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quinta-feira, novembro 19, 2009

Edir Macedo e seu abortismo universal

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Já tive a oportunidade de escrever sobre Edir Macedo. É um bocado chato ter que lidar com tais tipos, pois a única obra deste senhor é enganar os fracos com um simulacro de religião que não é levado a sério nem mesmo por seus pares protestantes.

Já li coisas de feministas radicais que fariam corar qualquer pessoa que tivesse um mínimo de retidão moral. Já li pseudo-argumentos de abortistas que fazem pensar até onde vai a desonestidade de tais pessoas para defender um ato cruel e assassino. O que escreve Edir Macedo sobre aborto consegue ir mais longe, é de envergonhar não apenas qualquer protestante, mas qualquer pessoa de bom senso.

Ao utilizar a Bíblia para justificar um ato tão hediondo como o aborto, Edir Macedo vai por um caminho que me dá nojo, asco, repulsa. E estes sentimentos ruins só aumentam à medida que ele vai moldando a mente de seus "fiéis", que após a deixa do chefão descem ainda mais. Já tive a oportunidade de responder a um destes paus-mandados por aqui.

A arrogância deste pessoal só é páreo para sua ignorância sobre qualquer tipo de assunto. É uma gente que acha que aprende a Bíblia pelo simples contato, uma gente que vê aquelas imagens de Edir Macedo ensinando a "solicitar" dinheiro dos incautos e acha que tudo vai bem.

Como Edir Macedo é escravo de seu ódio pela Santa Igreja, a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, ele se viu obrigado a ser favorável ao aborto. Onde está a Igreja Católica, Edir Macedo faz questão de estar no lado oposto, e é por isto que ele e seus mandados hoje tomaram a causa do aborto para si. É isto aí, o ódio de Edir Macedo pela Santa Igreja é tanto que ele não hesitou em se postar ao lado dos abortistas.

O caso atual -- agradecimentos ao meu amigo Wagner Moura pela dica! -- é que o pessoal da seita de Edir Macedo voltou à carga sobre o assunto aborto. Em um blog que faz o milagre de repostar entradas do blog do chefe, foi novamente abordado o caso da menina de Alagoinha, que trouxe à tona a formidável união entre ONGs abortistas, profissionais de saúde e a grande mídia, todos mancomunados para eliminar friamente o mal supremo que era a gestação de gêmeos.

Ver feministas e a seita de Edir Macedo unidos em uma mesma causa diz muito sobre ambos, não é mesmo?

Passando à postagem do chefe do grupo Universal, logo no início ele escreve assim:
"(...) chamou a atenção sobre o caso da criança que foi abusada de 9 anos de idade e que sofreu o aborto"
Mentira. A menina "sofreu" aborto coisa nenhuma. O procedimento foi feito sob uma cortina de enganação e medo na qual foram envolvidos seus responsáveis legais. O aborto, neste caso, foi procurado direta e friamente por grupos que andam sempre à procura de exemplos que possam sensibilizar a opinião pública para a liberação do aborto. O sofrimento da menina e de sua família foi instrumentalizado tanto por ONGs abortistas quanto pela mídia, que jamais perde uma oportunidade de alavancar a causa abortista.

Mas é claro que Edir Macedo não pararia por aí... Logo em seguida ele escreve:

"O aborto está entre as três principais causas de mortalidade materna no país. Só em 2006, teriam sido feitos mais de um milhão de abortos e quase 219.000 mulheres acabaram internadas nas redes de saúde pública por complicações após a interrupção.(...)"
Mais mentiras... E nesta série de mentiras encadeadas, Edir Macedo, seguindo um método que já se tornou tradição entre os abortistas tupiniquins, joga números sem quaisquer fundamentos. Um milhão de abortos? Qual a fonte de tal número? Ninguém sabe...

Justiça seja feita, Edir Macedo não está só nesta mentirada de "um milhão de abortos" no Brasil. Até mesmo a revista nacional de maior circulação parte para a mentira pura e simples quando o caso é aborto.

