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terça-feira, outubro 20, 2009

Preservativos: e o Papa continua certo...

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Abaixo segue uma tradução livre de uma recente entrevista do Dr. Edward Green, que é pesquisador da Universidade de Harvard na área de Saúde Pública e População e Desenvolvimento.

Dr. Green assombrou o mundo ao afirmar que as palavras do Papa Bento XVI poderiam estar corretas sobre o problema da distribuição de preservativos como forma eficaz de combater a epidemia de AIDS.

Várias coisas saltam aos olhos de quem lê Dr. Green. Em primeiro lugar vemos que um dos fatores primordiais para a vitória sobre a epidemia é a mudança comportamental. Ou seja, é necessário a ênfase na fidelidade. Adianta bem pouco a distribuição maciça de preservativos como a que acontece no Brasil, onde programa de combate à AIDS é sinônimo de propagandas de incentivo ao "sexo seguro", uma falácia que só custa vidas.

Outro ponto é a contaminação ideológica de todas as instâncias governamentais e não-governamentais que lidam com o assunto. Os programas de combate à AIDS em vários países -- Brasil inclusive -- estão reféns de militantes gays e de libertários sexuais, que querem impor sua falta de valores sobre os cadáveres dos mais fracos.

Não compartilho de todas as idéias e nem de todas as conclusões do Dr. Green, mas creio que suas palavras servem muito bem para calar a boca dos que tentaram ridicularizar as palavras do Sumo Pontífice.


***


Dr. Edward Green é pesquisador sênior na Harvard School of Public Health and Center for Population and Development Studies. Ele deu uma entrevista para o ilsussidiario.net quando da visita do Papa Bento XVI à África onde ele declarou -- como liberal e como médico/antropólogo -- que ele compartilha substancialmente as visões do Papa sobre AIDS e o uso de preservativos. O professor Green divulgou um paper em um encontro sobre AIDS na recente Conferência de Rimini.

Il Sussidiario - Dr. Green, qual é a situação geral em relação à AIDS? Os níveis de infecção serão reduzidos?


Dr. Edward Green - No geral, os níveis de infecção por HIV estão caindo. A taxa de novas infecções tem caído já há 11 anos. Em 2007 a UNAIDS finalmente admitiu que estas taxas estavam em queda. Serviu a propósitos políticos e financeiros para a obtenção de mais fundos continuar dizendo que a AIDS estava piorando cada vez mais e mais. Na verdade, o pico de infecções na África deu-se por volta do ano 2000. Há porém alguns poucos países onde o número de HIV está ainda em ascensão e os EUA é um deles. E aqui estamos nós, os EUA, dizendo aos africanos para fazer isto e aquilo, enquanto que nós não conseguimos resolver o problema em nosso próprio quintal. Nós deveríamos ajoelhar diante de um país como Uganda e aprender. Há outros países na África onde sabemos que o índice de infecções por HIV está decaindo, tais como Zâmbia, Quênia, Zimbábue, Etiópia, Malawi. E em cada caso a proporção relatada de homens e mulheres, que era de mais do que um parceiro sexual, caiu significativamente alguns anos antes de as taxas de infecção caírem.

Il Sussidiario - O senhor tem destacado algumas particularidades da África em relação a outras regiões, correto?

Dr. Edward Green - Mesmo dentro da África, há dois tipos básicos de epidemia por HIV, a generalizada e a concentrada. A generalizada é quando encontramos a infecção na população em geral. A concentrada quando ela está concentrada entre homens que fazem sexo com outros homens, usuários de drogas ou prostitutas. E apenas nestes países onde o HIV é majoritariamente concentrado entre prostitutas -- e mesmo assim não quaisquer prostitutas, mas prostitutas de bordéis --, apenas nestes poucos países, tais como Tailândia e Camboja, há uma chance de termos um impacto nacional através de uma política centrada na distribuição de preservativos.

Il Sussidiario - Na sua prévia entrevista publicada no ilsussidiario.net em março passado, o senhor concordava com as declarações do Papa Bento XVI sobre AIDS e preservativos durante sua visita à África. Poderia explicar melhor?

