/* Google Analytics */ /* Google Analytics */

quarta-feira, setembro 30, 2009

Do blog DEUS LO VULT!: Carta à CNBB - Nomeação de Abortista para o STF

0 comentários ###

Dizer o que sobre o apoio da CNBB à indicação do abortista Toffoli para uma vaga no STF? Dizer novamente que é lamentável? Dizer que estamos decepcionados por tal apoio?

Sinceramente? Já passamos desta fase, não? Estou já enojado com a CNBB posicionar-se francamente contrária ao que prega a própria Igreja. Enquanto os católicos se mobilizam para tentar, através das poucas forças que possuem, ir contra esta avalanche de imoralidade que varre nossa sociedade, a CNBB posiciona-se favorável a uma pessoa que, além de não demonstrar de forma alguma o requisito de "notório saber jurídico", ainda mantém uma posição favorável à descriminalização do aborto?

E por que isto? Porque seu irmão, padre, ex-secretário da mesma CNBB, afirma que ele é "ético" o suficiente para o cargo? Que "ética" é esta que procura lavar as mãos frente ao assassinato cruel de seres humanos indefesos e fragilizados?

Por tudo isto, assino embaixo a carta enviada pelo Jorge Ferraz, do blog Deus lo Vult!, a Dom Dimas Lara Barbosa, Secretério-Geral da CNBB. Destaco um pequeno trecho:
"E então, Excelência? Quando nós, católicos, levantamo-nos em público contrariamente à nomeação de um sujeito que é pró-aborto para o Supremo Tribunal Federal do Brasil e, no dia seguinte, as manchetes dos jornais dizem que a CNBB apóia a indicação do mesmíssimo indivíduo para o mesmíssimo cargo, como Vossa Excelência acha que nós ficamos? De que maneira podemos defender a Igreja, se os senhores bispos desta Terra de Santa Cruz estão empenhados em atraiçoá-La covardemente?"
Eu não escreveria melhor... Mesmo porque o que penso sobre o acontecido talvez não deva ser colocado em palavras por risco de pecar por irreverência contra certos bispos.

Mas o nojo quanto a tudo isto permanece.


Deus nos ajude.

sábado, setembro 26, 2009

Ainda Marina Silva e o aborto: mais besteiras

4 comentários ###
Marina Silva e Dilma Roussef: bobo é quem vê diferença entre elas.

Esta eu soube através do blog "O possível e o extraordinário", do meu amigo Wagner Moura.
"Não posso simplificar dizendo que sou contra ou a favor. No meu entendimento acho que deve haver um plebiscito. Não se pode impor nem a posição dos que são contra nem a dos que são a favor. Não se trata de satanizar a mulher que busca alternativa para seu desamparo, mas seria reducionismo achar que aborto é um ato sem consequência. Precisamos aprofundar esse debate. Advogo para que se possa ter essa discussão.” Senadora Marina Silva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, 21/09/2009."
Por que a senadora não faz o serviço completo e pede também um plebiscito para o homicídio, que, assim como o aborto, também está elencado entre os "Crimes contra a vida" em nosso Código Penal? A verdade é que a senadora, ciente ou não, está defendendo uma inconstitucionalidade. Isto só para ficar no terreno legal.

A questão, na verdade, é bem simples: não cabe um posicionamento a favor do aborto pois se trata de uma vida humana. Ou isto ou a senadora parte para a relativização do mandamento "Não matarás", que ela ao menos deve conhecer. Ou então a senadora, contra tudo o que a ciência já sabe, insiste, da mesma forma que muito abortistas, que o fruto da concepção não é humano.

Este é o tamanho da confusão em que se meteu a senadora, que é apontada por ampla maioria da mídia como uma pessoa altamente ética. Na questão do aborto, em minha humilde opinião, a senadora, assim como seu companheiro Lula, faz mais mal do que uma abortista declarada.

Explico: o que muito atrapalha na defesa da vida são as pessoas que se dizem "pessoalmente contra o aborto, mas..."; gente como Marina Silva, Lula e outros. Atrapalham porque são eles, com sua visão relativista da vida humana, que mais munição dão aos que procuram a liberação do aborto.

O que a senadora do fundo do abismo de sua visão relativista não consegue enxergar é que o aborto não é alternativa para o desamparo em que por acaso se encontre uma mulher. Alternativa seria a desburocratização de adoções, seria implementar medidas de apoio à mulher grávida, seria construção de creches, de escolas, etc.. O aborto, a eliminação de um ser humano em estágio ainda frágil, não é alternativa a nada.

O que vai ficando claro é que a famosa ética de Marina Silva é a ética possível a uma esquerdista, uma ética tão relativista que chega ao ponto de, sob uma retórica bem elaborada, olhar para o lado enquanto crianças vão parar em trituradores de carne.

A senadora acha que o debate deve ser aprofundado. Debater o que, senadora? Debater que os frutos da concepção não são seres humanos? Ou debater que o aborto é uma "alternativa" à vida da criança?

Esta ética de Marina Silva a mim não surpreende, é uma ética caduca, uma ética que se adapta ao público, é uma ética que serva para nada, apenas para favorecer o assassinato cruel de crianças no ventre de suas mães.

A senadora acerta ao falar que o aborto não é um ato sem conseqüências. Corretíssimo! A conseqüência de TODO aborto, fora os problemas físicos e psicológicos para a mãe, é a cruel morte de um ser humano e não há plebiscito que mude isto.

De golfinhos humanizados e bebês animalizados

0 comentários ###

Um amigo meu recebeu um destes e-mails de corrente de protesto. O motivo? Este: a matança de golfinhos nas Ilhas Faroe.

Na mensagem, vinham anexadas algumas imagens "chocantes" de habitantes das Ilhas Faroe participando da "matança" dos pobres animais. As imagens do evento, dada a comoção que causou, podem ser vistas em vários sites. Quem se interessar, poderá vê-las através de uma simples busca no Google.

Ao final da mensagem, uma penca de nomes de pessoas que já haviam encaminhado a mensagem para seus contatos fazendo campanha contra aquela "crueldade". É necessário dizer que às imagens somavam-se frases como:
"O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza. Se deve a crueldade com que os seres humanos (ser civilizado) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos Golfinhos Calderón."
Ou:
"Deste massacre participam principalmente jovens. Por que? Para demonstrar que estes mesmo jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros."
Ou ainda:
"Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos. Nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido."
Tais frases deviam contribuir muito para a revolta das pessoas que viam as imagens, o que é natural.

É chato dizer isto, mas a verdade é que aqueles que, talvez até demonstrando uma boa vontade, pularam de indignação contra as imagens do "massacre" erraram um pouco o alvo. O abate dos golfinhos é um evento cuja principal função é guardar a carne do animal para o rigoroso inverno nas Ilhas Faroe.

A parte de o abate ser como que um rito de passagem não é comprovada. Mais informações sobre o que realmente acontece podem ser vistas aqui e aqui.

Mas o que é que um assunto destes tem a ver com o aborto, o principal tema deste blog? Aparentemente nenhum... Mas quando ficamos sabendo que a mensagem foi enviada por uma pessoa que milita pela liberação do aborto a coisa muda de figura. E milita ao ponto de seu e-mail -- que não vou divulgar, claro -- fazer referência exatamente à descriminalização do aborto.

E a coisa fica mais tragicamente irônica quando no corpo da mensagem lemos frases como "os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido" para indicar o sofrimento dos animais abatidos.

Mas é forçoso dizer que uma defensora do aborto horrorizar-se com a morte dos golfinhos, e de golfinhos que emitem sons de "choro de um recém-nascido", não é coisa que me surpreenda. Aliás, posso dizer que é típico mesmo de tais pessoas este tipo de horror seletivo.

Um horror tão seletivo que é capaz de relativizar a vida de seres humanos ainda não nascidos, mas que rasga as vestes quando vê o abate de golfinhos que apenas serviriam de alimento.

É um horror artificial, que se importa muito com quantos golpes morre um golfinho nas Ilhas Faroe, mas que nem liga para o triturador encontrado em clínicas de aborto no Rio de Janeiro e que era utilizado para eliminar as evidências de um crime bárbaro e cruel contra seres humanos em estágio frágil.

É um horror falso, que acha bem pouco civilizado quem mata golfinhos para comer, mas que aplaude de pé médicos que são capazes de matar dois pequenos e frágeis seres humanos, fazendo-os pagar com a morte pelo crime de seu pai.

