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quinta-feira, julho 29, 2010

Sim ou não, Serra?

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Hora de parar com a enrolação e falar a verdade sobre o que pensa mesmo sobre o aborto.

quarta-feira, julho 28, 2010

Aborto: passado e presente se encontram

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Precisa dizer mais?


domingo, julho 25, 2010

Católico que vota em abortista não é eleitor, é cúmplice

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Recomendo a leitura de duas postagens do excelente blog "En Garde", editado por Taiguara Fernandes e Mateus Mota.

Na primeira, é mostrado como o discurso de José Serra sobre o aborto é mutante conforme a situação. Quando Ministro da Saúde do governo FHC, ele foi responsável pela edição da tristemente famosa Norma Técnica que permitiu que o aborto em gravidez motivada por estupro.

O mesmo Serra que hoje se diz contrário ao aborto foi o mesmo que no passado recente ajudou a difundir Brasil afora a falsa idéia de "aborto legal", uma contradição em termos, pois o aborto no Brasil permanece ilegal.

Eis um pequeno trecho:
"Para aqueles que não sabem, o abortismo não é particularidade da Dilma e do PT: o grupo pessedebista de FHC-Serra, formado também nas esteiras do comunismo, guarda largas simpatias com o abortismo e já tomou atitudes concretas em prol da bandeira, como a Norma Técnica do Aborto, aprovada pelo então Ministro da Saúde, José Serra." (destaque no original)
Já na segunda postagem, o blogueiro desmonta as promessas da candidata do PT, Dilma Roussef, que agora se diz contrária ao aborto. Seu partido, embora tenha recentemente recuado e retirado do PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) referências ao aborto, voltou com nova carga favorável ao aborto, fato que foi praticamente ignorado pela grande mídia.

Assim relata o blogueiro do "En Garde":
"O tal Consenso de Brasília - o Consenso do Aborto - foi assinado pelo Governo Lula e propõe a todos os países da América Latina que revisem suas leis proibitivas ao aborto, visando a sua legalização geral e irrestrita. Foi aprovado no último dia 16 de julho, por ocasião da conclusão da XIª Conferencia Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, realizada em Brasília entre os dias 12 e 16 de julho, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Lula." (destaque no original)
Enquanto Dilma percorre o Brasil enganando líderes religiosos com um discurso falso sobre o aborto, a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, fala oficialmente pelo governo petista e confirma suas intenções abortistas.

E é exatamente por isto que o blogueiro desabafa ao final de sua postagem:
"Mais que burro e estúpido, quem acredita e vota no PT é cúmplice de suas práticas criminosas e será cúmplice do assassínio de crianças se este Partido da Morte - que Deus nos livre - conseguir aprovar o aborto no Brasil. Pronto, falei." (destaque no original)

Concordo!

sábado, julho 24, 2010

PMM-BH se pronuncia. E novamente faz besteira...

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Pressionada, a Pastoral da Mulher Marginalizada Arquidiocese de Belo Horizonte (PMM-BH) retirou a postagem em seu blog que reverberava a opinião emitida pela Secretaria de Política para as Mulheres, órgão do Governo Federal envolvido na luta pela liberação do aborto no Brasil.

Claro está que divulgar uma peça deste teor equivale a concordar com o que vai ali escrito. A PMM-BH começa sua "explicação" do ocorrido com as seguintes palavras:
"A respeito da repercussão sobre o texto que aborda o Projeto de Lei que dispõe sobre a proteção do nascituro e retira o direito da mulher, hoje garantido por lei, de abortar em caso de estupro (...)
Não há o tal "direito" da mulher de abortar um bebê que foi concebido em um estupro. Isto, basicamente, é retórica de militância pró-aborto. O que existe na legislação atual, e que é completamente errada sob o ponto de vista moral, é que não há punição em abortos feitos por médicos em casos desta natureza. Tirar daí que existe um "direito" de matar uma criança gerada por estupro quando ainda está no ventre de sua mãe não tem qualquer fundamento no ensinamento católico e era de se esperar que uma Pastoral Católica -- é isto, certo? -- soubesse deste "pequeno" detalhe.

Em seguida a esta introdução desastrosa, a PMM-BH chega ao ponto de divulgar o link para o texto no qual a postagem retirada ajudava a divulgar. Esperteza pouca é bobagem, não é mesmo?

Tomando a todos como idiotas, a PMM-BH retira do ar o texto e deixa em seu lugar um link para continuar divulgando o mesmíssimo texto. Que coisa edificante é ver uma Pastoral Católica -- é católica mesmo? -- tripudiando daqueles que estranharam que uma entidade católica gaste tempo e esforços para divulgar mensagens da militância pró-aborto.

Querendo sair bem do imbróglio, a PMM-BH tenta justificar sua postagem anterior escrevendo que o acontecido era apenas uma informação e foi devido à sua disposição para o debate.

Para responder a mais esta esperteza da PMM-BH, primeiramente devemos dizer que é desnecessário que a militância pró-aborto tenha mais ajuda para levar sua mensagem à população, pois a grande mídia faz isto muito bem. E é absurdo que uma Pastoral Católica -- é disto mesmo que estamos falando? -- ache que tenha que fazer parte desta turma.

Em segundo lugar, já que a PMM-BH quer contribuir para o debate, talvez ela pudesse indicar quando foi que em seu blog houve divulgação de um evento Pró-Vida. Se a PMM-BH quisesse mesmo contribuir para o tal debate, seria natural que ela desse atenção aos dois lados da questão. Como não dá, é natural que se pense que ela tem sim um posicionamento já definido por um dos lados do debate, e este lado é justamente o que vai contra os ensinamentos católicos.

Em terceiro e último lugar, a PMM-BH acha mesmo que o aborto, seja por qual motivo for, é alvo de debate na Igreja? Se acha isto, talvez a PMM-BH devesse dar aulas a nossos bispos, que em 2006, durante a Semana Nacional da Vida, divulgaram a seguinte mensagem:

"(...) De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange. Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores. Desejamos que todos se empenhem nestes dias nesse sentido."

"Inalienável e inegociável"! Será preciso dizer mais? Será mesmo que alguém, ao ler tais palavras de nossos bispos, que seguem exatamente palavras já emitidas pelo Papa Bento XVI, pode dizer que há abertura para debate em relação à proteção da vida humana?

Por fim, a PMM-BH diz que as pessoas que teceram comentários "abusivos e ofensivos" em relação à entidade poderiam ter dialogado e apresentado críticas construtivas.

Pois bem, parece que a PMM-BH prefere coar um mosquito e engolir um camelo, pois lança uma nota explicativa tentando justificar o injustificável e ainda diz que os críticos foram "abusivos e ofensivos".