Dr. Edward Green - Bem... Podemos dizer que o Papa provavelmente não pensa que os preservativos sejam a resposta em lugar algum no mundo, e eu diria que cientificamente os preservativos têm funcionado em alguns poucos locais, como a Tailândia e o Camboja. A razão porque eu falei em concordância ao Papa foi porque ele não se referiu à abstinência, porque ele disse que as pessoas precisam ser responsáveis e também porque ele sempre fala sobre fidelidade ao matrimônio. Fui procurado por duas revistas de circulação nacional sobre o assunto, e eu disse que basicamente o Papa estava com a razão por tais motivos. Eu sabia que a parte que seria mais controversa seria quando o Papa disse que os preservativos poderiam até mesmo piorar o problema. De fato, por muitos anos já nós temos visto uma associação entre alta utilização de preservativos e altas taxas de infecção por HIV. E ao olharmos para as pessoas que estão sendo infectadas, elas tendem a ser usuários de preservativos. Conseguimos explicar este fenômeno desta forma: se existe uma tecnologia para redução dos riscos (preservativo), mas você se arrisca mais, a redução de riscos será anulada devido aos maiores riscos a que você se expôs.

Il Sussidiario - Durante a visita do Papa a Uganda, Sra. Museveni, a Primeira-Dama, escreveu um artigo que publicamos, onde ela reforça a importância da educação da população para o sucesso na luta contra a AIDS. Qual a sua opinião sobre o papel da educação como uma ferramenta para combater o HIV?

Dr. Edward Green - Esta deveria ser a principal arma para combater a AIDS. Uganda não tinha dinheiro para medicamentos. O presidente declarou que eles não conseguiam obter medicamentos vitais e nem mesmo medicamentos tais como drogas anti-malária ou aspirina. Como poderiam conseguir obter preservativos suficientes para todos? Então os preservativos não eram a solução. Ela teria de vir com palavras tais como "respeite sua esposa" e "respeita seu marido". "Jovens, mantenham-se castos, adiem o início da vida sexual". Há muito tempo para ter uma vida sexual quando se é adulto, mas, quando se é adolescente, deve-se aguardar, para que não haja preocupações. E deve-se fazer as pessoas terem medo de serem contaminadas por AIDS. Eu mostrei slides de crânios e ossos. Isto é contrário à abordagem da mídia global à AIDS. No momento, o país que tem a mais alta taxa de HIV no mundo é a Suazilândia e eu vivi lá por quatro anos, de forma que conheço bem sua realidade. A campanha atual por lá diz basicamente que sexo é divertido e o slogan da campanha é "Camisinha, onde a diversão está".

Il Sussidiario - É impressionante o fato de que a AIDS está sempre nas manchetes e uma doença como a malária, que é epidêmica e letal como a AIDS, não tenha o mesmo nível de atenção na mídia.

Dr. Edward Green - Correto. Há muito dinheiro indo para a AIDS e, pela primeira vez durante um grande esforço na área de saúde, o dinheiro não está indo para a prevenção mas para o tratamento, e tratamento é muito caro. Não há paralelo de tal coisa. Isto acontece porque grupos ativistas continuam demandando mais e mais dinheiro. Não importa o quanto se dê, jamais é suficiente. O que eu disse em minha palestra é que o programa mais efetivo que o mundo já viu foi o de Uganda no final dos anos 80 e início dos 90. No final dos anos 80 o programa custava US$ 0,23 por cada pessoa anualmente. Hoje Uganda está sendo inundada por doações de dinheiro, não tanto quanto de outros países, mas agora os doadores estão gastando por volta de 8 vezes mais que anteriormente e o HIV está começando a mostrar uma ascensão. A maior história de sucesso mundial de combate à AIDS está sendo posta em perigo porque doadores internacionais, meu país inclusive, têm feito pressão para que Uganda se conforme ao que é comumente feito em outros países, para que dê ênfase aos preservativos, nos diagnósticos, no tratamento de DSTs, no tratamento de AIDS, e para que deixe de lado os ensinamentos para que que cada pessoa permaneça com um parceiro, seja fiel. Sim, é isto mesmo, o custo aumentou e a efetividade caiu. E ainda assim estão culpando não haver preservativos suficientes.

Il Sussidiario - Como o senhor lida com todo o preconceito contra sua posição não-convencional?