É um horror que nos horroriza porque humaniza golfinhos e animaliza seres humanos, da mesma forma que nem se importa que ovos de tartaruga sejam protegidos enquanto procura-se a legalização do aborto de seres humanos.

Este é o tipo de horror que podemos esperar de quem se dói que os faroenses comam carne de golfinho, mas que acha um absurdo que não seja seu direito que seu filho vá parar em um triturador de carne.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Do blog BIODIREITO MEDICINA: Morte encefálica e transplante de órgãos

2 comentários ###

"(...) não se pode admitir que alguém seja levado à morte para poupar a vida de outrem. Então, toda a problemática referente aos transplantes esbarra num problema primeiro, incontornável: estará o doador realmente sem vida?

Não é suficiente que o futuro doador esteja desenganado pelos médicos. Pois a previsão pode falhar. E mesmo que fosse infalível, ou seja, que tal ou tal pessoa não pudesse de modo algum sobreviver, não seria lícito levá-la à morte para efeito de transplante.

Em situação tão delicada, compreende-se então, com facilidade, que a equipe médica necessita ter, atrás de si, critérios legais perfeitamente confiáveis de acordo com a moral, atualizados e firmes. É o caso dos adotados no Brasil?"

Tomei conhecimento desta matéria publicada na revista
Catolicismo através do blog Biodireito Medicina. Os desdobramentos éticos do assunto são importantíssimos e a leitura deste texto é muito esclarecedora.


quinta-feira, setembro 24, 2009

Contextualizando o aborto: o vídeo que o Youtube censurou

0 comentários ###


O vídeo acima ("Requiem for the disappeared") mostra o funeral de 23 bebês assassinados em duas clínicas de aborto nos EUA.

Abandonados em latas de lixo aos pedaços, foram recolhidos por militantes pró-vida para que ao menos na morte tivessem a dignidade que lhes foi negada pelos médicos, pelas pais, pela sociedade.

O vídeo acima foi censurado no Youtube. Segundo a política do site, imagens de realismo gráfico devem sempre ser acompanhadas da devida contextualização e informação.

Difícil imaginar melhor contexto para o aborto de bebês do que um funeral. A morte, e uma morte cruel, é o contexto de todo aborto. Esta é a verdade que muitos -- Youtube incluído -- querem que permaneça escondida.

E quanto à informação, não seriam as imagens de pró-vidas recolhendo os pedaços de bebês de latas de lixo na calada da noite mais informação do que é suficiente para o significado último de todo aborto?

O grupo Pró-Vida que produziu o vídeo pensa ainda em medidas legais contra o Youtube por esta indevida censura de mais um vídeo da causa Pró-Vida, coisa que já aconteceu em vezes anteriores.

Por enquanto, há vários outros sites que permitem a exibição do vídeo. Mas mesmo se não houvesse, mesmo se o último ser humano decente fosse calado, mesmo assim não faltariam pedras para deixar claro a todos a realidade do aborto. Uma realidade que só está completa com um funeral.

Do blog JORNADAS ESPIRITUAIS: Não podeis servir a Deus e ao PT

0 comentários ###

Abaixo vai um trecho do excelente blog Jornadas Espirituais. Vale a pena ler a íntegra (disponível aqui).

"(...) Enchem muito a boca para falar de "excluídos", "opressão" e "marginalizados", porém quem é mais excluído que aquele homem cujo direito a vida foi tirado ainda indefeso no ventre da mãe? Quem mais oprimido do que uma criança dilacerada por puro egoísmo de evitar mais uma boca para alimentar? Quem mais marginalizado de quem é arrancado do ventre materno e atirado ainda com vida numa lata de lixo? Um ser humano abortado é o verdadeiro excluído, marginalizado e oprimido. É a essência de quem foi excluído antes de ver a luz do dia, marginalizado antes de nascer e oprimido ainda no ventre da mãe. Por que os neo-fariseus da TdL, estes sepulcros caiados, estes Herodes travestidos de sacerdotes e teólogos, não os defendem?"

domingo, setembro 20, 2009

O PT e sua ética pró-aborto - Parte II

1 comentários ###

O senhor Jaime Ferreira Lopes, Chefe de Gabinete do deputado Luiz Bassuma, foi expulso aos gritos, segundo seu próprio relato, pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini. O motivo da expulsão, aparentemente, foi porque o senhor Jaime portava uma filmadora portátil.

A reação do presidente petista dá bem a idéia do que deve ter acontecido naquela sessão. Novamente, pergunta-se: há alguma surpresa com os métodos truculentos dos petistas?

Mais uma vez, o que é de surpreender mesmo é a reação do senhor Jaime Ferreira Lopes, que ao invés de enfrentar o esbravejante Berzoini e perguntar-lhe se o presidente petista tinha algo a esconder da opinião pública, preferiu, segundo suas próprias palavras "não tornar mais tensa ainda a reunião, me retirei, em silêncio do ambiente".

Infelizmente, o senhor Jaime Ferreira Lopes achou por bem retirar-se calado diante da gritaria de Berzoini. Talvez fosse o momento de uma atitude mais enérgica, mas o senhor Jaime achou por bem acatar a gritaria descabida do Presidente do PT e sair cabisbaixo.

Infelizmente, também, não é a primeira vez que vemos uma atitude no mínimo estranha por parte do senhor Jaime Ferreira Lopes. Em um texto de livre circulação produzido pelo advogado Celso Galli Coimbra (que pode ser lido aqui), é colocada uma frase do senhor Jaime Ferreira Lopes, então presidente da associação Brasil Sem Aborto:
"Não se pode colocar uma questão pontual como o aborto acima de todo um projeto de governo"
Causa muita estranheza a qualquer pró-vida uma tal frase. Quais seriam, então, as questões que têm prioridade em relação às vidas dos não-nascidos?


É o próprio Dr. Celso Galli Coimbra quem explica o contexto de tal frase:
"Esta frase (...) é do petista Jaime Ferreira Lopes de "Brasil Sem Aborto", então Presidente de "Brasil Sem Aborto" e hoje seu vice, que foi dirigida pessoalmente a mim quando ele inviabilizou a eficácia da notificação dos candidatos à Presidência da República, em outubro de 2006 (notificação que fora decidida em votação do Comitês por proposição minha na Plenária de agosto de 2006, representando o Comitê do Rio Grande do Sul, em Brasília), para não prejudicar lula com perdas de votos no segundo turno das eleições naquele ano. Na notificação com fundamentação jurídica elaborada por mim, era oposto a ambos os candidatos a pergunta chave sob o ponto de vista da competência jurídica privativa de quem fosse eleito Presidente: "se eleito, ele sancionaria uma legislação abortista vinda do Congresso?"" [destaques no original]
Quem lê este relato só pode concluir que o movimento Pró-Vida saiu perdendo quando colocado em conflito contra os interesses petistas. Mas esta não foi a primeira vez e certamente não será a última.

Por exemplo, no dia 23/04/1996, foi votada a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 25/95, de autoria do então deputado Severino Cavalcanti, que objetivava a proibição do aborto em qualquer situação. Pois bem, fica claríssimo a qualquer um que tal votação era de enorme interesse para os Pró-Vida.

Resultado: não houve um petista que aparecesse para votar a favor. Dentre os deputados petistas que votaram contra a emenda que protegeria completamente os não-nascidos, estavam os deputados de Minas Gerais, Chico Ferramenta e Sandra Starling.

Sandra Starling, aliás, é co-autora do tristemente famoso PL 1135/91, que é o principal Projeto de Lei tramitando no Congresso que busca a modificação do Código Penal para a liberação do aborto.

A princípio os nomes de Chico Ferramenta e Sandra Starling são apenas nomes de petistas que atuam pela Cultura da Morte, certo? Certo. Mas o mais curioso de tudo é que o senhor Jaime Ferreira Lopes, que retirou-se da sessão do Conselho de Ética do PT sob os gritos de Ricardo Berzoini para não tumultuar o ambiente, que escreveu carta pública ao presidente do PT reclamando da arrogância com que havia sido tratado, que talvez até partilhe do sentimento de que "o PT está perdendo a sua alma", este senhor na referida carta pública, faz um breve histórico de sua atuação política.

