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quinta-feira, junho 26, 2008

Aborto e racismo: tudo a ver!

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Planned Parenthood é a maior cadeia de clínicas de aborto dos EUA. Sua fundadora, Margaret Sanger, há anos já falecida, foi uma militante feminista e grande incentivadora do controle da natalidade, principalmente entre a população mais humilde.

O que muita gente procura esconder são os motivos que esta feminista de alto calibre utilizava para sua tão nobre causa. A senhora Margaret Sanger era uma entusiasta de teorias eugenistas. A utopia que fazia a alegria da feminista era mais ou menos assim, segundo suas próprias palavras:

"Imaginemos por um momento um mundo sem o peso das classes de pessoas delinqüentes e dependentes, uma população expressiva de homens e mulheres maduros, inteligentes e críticos. No lugar da classe inerte, explorável e mentalmente passiva que agora forma o substrato improdutivo de nossa civilização, tentemos imaginar uma população de indivíduos ativos, resistentes, dinâmicos e socialmente ativos vindos de entre os mais contentes e saudáveis."

É isto mesmo! A senhora Margaret Sanger enxergava um futuro, segundo ela, sem o fardo de tantos que apenas atrapalham os mais fortes no desenvolvimento de seu pleno potencial. Entre o pessoalzinho que ficava no entorno da líder feminista, estava Lothrop Stoddard, um racista de alto calibre, e que também fez parte do conselho da organização criada pela Sra. Sanger. Resumindo, só gente boa.

Mas e hoje em dia? É de se imaginar que a organização fundada pela Sra. Sanger tenha deixado de lado estes traços racistas e eugenistas que faziam a alegria da feminista e seus companheiros. Será mesmo?

Foi exatamente esta pergunta que um grupo de estudantes pró-vida da Califórnia se fez. Para obter uma resposta direta a esta indagação, estes estudantes resolveram utilizar o expediente de ligar para várias unidades da Planned Parenthood em alguns estados norte-americanos dizendo-se interessados em fazer doações com a condição de que este dinheiro fosse utilizado por mulheres negras para o aborto de seus bebês.

Seguindo a linha da feminista fundadora, as funcionárias contactadas não demonstraram qualquer constrangimento em aceitar a doação de uma pessoa que claramente desejava que o dinheiro fosse destinado à diminuição da população negra norte-americana. Elas bem que notaram que estavam dialogando e aceitando o dinheiro de um racista cara-de-pau, mas nem se importaram. Uma das funcionárias disse, literalmente, que "qualquer que seja o motivo, nós aceitaremos o dinheiro".

As transcrições de alguns diálogos destes telefonemas estão traduzidos abaixo.


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IDAHO

Autumn Kersey, da Unidade da Planned Parenthood, em Boise - Idaho: Boa tarde! Autumn falando.

Doador: Alô, Autumn. Tenho interesse em fazer uma doação hoje.

Kersey:
Fantástico!

Doador: E [doações] para abortos em grupos minoritários?

Kersey:
Oh, claro. Temos, na verdade, ótimas notícias. Acabamos de receber uma generosa doação para o nosso Fundo para Mulheres Carentes.

Doador:
Ótimo. Eu quero especificar que os abortos ajudem um grupo minoritário -- seria isto possível?

Kersey: Claro.

Doador: Como a comunidade negra, por exemplo?

Kersey: Certamente.
Doador:
Ok. Então... Para o aborto... Posso dar dinheiro especificamente para um bebê negro -- este seria o propósito?

Kersey:
Sim, claro. Se você quer designar que sua doação seja usada para ajudar uma mulher afro-americana carente, então nós certamente asseguraremos que esta doação seja utilizada especificamente para este propósito.

Doador:
Fantástico. Isto é porque eu realmente enfrento problemas com ações afirmativas, e não quero que meus filhos estejam em desvantagem, você sabe, em relação às crianças negras. Tive um filho há pouco e queria colocar isto em seu nome.

Kersey: Mmmmm, certo.