Mas Edir Macedo ajuda a perpetuar a mentira de que o aborto é uma das principais causas de morte materna no Brasil. Todos sabemos que mentira tem pernas curtas, mas neste caso são mais curtas que o costumeiro, pois quem desmente o chefão do grupo Universal é o próprio DATASUS, a mesma fonte de dados que já desmentiu até mesmo o Ministro Temporão, que também já andou tentando fazer graça exagerando os números do aborto no Brasil.

Na postagem em que foi demonstrada a mentira do Ministro Temporão, foi também trazida uma mentira da Ministra Nilcéia Freire. Eis o trecho relevante:

"Note-se que os membros do governo Lula conhecem muito bem os números do DATASUS. A Ministra Nilcéia Freire e sua equipe em resposta ao CEDAW (Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination against Women - Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, um braço da ONU que acha que negar o "direito" de matar fetos é uma forma de discriminação contra as mulheres) declarou: "Entre 2002 e 2004 houve 115, 152 e 156 mortes provocadas por abortos, o que faz o aborto a quarta causa de mortalidade materna no Brasil". A declaração da ministra bate com os dados do DATASUS, mas, curiosamente, ela esqueceu de desagregá-los. Tivesse feito isto, ela poderia declarar que as mortes por aborto provocado nos anos referidos foram 7, 6 e 11. O que a ministra fez foi juntar todos os números de mortes por aborto no período, sejam eles abortos espontâneos, abortos por gravidez ectópica ou outros."
Ou seja, para exagerar ao extremo os números do aborto, figuras de relevo do governo Lula não hesitam em divulgar números que diferem das próprias fontes de dados oficiais. E Edir Macedo, ao dizer que o aborto "está entre as três principais causas de mortalidade materna no país" contribui para a consolidação da mentira, pois ele também cometeu o mesmo "erro" dos ministros de Lula, que juntam todos os tipos de aborto e vendem a idéia de que todos são abortos provocados.

E, como no caso das feministas, ver a seita de Edir Macedo utilizando os mesmos métodos petistas diz um bocado sobre ambos.

E já que Edir Macedo gosta tanto de falar de Bíblia, talvez ele devesse ensinar a seus fiéis a quem corresponde nas Sagradas Escrituras a figura do "Pai da Mentira".

Mas a deixa para a verborragia ignorante de Edir Macedo foi o comentário de um de seus seguidores. Este, seguindo os passos de seu ídolo, escreveu esta pérola que mereceu destaque do chefão:

"O Terceiro Mundo foi, é e será sempre subdesenvolvido enquanto o clero romano impor suas doutrinas supostamente em nome de Deus. Na verdade, eles querem mais miseráveis no mundo pra sustentar suas ongs supostamente sociais. Na Africa, na América Central e do Sul, Filipinas e outros tantos países de miséria a Igreja Católica se faz e sustenta a ostentação papal. Nesses lugares os padres pedófilos não aparecem porque a mídia tem estado nas mãos deles. Mas nos USA o prejuízo que eles têm causado aos paroquianos incautos são recompensados com a justiça mais justa e independente americana. Por isso eles têm tido enormes prejuízos econômicos (bilhões de dólares) com seus bispos e padres pedófilos…
E depois têm a cara de pau de excomungar os defensores e benfeitores dessa menina estuprada.Tomara que o fizessem com todos os seus incautos para que eles deixassem mesmo essa Babilônia!"
Difícil imaginar dois parágrafos com tantos clichês anti-católicos amontoados quanto estes... Este papo de ligar falta de desenvolvimento ao catolicismo é praticamente um fetiche protestante, o mesmo fetiche que leva a muitos deles achar que a prosperidade material é indício de eleição divina. Que falta fazem os sacramentos para esta gente... Que Deus os ajude e ilumine seus corações!