E o que podemos ler neste histórico? Eis as próprias palavras do sr. Jaime:

"(...) já em 1993, fui assessor especial do Gabinete da então Secretária de Educação de Belo Horizonte, Sandra Starling-PT/MG, na gestão do Prefeito Patrus Ananias, acompanhando-a depois, por quase 3 anos, como Coordenador Político do seu mandato de Deputada Federal. Em 1995, a convite, assumi a Chefia de Gabinete do então Deputado Federal Chico Ferramenta. Em 1997, tornei-me Chefe de Gabinete do Deputado Federal Walter Pinheiro-PT/BA. Em 1999, com muita alegria, passei a integrar o Mandato da então Deputada Federal Maria do Carmo Lara, hoje Prefeita de Betim, com ela trabalhando 6 anos. E, em 2004, passei a integrar, a convite, o Gabinete do Deputado Federal Luiz Bassuma. "
O senhor Jaime Ferreira Lopes esteve envolvido com o PT, filiado ou não, nos últimos 30 anos. Ok. E ele é contrário ao aborto. Ok. Então o que é que ele andou fazendo no Gabinete de Sandra Starling, então Secretária de Educação em Minas Gerais? E isto após ela ter apresentado, junto com o então deputado Eduardo Jorge, também do PT, o PL 1135/91? Será que o Sr. Jaime Ferreira Lopes não sabia do histórico de Sandra Starling? Ou será que sabia e não se importava?

E depois o sr. Jaime vai trabalhar com o deputado Chico Ferramenta, que também votou não na PEC 25/95?

Ou seja, parece mesmo que para o sr. Jaime Ferreira Lopes o aborto é uma questão mesmo pontual, pelo menos não é nada que o impeça de trabalhar para "companheiros" seus que produzem projetos abortistas e que votam contra os interesses Pró-Vida.

E o sr. Jaime Ferreira Lopes ainda diz que "com muita alegria" ele trabalhou para a então deputada Maria do Carmo Lara. Quem é Maria do Carmo Lara? Ela é atualmente a prefeita de Betim/MG, mas antes, quando deputada e a quem o sr. Jaime serviu alegremente, ela fazia parte da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), a mesma Frente que apóia, por exemplo, a aprovação do PL 122/2006 -- a Lei da Homofobia --, uma coisa que sob falsos pretextos deseja impedir qualquer crítica de cunho moral às práticas homossexuais.

Mas a atuação da agora prefeita não ficou apenas por aí... Quando ainda deputada, a sra. Maria do Carmo Lara, e ainda sendo servida pelo contentíssimo sr. Jaime Ferreira Lopes, assinou uma declaração entregue ao Parlamento Europeu pela deputada portuguesa Ilda Figueiredo em que era pedido a absolvição de mulheres envolvidas em abortos clandestinos na cidade de Maia, quando o aborto ainda era ilegal em Portugal.

O Julgamento de Maia, como ficou conhecido o caso, foi muito utilizado pelos abortistas portugueses como forma de forçar a liberação do aborto naquelas bandas. E a então deputada Maria do Carmo Lara, então em seu primeiro mandato, assinou a declaração que pedia que as mulheres que abortaram seus filhos fossem absolvidas de seus crimes.

E ao lado da deputada, em seu Gabinete, quem estava? O feliz sr. Jaime Ferreira Lopes.

Não digo que o sr. Jaime não seja contra o aborto, mas para quem é uma liderança pró-vida no Brasil, é peculiar como ele passou boa parte de sua atuação política atuando em gabinetes de parlamentares petistas que favoreceram, de uma forma ou de outra, a Cultura da Morte e o abortismo.

E isto acaba nos levando ao ponto principal: está mais do que provado que é impossível ser um verdadeiro pró-vida -- para quem o aborto não é apenas uma "questão pontual", mas sim uma questão fundamental -- e ser petista, pois o conflito sempre chegará e, até hoje, o movimento Pró-Vida sempre sai perdendo.

É chegada a hora de os petistas que realmente importam-se com a vida dos não-nascidos escolherem o único caminho coerente: a porta de saída. Não o fazendo, eles apenas estarão ajudando a agenda abortista de seu partido.

O PT e sua ética pró-aborto - Parte I

0 comentários ###

A grande notícia dos últimos dias é que os deputados federais Luiz Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC) foram punidos pelo Conselho de Ética do PT por suas posições contrárias à legalização do aborto.

É difícil escrever com mais ironia do que Reinaldo Azevedo já escreveu sobre o quanto é cômico o PT punir alguém por falta de ética. É isto aí! Para o PT vale tudo, desde dólares na cueca a quebra de sigilo bancário, passando, claro, por soltar uma grana para que deputados votem a favor de seus projetos. A única coisa que eles parecem que não toleram por lá é que algum de seus filiados ousem defender os não-nascidos.

É de admirar a luta do deputado Bassuma pela vida dos não-nascidos? Com certeza! Mas uma coisa que não posso fazer é me mostrar surpreso com a punição ou mesmo me mostrar indignado. Alguém poderia sinceramente esperar outra coisa que não o que pudemos ver?

O PT historicamente é um defensor da liberação total do aborto. Nos últimos tempos e com sua chegada ao poder federal esta luta criminosa só se intensificou. Dúvidas? Por exemplo, a então prefeita de São Paulo Luiza Erundina foi a pioneira do aborto "legal" no Brasil. É o presidente Lula, o petista-modelo -- o tal "católico a seu modo", by Cardeal Hummes --, que se tornou um ser bicéfalo, que acha que ao atuar como chefe de estado deve deixar seu catolicismo de lado.

E muitos outros exemplos podem ser trazidos: Min. Temporão, Min. Nilcéia Freire, etc., todos empenhados na liberação do aborto no Brasil, nem se para isto tenham que fazer o trabalhinho sujo de divulgar números fictícios. Este é o PT, este é seu estilo e seu método.

E é por tudo isto que não compartilho nem da surpresa e nem da indignação que muita gente, até mesmo no meio pró-vida, sobre a punição dos deputados. Não me causa surpresa pois o PT já usou de sua autoridade para esmagar outros parlamentares no passado que se posicionaram contra o aborto; e não me causa indignação, pois isto seria uma reação falsa de minha parte, já que eu esperava algo como o que aconteceu.

O que me surpreende na verdade é que o deputado Bassuma, em entrevista concedida a uma rádio, diga que "O PT está perdendo sua alma". Com o perdão do nobre deputado, mas quando foi mesmo que o PT teve uma alma que seja digna de admiração? Foi quando Erundina inaugurou o primeiro serviço de aborto "legal" no país? Ou será que foi quando o PT colocou em seu programa de governo que a legalização do aborto era uma de suas metas? Ou será ainda que foi quando as lideranças parlamentares petistas impediam os deputados contrários ao aborto de estarem presentes em importantes votações?

Que alma é esta, deputado Bassuma? A alma do mensalão? A alma da corrupção? A alma de um presidente, um modelo de petista!, que tem a cara-de-pau de invocar "princípios cristãos" em carta a bispos brasileiros, mas que por trás cuidava da liberação do aborto? É esta a alma de que estamos falando?

Em minha humilde opinião, o deputado Bassuma faria muito melhor se já tivesse saído do PT há muito tempo. Melhor ainda se jamais tivesse por lá pisado. E seria fantástico se ele realmente se pusesse a combater o mal pela raiz quando falamos de aborto: o PT e seus congêneres esquerdistas.

Mas o que temos na verdade é que o nobre deputado, mesmo diante da realidade que mostra por completo o abortismo do partido do qual ele faz parte, mesmo sendo empurrado para ocupar uma posição de pária entre seus colegas, mesmo assim o deputado fica preocupado com a perda da alma do PT.

Ora... Faça-nos um favor, deputado: abra os olhos! Abra-os bem e veja que seu partido é uma das fontes do mal da liberação do aborto em nosso país. Muito melhor seria se o senhor saísse daí o quanto antes e denunciasse ao país que ser pró-vida e ser petista são identidades impossíveis de serem conciliadas.

É hora de os petistas que insistem em se dizer pró-vida façam logo sua opção. Ou se é uma coisa ou outra, e isto, que já estava mais do que claro, agora ficou completamente impossível de que alguém esconda-se sobre acrobacias retóricas para justificar sua filiação a um partido que tem compromisso com o assassinato de bebês não-nascidos. Há bem pouco sentido, por exemplo, de petistas esconderem-se sob o manto de frases vazias --
"Eu acho que a gente não muda as instituições trocando de barco" --, como fez o então candidato petista à prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Alessandro Molon.

***

Continuar lendo a Parte II.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Blood Money

0 comentários ###


Já está em pós-produção um filme que certamente não ganhará um Oscar ou qualquer coisa parecida, mas que vai dar muito o que falar, e que eu espero sirva para que muitos abram os olhos para o poder da indústria do aborto, esta verdadeira indústria da morte.