"Abusivo e ofensivo" é imaginarmos que uma entidade católica mostre-se aberta ao debate sobre coisa que o Papa e os bispos em comunhão com ele já disseram que é um ponto inegociável. "Abusivo e ofensivo" é chamar de "direito" que uma mãe possa fazer o aborto de uma criança concebida em um estupro, pois não se elimina uma violência cometendo outra violência.

Eu chamo de "abusivo e ofensivo", beirando mesmo a tripudiação com a inteligência de gente séria, que a PMM-BH lance uma nota explicativa sobre a postagem que havia anteriormente indicando um link para que o mesmo texto possa ser lido em outra página. Qual a necessidade disto?

E se a PMM-BH quer mesmo uma crítica construtiva, poderia começar retirando de seu blog a divulgação que foi feita em 23/09/2009 de um evento da militância pró-aborto, exatamente como já mostrado aqui neste blog em postagem anterior.

Se a PMM-BH quiser mais críticas construtivas, que tal começar retirando de seu blog os links para páginas de conhecidas entidades pró-aborto, tais como a Marcha Mundial das Mulheres e IPAS-Brasil, entre outros. O curioso é que não há sequer um link para qualquer entidade Pró-Vida do Brasil ou de fora.

A PMM-BH termina sua nota assim:
"Estamos na batalha pela justiça social, em busca de um mundo mais humano, sem violência contra a mulher, sem exploração. Vamos unir forças, nos manifestar e denunciar as estruturas injustas e tudo que atenta contra a vida."
É bom então a PMM-BH saber que justiça social alguma será alcançada se a morte de bebês ainda no ventre de suas mães for chamada de "direito", pois o direito à vida é o primeiro de todos os direitos. E dentro do "tudo que atenta contra a vida", o primeiro atentado dos dias atuais é exatamente o que é feito contra a vida humana ainda frágil e inocente, a vida do nascituro.

É esta "estrutura injusta" que devemos denunciar em primeiro lugar, mas parece que tem gente que não quer compreender isto.

quinta-feira, julho 22, 2010

Mais D. Bergonzini sobre o aborto e o PT (e não adianta apagar, CNBB!)

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Como parece que a CNBB agora está com o péssimo hábito de retirar de seu site artigos que não se encaixam no ideário que por lá dá as cartas, achei por bem reproduzir abaixo um outro artigo de D. Luiz Gonzaga Bergonzini sobre o aborto e o PT, o partido do aborto, e que foi publicado originalmente na Folha Diocesana, jornal da Diocese de Guarulhos e que consta no site da CNBB Regional Sul I.

Dom Bergonzini, ao contrário de alguns de seus irmãos no episcopado nacional, não tem papas na língua para denunciar o abortismo do PT ou de outros candidatos. E nem adianta a CNBB retirar ou censurar artigos dos bispos, pois o que não vai faltar é blog para publicar artigos como o abaixo.





***



O PT e o Aborto

No site do PT (http://www.pt.org.br/site/secretarias) pode-se ler a moção apresentada pela Secretaria Nacional de Mulheres e aprovada pela maioria dos delegados e delegadas do 13° Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (08-05-06).

Se é justo que todos tenhamos um “posicionamento firme contra todas as injustiças e discriminações a que estão submetidas às mulheres na sociedade”, o que corresponde também às exigências de justiça do Evangelho, fazer disso um pretexto para levantar a bandeira da descriminalização do aborto é absurdo, incoerente e não corresponde à realidade.

Absurdo, porque, em nome da defesa da vida das mulheres que morrem por causa do aborto clandestino, se esquece completamente que o feto e o embrião, sacrificados no aborto, são também indivíduos humanos merecedores de todo o nosso respeito a começar pelo respeito à vida. Todas as vidas têm igual valor. Não existem vidas mais dignas e menos dignas. Aceitar esta distinção seria aceitar uma tremenda discriminação, contra a qual justamente o movimento feminista se insurge.


Incoerente, por dois motivos. O primeiro: pelo fato que fetos e embriões são também homens e mulheres já sexualmente definidos e a metade dos fetos e embriões abortados são de mulheres. Daí a incoerência desta moção que em nome do feminismo vai contra as próprias mulheres, a não ser que segundo as feministas, mulher é só quem seja adulta e sexualmente ativa, introduzindo assim uma discriminação a mais, que elas dizem combater. Segundo motivo: em nome da liberdade de decisão da mulher prejudica-se as próprias mulheres que praticam o aborto. O aborto, mesmo em caso de violência sexual e praticado nas melhores condições de assistência médica, é sempre prejudicial para a saúde psíquica da mulher, constituindo-se numa derrota de sua auto-estima, e ela carregará este trauma pelo resto da vida. Estatísticas de atestados de óbito mostram como, dentro do prazo de um ano do parto ou do aborto provocado, o número de suicídios das mulheres que provocaram o aborto é sete vezes maior do que o número de suicídios de mulheres que deram à luz. Que ajuda é esta que as feministas querem dar às mulheres, quando a própria psiquiatria moderna, alemã e italiana, aconselha para o bem estar psíquico da mulher a não interromper a gravidez, mesmo em caso de violência sexual?


Não corresponde à verdade. De fato se fala de milhares de mulheres que morrem em conseqüência do aborto mal feito, quando o Ministério da Saúde registrou nos últimos anos uma diminuição constante destas mortes, de 198 em 1995 descendo para 115 em 2002 [Nota do Blog: Na verdade, este número é ainda menor, o que pode ser visto aqui]. Não é verdade que a descriminalização do aborto é causa direta da diminuição das mortes maternas. Causa direta desta diminuição é a assistência à gravidez ao parto e ao puerpério. De fato, Chile, Costa Rica e Uruguai, onde o aborto é proibido, tem uma mortalidade materna inferior à de Cuba, onde morrem 33 mulheres a cada 100.000 nascidos vivos e onde o aborto é legalizado há mais de trinta anos. Assim também Portugal, Irlanda e Polônia, onde o aborto é proibido, tem mortalidade materna inferior à dos EUA e da Inglaterra, onde o aborto é legalizado há muitos anos.


Mas a parte pior da moção em questão é que se exige que os parlamentares do PT (ao todo 14), que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, retirem seu nome desse movimento. Aí aparece o rosto autoritário do PT, que respeita a liberdade de consciência quando esta não vai contra os planos do partido (pode-se votar contra o aborto quando o voto não muda os projetos do partido mas nunca quando este voto poderia prejudicar os planos partidários). De fato, nenhum membro do PT ousou apresentar, até hoje, um projeto de lei que proíba o aborto ou que fortaleça a família. Concluindo, fazemos nossas as considerações que apareceram num estudo publicado em 2002 no site do Providafamília de Brasília: abortistas encontramos em todos os partidos da direita e da esquerda... A diferença é que os demais partidos têm abortistas, enquanto o PT é abortista. Sendo esta a posição do PT, é bom lembrar a recomendação do Apocalipse aos cristãos que moravam em Babilônia (ou seja em Roma): “Saí dela (no nosso caso dele), ó meu povo, para que não sejais cúmplices dos seus pecados (no nosso caso do desrespeito à vida e aos direitos humanos fundamentais, entre os quais o respeito à liberdade de consciência)” (Ap 18,4).