Doador: Então, isto é realmente possível.

Kersey: Oh, claro, claro.

Doador: Então, eu queria... Eu posso colocá-lo em nome de meu filho?

Kersey: Claro.

Doador: Ok. Ele está tentando entrar na faculdade, e ele apenas... você sabe... nós apenas, ele apenas... ele está realmente enfrentando problemas com a ação afirmativa.

Kersey:
Mmmm.

Doador: E nós não, você entende, nós pensamos, entenda, quanto menos crianças negras por aí, melhor.

Kersey:
Haha. É compreensível, é compreensível. ... Ehh... Hum, David, deixe-me, se possível, apenas obter algumas informações específicas, para que possamos resolver este assunto. Você quer colocar a doação em nome de seu filho, e também gostaria que isto fosse designado especificamente para o auxílio de uma mulher afro-americana que procura interromper sua gravidez.

Doador:
Exatamente. Ehh... Eu quero proteger meu filho para que ele possa entrar na faculdade.

Kersey: Certo. Perdoe minha hesitação. É que esta é a primeira vez que um doador faz este tipo de pedido e eu quero ter certeza de que nada faltará.

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NEW MEXICO

Doador: Ehhh... Posso fazer a doação especificamente para um grupo minoritário?

Planned Parenthood:
Como um grupo específico, ou cor... ou a grupo de ...

Doador:
Sim, sim. Quer dizer, desejo que o aborto seja para um bebê negro?

Planned Parenthood:
Ok.

Doador:
... E eu estava pensando se isto seria possível?

Planned Parenthood: O valor exato no momento é de $450 para um aborto.

Doador:
Ok, $450.

Planned Parenthood:
Mmm, ehhh, nós definitivamente o designaremos para uma afro-americana.

Doador: Excelente.

Planned Parenthood:
Sim.

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OHIO

Doador: Quando eu faço doação para abortos, isto se aplica para minorias também?

Planned Parenthood:
Se você quer que este aborto seja para uma pessoa de um grupo minoritário, este direcionamento pode ser feito. Você pode especificar que deseja que este dinheiro seja gasto desta forma.

Doador:
Ok. É porque definitivamente há muitos negros em Ohio, e eu apenas estou tentando fazer a minha parte.

Planned Parenthood:
Ok, certo.

Doador: Bem... Especialmente os negros necessitam de abortos, e é isto que estou tentando fazer.

Planned Parenthood: Bem... Qualquer que seja o motivo, nós aceitaremos o dinheiro.

Doador:
Ok. Ótimo. Obrigado.

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Esta é a ética superior da indústria abortista, a mesma indústria que olha para o Brasil esfregando as mãos com o mercado farto que aqui encontrará se o aborto for legalizado.

Na questão do aborto, olhar para o que acontece nos EUA é muito esclarecedor. Se em um país de instituições bem estáveis é os EUA -- à diferença do Brasil --, fatos como os acima mostrados acontecem, podemos imaginar o que acontecerá cá entre nós.

Como pudemos ver, à uma multinacional do aborto, como é a Planned Parenthood, pouco importa de onde vem o dinheiro, seja do governo ou seja do mais baixo dos racistas, a quem apenas importa que haja menos negros no mundo. Definitivamente, as teorias nas quais Margaret Sanger acreditava com grande entusiasmo continuam a fazer parte do ideário da organização que ela criou.

Eis alguns dados do estrago feito pelo aborto entre os negros norte-americanos:

  • Embora os negros sejam apenas 13% da população norte-americana, é neste grupo da população que são feitos 36% de todos os abortos;
  • A cada dia, 1200 bebês negros são abortados;
  • Em inúmeras cidades norte-americanas, há um maior número de abortos do que o de bebês nascidos vivos entre a população negra.
Quando vemos esta obscenidade acontecendo em um país do 1o. Mundo, não é preocupante o poderá ocorrer aqui? Também por lá há muita gente que diz que a liberação do aborto é uma condição para uma maior igualitarismo entre as classes sociais. Deve ser por isto que a Planned Parenthood possui quase 80% de suas unidades em áreas de minorias (negros e hispânicos).