A próspera Grã-Bretanha, a mesma na qual a Deforma Protestante rendeu inúmeros mártires aos nossos altares, hoje em dia deixa bebês morrerem à míngua enquanto ensina às suas crianças o respeito aos insetos. A Holanda, o sagrado cofre do protestantismo, hoje em dia virou campo de provas do demônio, com o aborto, drogas e eutanásia liberados, entre outras bizarrices.

Mas o aluno de Edir Macedo se supera ao chamar os médicos que foram excomungados de "defensores e benfeitores". De quem? À menina o que conseguiram fazer foi juntar um ato hediondo à uma violência extrema. Às crianças abortadas, fica difícil falar em benfeitores quando o que os médicos fizeram foi tirar-lhes a vida friamente.

Só mesmo na mente de um ignorante que o aborto é algo parecido com uma defesa. Quem são os agressores? Quais os crimes cometidos pelas crianças que foram parar em sacos plásticos para servirem de evidência contra o agressor de sua mãe?

Depois de trazer o comentário de seu seguidor, o chefe volta à carga:
"Eu sou a favor do aborto. Não é que eu ache que toda grávida deveria abortar, mas acho que nem toda grávida tem condições de ter um filho."
Edir Macedo, do alto de sua megalomania, talvez não consiga compreender que ele achar ou não que uma mulher deva ter condições de ter um filho importa nada para a dignidade intrínseca ao ser humano que foi gerado. Não é -- felizmente! -- o aval de Edir Macedo que determina quem deve ou não viver.

Eu, por exemplo, não acho que Edir Macedo tenha condições de ter um galpão onde ele se reúna com seus seguidores para esbravejar a plenos pulmões e, no entanto, ele faz isto pelo mundo inteiro.

O restante da postagem de Edir Macedo traz apenas algumas indagações que é uma mistura de infantilidade com irresponsabilidade. Ele chega ao ponto de perguntar:

"(...) Qual a chance de uma criança abortada perder a salvação de sua alma? Qual a chance de uma criança chegar à idade adulta perder a salvação de sua alma?"
Tomando como base o pensamento edirmacediano, o aborto seria praticamente um favor que alguém faz a uma criança, pois se não fosse o bondoso abortista a criança correria o seríssimo risco de viver e perder sua alma. No pensamento torto de Edir Macedo o aborto é como um instrumento para assegurar a salvação de crianças.
E é neste ponto que mais dá nojo o que escreve Edir Macedo. Ver alguém que utiliza uma Teologia barata e pífia para pintar em cores alegres um ato tão horrível como o aborto é coisa que faz embrulhar o estômago. E isto quando até mesmo os abortistas que executam as crianças com as próprias mãos dizem o óbvio: que aborto é assassinato.

Edir Macedo, ao chamar o mal de bem e ao arrastar ao mesmo erro seus seguidores, ao exercitar seu ódio à Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo utilizando até mesmo dados fantasiosos mostra bem o caminho perigoso que tantos já percorreram: podem até começar com boas intenções, mas terminam com o ofício de vender como coisa boa até mesmo a morte de bebês no ventre de suas mães.

Que Deus os ajude.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Na Grã-Bretanha, bebês não-nascidos valem menos que um inseto

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Enquanto aqui entre nós há gente que acha que é normal incriminar quem destrói ovos de tartarugas enquanto o assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães deve ser liberado, no Reino Unido a coisa já vai em outro patamar.

De acordo com informação trazida pelo bioeticista Wesley J. Smith, no Reino Unido uma mudança curricular faz parte de uma iniciativa para tornar as crianças mais sensíveis aos "direitos" dos insetos.

A iniciativa chega ao ponto de afirmar que os insetos têm responsabilidades, o que, como bem apontou Wesley Smith, é um absurdo, pois ter responsabilidades é um atributo humano.