Fazemos votos que, em se tratando de uma moção, a direção do partido corrija os absurdos nela contidos e, de qualquer forma, parabenizamos os 14 deputados petistas, que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto, pela sua coerência e coragem.


Dom Luiz Gonzaga Bergonzin

Bispo Diocesano de Guarulhos, SP


sábado, julho 17, 2010

Pastoral Pró-Aborto?

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Do jeito que as coisas vão com a Igreja no Brasil é bem capaz que a pergunta acima em pouco tempo deixe de ser apenas um recurso retórico.

Só não vê quem não quer... Há anos muitos vem alertando aos senhores bispos sobre o que anda aprontando Brasil afora muita gente encastelada nas tais pastorais sociais da CNBB, com agendas que nada têm a ver com a missão da Igreja.

Aqui mesmo neste blog já tive a oportunidade de mostrar coisas graves, tais como uma coordenadora nacional de pastoral que deu declarações dizendo-se favorável à descriminalização do aborto. Um ano após este verdadeiro escândalo e tudo continuava na mesma.

O presidente da Comissão Episcopal para Caridade, Justiça e Paz, D. Pedro Luiz Stringhini, reponsável pela pastoral na qual atuava a tal coordenadora (PMM - Pastoral da Mulher Marginalizada), à época do escândalo deu a seguinte declaração:
"O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB."
Enganou-se quem quis ser enganado... Parecia que para D. Stringhini o mais importante era o término normal do mandato da coordenadora do que o fato de ela se mostrar em frontal discordância aos ensinamentos católicos em relação a um grave assunto como o aborto.

O resultado desta complacência, desta passividade ao lidar com gente que vai frontalmente contra o que ensina a Igreja é que o problema só faz aumentar. Isto posto, não é de admirar que estejamos novamente frente a um escândalo.

Desta vez, é o braço na arquidiocese de Belo Horizonte da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM-BH) que vem a público dar declarações contrárias ao que a Igreja ensina sobre o aborto.

Conforme podemos ver em uma postagem no blog da PMM-BH, é lamentada a tramitação no Congresso Nacional do "Estatudo do Nascituro", o Projeto de Lei 478/2007, de autoria dos Deputados Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG). Este projeto pretende reforçar em nossa legislação a proteção necessária aos nascituros, que nos últimos anos vêm sendo alvo de obstinado ataque.

A totalidade das lideranças Pró-Vida no Brasil pronunciou-se favoravelmente a este projeto, iniciativa mais do que bem-vinda nos dias atuais, nos quais Governo, ONGs e o abortismo internacional dão as mãos para legalizarem o aborto no Brasil.

O próprio título da postagem do blog da PMM-BH -- "Direito ao aborto em caso de estupro está ameaçado" -- contém já uma óbvia manipulação, pois o aborto no Brasil jamais foi "um direito", mesmo em casos de gravidez devido a estupro. Segundo a legislação atual, abortos feito por médicos em mulheres vítimas de estupro não são puníveis, o que é bem diferente de se dizer que tal aborto passou a ser um "direito".

O chamado "aborto legal", este eufemismo criando por ONGs abortistas para esconder uma flagrante ilegalidade (mais uma...), não existe. Tampouco existe o tal "direito" ao aborto no Brasil. Aliás, fosse isto um "direito", seria por demais peculiar que ele estivesse elencado entre os "Crimes contra a vida" do Código Penal.

Deixando de lado a parafernália retórica abortista de quinta categoria explicitada já no título da postagem, é para se perguntar por que um blog de uma Pastoral Católica -- É de católicos que estamos falando, não? -- fica a se lamuriar por um projeto que ganhou elogios dos Pró-Vida brasileiros.

O caso é que o blog da PMM-BH nada mais fez que reverberar um comunicado da área da Secretaria de Políticas para as Mulheres, um dos principais órgãos governamentais envolvidos na luta pela liberação do aborto em nosso país. Uma simples busca pelo título do texto revela que ele foi reproduzido pela fina-flor da luta pelo aborto no Brasil: Católicas pelo Direito de Decidir, CFEMEA, IPAS, Observatório da Mulher, etc.

Pergunta-se: o que uma Pastoral faz no meio desta turma?

Se a PMM-BH achou por bem publicar o comunicado lamurioso da Secretaria de Política para as Mulheres, então é forçoso admitir que a pastoral concorda com tudo que ali vai escrito, que é um emaranhado de mentiras ("(...) leva várias mulheres à morte todos os anos") e chavões do onguismo feminista-abortista ("(...) trata de um retrocesso revogar um direito reconhecido à mulher").

E note-se que a humanidade do nascituro não é nem sequer mencionada. Não se toca no assunto! Para a PMM-BH há apenas o "direito da mulher de abortar".

A verdade é que a PMM-BH, como fica claro a quem lê seu blog, vai já completamente dominada por um troço que tem nada a ver com o catolicismo: o feminismo. Basta dar uma checada no blog da PMM-BH para termos certeza disto.

Esqueça-se busca por justiça, por igualdade de direitos políticos, trabalhistas, econômicos, etc.. Isto há muito ficou no passado. O que se tem atualmente é que o feminismo foi tomado por gente cuja única preocupação é incitar ódio de gênero sob a fachada de luta por igualdade. O resultado mais à vista de todos é exatamente que o atual feminismo anda de braços dados com o abortismo internacional.

E é este feminismo mais rasteiro, mais alinhado com o abortismo internacional, que dá as caras no blog da PMM-BH, que serve de caixa de ressonância do abortismo governista ao ir contra o Estatuto do Nascituro. E este posicionamento da PMM-BH é tão estranho, tão afastado do catolicismo, que até mesmo vai frontalmente contra o que diz a Pastoral Familiar da CNBB, que saudou a aprovação do Projeto de Lei:
"A aprovação do Estatuto do Nascituro. A luta foi grande. Pessoas, entidades, ONGs e a Igreja, com grande empenho da Comissão Nacional para a Vida e a Família da CNBB, colaboraram na aprovação do Estatuto do Nascituro. Nossos agradecimentos aos políticos que votaram em favor da vida. Assim, fica mais uma vez comprovado que a vida humana começa na fecundação e que o feto, o embrião, é ser humano e merece toda proteção, cuidado e respeito. Venceu a verdade, venceu a vida, venceu o bom senso."
Ou seja, enquanto uns aplaudem, outros lamentam? Uns querem que os nascituros tenham suas frágeis vidas protegidas e outros nem se importam com seu destino? É isto mesmo? As Pastorais não se entendem e acho que todos sabemos o que acontece com um reino dividido, não?