Dr. Edward Green - A primeira vez que estive em Uganda, em 1993, passei apenas uma semana lá mas pude pude ver que era um programa diferente e que ganhara alguma fama já em 1988. Eu fazia um trabalho no Caribe e na República Dominicana e lá havia um tipo difeente de epidemia, com muitas infecções entre prostitutas e por isto eles tinham um agressivo programa de distribuição de preservativos. Eu o avaliei e produzi um paper sobre o assunto e este tornou-se bem popular de tal forma que eu estive nos noticiários. Tive meus 15 minutos de fama como dizem. Quando retornei após minha primeira semana em Uganda, meu pai foi uma das primeiras pessoas a quem eu contei o que lá acontecia. Meu pai era muito conhecido no campo de estudos populacionais. Ele foi o primeiro embaixador de assuntos populacionais do Departamento de Estado e ele estava nos conselhos de todas organizações de planejamento familiar. Ele viu imediatamente a significância do que eu estava dizendo: porque é melhor, muito melhor que preservativos. Eu lhe disse que não sabia ainda se eu estava certo. E com todos com quem eu falava, à exceção dos ugandenses, todos os especialistas de vários países diziam que eu estava errado. Era o ano de 1993 e eu tinha a certeza que o programa não iria para frente. De toda forma, quando eu realmente tive de falar, em 1998 e em 2001, eu mais ou menos declarei guerra à máfia da AIDS. Há um artigo em uma recente revista Forbes que fala de mim declarando uma "jihad" contra a máfia da AIDS em 2001.

Il Sussidiario - E isto foi frustrante?

Dr. Edward Green - Sim, muito. Isto machuca. Tenho amigos que não mais falam comigo. As pessoas pensam que sou um traidor. Eu venho do meio que estudo o planejamento familiar, de tal forma que a Igreja Católica é encarada como o inimigo e nós somos muito polarizados nos EUA sobre tal assunto. E todos pensam que se você acredita no Programa ABC ("Abstinence, Be faithful, Condom" -- Abstinência, Fidelidade, Preservativos) você deve ser um correlegionário do Bush. Eu digo que não, que jamais o apoiei. Eu escrevi dois livros recentemente, um tem por título "AIDS and Ideology" e o outro, "AIDS e Behavior". Eles ainda não estão finalizados. Em "AIDS e Ideologia" eu digo que a razão porque o paradigma ainda não mudou é parcialmente porque há uma indústria multibilionária e esta indústria quer que as coisas continuem como estão e em parte porque existe a forte crença de que liberdade sexual é mais importante do que a vida humana. Algums destes ativistas gays dizem: "Eu defenderei a liberdade sexual até a morte do último africano". Quero dizer, porém, que há gays que me apóiam, há organizações gays que advogam fidelidade de monogamia, mas ninguém sabe disto.

Il Sussidiario - E não se pode fazer nada contra a liberdade sexual. Quem come em demasia e ganha peso, corre o risco de perder a assistência médica, mas a liberdade sexual não pode ser contestada. Por que isto é assim?

Dr. Edward Green - Os ativistas que influenciam a política sobre AIDS construíram um muro ao redor do comportamento sexual, protegendo-o de qualquer tentativa de mudança. Eles fizeram a prevenção contra a AIDS uma simples matéria de adoção de tecnologia (preservativos, drogas), mas não de mudança de comportamento. Estou feliz em dizer que esta situação está mudando lentamente e que o perigo de se ter múltiplos parceiros está finalmente sendo reconhecido, pois esta evidência não pode ser ignorada para sempre.

Il Sussidiario - Ao final podemos dizer que o ponto principal é um uso responsável do sexo e das relações sexuais. E esta é uma uma atitude humana em geral, não necessariamente religiosa ou católica. Qual sua opinião sobre isto?

Dr. Edward Green - Concordo. Concordo com esta declaração: o ponto essencial é o sexo responsável e baseado em confiança e respeito mútuo. Não importa se você é católico ou protestante ou heterossexual ou gay. Há algumas organizações gays que advogam fidelidade e sexo de baixo risco. Mas nunca se ouve sobre tais organizações porque elas são sufocadas pelos gritos de grupos ativistas que dominam a mídia e o debate sobre AIDS.

quinta-feira, outubro 15, 2009

E o Prêmio Nobel da Paz virou piada...

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Abaixo, apenas 2 exemplos de caricaturas feitas para expressar o quão ridículo foi a concessão do prêmio a Obamaborto.

Para ver muitas mais, é só ir nesta página. Divirtam-se.