A grande ironia começa quando pensamos que a Grã-Bretanha tornou-se a "Capital Abortista" da Europa. É isto mesmo! Enquanto os "educadores" britânicos preocupam-se em moldar as mentes dos pequeninos para que eles sintam-se culpados ao extremo quando pisarem inadvertidamente em alguma formiga ou aranha, basta olhar para o lado que há uma "clínica" cuidando de dar uma solução final para o "problema" dos não-nascidos.

Ética estranha a do Reino Unido... São capazes deixar lentamente morrer crianças sobreviventes de abortos sem qualquer tipo de cuidado médico, mas o que não pode mesmo é alguém achar que uma aranha não tem "direitos". São capazes de deixar uma mãe desesperada assistir seu filho recém-nascido morrer sem o mínimo cuidado médico, mas sentem-se horrorizados se uma mosca é morta.

Isto é o fundo do poço, não? Não, não é...

Como indicado também pelo professor Wesley Smith, há coisas ainda mais bizarras acontecendo na Europa. Na Suíça há já aporte constitucional que trata da "dignidade das plantas". Sim, é isto mesmo... Em um país onde o aborto é liberado, há gente mais preocupada com a "dignidade" de flores e da grama.

A coisa é tão grave que um painel que tratava do assunto gastou tempo discutindo o status moral da ação de um fazendeiro que ao voltar para casa havia "decapitado" algumas flores silvestres com sua foice. E a palavra "decapitado" não é invencionice minha nem do professor Wesley J. Smith, é um termo utilizado no relatório produzido durante o painel.

Pois é... Parece que tem gente colocando cabeças em plantas e esquecendo da própria.

Até que ponto descerá a Europa? Difícil avaliar, ainda mais quando vemos que a intolerância religiosa caminha a passos largos no Velho Continente. E é por aí mesmo que podemos ter uma pista do futuro que os europeus estão escolhendo: um futuro no qual a Cruz, o símbolo da vitória do Bem sobre o Mal, torna-se indesejada enquanto plantas e animais passam a ter "direitos" que são negados a seres humanos não-nascidos.


terça-feira, novembro 17, 2009

Do Blog BIODIREITO-MEDICINA: Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI

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"A morte encefálica foi criada em função dos interesses transplantadores de alta complexidade e custo, no final da década de 60, por Comitê Ad Hoc de Harvard. A forma mais simples de explicar este imperativo é de que os órgãos vitais únicos apenas podem ser retirados viáves para transplantação se a atividade cardiorrespiratória estiver preservada."

Estas são as palavras do advogado Celso Galli Coimbra. Vale a pena ler mais sobre este assunto importantíssimo (clique aqui).

Quem deseja se aprofundar mais no assunto, faria bem começar por esta compilação feita pelo mesmo advogado, responsável pelo blog "Biodireito-Medicina" e pela página de mesmo título.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Obama e o aborto: um diário

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Atualmente é impossível falar de aborto sem que o nome de Barack Obama surja em destaque. Também pudera, quando se trata de abortismo, Obama é realmente nota 10. E quem diz isto nem sou eu, é uma organização abortista! Eles se conhecem e se merecem...

O que surpreende é que haja tanta gente caindo na lábia de Obama e seus asseclas. Quando o assunto é aborto, surpreende mais ainda como católicos, e católicos de renome, daqueles que têm penetração na grande mídia, conseguem olhar para o lado ante o apoio irrestrito do messias abortista -- é o que Obama é... -- ao assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães.

Não tenho como esconder o constrangimento que sinto ao me deparar com textos pueris escritos por gente que podia -- e devia! -- trazer coisa melhor. E devia, exatamente por se dizer católica...

Mas este pessoal é uma gente estranha... É um pessoal que acha que o jeito de tratar um Papa é ser irreverente, que o jeito de ser católico é questionar pontos estáveis da doutrina, etc. E é este mesmo pessoal que praticamente se joga ao chão para que Obama pise em cima, que nutre pelo abortista nota 10 uma admiração que só as adolescentes nutrem pelos ídolos da moda.