Ah, mas pode-se pensar que o acontecido no blog da PMM-BH foi apenas um lapso, um deslize. Um simples erro que levou à divulgação de um comunicado do governo abortista, uma coisa impensada talvez...

Será mesmo?

Difícil acreditar nisto quando vemos que em uma postagem no dia 23/09/2009 o blog da PMM-BH divulgava um evento de título "VII SEMINÁRIO GÊNERO EM QUESTÃO: DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS – O ABORTO EM DEBATE".

No cardápio do tal evento, fala de militantes pró-aborto e de ONGs tais como a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Esta ONG, aliás, tem uma já conhecida "parceria" com a Pastoral da Mulher Marginalizada em nível nacional, o que pode ser visto em uma postagem anterior aqui mesmo no blog.

Em suas publicações, a Marcha Mundial das Mulheres não esconde suas intenções:
"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."
Se não bastasse isto, a MMM sente-se tão à vontade que até participa do "Grito dos Excluídos", manifestação capitaneada pela própria CNBB, com direito a pegar assinaturas dos manifestantes a favor da descriminalização do aborto, como bem denuncou Wagner Moura em seu blog.

Fora isto, durante o evento houve também a apresentação do documentário "O fim do silêncio", uma peça produzida para ajudar a luta pelo aborto no Brasil. Este documentário, foi alvo de uma reportagem da Rede de TV Canção Nova. Na reportagem, a diretora do documentário, quando questionada sobre a saúde das crianças abortadas, gaguejou e teve a cara-de-pau de dizer que "E-eu estou falando sobre o aborto. É outro tema.".

É isto que a PMM-BH acha conveniente que uma Pastoral Católica -- É católica, certo? -- divulgue?

"Ah!", mas alguém pode dizer, "Mas a PMM-BH só queria ajudar no debate, colocar-se no lugar do outro, compreendê-lo, etc.". Então é bom que se diga com todas as letras: o direito à vida não é alvo de debates! Este bla-bla-blá relativista serve para nada quando o que está em jogo é a preservação da vida de seres humanos frageis e inocentes.

Não é porque um grupinho se junta para ver filminhos e fingir que debate algo, afetando uma suposta compaixão para com as mães em dificuldades enquanto se lixa para o destino de crianças abortadas, não é por isto que o direito à vida é minimamente diminuído.

Mas que haja um grupo de gente que queira se reunir para buscar as formas mais eficientes de ajudar a luta pelo aborto no Brasil não é de surpreender ninguém. O que é de causar surpresa (ou talvez não...) é que haja uma Pastoral Católica -- É isto mesmo? Católica? -- que se solidarize com isto e até ajude na divulgação. Isto é coisa que foge por completo à normalidade.

Mas esperar normalidade, ao menos a normalidade católica, talvez seja coisa irreal quando se trata da PMM-BH. Basta uma olhada nos sites indicados pelo blog e lá podemos ver um link para a página do IPAS-Brasil. Esta é a ONG que, entre outras coisas, produziu um documentário para capitalizar para a causa abortista o caso do aborto dos gêmeos de Alagoinha. É mesmo uma baita referência para uma Pastoral Católica colocar em seu blog, não?

O que fica claro a todo mundo é que há pastorais que estão completamente dominadas por gente com missão bem diferente da missão evangelizadora da Igreja. E se os senhores bispos não fizerem nada poderemos chegar um dia -- Deus não permita! -- que tenhamos gente tão à vontade em fazer o errado como se fosse certo que a idéia absurda e contraditória de uma "Pastoral Pró-Aborto" seja levada realmente a sério.


sexta-feira, julho 16, 2010

Bispo de Guarulhos: "Não dêem votos a Dilma Rousseff e a candidatos pró-aborto"

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Que alegria é saber que ainda temos bispos que atuam como verdadeiros pastores!

É a fidelidade à esta missão de pastor que faz toda diferença e é isto, somente isto!, que o povo católico espera de seus bispos.

Fidelíssimo a esta missão sagrada de apascentar as ovelhas que estão em seu redil, o senhor Bispo de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, escreveu um artigo intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".

É altamente recomendável a leitura do artigo. Aqui, um trecho em destaque:
"Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21). " (negrito no original)
E no trecho abaixo, podemos ver que o artigo do senhor Bispo da Diocese de Guarulhos passa bem longe das generalizações que são produzidas na CNBB, que mais servem para confundir que para ensinar aos fiéis.
"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam." (negrito no original)
Sem enrolações! Sem meias palavras! É nossa obrigação como católicos não votar em candidatos que apóiem a Cultura da Morte. Qualquer conversa fiada que tente fugir desta verdade é papo furado de quem quer colocar sua agenda política à frente de seu catolicismo. E nós, católicos, servimos a Deus somente.

Que mais bispos façam como D. Bergonzini, pois omitir-se em tempos graves como os atuais é praticamente ser cúmplice daqueles que não valorizam a vida.


"Posso viver?"

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O vídeo abaixo é a história real de como o rapper norte-americano Nick Cannon veio ao mundo, contada pelo próprio.

A história é um drama já vivido por muitas mulheres, com desfechos também diferentes. Está tudo lá. Adolescente de 17 anos, ainda estudante, pressionada pela gravidez indesejada, está prestes a tomar uma decisão que afetará toda sua vida.

Deixada à porta de um clínica de abortos por um homem (namorado? parente?), o que demonstra a covardia de tantos homens para quem o tal "direito de escolha" tornou-se um conveniente passe para a irresponsabilidade, a menina entra no edifício e nota-se a confusão em seu olhar. Em seu coração ela sabe que a opção, a tal "escolha", é falsa.
"Você já me vê quando está dormindo, e você não pode matar seus sonhos."

"Tenho esperanças que você tome a decisão correta."

"É uma vida dentro de você. Olhe em seu ventre."
São as verdades ditas pelo rapper em sua música, mostrando a realidade da vida que já está presente desde o momento da concepção.

E no refrão, o músico repete que, se ele tivesse voz naquele momento, perguntaria à sua confusa mãe:
"Posso viver?"
Sua mãe ouviu aquela voz que fala fundo ao coração de cada um de nós e a história termina bem, Graças a Deus!

A mãe de Nick Cannon, apesar de todas as dificuldades, seguiu à frente com a gravidez. E hoje ele, ator e cantor de sucesso, pode nos contar esta história que é o espelho de tantas outras.

Agradeço ao Matheus, do blog "Jornada Cristã", pela dica.



Novo presidente da Academia Pontifícia para a Vida fala a Zenit

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E falou muito bem!