"Blood Money" ("Dinheiro de Sangue") é um documentário que mostrará os efeitos da Cultura da Morte na sociedade norte-americana e que também destrinchará os métodos e estratégias da indústria abortista, uma indústria que tem todos -- TODOS! -- os elementos que grandes corporações utilizam para empurrar seus interesses à população: lobbies, mentiras, corrupção, etc.

No curto trailer que vai acima, podemos ver uma ex-abortista confessando:
"Eu reconheço que estive envolvida na morte de 35.000 bebês."
E esta é a mesma senhora que logo no início do trailer falava sobre as metas da indústria abortista:
"Nossa meta era ter de 3 a 5 abortos para cada garota de 13 a 19 anos."
É assim que os abortistas trabalham. Afinal de contas, é uma indústria que tem um produto para vender, e este produto é a morte.

Esperemos pelo filme.

Toffoli, o "papista"

0 comentários ###

Alguém pode mesmo se dizer surpreso com a indicação de José Antonio Toffoli para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal? Evidente que não, pois esta é a maneira petista de atuar.

Se lhe falta o notório saber jurídico que seria necessário para ocupar uma vaga no STF, abunda-lhe o conhecimento dos poderosos, abunda-lhe a proximidade aduladora com o poder, coisas que se tornaram nos últimos anos a maneira petista de substituir a competência.

Toffoli pode enganar a Lula sobre seu notório saber jurídico, o que não deve lá ser tão difícil de fazer, mas coisa que o futuro Ministro não pode é enganar a quem quer que seja sobre seu catolicismo.

Em matéria publicada hoje no jornal O Globo, José Antonio Toffoli, o ainda Advogado Geral da União, declara-se "católico apostólico romano papista". Talvez o ex-advogado petista mostre em relação ao conhecimento do Catecismo a mesma competência que mostrou no passado ao tentar por duas vezes -- e falhar em ambas -- uma vaga de juiz de primeira instância. Só assim podemos tentar entender o particular catolicismo de Toffoli, um catolicismo tão incoerente que o leva a declarar-se "contra o aborto e contra sua criminalização".

E é muito curiosa também a escolha de adjetivos do dr. Toffoli. O futuro ministro deve desconhecer que o termo "papista" foi criado por protestantes como forma de rotular depreciativamente os fiéis da Santa Igreja, a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Provavelmente é desconhecido do dr. Toffoli, mas o termo papista está tão carregado de negatividade e preconceito, que este era o exato termo com que os membros da tristemente famosa Klu Klux Klan (KKK) se referiam aos católicos em geral.

Ao utilizar uma tal palavra para classificar seu "catolicismo" só podemos achar que a incompetência do dr. Toffoli não fica apenas em demonstrar que tenha notório saber jurídico, mas também é levada até ao completo desconhecimento do que é ser católico, uma incompetência tão grande que ele utiliza um termo que jamais deveria ser utilizado por um católico para referir a si e a seus irmãos de fé, um termo que só é utilizado por aqueles que odeiam a Santa Igreja e seus fiéis.

Mas talvez seja pedir muito que um homem que se diz
"contra o aborto e contra sua criminalização" tenha o mínimo de conhecimento sobre a religião que diz professar. Afinal, como todos sabemos, os petistas são famosos por seguirem um catolicismo à sua maneira.

terça-feira, setembro 15, 2009

Conexão Aborto/Câncer de Mama: o silêncio que mata

2 comentários ###

A Dra. Angela Lanfranchi, que recentemente publicou um artigo mostrando a evidência de que o aborto e a utilização de contraceptivos hormonais é grande fator para o aumento do risco de câncer de mama (este artigo pode ser lido aqui), já no ano de 2006 dava declaração à imprensa denunciando o manto de silêncio sob o qual este assunto vai escondido.

Apesar de inúmeras evidências fisiológicas apontando para a conexão entre aborto/câncer de mama e contraceptivos hormonais/câncer de mama, inúmeras agências governamentais e associações médicas não disponibilizam estas informações às mulheres e ao público em geral.

Tal sonegação de informação tem conseqüências seríssimas para a saúde das mulheres. Para se ter uma pequena idéia, o câncer de mama é o único dentre os tipos de cânceres mais graves a apresentar crescimento no número de casos nas últimas décadas.

Contribuindo para este silêncio generalizado sobre o assunto estão os interesses da indústria abortista e de grandes companhias farmacêuticas, as maiores lucradoras com as "escolhas" das mulheres, que lhes dão lucros exorbitantes através do aborto e da venda de medicamentos hormonais.

Ao final o que se tem são ONGs feministas e abortistas, agências governamentais e associações de médicos e cientistas, todos mancomunados com grandes corporações para manter a esmagadora maioria das mulheres na ignorância sobre os riscos à saúde que elas mesmas causam a si próprias através do aborto e dos contraceptivos hormonais.

***

A conexão aborto/câncer de mama: a indesejada conseqüência da revolução sexual e da liberação feminina

Angela Lanfranchi MD FACS, Breast Cancer Prevention Institute

Nos últimos 20 anos como uma cirurgiã especializada em câncer de mama, tenho diagnosticado e tratado um crescente número de mulheres, especialmente mulheres jovens, com este tipo de câncer. Nos últimos 30 anos desde minha graduação, houve um aumento dramático de 40% na incidência de câncer de mama. Este é o único tipo mais grave de câncer a mostrar crescimento no EUA.

No último ano, de acordo com o National Cancer Institute, 1 em cada 7 mulheres atualmente tem câncer de mama. Há 30 anos, este número era de 1 a cada 12 mulheres. É a mulher na minha faixa etária, a geração "Roe x Wade" (N. do T.: Referência à decisão judicial que liberou o aborto nos EUA), que mais responde por este aumento.

A dramática mudança no estilo de vida trazida pela revolução sexual e pelo movimento de liberação da mulher são os maiores responsáveis pelo absurdo aumento de casos de câncer de mama que vemos nos dias atuais. Como participante em tais movimentos, posso falar sobre isto com propriedade.
O fundamento de ambos os movimentos era o completo controle reprodutivo. Sem tal controle, a mulher não poderia gozar da mesma liberdade sexual como os homens. Mais importante, porém, sem tal controle as mulheres não serviriam para serem executivas, dado o receio de uma gravidez e a devida perda de produtividade. No início dos anos 70, muitos de meus colegas diziam que eu desperdiçaria minha educação em Medicina, pois eu logo deveria casar, engravidar e largar a carreira médica logo no início.

Controle reprodutivo tornou-se sinônimo de duas coisas: pílula anticoncepcional e acesso ao aborto. A população veio a confiar na disponibilidade do aborto no caso de uma falha da pílula. O caso "Casey x Planned Parenthood", na Suprema Corte, confirmando a decisão já dada em "Roe x Wade", veio a manter tal confiança. As mulheres pensavam que sem a garantia destas duas coisas jamais poderiam atingir a igualdade entre gêneros.

Não é a idéia de controle reprodutivo que é tão falha, mas sim a escolha dos métodos para atingi-lo. Estes métodos resultaram em conseqüências graves e não intencionais. Elas atingem as mulheres em mais aspectos do que apenas o físico, e eu as explicarei.

Em junho de 2005, 21 cientistas da Agência Internacional de Pesquisas em Câncer da OMS encontraram-se na França. Após uma cuidadosa revisão da literatura médica disponível, eles declararam que a combinação de medicamentos baseados na combinação de estrogêneo-progesterona usados na pílula anticoncepcional eram cancerígenos não apenas para a mama, mas também para cânceres do fígado e cervical. O risco de câncer de mama continua por 10 anos após a interrupção da ingestão destas drogas. Estrogêneo e progesterona são potentes esteróides sexuais. Eles são a contraparte feminina aos esteróides que os atletas masculinos ingerem. Ao menos 75% das mulheres norte-americanas e 85% das canadenses tomaram tais drogas em algum momento em suas vidas. Um recente artigo do Wall Street Journal trouxe a informação de que as pílulas anticoncepcionais contém doses mais altas até mesmo do que os medicamentos utilizados na terapia de reposição hormonal. Milhões de mulheres interromperam a reposição hormonal em 2002 por causa do temor de câncer de mama após a publicação do estudo da Women's Health Initiative. E mesmo assim um importante ginecologista-obstetra foi citado no mesmo artigo dizendo que as vantagens da pílula "ultrapassa os pequenos riscos em potencial". Em outras palavras, assumir riscos à saúde era aceitável para se ter um conveniente método de controle da natalidade. Aceitável para quem? Conveniente para quem? A mulher de 33 anos que tinha filhos pequenos que operei há algumas semanas por causa de um câncer de mama não deve pensar desta maneira. E nem devem pensar assim nenhuma de minhas outras pacientes durante todos estes anos de prática médica. Elas teriam preferido fazer uma escolha consciente dos diversos métodos de controle da fertilidade e não apenas que lhes fosse dito que a pílula é segura e também conveniente.