Esta gente está, na verdade, é se lixando para minorias ou pobres. O que eles querem mesmo é que haja menos deles por perto.

Do tempo em que Margaret Sanger e seus companheiros davam as cartas a única coisa que mudou foi o método utilizado para eliminar os indesejáveis: antes era um forno crematório; hoje, é uma cadeia de clínicas de aborto.

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Fontes:

PART I: Planned Parenthood Racism Investigation
PART II: Planned Parenthood Racism Investigation
African-American Pastors Call Planned Parenthood Racist
The Advocate

domingo, junho 15, 2008

PMM e suas ligações obscuras - Final

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Após trazer um pouco do pensamento de entidades feministas que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada, podemos perguntar o que tais entidades têm a acrescentar para a missão de uma Pastoral? Em última instância, a missão de uma pastoral -- de qualquer uma! -- é um subconjunto da missão da Igreja, missão que lhe foi dada por Nosso Senhor Jesus Cristo: levar o Evangelho, a Boa-Nova, a todos os povos, contribuir para a construção do Reino de Deus.

O que, então, entidades que têm em suas agendas a defesa da descriminalização do aborto, poderão ajudar para o anúncio da Boa-Nova?

Vendo um tal "apoio" talvez possamos entender o porquê de a Coordenadora Nacional da PMM, Bernadete Aparecida Ferreira, dar um depoimento declarando-se a favor da descriminalização do aborto e tudo ficar por isto mesmo. Pode-se concluir que não é apenas questão de apoio moral -- que já seria mais do que inconveniente --, é questão de compatibilidade de agendas.

E quem pensa mais um pouco, vê que tudo vai se encaixando:

E isto tudo é coisa nova? Não mesmo! Conforme já divulgado pelo Wagner Moura em seu blog, O possível e o extraordinário, a Marcha Mundial das Mulheres deu as caras na manifestação "Grito dos Excluídos", que é apoiadíssima pela CNBB, com direito a logotipo no site da manifestação e tudo. Serviço completo!

Durante a manifestação, claro, abortistas levaram seus cartazes e botaram a boca no mundo sobre suas intenções, como também pode ser visto no blog do Wagner. E poderia ser diferente? E tudo isto sob as barbas de muita gente, gente que não deu um pio sobre um escândalo daqueles e que não dá um pio sobre o escândalo atual. É de admirar que cheguemos a esta situação? Alguém pode mesmo se dizer surpreso com tudo isto?

Em março deste ano, a CNBB, após incontáveis apelos de inúmeros fiéis, divulgou declaração sobre as chamadas "Católicas pelo Direito de Decidir", na qual, diplomaticamente, deixou clara a total incompatibilidade desta entidade feminista com a doutrina cristã. No texto da declaração podemos ler o seguinte trecho:

"
Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais."

Pena apenas que a CNBB não esteja também atenta às "expressões de uma cultura da morte", que já se expandiu tanto que até mesmo se infiltra nas pastorais a ela vinculadas.

Lamentável. Uma vergonha.

quinta-feira, junho 12, 2008

PMM e suas ligações obscuras - III

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Sigo expondo a agenda das ONGs feministas que apóiam a Pastoral da Mulher Marginalizada.

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3) MMM - Marcha Mundial das Mulheres

Este é um movimento que congrega várias entidades feministas e que tem uma pauta de "reivindicações" tão variadas e abstratas quanto "a eliminação da pobreza" e "levantamento de qualquer embargo por parte das grandes potências", ou ainda que "a ONU acabe com todas as formas de intervenção, agressão ou ocupação militar". São 17 ao todo, todas seguindo esta linha do politicamento correto e tendo um alvo claríssimo: os EUA.

Pois é... É um troço destes que dá apoio a uma Pastoral da Igreja.

Mas há mais. Muito mais.