Sobre a recente mudança na Lei do Abroto na Espanha, seu país natal, D. Ignacio Carrasco foi direto ao ponto: "É a primeira vez que o aborto é reconhecido como um direito que substancialmente consiste em matar outra pessoa. É inconcebível."

Mais destaques abaixo:

"ZENIT: Como defender a dignidade do embrião do ponto de vista científico?

Dom Ignacio Carrasco: O problema não é científico; desse ponto de vista, está muito defendido. O problema é a natureza fundamentalmente sociopolítica e ideológica e, contra isso, os argumentos científicos não têm peso. É um âmbito no qual o que conta é o poder e se quem tem o poder não tem nenhuma intenção de dialogar ou, pelo menos refletir um pouco, não há muito o que fazer.

Ou seja, no final, o que resta é a arma política, e a arma política que os cidadãos de hoje possuem é limitada. Os que conhecem a política podem fazer muito mais e esta é a sua gravíssima responsabilidade. Usando uma linguagem do futebol, poderíamos dizer que a bola está com o adversário. Estudos científicos é o que temos, mas quem toma as decisões não escuta. Tudo se reduz a direitos humanos, mas entendidos de uma forma que qualquer realidade se converte em um direito humano. Eu não sei quando chegaremos ao direito de roubar, mas por trás dessas leis o que existe é uma lógica relativista.


ZENIT: E do ponto de vista teológico e espiritual?

Dom Ignacio Carrasco: Um dos problemas que temos com relação ao embrião é que não se vê. Mais do que de embrião, devemos falar de criança, que está na fase inicial do seu desenvolvimento. Pelo fato de que nós não o percebemos, está em uma situação de tremendo perigo, em um tremendo risco.

A defesa do embrião precede a própria mentalidade cristã. Isso não quer dizer que ninguém pensava em abortar; o pecado existe desde sempre. Todos nós sabemos que não se pode roubar e, no entanto, em muitas culturas e em todos os tempos, houve roubos. O cristão toma consciência de que essa criatura é a imagem de Deus, tem a consciência de que é uma presença da ação divina.

De alguma maneira, as criaturas no início da vida são como uma espécie de lembrança do que é a ação de Deus no mundo entre os homens, quem atua muitas vezes sem que nós percebamos, porque o que às vezes percebemos é a maldade dos homens e não a bondade de Deus. Ele poderia efetivamente paralisar um assassino antes de que mate uma vítima, mas não o faz porque seu amor funciona de outra maneira."

Mais pode ser lido aqui.

quinta-feira, julho 15, 2010

Pesquisas com células-tronco embrionárias: uma paralítica se opõe

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Chelsea Zimmerman é o nome desta jovem da foto ao lado. Paralítica do tórax para baixo desde a adolescência após um acidente de carro, ela leva, como ela mesma diz, uma vida relativamente normal.

continue lendo

https://contraoaborto.wordpress.com/2010/07/15/pesquisas-com-celulas-tronco-embrionarias-uma-paralitica-se-opoe/

quarta-feira, julho 14, 2010

Cientista ou militante? Você decide!

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Wagner Moura, do blog "O Possível e o Extraordinário" escreveu um artigo fantástico mostrando a ideologia dos abortistas até mesmo para analisar pesquisas que eles próprios chamam de neutras.

Chega a ser patético que o militante pró-aborto Thomaz Gollop, uma celebridade no meio pró-aborto por causa de seus títulos acadêmicos, venha a público dizer que:
"A maior parte dos abortamentos espontâneos não exige internação. As complicações são quase absolutamente resultantes de abortos provocados. Isso mostra que a lei vigente é completamente ineficaz. Além de não coibir, faz com que o SUS gaste uma fortuna com abortos mal assistidos.”
Cientista que se preza usando um termo nebuloso como "quase absolutamente" sem que tenha se debruçado sobre os dados existentes, como fez a pesquisadora em destaque na reportagem trazida pelo Wagner, é coisa que pode até tirar gritinhos de êxtase da militância pró-aborto, mas para quem leva ciência a sério a fala do Dr. Gollop tem a profundidade acadêmica de uma Lindsay Lohan tropeçando no tapete vermelho.

Serve até para arrumar umas capas de revistas e tal. E só...

Mas a fala do Dr. Gollop tem alvo certo. Visando as manchetes de jornal, que sempre são favoráveis aos militantes pró-aborto, ele não pestaneja em sacrificar a correção acadêmica no altar da militância ideológica. Wagner explica isto melhor que ninguém:
"Como Gollop, que não mensurou nada, pode transformar toda uma pesquisa numa prova de que o SUS tem gastos enormes com abortos provocados (“mal feitos”) se a própria pesquisa diz ser impossível afirmar que as curetagens são consequências de abortos provocados?! E supondo-se que o aborto clandestino realmente estivesse custando uma fortuna ao SUS… Como é que a legalização do aborto faria o SUS diminuir gastos com abortos provocados que seriam pagos pelo próprio SUS?! Ora… Novo “serviço”, novos gastos! Não é óbvio? "
Mas militantes pró-aborto jamais lidam com dados óbvios... Lidam apenas com formas óbvias de distorcer toda e qualquer notícia, toda e qualquer pesquisa para que estas encaixem em suas agendas.

Se for preciso chamar uma celebridade internacional como Lindsay Lohan, eles chamam. Se não der, eles ficam com o que têm por aqui mesmo.

O cuidado com que lida com dados talvez seja um parâmetro de quem seja realmente um cientista sério. Por este ângulo, a coisa fica mal para Thomaz Gollop, que não consegue nem escrever duas postagens seguidas em seu blog contendo a mesma informação, conforme já tive a oportunidade de expor aqui neste blog em uma outra postagem:
"Dr. Gollop tem um blog, no qual, em um determinado post podemos ler:
"(...) Lei Brasileira é ineficaz: ela proíbe o aborto mas mesmo assim mais de 1 milhão de abortos são realizados no País todos os anos e ele representa a 4ª causa de morte materna no Brasil." (original aqui)
Bingo! Vem daí a fonte para os dados de "Veja". Mas Dr. Gollop, isento como ele só, nem mesmo faz questão de manter coerência em seu discurso. No post seguinte, podemos ler isto:
"(...) Isto se traduz na terceira causa de morte materna, grave problema de saúde pública." (original aqui)"

É ou não constrangedor ver um troço destes saindo da pena de um cientista? Talvez sejam as luzes espoucantes dos flashes ou o barulho ensurdecedor dos fãs. Vá saber...