Até mesmo meus estudos publicados repetem estes mesmos sentimentos enquanto ignoram o fato de que um pequeno risco tomado por milhões de mulheres resulta em dezenas de milhares de casos de câncer de mama.

Câncer de mama é apenas um dentre os vários efeitos físicos e psicológicos do aborto. Estes têm sido bem documentados no livro "Women's Health After Abortion: The Medical and Psychological Evidence", de autoria de Elizabeth Ring-Cassidy e Ian Gentles.

A primeira vez que ouvi falar sobre a conexão entre aborto e câncer de mama foi em 1994 através de um médico e pensei que se tratava de uma delírio do movimento pró-vida. De mais a mais, eu era uma cirurgiã de mama bem sucedida e bem informada. E tal fato não aparecia em meus textos e nem era mencionado em eventos da comunidade científica. Mas quando eu atentei para o histórico de minhas próprias pacientes jovens com câncer, ali estava a associação. Ainda não convencida, não aprofundei sobre o assunto até que uma meta-análise do Dr. Joel Brind feita em 1996 mostrou que a preponderância dos dados confirmavam uma associação positiva. Após 3 anos de estudos mais aprofundados, fui levada, em 1999, a ter certeza de tal associação. Isto foi quando um professor de Harvard, um reconhecido especialista em avaliação de riscos, admitiu para mim que o aborto era um fator para o câncer de mama, mas que ele não falaria sobre isto publicamente. Foi apenas a partir daí que eu informei minhas pacientes sobre tal risco e me tornei uma defensora das mulheres nesta e em outras questões similares.

A conexão entre o aborto e o câncer de mama é simplesmente o resultado da biologia do corpo feminino. Um lóbulo é a unidade de tecido mamário que contém um duto de leite e glândulas produtoras de leite. Os hormônios da gravidez causam a duplicação do tamanho das mamas nos primeiros 2 trimestres pelo aumento do número de lóbulos vulneráveis ao câncer do tipo 1 e tipo 2. Por volta de 95% de todos os cânceres de mama iniciam-se nestes lóbulos. Os lóbulos resistentes ao câncer, os de tipo 3, não iniciam sua formação até a 32a. semana de gestação. Se a gravidez de uma mulher termina abruptamente com um nascimento naturalmente prematuro antes da 32a. semana, estudos mostram que o risco de um câncer de mama é mais do que duplicado. A gravidez prematuramente terminada deixa seus seios, após a mudança que ocorreu naturalmente, com mais focos para o início de um câncer. Estudos mostram que quanto maior o número de semanas antes do parto prematuro maior é o risco, pois a mulher, desta maneira, teve mais tempo para desenvolver lóbulos vulneráveis ao câncer. E ela também não conseguiu obter o efeito redutor a este risco que é obtido através de uma gravidez que chega ao término esperado. Tais fatos não são motivos de controvérsias em eventos ou em textos científicos.

E ainda, se uma mulher tem sua gravidez terminada por um aborto, que pode ser descrita por um médico induzindo o parto prematuro de um feto desmembrado, então torna-se vividamente disputado que isto resulta no mesmo risco de câncer de mama como acontece com o parto prematuro. E isto a despeito do fato de que o impacto no corpo da mulher fisiologicamente é o mesmo em ambas as situações.

Por que organizações de combate ao câncer tais como a American Cancer Society e a Canadian Cancer Society não informam às mulheres sobre este risco? Acredito que elas estão relutantes em contradizer a organização mais respeitada e reconhecida mundialmente quando o assunto é câncer, o National Cancer Institute (NCI) dos EUA.

Por que o NCI não alertou o público sobre estes riscos já documentados? Esta evidência mostra que há sérios conflitos éticos nas agências governamentais dos EUA, neste particular entre o National Institutes of Health (NIH) que abrange o NCI e a Federal Drug Administration (FDA). Há também uma história fartamente documentada de similar má conduta em um passado recente.

Como reportado em fevereiro de 2005 pelo jornal Los Angeles Times, o diretor do NIH, Dr. Zerhouni, vetou que os cientistas daquela agência recebessem qualquer verba de companhias farmacêuticas porque ele queria que "o NIH fosse uma fonte confiável de informações sobre saúde". Antes disto, os cientistas daquela agência podiam acumular consultorias para as empresas farmacêuticas e serem por isto bem pagos em dinheiro e ações. Naquele mesmo ano o jornal britânico Nature reportou um estudo indicando que 20% dos cientistas subvencionados pelo NIH admitiram, anonimamente, má conduta científica tal como mudar os resultados de um estudo por causa da pressão de uma fonte de recursos.

Isto não é novidade. O antigo diretor da FDA, David Kessler, escreveu um livro entitulado "A Question of Intent: A Gret American Battle with a Deadly Industry". Neste livro ele descreve como a indústria do tabaco através da sua influência política e econômica escondeu com sucesso por décadas a ligação entre o consumo de cigarro e o câncer de pulmão, tudo com o apoio do NCI e de associações médicas tais como a AMA (American Medical Association) e a American Cancer Society. Quem lê este livro reconhecerá os mesmos discursos e técnicas usadas para esconder a verdade da conexão entre aborto e câncer de mama. Como um exemplo, é por diversas vezes dito que "mais estudos são necessários" ou "se há alguma ligação, ela é muito fraca".

Tal como na indústria do tabaco, enormes lucros são conseguidos pelas indústrias farmacêutica e do aborto que são adeptas de fazerem lobbies junto às agências que deveriam proteger o público.

Neste exato momento, o antigo Comissário da FDA, Lester Crawford, está sob investigação por suspeitas de transações financeiras impróprias feitas com ações de uma companhia regulada pelo FDA e que tem um assunto pendente por causa da pílula do dia seguinte. Ele invocou a 5a. Emenda Constitucional, que lhe dá o direito de não se incriminar.

Onde estão os grupos feministas que dizem apoiar os direitos femininos e a saúde reprodutiva das mulheres? Por que tais entidades permanecem em silêncio quando há tantas evidências de que as mulheres têm sido enganadas sobre as conseqüências da pílula e do aborto?

Onde estão os médicos? Especialmente as mulheres médicas? Uma das maiores e mais antigas associações de mulheres médicas é a American Medical Women's Association, mas seus estudos mostram que esta associação tem sido tão influenciada pela ideologia de acesso ao aborto que foram perdidas toda a lógica e senso comum. Esta organização apóia o aborto por nascimento parcial e é contrária às notificações dos pais em caso de abortos em adolescentes. Tais posicionamentos puseram minha filha de 14 anos em um grave risco. Em meu estado natal, New Jersey, minha filha pode ser legalmente levada a poucos kilômetros para fazer um aborto de segundo trimestre sem meu conhecimento ou consentimento. Ela poderia morrer ou ser ferida e eu não teria qualquer base legal para tomar providências contra este absurdo. A Planned Parenthood (N. do T.: Esta é a maior cadeia abortista dos EUA) pode dar à minha filha menor de idade perigosas drogas à base de esteróides na forma de pílulas, adesivos, anel vaginal ou injeção sem meu conhecimento ou consentimento. Estas drogas podem causar-lhe câncer de mama ou um derrame. Revistas direcionadas às adolescentes alertam suas leitoras jovens que consultas feitas ao médico de família poderão ocasionar que seus pais sejam informados pelo seguro de saúde para o fato de que elas estão tomando anticoncepcionais. E é dito a estas mesmas leitoras que seus pais não serão notificados se a Planned Parenthood lhes fornecer os anticoncepcionais.

O papel de um governo é o de proteger todos os seus cidadãos. As mulheres têm sido enganadas sobre a segurança de drogas à base de estrogêneo-progesterona. Elas têm sido enganadas sobre a segurança do aborto. O governo precisa proteger as mulheres das indústrias farmacêutica e do aborto, as mesmas indústrias que permitem e promovem drogas e procedimentos inseguros e não testados em mulheres.

Os médicos não têm mantido o juramento de Hipócrates em tais assuntos, pois deveriam utilizar-se destas drogas esteróides encontradas nos contraceptivos com muito cuidado e precaução.