Uma das publicações da MMM é o boletim "Boletim da Marcha". Neste, o tema da liberação do aborto é recorrente. Podemos ler trechos tais como:

"Um tema que tem surgido é a ação de parlamentares, ligados a igreja, que têm apresentado projetos de lei tentando proibir a distribuição do contraceptivo de emergência pelos órgãos públicos."

"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."

Nas fotos dos boletins não é incomum vermos mulheres portando faixas e cartazes pela liberação do aborto. Mas um dos trechos mais impressionantes é o que consta em um folheto disponível para download:

"Que com um mês de gravidez o embrião é mais ou menos do tamanho de uma lentilha e com três meses não passa do tamanho de uma azeitona? E que somente a partir do sexto mês de gravidez o feto sobrevive fora do corpo da mãe."

Eis aqui o pensamento abortista-feminista em seu mais completo descaramento, no qual é tentada uma justificação do aborto pela quantificação das células de um indivíduo. Esta coisificação do embrião e do feto é uma das tentativas mais recorrentes nos "argumentos" abortistas.

Às mulheres que mostram-se duvidosas do aborto, as feministas empurram-lhes afirmações como estas que pudemos ler, as quais deixam transparecer o descaso com a vida humana, que é tão grande quanto maior for a fragilidade do ser humano que será eliminado. Dizem lutar contra a opressão sobre as mulheres, mas, na verdade, o que elas querem mesmo é ser protagonistas de uma forma hedionda de dominação e eliminação de seres humanos indefesos, aos quais até mesmo sua humanidade lhes é negada. Tornam-se algozes covardes de seres humanos que nem mesmo voz têm para se defender.

Diga-se, apenas para dar uma informação correta, que um feto de 3 meses de gestação tem por volta de 7,5 cm, o que é bem maior do que uma azeitona. O corpo, ao final do 3o. mês de gestação já está completamente formado, sendo perfeitamente distinguidos os ouvidos, pernas, braços, dedos, os olhos já têm pálpebras e que ficam fechadas, o sexo já pode ser distinguido a partir dos genitais, etc.

Ou seja, as feministas da Marcha Mundial das Mulheres ao dizerem que um feto de 3 meses tem apenas o tamanho de uma azeitona, o que é completamente mentiroso, apenas dão pistas do desprezo que nutrem por tudo o que lhes impede de impor sua agenda da liberação do aborto.

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Após mostrar um pouco do pensamento de 3 entidades feministas que apóiam a Pastoral da Mulher Marginalizada, deixarei a conclusão para o próximo post.

PMM e suas ligações obscuras - II

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Abaixo, continuo com a exposição da agenda das entidades que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.

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2) CFSS - Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde

Esta entidade também não fica atrás quando o tema é o aborto. Há artigos em que o histórico da luta abortista é contado:

"A primeira iniciativa para a implantação do serviço de atendimento aos casos de aborto previsto por lei partiu da deputada Lúcia Arruda (PT/RJ). O projeto de lei foi sancionado pelo então governador do Estado de Rio do Janeiro, Leonel Brizola, que posteriormente recuou diante da forte pressão da Igreja Católica.

Em 1988, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, regulamentou a Lei nº 1.042, de 28/07/1987, estabelecendo a obrigatoriedade do atendimento médico pela rede de serviços de saúde para a prática do aborto nos casos previstos pelo Código Penal (Seminário Nacional Aborto, Cidadania e Justiça Social - São Paulo, maio/95).