Pois que fiquem eles com suas fantasias infastis... O que temos no mundo real é uma compilação feita pelo site LifeNews em que é mostrado o governo Obama e seu abortismo a todo vapor.

Iniciado em 05/11/2008, desde antes da posse de Obama, o registro dos atos de Obama sobre aborto e afins é de deixar qualquer um de queixo caído. Há de tudo um pouco: nomeação de juízes pró-aborto para altos cargos, nomeação de políticos abortistas para importantes posições de governo, homenagens a líderes abortistas, direcionamento de fundos do orçamento para políticas abortistas, discursos reafirmando seu irrestrito abortismo, etc.

Vale a pena dar uma olhada no diário abortista de Obama, nem que seja para sentir mais asco ainda das ações de uma pessoa que podia fazer muito bem, mas que, infelizmente, escolheu fazer o mal.

sábado, novembro 14, 2009

A cruel realidade do aborto

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Há mais de 2 anos publiquei aqui uma tradução de um excelente artigo do grande Pe. Frank Pavone, "Aplausos do Inferno".

O vídeo que vai abaixo é a versão gráfica do procedimento descrito pelo médico aborteiro Dr. Martin Haskell e que arrancou aplausos infernais de uma platéia que lhe ouvia atenta.

É bom que se diga que o que choca mesmo no aborto não é sabermos que o bebê está já formado, que já tem a "aparência" de um ser humano normal. O que é realmente chocante e cruel é que uma vida humana, tenha ela 1 dia, 10 semanas ou 9 meses de gestação, foi eliminada. E é por isto que ato do aborto é tão absurdamente errado em qualquer momento e sob qualquer justificativa.




quinta-feira, novembro 12, 2009

Na Espanha, políticos abortistas não podem comungar. E no Brasil? Bem...

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Segundo informações da imprensa, Monsenhor Juan Antonio Martínez Camino S.J. (foto ao lado), bispo-auxiliar de Madri e Secretario-Geral da Conferência Episcopal Espanhola, declarou o seguinte sobre políticos que apóiam um projeto abortista que tramita naquele país:
"Estão objetivamente em pecado e não podem ser admitidos à sagrada comunhão."
Parece coisa óbvia, não é mesmo? Se algum católico defende publicamente o cruel e absurdo assassinato de crianças no ventre de suas mães, coloca-se em situação de pecado gravíssimo. Em casos assim, a comunhão deverá ser negada a tais fiéis. Entre os vários e graves motivos, há o perigo de escândalo e de que o mau exemplo público arraste a outros fiéis para as trevas do pecado.


E o que acontece no Brasil?

É desnecessário, mas é bom que se lembre que o ensinamento da Igreja -- Una, Santa, Católica e Apostólica -- é o mesmo tanto na Basílica de São Pedro quanto em uma capelinha na selva vietnamita.

Aborto não é brincadeira. O Concílio Vaticano II trouxe palavras duríssimas para este crime hediondo:
"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.
Dito isto, faria muito bem à Igreja no Brasil que aprendesse um pouco com Monsenhor Juan Antonio Martínez Camino sobre como lidar com políticos abortistas. Fizesse isto, seríamos poupados da imagem abaixo, que vale bem mais que mil palavras.

Lula, o "católico a seu modo", comungando, também a seu modo, em Missa rezada pelo Cardeal Hummes. (27/05/2007)



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sábado, novembro 07, 2009

A enganação feminista e a realidade do aborto

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Elena Valenciano é uma deputada espanhola. Do mesmo partido do Primeiro-Ministro Zapatero, o PSOE (Partido Socialista Obrero Español), ela é uma feminista.

Alguma surpresa? Nenhuma surpresa, dado que o movimento feminista, que em seus primórdios tinha uma agenda que poderíamos classificar como positiva e aceitável, hoje em dia encontra-se infestado de gente que está se lixando para a dignidade das mulheres, dado que a única coisa que se ouve as militantes gritarem é sobre um suposto "direito" ao aborto, ao assassinato de bebês ainda no ventre das mães.