Guttmacher Institute e seu relatório "isento"

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Começaram a chegar à minha caixa postal mensagens com notícias sobre um novo relatório do Guttmacher Institute no qual é mostrado que o número de abortos e gestações não desejadas sofreram quedas significativas causadas pela ampla utilização de métodos anticoncepcionais.

Para um leitor desavisado, pode até ser que esta conclusão pareça fazer sentido, afinal de contas a reportagem que divulgou o relatório vem com vários números que demonstram mesmo a queda do número de abortos. E, para um leitor mais desavisado ainda, a responsável pelo relatório, que segundo a reportagem é "uma organização de saúde sexual com sede nos Estados Unidos", parece dar credibilidade ao "estudo" e ter isenção ao tratar de assunto tão sério.

Só que as coisas não são bem assim... Comecemos pelos números e pelas conclusões do estudo, deixando a parte melhor, a isenção do Guttmacher Institute, para um pouco mais tarde.

O que impressiona nos números divulgados pelo Guttmacher Institute é a obviedade dos mesmos. Admitindo que os números do instituto são verdadeiros, é coisa ridiculamente óbvia dizer que o número de abortos cai à medida que a contracepção vai sendo universalizada. É evidente que o número de gravidezes cairá; é evidente que o número de nascimentos também cairá; e é evidente que o número de abortos cairá. Repito: isto aconteceria admitindo-se que os números do instituto são razoavelmente confiáveis.

Mas por que o instituto se daria ao trabalho de movimentar sua gigantesca máquina de relações públicas para divulgar uma obviedade? Ora, os abortistas têm, basicamente, dois produtos a vender: a contracepção e o aborto. A verdade é que a divulgação deste relatório neste momento vem muito a calhar, pois pesquisas recentes indicam que nos EUA, pela primeira vez desde a completa legalização do aborto, há mais gente contrária a esta cruel prática do que a favor.

Dado que o jogo está virando, aquele papinho de feminista radical de que "meu corpo me pertence", que tenta vender a idéia de que o nascituro é como que um apêndice de sua mãe, não cola mais. Há que se mostrar, então, que o aborto é agora não um método de controle populacional hediondo -- a China que o diga! --, mas sim uma coisa muito necessária quando os métodos contraceptivos falham.

A diretora do instituto, Sharon Camp, deu a seguinte declaração:
"Há cada vez mais provas de que dar às mulheres os meios para decidir por elas mesmas quando querem ficar grávidas e quantos filhos querem ter diminui de maneira importante os índices de gestações não desejadas e, portanto, reduz a necessidade de recorrer ao aborto"
Este é o famoso e falacioso "direito de escolha" extendido à concepção. Na verdade, fora uma gravidez resultante de estupro, a mulher sempre exerce este seu direito quando escolhe fazer sexo. Por mais que muita gente bata o pé de raiva, por mais que milhares de ONGs subam favelas para dar cursos e mais cursos que ensinem a adolescentes como colocar preservativos em bananas e outras habilidades pitorescas, ainda assim ainda não foi inventado método contraceptivo artificial que seja 100%.

Uma gravidez é uma (feliz) conseqüência possível de cada relação sexual e é o ato sexual que é a escolha possível a todos. Ao escolher o ato sexual, os parceiros devem -- ou deveriam -- estar cientes de que seus atos têm conseqüências. E é por isto que é uma tremenda canalhice, coisa criminosa mesmo, que nossos adolescentes e jovens não sejam educados sobre as conseqüências de seus atos, mas sim sobre como evitar que seus atos tenham conseqüências.

Querer adiar o momento da "escolha" para depois do ato, quando já uma vida pode ter sido gerada é o começo de um processo cruel, no qual quem tem tudo a perder é a parte mais frágil: o nascituro. É o nascituro que será cruelmente sacrificado por causa da inconseqüência de seus pais

Na verdade, bobo é quem cai na armadilha de achar que realmente existe o tal "sexo seguro". Tal coisa não existe nem de longe, mas isto não impede ONGs, governos, profissionais de saúde e outros de enganarem milhões de pessoas por todo o mundo -- a maioria jovens -- de que basta um preservativo e tanto uma gravidez quanto doenças gravíssimas serão possibilidades afastadas.