É apenas porque há um grande número de mulheres com câncer de mama que os devastadores efeitos destas drogas não podem mais ser ignorados.

É por causa dos esforços de mulheres que agora não mais aceitam o silêncio sobre este assunto que os devastadores efeitos do aborto não podem mais ser ignorados.

As mulheres precisam aprender como verdadeiramente obter poder sobre suas vidas através do aprendizado sobre seus corpos e do planejamento de suas gravidezes com métodos naturais e confiáveis de controle da fertilidade. Elas não devem mais permitir serem vitimadas por médicos até bem intencionados, mas que estão muito mal informados.

É chegado o tempo de as mulheres encararem as indesejadas conseqüências da pílula e do aborto. É chegado o tempo de elas tomarem um efetivo controle sobre sua fertilidade e seus corpos com métodos naturais de planejamento familiar.

Aborto/Câncer de Mama: a evidência cada vez mais evidente

3 comentários ###

Dra. Angela Lanfranchi é uma médica-cirurgiã especializada em câncer de mama, e também Professora-Assistente de Cirurgia na Robert Wood Johnson Medical School e é presidente do Breast Cancer Prevention Institute.

Em um paper publicado na edição de Agosto/2009 do Linacre Quaterly, Dra. Lanfranchi mostra o porquê de abortos e o uso de contraceptivos hormonais aumentarem o risco de câncer de mama.

Esta conexão entre abortos e o aumento dos casos de câncer de mama é um assunto que jamais veremos sendo abordado pelas ONGs e pelas feministas que dizem defender os direitos e a saúde reprodutiva da mulher pelo simples fato de que a única coisa que buscam é a total liberação do aborto.

E a sólida argumentação da Dra. Lanfranchi atinge em cheio esta suposta pretensão de tais ONGs e feministas pois demonstra que é exatamente o aborto e o amplo uso de contracepção hormonal que causou o absurdo aumento de casos de câncer de mama.

Em uma tradução livre, eis o resumo do artigo escrito pela Dra. Angela Lanfranchi:
"Uma mulher adquire proteção contra o câncer de mama através de uma gestação levada a termo. Devido à gravidez, são produzidos hormônios que transformarão 85% do tecido mamário da mãe em tecido resistente ao câncer de mama. Se a gestação é terminada por um aborto induzido ou por um nascimento prematuro de menos de 32 semanas de gestação, os seios da mãe terão amadurecido apenas parcialmente, retendo ainda mais tecidos suscetíveis ao câncer do que quando do início da gravidez. Este aumento na quantidade de tecido mamário imaturo deixará a genitora com mais focos que poderão formar o câncer, e, desta forma, aumentando o risco de câncer de mama por seu efeito proliferativo no tecido mamário e seu efeito cancerígeno no DNA. Anticoncepcionais hormonais incluem uma combinação de estrogênio-progesterona que são administradas de diversas maneiras: oral, cutânea, vaginal ou intrauterina. Este artigo traz detalhes da fisiologia e os dados que elucidam os mecanismos através dos quais o aborto induzido e os contraceptivos hormonais aumentam o risco de câncer de mama."
Já na conclusão, a Dra. Lanfranchi deixa bem claro que atualmente às mulheres é apresentada uma falsa escolha, pois elas nem mesmo têm todas as informações sobre os efeitos que o aborto e os contraceptivos hormonais causam.
"Há uma bem conhecida e documentada fisiologia que fundamenta que tanto o aborto induzido quanto os contraceptivos hormonais são fatores de risco para o câncer de mama. E mesmo assim estes riscos são praticamente desconhecidos pelas mulheres que procuram as entidades que fornecem informações sobre planejamento familiar. Sem tal conhecimento, as mulheres não podem fazer suas escolhas conscientes quando estão diante da escolha de um aborto induzido ou a vida de suas crianças e também o uso de contraceptivos hormonais. Pela escolha do aborto, uma mulher aumenta seu risco em relação ao câncer de mama de quatro formas: ela cria em seus seios mais focos para início do câncer (...); ela perde o efeito protetivo que uma gestação normal lhe daria; ela aumenta o risco de partos prematuros futuros; e ela aumenta o tempo em que seu organismo mais estará suscetível ao câncer. Contraceptivos contendo estrogênio/progesterona aumentam o risco de câncer de mama causando a proliferação de células mamárias, o que aumenta a chance de mutações que levarão a produção de células cancerígenas, ou atuando diretamente como cancerígenas."

Este é o tipo de "escolha" que inúmeras entidades feministas, inúmeros governos -- o atual governo brasileiro é um exemplo --, inúmeras agências internacionais, inúmeras associações de médicos querem que seja "direito" das mulheres. Que "escolha" é esta que passa pela sonegação de informações importantíssimas para a saúde das mulheres? Que "escolha" é esta que mascara interesses coorporativos à revelia da saúde das mulheres?

Bem se vê que o que interessa mesmo não tem nada a ver com o bem estar das mulheres, a única coisa que interessa mesmo é achar qualquer pretexto para alavancar o abortismo.

Abaixo segue o artigo completo da Dra. Lanfranchi. Para lê-lo em tela cheia, clicar aqui. Para fazer download do artigo, clicar aqui.

LQ_76_3_2_Lanfranchi

quarta-feira, setembro 09, 2009

Um bebê abandonado à morte

0 comentários ###

A luta contra o aborto é atualmente revestida da maior importância principalmente porque esta é uma das formas de enfrentarmos o avanço da Cultura da Morte em nossa sociedade. E um dos efeitos mais devastadores desta cultura maligna é exatamente entorpecer as consciências de muitos tanto para o drama da morte quanto para a beleza da vida.

Quando tal descaso em relação à vida humana atinge os profissionais da área médica temos então o pior dos mundos à nossa frente. Alguns dias atrás, em uma postagem aqui no blog, eu trouxe o caso de dois médicos da Grã-Bretanha que já não vêem qualquer impedimento ético na retirada de órgãos de fetos abortados. Um deles até mesmo pensava que seria "vergonhoso" desperdiçar tais órgãos.

Esta é a mesma Grã-Bretanha que foi objeto de uma postagem de 2008, na qual comentei sobre o drama de crianças nascidas e deixadas à morte pelos profissionais de saúde e por seus pais. É realmente preciso muita indiferença, um coração muito duro para ver um ser humano em seu estágio mais frágil debater-se contra a morte e assisti-lo morrer lentamente, sem nada fazer para ajudá-lo.

Mas este avanço da Cultura da Morte não pára. Foi divulgada hoje pelo jornal Daily Mail a história de uma mãe que assistiu seu filho morrer sem qualquer cuidado médico.

Sarah Capewell, a mãe, implorou para os médicos para que atendessem a seu filho. Apesar de seu filho respirar sem aparelhos e ter batimentos cardíacos normais, e até mesmo mover seus braços e pernas, apesar de tudo isto, os médicos recusaram-se a prestar-lhe quaisquer cuidados.


O motivo? Este: Jayden, como foi chamado por sua mãe, nasceu com 21 semanas e 5 dias. Pelos protocolos médicos ingleses, apenas crianças com 22 semanas de gestação devem receber cuidados médicos. Ou seja, os médicos abandonaram Jayden à morte por causa de 2 dias.

Por causa destes 2 dias, os médicos forçaram Sarah a assistir impotente à morte de seu filho. Deixaram-na ver seu filho respirar com dificuldade, debatendo-se por uma vida que lhe era negada por médicos que tinham por ele apenas indiferença.

A mãe conta que a parteira que a assistiu no parto chamou Jayden de "pequeno guerreiro", devido a estar respirando por si próprio e por seu coraçãozinho bater normalmente.

Diante de sua insistência para que os médicos viessem em socorro de seu filhinho, Sarah recebeu esta resposta da parteira:
"Eles não virão para ajudar, querida. Aproveite todo o tempo que você tem com ele."
Sarah abraçou seu pequenino filho e tirou preciosas fotos do menino que vão nesta página. Jayden faleceu em seus braços menos de 2 horas após seu nascimento.


Ela também conta que devido a gestação não ter atingido 22 semanas, foi-lhe negado o medicamento que serviria para atrasar o momento do nascimento. Negaram-lhe também as injeções de esteróides que fariam com que os pulmões do pequenino Jayden fossem fortalecidos para o eventual nascimento prematuro.


Negaram-lhe tudo... Medicamentos, cuidados, tratamento digno para seu filho. Jayden veio e foi-se deste mundo apenas com o amor de sua mãe.