Elena Valenciano, como esquerdista, deve entender um bocado de morte, pois a esquerda espanhola soube como poucos implementar uma perseguição religiosa aos católicos que manchou e marcou para sempre aquele país. O saldo de religiosos e religiosas brutalmente assassinados na primeira metade do século passado, muitos com requintes de extrema crueldade, ultrapassa os milhares. Isto sem contar as igrejas, mosteiros e outros patrimônios artísticos e culturais também arrasados pelos esquerdistas e anarquistas em sua sanha anti-católica. Destruição é com eles mesmos.

Como abortista, Elena Valenciano também entende muito de morte, pois só mesmo uma abortista como ela teria a cara-de-pau de dizer que um aborto não é um assassinato. Só mesmo um(a) abortista para tentar distorcer até o que é o ato do aborto.

O caso é que a deputada espanhola, a entendida em morte, escreveu um artigo para o jornal El Pais no qual ela nega a essência do aborto. No artigo "Niñas: el aborto 'no' es un asesinato", a deputada escreve coisas como:
"Tampoco es una buena opción lanzar mensajes tan dramáticos como hipócritas ("La barriga es una zona libre de pena de muerte" o "Mamá, no me mates") que pretenden cargar sobre la conciencia de niñas y mujeres, la idea de que el aborto es un asesinato. No es verdad. Es tan sólo la verdad de los que consideran que hay vida en el mismo momento de la fecundación y anteponen el derecho del embrión al derecho de la madre, o que profesan una determinada fe o religión o filosofía. Pero la interrupción voluntaria del embarazo, según la legislación española actual, así como en la reforma propuesta (y la europea comparada, por cierto), no es un asesinato."
Escrito após a monumental manifestação Pró-Vida ocorrida naquele país, o artigo da deputada beira o desespero patético daqueles que são pegos em uma mentira e, para tentar consertar a besteira, contam uma mentira maior ainda.

O que a deputada pretende ao posar de arauta da consciência das mulheres é que elas não tenham a consciência do ato hediondo que estão cometendo. No mundo vermelhinho de Elena Valenciano, o aborto deverá ser encarado como compras no shopping da esquina ou como a ida a uma partida de futebol, uma coisa bem natural.

Mas o que impressiona mesmo na desfaçatez da política espanhola é que ela nega até mesmo o que dizem os próprios abortistas. E olhem que não são abortistas teóricos: são abortistas de ponta, os que executam os bebês com as próprias mãos.

Deixo 2 exemplos. No primeiro, indico o documentário "Killing Girls", do cineasta David Kinsella, que aborda o drama do aborto na Rússia. Claro que os 70 anos de comunismo têm um peso enorme no fato de que naquele país uma mulher faz por volta de 6 abortos em sua vida. A Rússia tornou-se, nos tempos pós-comunistas, famosa pela exportação de esposas de aluguel e prostitutas para vários países desenvolvidos. As mulheres que ficam devem se conformar com a herança moral do comunismo, que tornou o aborto uma coisa tão banal que há mulheres que fazem mais de 10 em suas vidas.

O resultado desta indiferença coletiva em relação ao aborto, exatamente o que deseja Elena Valenciano e outros(as) abortistas, é o que é mostrado no documentário. Ganha um prêmio quem trouxer um único discurso da deputada espanhola denunciando o descaso com que são tratadas as mulheres na Rússia. Ganha um bônus quem trouxer algum escrito de uma abortista nacional nos qual seja mostrado o que os anos de puro esquerdismo fizeram pela "liberação" da mulher.

No trailer do documentário, que pode ser visto abaixo, aos 3 minutos e 40 segundos podemos ver uma profissional de saúde que tem o peculiar trabalho de executora de bebês ser sincera sobre o seu trabalho e sobre o que é o aborto na Rússia:
"Sim, é assassinato legalizado."