Mas o que o relatório do Guttmacher Institute não revela, ao fazer um louvor asqueroso dos benefícios da contracepção é que as próprias mulheres são as que mais têm a perder com a universalização desta prática. Conforme cada vez mais evidências vão sendo descobertas, há fortíssimas ligações de que a prática do aborto e a utilização de métodos contraceptivos hormonais têm grande peso no aumento assustador do número de casos de câncer de mama. (Para maiores detalhes, checar aqui, aqui e aqui.)

É curioso como um instituto que deveria lidar com questões referentes à saúde da mulher ignora por completo tal assunto... Mas quem conhece um pouco que seja a história do Guttmacher Institute, sabe que isto não é à tôa. Mas isto fica para o final.

E quanto aos dados? Serão confiáveis os dados do instituto? O Dr. Bernard Nathanson, um dos fundadores da NARAL (National Abortion Rights Action League) e que converteu-se em líder pró-vida, assim conta sobre as táticas de desinformação constantes no meio abortista:
"É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.

Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda"
Será que isto se aplica ainda hoje? Tomando como base o Brasil, um país, que se não é de primeiro mundo, também não é um Sudão ou uma Burkhina-Faso, é impressionante como a estimativa do número de abortos varia na casa de milhões. Isto não é Estatística, é puro chute, mas é um chute que é divulgado, que vira manchetes, acaba em revistas, em sites, e que é repetido à exaustão até que pareça verdade. Resumindo: é um chute que serve muito bem à causa abortista.

Conforme um artigo escrito aqui mesmo neste blog, o número da moda é de 1.400.000 abortos anuais. Como se chegou a este número? Ninguém sabe. Absolutamente ninguém sabe.

Quem deu uma passada de olhos no relatório do Guttmacher Institute, pode ver que a estimativa de abortos para a América do Sul em 2003 foi de 2.900.000. Sendo 1,4 milhão o número da moda na mídia brasileira, temos que o Brasil seria o responsável praticamente pela metade da estimativa do instituto. Sabendo que o Brasil possui praticamente metade da população na América do Sul, dá para desconfiarmos da tal "estimativa", pois ela está muito redonda: para quem tem metade da população, metade do número de abortos.

E como é esta estimativa? No artigo anteriormente citado, o número de abortos comumente citado na mídia varia entre 1.000.000 e 4.000.000 anuais. Só por aí dá para ter uma idéia da confiabilidade de tais estimativas. Quando lemos as palavras do Dr. Nathanson sobre os métodos abortistas de desinformação, vemos bem que tais números servem apenas de tática para a agenda abortista.

Alan Guttmacher Institute: isenção e credibilidade?

Chegou finalmente a hora de falar sobre o Guttmacher Institute.

Primeiramente, quem foi Alan Guttmacher? Ele foi um médico especializado Obstetrícia/Ginecologia. Até aqui tudo bem... O problema começa quando vemos que Dr. Guttmacher fez parte de um grupo de cientistas envolvidos com o estudo do Eugenismo, chegando a galgar a posição de vice-presidente na American Eugenics Society. A coisa só piora quando sabemos que Dr. Guttmacher foi nada mais nada menos que presidente da famosa Planned Parenthood Federation of America, que é a maior provedora de abortos nos EUA e que é chamada por muitos de a "maior multinacional abortista" do mundo.

O interessante é que o envolvimento do Dr. Gutmacher com o Eugenismo não consta na página de sua biografia constante no site do instituto. A palavra "Eugenismo" nem sequer aparece no texto. Nem pista. Nadinha. Por que será?

O Guttmacher Institute é simplesmente o braço dedicado a pesquisas da Planned Parenthood. Enquanto a Planned Parenthood é a ponta executora das práticas abortistas, o Guttmacher Institute é a ponta que municia a mídia e a academia com dados altamente confiáveis sobre o aborto e a contracepção. Em um ambiente assim, só idiotas acreditam que o Guttmacher Institute tem mesmo credibilidade e isenção para divulgar estudos repletos de "estimativas".

Ou seja, o release de imprensa que indicou que o instituto é "uma organização de saúde sexual com sede nos Estados Unidos" deliberadamente não contou nem metade da história. Dizer que o Guttmacher Institute é uma mera "organização de saúde sexual" é algo como dizer que Pelé foi um jogador de futebol: pode até ser verdade, mas não conta a história toda.

Duvido muito que a Folha de São Paulo e outros veículos de comunicação sejam dirigidos por idiotas. Não sendo assim, resta-nos apenas a possibilidade de que a grande mídia está fazendo a sua parte para ajudar o avanço do abortismo.