Na cidade de São Paulo, em 1989 o governo da prefeita Luiza Erundina criou este serviço por meio da Portaria nº 629/89, de 26/04/89, que dispõe a "obrigatoriedade da rede hospitalar do município, do atendimento médico para o procedimento de abortamento nos casos de exclusão de anti-juricidade, previstos no Código Penal"." (original aqui)

Em outros, o movimento petista em direção à legalização do aborto é louvado:

"Nesse sentido é relevante a instalação da Comissão Tripartite para revisar a legislação punitiva do aborto, no sentido, espera-se, de promover a sua descriminalização e legalização. O movimento tem a sua frente o desafio de acompanhar e influenciar fortemente esse processo, com o fim de buscar alcançar o máximo de êxito na garantia de inclusão de suas propostas no sentido de que, finalmente, neste país, tenhamos a dignidade de deixar de punir as mulheres que praticam abortos ilegais, conforme preceituam os acordos firmados nas Conferencias Internacionais do qual o Brasil é signatário." (original aqui)

Também na página desta entidade feminista, há um livro, com o título de "SAÚDE DAS MULHERES: EXPERIÊNCIA E PRÁTICA DO COLETIVO FEMINSTA SEXUALIDADE E SAÚDE". Há um capítulo inteiro dedicado ao aborto, no qual enormes MENTIRAS sobre a Igreja são divulgadas.

Podemos ler trecho no qual é dito que "
A Igreja Católica tem mudado sua atitude [em relação ao aborto] conforme o Papa que se encontra no poder". Nada mais mentiroso, um parágrafo produzido para enganar católicas ingênuas e, provavelmente, desesperadas. Nada, porém, que possa surpreender quem tem o mínimo contato com o modus operandi de entidades feministas quando o assunto é aborto.

O fato é que houve durante um bom tempo discussão sobre o momento em que a alma é infundida no fruto da concepção, se no exato momento da concepção -- animação imediata --, ou se em momento posterior -- animação mediata. Porém, e isto é para ficar bem claro, a Igreja jamais deixou de condenar o aborto como prática abominável, mesmo que em determinados momentos tal pecado gravíssimo tivesse a punição mais branda devido a certas posições não considerarem o concepto já portador de alma humana.


Mas as senhoras do Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde pouco se importam em trazer uma informação de qualidade sobre a real posição da Igreja em relação ao aborto no decorrer dos séculos. O que vale é desinformar.

É por isto que podemos ler tal trecho:
"No século VI, com o Código de Justiniano, passou-se a considerar que o momento da infusão da alma só ocorreria quando o feto adquirisse forma humana. O que significaria que, enquanto a alma não estivesse infundida no novo ser, o aborto não poderia ser proibido."

É uma grossa MENTIRA que o aborto não pudesse ser proibido. Era e sempre foi proibido, apesar de em certos momentos na história haver dúvidas quanto à gravidade do pecado em virtude do debate se a animação era mediata ou imediata. A conclusão de que "o aborto não poderia ser proibido" é de lavra exclusivamente feminista e que lhes serve como uma luva. Só há um problema: carece de fundamento.

Para melhor esclarecer toda esta questão, há um excelente artigo do saudose e venerável Dom Estêvão Bittencourt e que pode ser lido aqui.

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No post seguinte, darei continuidade a esta série em que é abordado as ligações mais do que inconvenientes da PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.

quarta-feira, junho 11, 2008

PMM e suas ligações obscuras - I

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Qual ligação deveria haver entre uma Pastoral da Igreja com organizações que defendem o "direito" ao aborto, este crime abominável, segundo o Concílio Vaticano II? "Nenhuma, óbvio! -- poderia dizer qualquer criancinha antes mesmo de qualquer aula de catecismo. Mas não é que a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), vinculada à CNBB, resolveu inovar?

Em sua página na internet, a Pastoral lista algumas entidades que lhe dão apoio. O texto original pode ser lido aqui. Para não termos problemas com links que desaparecem de repente, abaixo segue uma imagem da página.

Destacado em vermelho estão 3 entidades feministas que prestam apoio à Pastoral. Qual tipo de apoio? Não é dito. Na verdade, isto nem importa. Digamos que tais entidades dessem um rio de dinheiro à PMM... E daí? Isto não tornaria sua agenda mais palatável a uma Pastoral da Igreja. Uma tal "ajuda" seria totalmente dispensável.

O grande apóstolo São Paulo já nos ensinava: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém". Claro está que tais apoios em nada convém a qualquer pastoral.