Hoje, Sarah Capewell está lutando para que os protocolos que serviram de sentença de morte para seu filho sejam alterados:
"Milhares de mulhes passam por esta experiência. Os médicos dizem que os bebês não sobreviverão, mas como eles sabem disto se não lhes dão uma chance?"
A verdade é que os médicos não sabem... E não sabem porque a Cultura da Morte que lhes embota o pensamento já vai tomando-lhes por completo. Somente assim eu posso imaginar que uma pessoa possa ver uma mãe abraçada a seu filho implorar por ajuda e virar-lhe as costas.

-----
Fontes:
'Doctors told me it was against the rules to save my premature baby'

Justice for Jayden

Do Blog PESADELO CHINÊS: 400 milhões de pessoas foram impedidas de nascer na China

1 comentários ###

"Estes crimes e violações dos direitos humanos são bem conhecidos no Ocidente, acrescenta Wu. Porém, os simpatizante ocidentais da filosofia socialista de Pequim tentam “encobrir” o problema espalhando que abortos e esterilizações são voluntárias, o que é absolutamente falso, sublinha Wu.

Wu se mostra surpreso pelo fato de o controle demográfico chinês não ter produzido reações nos EUA. E, não só nos EUA. O caso evidencia os obscuros liames que ligam a filosofia anti-vida no mundo comunista e nos nossos países."

Este é apenas um trecho de uma entrada no Blog PESADELO CHINÊS. A imagem acima é apenas uma amostra do horror que a ditadura esquerdista faz seus cidadãos passarem. Um horror que já produziu 400 milhões de mortes.

Leia mais aqui...

Escândalo! Universidade católica aceita propaganda abortista.

0 comentários ###
Mais uma vez temos que vir a público denunciar um absurdo que está acontecendo em uma universidade católica.

Recebi mensagem denunciando que na Universidade Católica de Goiás, na Associação de Professores, existe um cartaz pregado fazendo a apologia do "direito" ao aborto de anencéfalos.

Neste cartaz, podemos ler:
"A anencefalia, ou ausência de cérebro, é uma má formação fetal incompatível com a vida. Hoje, os exames de ultrassonografia identificam a anencefalia já no princípio da gestação. Porém, o Código Penal Brasileiro, que foi instituído em 1940, muitos anos antes de existir a ultrassonografia, ainda hoje não permite que a gestante interrompa a gravidez nesta circunstância. Não considera assim, o enorme sofrimento desta mulher e de sua família. A anencefalia é irreversível e incompatível com a vida. Mas as leis são reversíveis e devem ser compatíveis com a dignidade humana.

As mulheres devem ter o direito de decidir pela interrupção da gravidez em casos de anencefalia."
Neste cartaz vemos o logotipo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), órgão vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Que esta Secretaria desde o início do governo do presidente Lula busca a legalização do aborto, disto ninguém tem dúvidas. O que nos surpreende é que esta campanha pelo aborto seja feita em uma Universidade Católica.

É fundamental que este verdadeiro escândalo seja interrompido o quanto antes. Os professores da instituição têm todo o direito de terem suas crenças e opiniões, mas uma coisa que não podem é colocar seus interesses e agendas pessoais acima dos princípios que regem as instituições católicas, e um destes princípios fundamentais é exatamente o mandamento "NÃO MATARÁS".

Para reclamar contra este absurdo, o e-mail da Ouvidoria da Universidade é ouvidoria@ucg.br.

Para reclamar com a Associação dos Professores, o e-mail é
apuc@apuc.org.br .

Para reclamar junto à Arquidiocese de Goiânia, o endereço é vicom@arquidiocesegoiania.org.br .

Abaixo, seguem imagens do cartaz.




segunda-feira, setembro 07, 2009

Funeral católico para um político abortista?

0 comentários ###

O Senador Edward Kennedy, do partido Democrata dos EUA, faleceu no dia 25 de agosto passado.

O senador, de uma família tradicionalmente católica, teve um pomposo funeral que aconteceu na Catedral de Boston, dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Tal funeral tornou-se matéria de amplas discussões entre os católicos norte-americanos, devida a carreira política do senador, que atuou diretamente contra os ensinamentos da Igreja em vários e polêmicos assuntos.

O falecido senador era um conhecido militante do "direito" ao aborto, do "casamento gay", de pesquisas com células-tronco embrionárias, etc. Não é difícil imaginar o escândalo que um funeral católico para uma tal controversa figura pública acabou produzindo.

Importantes líderes Pró-Vida norte-americanos deram declarações sobre a inconveniência de tal funeral, pois tal atitude, além do escândalo causado, passa também a mensagem totalmente errada de que políticos e figuras de vida pública podem ostentar durante toda a vida suas atitudes confrontadoras ao que ensina a Igreja e, ainda assim, ter o tratamento devido a um católico que se esforçou para manter a fidelidade.

Embora a legalidade canônica do funeral seja ainda motivo de controvérsias, o fato é que o escândalo entre os fiéis foi causado. Edward Kennedy não foi apenas mais um político que apoiava o aborto, o que por si só já seria motivo de escândalo. O Senador Kennedy foi um dos líderes democratas que mais batalharam pela causa abortista nos EUA. Podemos contar que a atuação do senador foi tão profunda que até mesmo aqui no Brasil, com tantas ONGs tupiniquins funcionando como satélites de congêneres norte-americanas, também sentimos sua nefasta influência.

Em relação às pesquisas com células-tronco embrionárias e outras pesquisas polêmicas, o distanciamento de Edward Kennedy em relação à Igreja era tamanho que até mesmo o banimento da possibilidade de clonagem humana não recebeu seu voto.

Em relação à contracepção, o Senador Kennedy era igualmente um entusiasta. Assim como era do "direito" ao aborto... Um entusiasmo tão grande que Kennedy votou contra o banimento de abortos por nascimento parcial, uma coisa tão horripilante, tão abjeta -- como é qualquer tipo de aborto --, que uma pessoa tem um bocado de dificuldade de diferenciá-la de infanticídio.

Este era o Senador Kennedy... Um perfeito exemplo de tudo o que um político católico não deve ser. E foi por não concordar com um funeral católico para um político que durante toda sua carreira consistentemente se opôs ao que ensina a Igreja que o Padre Enteneuer, presidente Human Life International, dias antes do funeral, divulgou uma declaração na qual pedia que o senador não tivesse a honra de um funeral católico público.

Abaixo vai uma tradução livre desta declaração (original aqui).

===========================
Declaração da Human Life International sobre o falecimento do Senador Edward Kennedy


Nós devemos, por preceito, rezar pela salvação de católicos heréticos como o Senador Edward Kennedy; mas não devemos louvá-lo e tampouco enaltecê-lo com as honras de um funeral católico e toda a atenção que atrai tal evento. Há bem pouco sobre a vida de Ted Kennedy que seja merecedora do ponto de vista moral ou espiritual. Ele foi provavelmente o pior exemplo de católico com atuação política que podemos pensar. Levando tudo em consideração, ele distorceu por completo o que significa ser um católico na vida pública mais do que qualquer outro líder político.


Obviamente, nós não sabemos o estado da alma do Senador Edward Kennedy pouco antes de sua morte. E nem pretendemos saber tal coisa. Ficamos sabendo por sua família que ele teve a oportunidade de confessar seus pecados perante um sacerdote, e seu pároco disse publicamente que ele estava "em paz" quando faleceu. Por isto somos gratos. Porém, uma coisa é a confissão dos pecados de uma pessoa, que é um assunto privado. E outra coisa bem diferente é a abordagem para uma pessoa que publicamente defendia a destruição de seres humanos ainda não nascidos e que não passou pelo repúdio público de tal ponto de vista, que não fez uma confissão pública, por assim dizer.


Cabe a Deus somente julgar a alma do Senador Kennedy. Nós, como pessoas racionais, devemos julgar suas ações, e suas ações não estavam de forma alguma alinhadas com as das pessoas que cuidadosamente aplicam o que a Igreja ensina em matérias importantes. O posicionamento de Ted Kennedy em uma variedade de assuntos têm sido um grave escândalo por décadas, e honrar este campeão "católico" da Cultura da Morte com um funeral católico é injusto para com aqueles que realmente pagam o preço da fidelidade. Sabemos também que o presidente Obama fará uma eulogia ao senador em seu funeral
, uma indignidade que, seguindo o padrão do fiasco de Notre Dame, deixa os fiéis católicos sentindo sua fé ser manchada, profanada e desumanizada por homens que sempre procuram oportunidades de afrontar a Igreja e o fazem com impunidade simplesmente por suas posições de importância.