Alguém ainda tem dúvidas disto?

sexta-feira, outubro 09, 2009

A Beata Madre Teresa de Calcutá e a verdadeira Paz

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A Beata Madre Teresa da Calcutá, em seu discurso de recebimento do Prêmio Nobel de 1979, dedicou um parágrafo inteiro ao drama do aborto. A este ato horrendo e cruel, ela chamava de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro".

Madre Teresa, que conhecia a miséria como ninguém, sabia apresentar soluções ao mal do aborto. E foi exatamente isto que ela fez em discurso na Conferência sobre População e Desenvolvimento no Cairo:
"- O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos. Só é questão de reparti-la bem, sem egoísmo. O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o Estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza. "
Sua vida foi uma constante entrega a Deus através do serviço aos mais pobres e necessitados. Isto é promover a paz, a verdadeira paz, uma paz que não olha para o lado quando vê um ser humano fragilizado ser trucidado em nome de um suposto direito individual, um suposto direito de escolha.

A escola onde Madre Teresa aprendeu a ver Deus em cada pobre que batia à sua porta foram as favelas da Índia, um lugar de miséria medonha. Seria bem fácil que ela fizesse como muitos e pensasse que o problema dos pobres é que eles existem, e que a solução final é sua eliminação gradual através do aborto de seus filhos. Mas Madre Teresa era uma mulher sábia, uma mulher com o coração aberto a Deus e escolheu a porta estreita.

Entre a vida e a morte, uma única escolha é possível: "Escolhe, pois, a vida"! Madre Teresa sabia disto. Quem realmente busca a paz sabe disto.
Os organizadores do Prêmio Nobel também sabiam disto... Não mais, pelo jeito.

Passaram-se 30 anos desde a premiação da religiosa, e o que temos agora? Temos o mesmo prêmio sendo concedido a Barack Obama, um campeão quando o assunto é aborto, um verdadeiro ídolo entre os abortistas, mesmo entre os mais radicais.

Após estes 30 anos, o que mudou? O aborto continua sendo um ato cruel, que mata milhões por todo o planeta. Madre Teresa também não mudou, pois até sua morte ela continuou a condenar o aborto da mesma forma enfática. Tampouco mudou Barack Obama, pois ele é e sempre foi um abortista tão descarado que até mesmo se utiliza disto como plataforma política. Há quem goste e há quem vote, infelizmente.

O que foi então que mudou?

Mudou o mundo com certeza... E o Nobel da Paz também. Ninguém esquece que um terrorista como Yasser Arafat também ganhou o mesmo prêmio. Ou seja, em vista dos últimos anos, não há tanta surpresa assim. De um prêmio entregue a uma religiosa que faleceu em fama de santidade, tornou-se um prêmio meramente político entregue a um abortista tão descarado que até mesmo votava contra leis que visavam a proteção de bebês sobreviventes de abortos.

É claro que alguém pode dizer que a escolha de Obama não teve qualquer relação com sua posição radicalmente abortista. É nisto que também creio e é o que mais acho dramático. Premiar alguém que advoga que um bebê que, contra tudo e todos, sobreviva a um procedimento que visava sua morte deve ser deixado à míngua até que morra do mesmo jeito, premiar tal pessoa por sua busca da "paz" chega a ser cômico.

O grande drama é que o mundo mudou um bocado para pior quando vemos que o aborto passou de "o maior responsável pela destruição da paz no mundo inteiro" para uma simples nota no currículo tão louvado de um "pacificador".

É bem pouco admirável este mundo novo...

segunda-feira, outubro 05, 2009

Depoimento de uma vítima do câncer de mama

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No vídeo que vai acima, Charnette Messé conta como o aborto e a contracepção artificial acabaram lhe deixando, ainda bem jovem, com uma seqüela seríssima: o câncer de mama.

Conforme já abordado neste blog (aqui e aqui), as fortíssimas evidências da conexão entre o aborto e o uso de contraceptivos hormonais e o câncer de mama são sistematicamente escondidas das mulheres.

A sra. Messé aprendeu esta verdade a duras penas e quando já era tarde demais. Hoje ela é uma ativista na luta contra o câncer de mama e procura levar às mulheres apoio e informação, pois, segundo suas próprias palavras:
"Estar grávida é Deus nos dizendo que Ele nos confia uma outra vida."