Abaixo será mostrado o teor da agenda de tais entidades.


1) SOF – Sempreviva Organização Feminista

Em seus boletins e nas notícias divulgadas em sua página, a luta pela "direito" ao aborto é constante. Podemos ler coisas como as que seguem abaixo.

Aqui, ao convocar as companheiras para o dia "Dia de luta pela descriminalização do aborto", explicam:

"(...) a influência das igrejas nos diversos países é a principal responsável pela manutenção da proibição ao aborto. Só para ilustrar, essa confusão entre Igreja e Estado impõe à toda sociedade uma legislação equivocada, que insiste em ignorar os 1,4 milhão de abortos clandestinos feitos anualmente no Brasil." (original aqui)

Aqui, reproduzem notícia veiculada em jornais e vibram com a vitória em um festical de cinema de um filme que foi criticado -- segundo elas -- pelo Vaticano:

"
É uma grande honra”, declarou Mullan ao receber o prêmio. “O filme não é somente como a Igreja Católica e sobre como ela reprimiu jovens mulheres na Irlanda, é sobre todas as fés que pensam que têm o direito de pressionar mulheres”
(...)
O Vaticano, no entanto, foi duro. Um artigo do jornal L’Osservatore Romano, descreve The Magdalene Sisters como uma “provocação irada e rancorosa” que desvirtua os líderes religiosos." (original aqui)

Em seu boletim informativo, a "Folha Feminista", a luta pelo aborto é uma constante. Vejamos alguns trechos:

"Por concretizar a separação entre sexualidade e imposição da maternidade, a luta feminista pelo direito ao aborto é fundamental para a emancipação das mulheres."

"A tentativa de proibir a distribuição gratuita do contraceptivo de emergência, as articulações contra a legalização do aborto, a perda de estrutura e poder de alguns organismos voltados à construção de políticas de igualdade são exemplos de ataques aos direitos das mulheres."
"A comunidade religiosa presente no ato, especialmente da Igreja Católica Romana, apontou o papel da Igreja em usar sua influência para silenciar políticos pró-aborto, incluindo o candidato presidencial John Kerry.
Em 14 de maio, o bispo dos EUA Michael Sheridan, do estado do Colorado, anunciou que católicos pró-aborto em sua arquidiocese seriam proibidos de comungar. Francês Kissling, presidente da organização Católicas pela Escolha Livre, afirma que “o Vaticano usa a sua influência e autoridade para impedir que hospitais católicos por todo o mundo propiciem educação e serviços que previnem o HIV/AIDS e a perda de vidas de mulheres durante o parto. Eles negam acesso ao aborto e à contracepção de emergência.”"

E estes são apenas alguns poucos trechos... Nota-se, claramente, presente todo o discurso abortista-feminista no qual a Igreja é sempre o inimigo principal a ser combatido quando se trata da luta pelo "direito" ao aborto.

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No post seguinte, será dado seguimento à exposição das entidades que apóiam a PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada.



terça-feira, junho 10, 2008

Escândalo interminável

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"Recordar é viver!"
? Não no Brasil dos dias atuais. Não mesmo! Entre nós, recordar, mesmo que o passado recente, é morrer um pouco a cada dia; é comer o pão amargo de uma realidade que ou piora ou permanece a mesma; é testemunhar a passividade dos que poderiam mudar o que deve ser mudado.

Infelizmente, teremos que recordar um escândalo que há vários anos vem acontecendo sem que nada seja feito.

Lembremos de Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada. Em fevereiro deste ano, a sra. Bernadete foi protagonista de um escândalo que gerou algumas mensagens neste blog.

Estávamos, então, às portas da Campanha da Fraternidade de 2008, cujo tema foi "Escolhe, pois, a vida", referência direta à luta contra os crimes do aborto e da eutanásia, crimes que certos setores querem que os brasileiros engulam como "direito".