Assassinato. Puro e simples assassinato. E isto foi dito por quem tem o ofício de cometê-los, e não por uma política que de seu gabinete escreve a jornais querendo distorcer a realidade e embotar as consciências. É assassinato. Ponto.

Em um outro exemplo, um médico aborteiro, nos EUA, também foi extremamente sincero sobre como ganha seu pão diário. Aos 24 segundos do vídeo abaixo, o Dr. Curtis Boyd, admite o que gente como Elena Valenciano quer varrer para baixo do tapete das consciências:
"Eu estou matando? Sim, estou."




Esta é a realidade de cada aborto feito: a morte de um ser humano. Esta é a realidade que as feministas querem esconder das mulheres. Até mesmo quem tem por ofício assassinar crianças não nega tal realidade, mas vem uma política, uma esquerdista e militante feminista e quer negá-la.

Mas o artigo da deputada espanhola, que já foi citado em círculos de abortistas brasileiros, sendo até mesmo indicado por twitteiros abortistas, é tão ridiculamente patético que até mesmo outras feministas são capazes de refutá-lo.

A cientista Camille Paglia, lésbica, conhecida feminista, em um momento de extrema sinceridade, admitiu:
"Por isso eu sempre admiti francamente que o aborto é um assassinato, o extermínio dos fracos pelos mais fortes. Os liberais [N. do T.: seria o equivalente aos esquerdistas brasileiros], na maior parte das vezes furtaram-se de enfrentar as conseqüências éticas de seu apoio ao aborto, que causa a aniquilação de indivíduos concretos e não apenas de pedaços de tecido." (original aqui)
Ou seja, a argumentação de Elena Valenciano é tão fraca que ela não convenceria nem mesmo uma feminista que tenha guardado o mínimo de honestidade para admitir o que é realmente o aborto. Mas é claro que a deputada não está nem aí para a honestidade, o que ela quer mesmo é agradar uma turminha como, por exemplo, a dos abortistas brasileiros, nem que para isto ela tenha que enganar a maioria das mulheres, nem que para isto ela tenha que posar de feminista-que-se-importa-com-o-bem-estar-das-mulheres.

O problema único é que há uma enfermeira russa, um médico norte-americano e uma feminista que teimam em dizer o óbvio: aborto é assassinato.

Um novo blog sobre maternidade: MONSTRA TE ESSE MATREM

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Blog novo na praça! A socióloga Rosane Mito criou um blog cujo assunto principal é a maternidade, este dom fantástico que o Senhor Deus deu às mulheres.

É muito bom ver a maternidade tratada de uma forma altamente positiva, como verdadeira Graça de Deus. Mas o melhor mesmo é deixar a autora do blog falar um pouco sobre a maternidade nos dias atuais. Eis um pequeno trecho (original aqui):
"É nesse contexto que encontramos a maternidade hoje. Pressionada entre o medo e a culpa. Medo de perder todas as comodidades e todas as glórias que, segundo nos contam, apenas poderão ter aquelas que abdicarem ou ao menos adiarem o quanto puderem essa “incômoda” aventura. Culpa por continuar desejando e querendo algo que acredita que pode lhe completar e dar sentido a vida. Culpa também por acreditar que se tiver um filho, ou mais um, vai tornar mais pobre o mundo em que eles viverão. Ou talvez porque teve um filho muito cedo e agora todos dizem que a esperança no futuro acabou, entre fraldas sujas e mamadeiras, entre papinhas e noites em claro... (...)"
O blog está apenas iniciando, mas só vermos um assunto tão importante tratado de forma séria dá para ver que o potencial é muito bom.

Rosane Mito merece muitos parabéns pela iniciativa! Espero que mais mulheres trilhem o mesmo caminho, pois precisamos muito disto.

Vale checar: MONSTRA TE ESSE MATREM