Feminista abortista afirma: "Devemos estar preparadas a matar pela causa"

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"O abortamento de 200.000 bebês no Reino Unido a cada ano é o mal menor, independente de como se defina vida ou morte. Se você está disposta a morrer por uma causa, deve estar prepara a matar por ela também."

terça-feira, julho 13, 2010

Apetrechos de abortistas

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Esta é realmente uma postagem pesada e pensei um bocado antes de me resolver a fazê-la. Mas, como ensina o Padre Frank Pavone, um renomado líder Pró-Vida norte-americano, uma das melhores formas de combater o aborto é expô-lo, tornar conhecidos seus procedimentos e as enganações da militância pró-aborto.

Um aborto é sempre igual a outro. O resultado é o mesmo: a morte de um bebê.

Pouco importa se a mãe toma um medicamento abortivo ou se ela procura um médico inescrupuloso e cruel que irá contribuir para que este verdadeiro crime seja cometido.

O vídeo que vai acima é uma mostra dos instrumentos utilizados pelos médicos para o ofício sujo a que muitos se dedicam. Nele, podemos ver nomes e funções tais como os abaixo:
  • Embryotome - instrumento usado para cortar a cabeça, as pernas e braços do bebê.
  • Tire-tete - usado para segurar a cabeça do bebê com suas pontas afiadas. Uma vez segura, uma longa haste perfurante é enfiada bem fundo na crânio do bebê para que, quando ela for separada do corpo, não fique solta no útero da mãe.
  • Cranioclast - usado para esmagar o crânio do bebê para que sua retirada do útero seja facilitada.
  • Decapitador de Jacquemier - usado para decapitar a cabeça do bebê.
  • Perfurador cranial Luer - usado para perfurar um orifício na cabeça do bebê e facilita, desta forma, seu esmagamento.
E assim o vídeo prossegue... Mas de todos estes instrumentos, cujos nomes e descrições dizem muito do ofício de abortista, um ofício aplaudido por tanta gente que se diz preocupada com as mães, mas que nem liga para as mortes de incontáveis bebês feitas com estes instrumentos, de todos estes instrumentos, o que mais me impressionou foi o abaixo, cuja descrição (aos 3:45 da exibição) é de embrulhar mesmo os estômagos menos sensíveis:
"Acredita-se que este instrumento era utilizado para mover o bebê dentro do útero. Ele funciona através da inserção deste dispositivo em forma de uma pequena amêndoa na boca do bebê, que é engolida por este. Após algum tempo ela atinge o estômago. Quando o cordão é puxado, pequenas pontas afiadas perfuram e agarram-se à barriga do bebê. O bebê pode então ser movido conforme a necessidade, facilitando o procedimento."
Este é o produto que é vendido pela indústria do aborto sob a falsa justificativa de "direitos reprodutivos". Difícil saber que "direito" é este que, para ser exercido, chega ao ponto de fazer um bebê engolir um dispositivo que agarrar-se-á em suas entranhas para que ele seja revirado no útero de sua mãe enquanto é esquartejado.

Quem se presta a tal ofício, há muito deixou de ser médico. Da mesma forma, quem dá aval a que tais coisas aconteçam, afetando uma suposta "caridade" às mães, mostra-se um covarde que engana-se ao pensar que pode cruzar um rio de sangue a pés secos.

Deus nos ajude.

A instrumentalização do prazer

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Há coisas que mesmo que não procuremos acabam caindo em nossas mãos... Procurando dados sobre os candidatos a presidente e a questão do aborto, acabei caindo em um site pró-aborto já conhecido meu.

O singelo nome de "Aborto em Debate" faz parte da conhecida tática pró-aborto para confundir a população, pois se há coisa da qual fogem é de debater seriamente o assunto. De fazer lobby tais grupos entendem, mas mostrar a verdade para a opinião pública acham irrelevante. Se isto fosse mentira, os abortistas não fariam tudo ao seu alcance para lutar contra a CPI do Aborto.

Mas nem o site nem o seu conteúdo são temas desta postagem... A surpresa veio no último comentarista da página que acessei no tal site, que era apenas uma compilação do site G1:


Este comentário, feito pela usuária do Twitter que deu a infeliz declaração, mostra um pouco mais da irresponsabilidade com que ela encara toda a situação.

Em primeiro lugar, a usuária parece não perceber que o que ela chama de "comunidade pró-vida" lida com estas questões -- "bebês anencéfalos" -- há muito, e o ineditismo de sua infeliz postagem no Twitter não é o comentar sobre este tema, mas, sim, que ela tenha qualquer coisa que chame de prazer ao contribuir, por mínimo que seja, para uma coisa que, em última instância, deixará uma morte em seu caminho.

Este é o ponto principal: este raríssimo e infeliz prazer. Uma coisa que causa tanta estranheza até mesmo a quem já está acostumado ao discurso abortista. E olhe que o discurso abortista é coisa de arrepiar, pois varia desde a desqualificação do fruto da concepção como humano até a admissão pura e simples que aborto é mesmo a morte de um ser humano. Varia sempre de acordo com os objetivos imediatos e com a tática mais adequada às situações locais.

E mesmo este discurso abortista, mutante até não mais poder, praticamente passa ao largo de qualquer referência a prazer. Curioso, não? Até mesmo entre abortistas o tal "prazer" é tabu.

Mas igualmente ruim é a tentativa de auto-vitimização, este expediente típico de quem quer apenas confundir o outro para levá-lo a compartilhar sua agenda, escondendo deste último dados que lhes sejam desfavoráveis.

Houve um blogueiro que já alertava para a iminência deste movimento da usuária do Twitter:
"(...) Militantes, em geral, têm a auto-vitimização como parte integrante de seu ser. Assim, ter na manga o Coringa que possibilita a todos dizer “sofri perseguições” é muito conveniente. (...)"
Mesmo sendo postada dia 11, na postagem de Bruno Maia está claro que ele não conhecia o que a usuária estava postando em um site pró-aborto, e, no entanto, ele atingiu na veia o próximo movimento dela.

E qual mesmo foi o "crime" de quem se horrorizou com o prazer inusitado? Este: guardar a imagem de uma postagem pública no Twitter! E também -- Horror dos horrores! -- blogar a respeito disto!

Então ficamos assim: twittar para o mundo inteiro sobre um raro prazer é ok, é fashion, está na moda. Já mostrar o horror que vai embutido no tal prazer é que é "medonho". Então tá.

E tampouco houve, ao menos nas postagens, quem houvesse gasto tempo difamando-a. Ela realmente parece não entender o que nos move: "Amar o pecador e odiar o pecado".