Não foi suficiente para Kennedy ter sido um "grande cara fora dos holofotes" como o vimos sendo chamado até por seus oponentes políticos. Também não é louvável colocar um retórico verniz católico em suas políticas esquerdistas que nada fizeram para fazer avançar a verdadeira justiça segundo a visão da Igreja ou para avançar a paz de Cristo neste mundo. Todos os pontos da carreira do Senador Kennedy, cada aparição pública, cada atitude relevante mostrava um político acerbo, divisionista e para quem a política partidária era muito mais infalível do que a Doutrina da Igreja. Qualquer que seja a afiliação política de uma pessoa, se tal pessoa é "católica" apena até o limite permitido por seu partido, então seu catolicismo é uma fraude.

Como nos dizem as Sagradas Escrituras, há tempo para tudo debaixo do Sol. Desta forma, agora é o tempo para honestidade sobre nossa Fé e sobre aqueles que são chamados para expressá-la publicamente. Se não lembramos a nós mesmos sobre a necessidade de confissão pública para os pecados públicos tais como os dos quais o Senador Kennedy era culpado, então nós somos negligentes em nossa adesão à Fé e somos também parte do problema. Como o Papa Bento XVI nos lembrou recentemente, caridade sem verdade pode facilmente tornar-se mero sentimentalismo, e nós devemos não cair em tal erro. Um católico, ao mostrar caridade pela família, não deve ofuscar a verdade que é requerida de todos.

O Senador Kennedy deve ter um funeral privado, com a presença de sua família apenas e receber as preces da Igreja pela salvação de sua alma imortal. Sua falta não será sentida pelos não-nascidos, que foram por ele traídos inúmeras vezes, nem mesmo por nós que batalhamos para desfazer o escandaloso exemplo de catolicismo que ele deu para três gerações de norte-americanos.

Rev. Thomas J. Euteneuer

Presidente, Human Life International
===========================


Mas o mal foi feito e, apesar de todo seu histórico como político demonstrar seu total desprezo pelos princípios da Igreja, o senador teve seu funeral católico público. O presidente Obama, que nem católico é, exatamente como previa o Pe. Enteneuer, fez uma eulogia ao senador durante o ritual, numa clara afronta às regras litúrgicas.

E o descaso com a Liturgia continuou até mesmo durante as orações, que se tornaram mais uma oportunidade para discursos políticos do que um momento para rezar pela alma do falecido. Mas talvez seja mesmo pedir muito que os admiradores e partidários do Senador Kennedy mostrassem algum respeito pela Liturgia quando não mostram nem mesmo respeito por seres humanos ainda não nascidos.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Uma espiada no Inferno

0 comentários ###

Sir Richard Gardner. Este é o nome de um prestigiado acadêmico da famosa Oxford University. O título de "Sir" aposto ao seu nome indica a relevância de suas contribuições para a Grã-Bretanha.

Pode ser que Sir Richard Gardner tenha feito importantes descobertas na área científica, mas ele é um exemplo perfeito do ponto em que pode chegar um cientista que não dê muita importância para limites éticos, exatamente como se comporta boa parte da comunidade científica.

Mas o que foi que fez Sir Richard para tornar-se tão mal exemplo? O acadêmico, especialista em células-tronco, declarou que os tecidos fetais deverão oferecer uma solução mais realista à falta de órgãos para transplantes do que outras tecnologias atualmente em pesquisa.

Sir Richard disse-se surpreso que tal possibilidade não tenha ainda sido considerada, já que as experiências com cobaias mostraram que rins retirados de fetos crescem extremamente rápidos quando transplantados para animais adultos. O pesquisador inglês apenas disse que ainda será necessária muita pesquisa para que tais transplantes tornem-se realidade.

E sobre as células-tronco? Bem, sobre estas Sir Richard Gardner disse que embora elas tenham sido amplamente divulgadas como um kit de emergência para o corpo humano, a realidade é bem outra, e que a produção de órgãos totalmente funcionais a partir destas é remota.

Aqui, apenas um adendo... Deixando de lado a assustadora falta de ética do famoso inglês, nota-se que aqui no Brasil há um bocado de cientistas municiando a mídia com informações para lá de falsas a respeito de células-tronco. Mas quando se pensa na dinheirama de pesquisas, começamos a compreender o motivo de certos rostos aparecer tanto na mídia.

Mas claro que Sir Richard tinha que explicar de onde viriam estes órgãos fetais. Eis o que ele declarou literalmente:
"[O uso de fetos abortados] é algo que poderia ser feito, mas não é algo que seja muito comentado. Ao menos é uma solução temporária."
Eis o que temos... Além de serem des-humanizados de tal forma para que a crueldade do aborto torne-se "opção" aceitável para alguns, os bebês agora terão seus órgãos retirados em nome da ciência. E tudo isto, claro, sob o pretexto de salvar vidas. Seres humanos nas mãos de cientistas que desconhecem os mínimos limites éticos tornaram-se meros subprodutos.

Embora haja protestos de alguns, estas idéias de Sir Richard Gardner não causam qualquer constrangimento em vários outros cientistas. O professor Dr. Stuart Campbell, um renomado especialista na área de diagnóstico por ultrassom, não vê qualquer impedimento de ordem ética na proposta de Sir Richard.

O professor Stuart diz que muitos bebês são abortados em gestação avançada e
"(...) se eles terão suas vidas terminadas, é uma vergonha que seus órgãos sejam desperdiçados."
O professor Stuart ainda não é "Sir" mas parece que está caminhando para isto a passos largos, pelo menos a julgar por suas declarações. É curiosíssimo que o professor sinta vergonha por órgãos desperdiçados mas não sinta nem uma coceirinha na consciência por vidas desperdiçadas.

Um dos efeitos do aborto, além do assassinato cruel de um ser humano frágil e indefeso e das conseqüências devastadoras que tem para a mulher em todos os sentidos -- físico, psicológico, sentimental, etc. -- é exatamente este entorpecimento que cria na consciência da sociedade em geral.

Ver um médico, uma pessoal que jurou preservar a vida de seus pacientes, preocupar-se com órgãos que serão retirados, mas que nem sequer liga para o ser humano que foi morto é coisa digna dos maiores pesadelos.

E não satisfeito com a pérola ética que criou para apoiar Sir Richard Gardner, o professor Stuart Campbell ainda completou:
"Estou certo que bem poucas pessoas da lista de espera de transplante preferirão morrer a aceitar um órgão de um feto abortado."
Eis o utilitarismo em sua mais pura essência. Se o fim é aparentemente bom, o professor Stuart Campbell não está nem aí para os meios com que ele foi alcançado.

O torpor no qual vai a mente do professor Stuart é tamanho que até causa confusão em nossa própria cabeça imaginar que ele é um dos que advogam que o aborto na Grã-Bretanha só deve ser permitido até a 20a. semana de gestação, o que até parece uma coisa boa.

Eis o que o professor declarou em uma reportagem de 2008:
"Embora faça ultrassonografias todos os dias, eu ainda me sinto admirado pela maravilha que é um feto que está aprendendo a ser um bebê. Por volta de 20 semanas, ele sorri, faz expressões de choro e chupa o dedo. Na 23a. semana, ele começa a abrir seus olhos e desenvolve complexos padrões de comportamento. Ele já pode sobreviver fora do útero."
Falando sobre os bebês de 20 semanas de gestação, o professor continuou:
"Tenho sido acusado de ser sentimental sobre o assunto, mas o fato é que, nestas imagens, os fetos já se parecem com bebês. Para mim é quase bárbaro abortar fetos entre 20 e 24 semanas de gestação. Na verdade, o procedimento é tão trabalhoso e estressante que poucos médicos estarão dispostos a fazê-lo."
O peculiar "sentimentalismo" do Dr. Stuart Campbell leva-o a rejeitar abortos a partir de 20 semanas. Não é ele uma ótima pessoa? Bárbaros são os outros, claro.

O fato é que a mente do professor vai tão entorpecida pela Cultura da Morte em que ele vive e na qual ganha seu pão, um pão miserável à custa de vidas inocentes, que ele se acha capaz de só dar o título de humano ao feto que chupa o dedo ou que sorri quando ele faz um ultrassom.

Isto é Ciência? Isto é Medicina?

Na verdade, na verdade mesmo, parece que em certos casos já podemos ver como será a ética médica daqui para frente: é só dar uma espiada no Inferno.

------------
Fonte: Use aborted foetus organs in transplants, urges scientist