolha" para eliminar seres humanos em gestação. Sequer a pretensão a tais "direitos" deveria ser matéria de debate, como pretendem - hipocritamente - os seus defensores, face à obviedade das ações perversas que encobrem.

E, por fim, foi correta a alusão ao nazismo. Afinal, foi este o regime por excelência que promoveu o aborto e a eutanásia em seus desafetos. E olhe que os nazistas também insinuavam que suas crenças eugênicas tinham respaldo na ciência. Bem característico de nossos tempos, invocar o argumento de autoridade dessa entidade ciência, fazendo dessa área do conhecimento uma espécie de castelo de Kafka da atualidade, como o foi no período nazista.

Saudações!

João Lima disse...

Excelente post!!! Grande realismo!!!
A propósito do relatório da Grã-Bretanha que refere os 66 bebés que nasceram vivos, vale a pena conhecer o testemunho, contado na 1ª pessoa, da Gianna Jessen (uma sobrevivente do aborto):
http://algarvepelavida.blogspot.com/2008/02/testemunho-impressionante-de-vida_27.html
Tenho conhecimento de que houve tentativa de colocar este testemunho como comentário em blogs abortistas mas os responsáveis pelos blog censuraram e não permitiram a sua publicação. As verdades doem! E o aborto só se legalizará à custa da mentira; como foi o caso de Portugal.

Alexandre Araujo Fontainha disse...

Prezado William Murat:


Não por acaso, os britânicos estão abandonando a ilha em números expressivos. Não seria exagero dizer que a Inglaterra, tudo o mais constante, está desaparecendo. Por que será?

Que triste e infame realidade a descrita acima. Quanta covardia...

E, do outro lado do Oceano Atlântico, Barack Obama, enquanto Illinois State Senator, em 2001-2003 lutou o quanto pôde para impedir a entrada em vigor de legislação a proteger os nascidos vivos após procedimento abortivo, e venceu.

Que Deus ilumine o eleitorado americano e mantenha Barack Herod Obama longe da Casa Branca.

Excelente texto.

Saudações a todos.

Anônimo disse...

triste lê isto