E Bruno Maia, em sua postagem profética vai direto ao ponto da mente militante:
"(...) Especulo que retirar um blog do ar por “motivo de perseguição” é uma grande jogada de marketing. Veja bem, não estou dizendo que a senhorita falou isso ou fará, antes que coloquem isso na minha boca, (talvez ela tenha tirado o twitter do ar devido ao stress que posts polêmicos causam), estou afirmando que é praxe desse pessoal, se ela vai fazer ou não, cabe-lhe a cartada final em fóruns, mídia, revistas, jornais.  Se eu fosse militante, como já fui um dia, seria o Santo Graal sair numa Carta Capital da vida, falando sobre “criminalização dos movimentos sociais”, etc."
Eu, até me deparar com o comentário da usuária do Twitter no site pró-aborto, acreditava mesmo que ela havia fechado o acesso público a seu Twitter por causa do stress. Acreditava que talvez fosse o caso de que a consciência estivesse revendo conceitos, que Deus estivesse agindo.

Os novos desdobramentos, porém, levam-nos a acreditar que estamos na verdade em uma nova fase, a da instrumentalização de toda a confusão. Pois como interpretar que ela alegue, em um site pró-aborto, mantido por conhecida entidade pró-aborto, que tem medo do que pode acontecer com ela ou com sua família?

Onde ela quis debater, as portas lhe foram abertas (aqui e aqui, como exemplos) e ela falhou fragorosamente. Em momento algum alguém lhe fez qualquer tipo de ameaça. Qual é, então, o sentido desta falsa alegação sobre perseguição ou qual o motivo do "medo"?

A verdade é que ela foi apanhada dizendo coisa que abortistas calejados evitam a todo custo, pois isto lhes faz muito mal junto à opinião pública. Juntar ao horror que é o aborto qualquer coisa que se assemelhe a "prazer" é prejudicial para a causa abortista.

Militantes pró-aborto já velhas de guerra são (ou tentam ser, ao menos...) bem mais sorrateiras, como está escrito na revista Estudos Feministas, vol. 0 n° 0 do 2° semestre de 1992:
"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."
É isto aí... Nada de compaixão às pobres mães de bebês anencéfalos! Nada de atenção ao drama de famílias que passam por este problema! Nada disto! Para os militantes pró-aborto tudo é apenas uma "etapa tática" para um fim bem mais amplo: a liberação total do aborto.

É a instrumentalização pura e simples de casos dramáticos como a gravidez de bebês anencéfalos para servir à causa abortista. E somente isto.

Da mesma forma, alegar perseguições ou temer por si mesma ou por sua família sem qualquer motivo, vai mostrando uma instrumentalização fria de uma coisa que é muito séria.

Pouco depois de postar no site pró-aborto, a senhorita em questão assim escreveu em comentário no blog "Darwinismo":
"Agora, matar um feto quase sem cérebro? Ai que horror. Na cabeça de vocês o feto anencéfalo será serrado, brutalmente assassinado, arrancando-se cada braço, um filme de terror de chocar Cannes. Quanta imaginação."
Ironias rasteiras à parte, ela realmente não sabe como são feitos certos abortos. Ela não tem a menor idéia de como são procedimentos cirúrgicos para abortos (e não só de bebês anencéfalos). Aqui vai uma curta explicação, dada por um médico abortista:

""O cirurgião então introduz o fórceps (...) através dos canais vaginal e cervical (...) Ele então move a ponta do instrumento cuidadosamente até uma das extremidades inferiores do feto e puxa esta extremidade até a vagina (...) O cirurgião então utiliza seus dedos para puxar a outra extremidade, e depois o torso, depois os ombros, e as extremidades superiores. O crânio está fixado mais internamente. O feto é posicionado (...) a coluna vertebral mantida ereta (...) O cirurgião então pega com a mão direita uma tesoura curva Metzenbaum de ponta achatada (...) força a tesoura na base do crânio -- abre a tesoura para alargar a abertura. O cirurgião introduz então um catéter de sucção neste buraco e suga o conteúdo do crânio."

É disto que estamos falando... E é por isto que qualquer prazer não acha lugar de encaixe em qualquer fase deste processo horroroso, seja em uma higiênica sala de cirurgia, na privacidade de um apartamento com pílulas de Cytotec à mão ou nos balcões da Defensoria Pública.

E a única atitude (nada a ver com ameaças) que cabe, ao menos de nossa parte, é rezar, e rezar muito, por todos nós. Pedir misericórdia a Deus por nossos gravíssimos erros que levam ao estado de coisas atual.

Rezar e deixar o Senhor Deus agir, pois só Ele transforma os corações e nós necessitamos muito disto.

sexta-feira, julho 09, 2010

Simplesmente não entendem...

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O recente e tristemente conhecido caso da moça que disse em sua conta do Twitter sentir prazer em entregar uma autorização para aborto de bebê anencéfalo ganhou uma postagem de craque do Wagner Moura.

Em cinco parágrafos curtíssimos o blogueiro mostra o devastamento moral de uma sociedade em que alguém é capaz de sentir prazer no simples gesto de entregar um papel com uma autorização de morte. Morte esta que será conduzida em alguma clínica de "aborto legal", este eufemismo que esconde um ato hediondo até não mais poder, que é a eliminação de um ser humano ainda no ventre de sua mãe.

Nesta sociedade com a moral no chão, há funções distintas, assim como há prazeres distintos. Há, como sempre houve, os que autorizam, e há, também como sempre, os inocentes que vão morrer. E, como burocratas atestando a qualidade de nossa ruína moral, há aqueles que carregam papéis e sentem prazer quando o processo é eficiente.

Mas o tal prazer, de tão complexo, precisa de esclarecimento:
"O meu prazer, meu caro, foi poder contribuir, mesmo que com uma pequena parcela, com o fim do sofrimento de uma família." (original aqui)
O abortamento de um bebê portador de anencefalia é uma oportunidade de amar que foi desperdiçada. O sofrimento não é terminado, é apenas transferido, e, neste caso, transferido para a parte mais frágil de todas. Não há prazer que possa se encaixar aqui, ao menos se quisermos, como o Wagner, "que o mundo seja mais do que isso".

A única coisa que termina realmente com o sofrimento é o amor, e não através do mascaramento da realidade, mas através da transformação daquilo que realmente importa: o coração do homem.

Mas há gente que simplesmente não entende. Triste...


quinta-feira, julho 08, 2010

Caso raro: uma feminista abortista diz verdades

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É raro, mas há momentos em que abortistas dizem verdades. O chato, para eles, é que a coisa nunca fica bonita quando isto acontece.

Para começar, é bom que se diga de uma vez que o mantra repetido no Brasil -- "Aborto é problema de Saúde Pública!" --, criado para dourar a pílula venenosa do aborto é tão falso quanto o sorriso plastificado de Dilma Roussef.

Contine lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2010/07/08/caso-raro-uma-feminista-abortista-diz-verdades/

quarta-feira, julho 07, 2010

Prazeres estranhos

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Uma das coisas que mais me surpreendem entre os favoráveis ao aborto é seu pessimismo em relação à vida. Onde Deus colocou a vida, eles teimam em enxergar morte; onde há o início, só vêem o fim; onde há uma oportunidade para a Graça, só imaginam a oportunidade para o fim de uma vida, que é tão humana quanto a de qualquer um de nós.