Foi neste ambiente que a sra. Bernadete escreveu e distribuiu depoimento dizendo-se favorável à descriminalização do aborto. Sim, é verdade: uma coordenadora nacional de Pastoral achou por bem mandar o ensinamento da Igreja às favas, destilando o veneno de seu humanismo torto e mesquinho.

Mas isto ainda não é tudo...

O depoimento da sra. Bernadete não foi a primeira vez em que ela aproveitou a oportunidade para dizer-se favorável à descriminalização do aborto. Também conforme já divulgado em mensagem anterior neste blog, eis o que declarou em 2003 a sra. Bernadete:

"Bernadete Aparecida Ferreira, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher 8 de Março, diz que a criminalização do aborto não evita o ato. “Apenas gera clandestinidade e dá dinheiro a pessoas sem qualificação, que provocam danos à mulher”. Segundo ela, o aborto deve ser descriminalizado. “Para que as mulheres tenham serviços de qualidade”.

E foi esta senhora que em 2008, no ano de uma Campanha da Fraternidade dedicada a combater o aborto, declarou-se favorável à descriminalização desta abominável e hedionda prática. E é esta senhora que era então coordenadora nacional de uma pastoral.

Precisamos de mais?

Não, não precisamos... Mas há mais ainda. Infelizmente.

Quando este escândalo veio à tona a partir de uma reportagem do jornal "O Estado de São Paulo",
D. Pedro Luiz Stringhini, presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB, à qual está vinculada a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), deu a seguinte declaração:

"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."


Mais uma vez em mensagem neste blog, era expressada a estranheza de uma tal declaração do bispo, pois é de se imaginar que é altamente inconveniente para a Igreja e para o bem das almas que alguém que publicamente dê mostras de estar frontalmente em desacordo ao ensinamento da Igreja em assunto gravíssimo como o aborto tenha qualquer tipo de participação em uma Pastoral. O mínimo que deveria acontecer é que tal pessoa fosse afastada sumariamente de suas funções.

Na verdade, conforme demonstrado, já há muito deveria ter ocorrido tal afastamento, pois já em 2003 a sra. Bernadete mostrava a todos seu pensamento em relação ao aborto. Mas o que acabou acontecendo é que D.
Pedro Luiz Stringhini apenas deu a esperança de que ela seria afastada em março.

Passou março. Passou abril. Passou maio. Chegamos em junho, e o que temos? Temos o seguinte, retirado da página da Pastoral da Mulher Marginalizada:


(original pode ser visto clicando-se aqui)

Sim, é isto mesmo... Passaram-se vários meses e a sra. Bernadete Aparecida Ferreira, que é a favor de que o aborto não mais seja encarado como um crime, continua na coordenação nacional de uma Pastoral da Igreja.

Pergunta-se: é conveniente isto? Qual o motivo da paciência no trato com pessoas que há vários anos mostram-se contrárias ao ensinamento da Igreja em matéria gravíssima? Não se está falando de pessoas que pedem perdão ou que vivem em dúvidas por determinada situação. Não mesmo! Estamos falando de pessoas que não perdem a oportunidade de divulgar seu apoio à descriminalização do aborto.

Em outro escândalo, envolvendo a participação de uma feminista a favor do aborto em um DVD produzido para a Campanha da Fraternidade de 2008 (ver mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), achamos por bem lembrar o que foi declarado no Concílio Vaticano II sobre o aborto e que alguns setores na Igreja que insistem em esquecer. Lembremos:

"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.

Curioso é que tais setores são os mesmos que bem gostam de instrumentalizar o CVII para justificar os mais absurdos abusos ao ensinamento tradicional da Igreja em matéria disciplinar, litúrgica, moral, etc.; e são estes mesmos que parecem ignorar as fortíssimas e claríssimas palavras do CVII sobre o aborto.

Por aí bem se vê a que agenda tais pessoas servem e quais são seus objetivos. Uma coisa salta aos olhos: isto nada tem que ver com a missão sagrada da Igreja.

Que tal, respeitosamente, escrevermos ao bispo sobre isto?