É este o exato caso dos bebês que sofrem de anencefalia. Onde muitas mães e pais conseguem ver a beleza da vida, muitos abortistas só enxergam a morte. E é exatamente este pessimismo que faz toda diferença. A verdadeira escolha é a de amar ou não. Abortistas sempre escolhem o caminho que distancia do amor, e é isto que é o mais triste...

Diferente, porém, é o caso de quem sente alguma alegria ou prazer ao saber de um aborto. Uma das falas abortistas mais repetidas aqui no Brasil é a de que "Ninguém aborta porque gosta"; como já dito em outra postagem neste blog, isto é só mais uma das obviedades criadas nos porões de ONGs abortistas, nada novo.

Mas se quem aborta jamais o faz porque gosta, parece que há gente que anda tendo prazer ao saber de abortos ou ao menos ao contribuir por mínimo que seja para este ato hediondo. Foi exatamente isto que uma usuária do Twitter anunciou ao mundo através de sua conta:
"Na sexta-feira tive o prazer de entregar um alvará autorizando o aborto de um feto anencéfalo. Coisas que só a Defensoria Pública faz por vc" (original aqui)
Talvez seja esta uma das misérias humanas que mais demonstra a mancha do pecado que está em nós: o prazer de ver o sofrimento alheio. Não há animal que sequer se aproxime disto...

É muito triste que o sofrimento alheio seja oportunidade para que alguém tenha qualquer tipo de prazer. E quando se fala de aborto, é sofrimento o que vem à mente.

Na verdade, tudo são escolhas. Se uns escolhem a vida e outros a morte, há atualmente aqueles que escolhem ter prazer com as escolhas que levam ao sofrimento. É mais ou menos como um espectador de uma execução pública que ali vai não para presenciar a justiça, mas para sentir prazer quando a corda aperta o pescoço do criminoso.

Ou podemos imaginar os cristãos que eram entregues aos leões para deleite do público devasso da antiga Roma. Quando as feras destroçavam os corpos dos mártires, regando a areia com sangue santo, não faltava nas arquibancadas quem ali estivesse sentindo prazer, não faltava quem aplaudisse. Quem diria que quase dois milênios após estes fatos ainda teríamos entre nós pessoas que escolhem estar na arquibancada enquanto o sangue de outros é vertido? E isto só por prazer!

Mas nem mesmo precisamos ir tão longe no tempo para procurar paralelos. Abaixo seguem algumas imagens que guardam duas coisas em comum: alguém está sofrendo e há aqueles que sentem prazer com isto ou que estão indiferentes a este sofrimento.


A anencefalia de um bebê é um sofrimento para todos os envolvidos. Os pais têm a difícil missão de amar seus filhos muitas vezes por um período bem curto, mas a oportunidade de amar está dada e é o amor que nos faz humanos.

Rir-se do sofrimento alheio ou sentir prazer nisto, bem ao contrário, faz-nos descer mais baixo que a mais irracional das bestas. E é exatamente isto o que acontece com quem sente prazer em entregar uma autorização que levará à morte um ser humano portador de grave deficiência. No mínimo, é um prazer estranho. Estranho e que contribui para que a pessoa torne-se um pouco menos humana.


Mas como tudo trata de escolhas, prefiro fechar esta postagem tão pesada com o testemunho daqueles que escolheram o amor, que é a única resposta possível. Neste site podemos ver o testemunho de pais e mães de filhos portadores de anencefalia.

É o testemunho destes pais e mães corajosos que me dá muita alegria! Mesmo em meio a dificuldades enormes, escolheram amar. E tenho certeza que Deus os olhará com carinho especial.

Ao menos é bem melhor que ficar aplaudindo enquanto uma vida se vai... Pode ser que haja mesmo coisas que só a Defensoria Pública faz, mas os males à nossa alma somos nós mesmos que fazemos.

sexta-feira, julho 02, 2010

Muitos aplausos e uma correção necessária

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Só tenho aplausos para o texto que D. Aloísio Roque Oppermann, bispo de Uberada, publicou no site da CNBB sobre a questão do aborto. Dando nome aos bois -- Lula, Dilma, Temporão -- e falando o que muitos evitam falar às claras -- "O presidente Lula (...) é decididamente a favor do aborto" --, o texto é um exemplo de como deve se portar a hierarquia da Igreja frente ao processo eleitoral brasileiro e frente às forças da Cultura da Morte que envolvem nossa sociedade.

Não escreveu o prelado sobre em quem devemos ou não votar, limitando-se a dizer as verdades com a única intenção de alertar aos fiéis sobre os lobos que continuam, ano após ano, misturados às ovelhas. E muitas vezes com o assentimento de muitos pastores, mas isto é outra história...

Fez muito bem também o bom bispo em denunciar a nova investida capitaneada pela Rede Globo de Televisão para alavancar a agenda abortista em ano de eleição. Tudo, claro, sob o mantra criado por ONGs abortistas, de que o aborto seria um problema de Saúde Pública.

E é neste ponto que até mesmo o texto de D. Aloísio se equivoca. Eis o trecho em que o número do abortos no Brasil é referido:
"É bom saber que existe muita manipulação de estatísticas, ao se falar sobre a taxa anual de abortos. Sobretudo são falsas as notícias sobre o número de mulheres mortas em decorrência de “abortos inseguros”. Segundo informações do DATASUS (2006), o número de mortes maternas em decorrência dessa prática, nunca passou de 163 por ano.(Ver “Faça alguma coisa pela vida” N. 96) Por isso diz-se falsamente que a legalização, “evitaria milhões de mortes maternas”. "
Na verdade, o número de mortes maternas em decorrência de tentativas de aborto anuais fica bem longe até mesmo do número divulgado pelo bispo e que pode ser conferido no site do DATASUS. O máximo que este número já alcançou anualmente é de 22 mortes, que ocorreram em 2005.

O número que provavelmente confundiu até mesmo D. Aloísio é o somatório de mortes maternas devidas a fatores variados, tais como gravidez ectópica, abortos espontâneos, etc. Um destes fatores é exatamente a morte materna devido a uma tentativa de aborto. Estes números podem ser vistos no quadro abaixo (clicar para expandir) e em textos já publicados neste blog (
aqui e aqui).


Evidentemente que este erro não tira a importância do texto de D. Aloísio Roque Oppermann, mais ainda por ele ter sido publicado no site da CNBB, um espaço que há muito vem sendo ocupado para coisas que mais confundem que ajudam os fiéis que ali buscam orientação.

Neste ambiente, ver um bispo dizendo com todas as letras que Lula e sua fantoche Dilma são favoráveis ao aborto é muitíssimo bem-vindo.

Parabéns D. Aloísio!