/* Google Analytics */ /* Google Analytics */

quarta-feira, março 31, 2010

O dia de Terri Schiavo

0 comentários ###

Hoje faz exatamente 5 anos que Terri Schindler Schiavo foi executada. Seu crime? Nenhum...

Terri é um símbolo do que nossa sociedade está se tornando, uma sociedade que é capaz de retirar os tubos de alimentação e hidratação de uma pessoa imóvel em uma cama e abandoná-la à morte, uma morte cruel. Uma sociedade que ignorou os apelos dos pais de Terri, que queriam apenas poder cuidar de sua filha até sua morte natural.

Mas isto não demoveu a vontade assassina de tantos. Uns a chamavam de "vegetal", mas estes eram os que não a conheciam. Eis a declaração do Pe. Frank Pavone:
"Terri respondia a mim e a outros à sua volta. Ela sorria e ria quando seu pai a beijava e o bigode dele lhe fazia cócegas. Quando sua mãe perguntava-lhe algo, eu a ouvia tentando dizer alguma coisa. Ela não era capaz de dizer uma palavra, mas ela beijava sua mãe quando esta a beijava.

Quando eu lhe disse que queria rezar e lhe dar uma benção, ela fechou seus olhos e, ao término da oração, abriu-os novamente. Ela não era um "vegetal". Era uma pessoa viva que estava sendo morta por fome. Isto foi assassinato."

Que a família de Terri receba muito consolo divino através de nossas orações. E que nós, que ainda pecorremos este Vale de Lágrimas, tenhamos mais forças para lutar para que no futuro não mais tenhamos que assistir um sofrimento como o de Terri.

Hoje é o Terri's Day. Oremos.


sexta-feira, março 26, 2010

A Quaresma ensina o que é o Amor

0 comentários ###

A Quaresma nos ensina o significado do Amor. Jesus enfrenta sua paixão e crucificação por cada um de nós, entregando-se para que nós pudéssemos viver.

O aborto, por outro lado, é o oposto do Amor porque ele tira uma vida.

O Amor diz: "Eu me sacrifico pelo bem de outro ser humano."

O aborto diz: "Eu sacrifico um ser humano para meu próprio bem."


Estranhamente, as mesmas palavras são usadas em ambos os casos. Abortistas dizem: "Este é o meu corpo e farei o que eu quiser". Jesus diz: "Este é o meu corpo, que foi entregue por vocês". As mesmas palavras são ditas de extremos opostos do universo, com resultados totalmente opostos. Que vivamos estas palavras como Jesus viveu, nos entregando pelo bem dos outros, nascidos e não-nascidos.


Pe. Frank Pavone

Priests for Life

O que a Igreja ensina sobre o aborto

0 comentários ###
Agradeço a quem me enviou! Vale a pena ouvir.


quarta-feira, março 24, 2010

"Profecias da Humanae Vitae" - Pe. Paul Marx

0 comentários ###


O curto artigo abaixo é uma tradução livre do último de autoria do Padre Paul Marx, OSB, fundador da Human Life International (HLI), a maior organização Pró-Vida em nível mundial.

Padre Paul Marx faleceu no último sábado aos 89 anos de idade.

Que o Deus Altíssimo acolha com muita alegria em Sua casa este "servo bom e fiel", que jamais poupou esforços para lutar pelos mais humildes.

REQUIESCAT IN PACE

***


Profecias da Humanae Vitae

Padre Paul Marx, OSB

Em 25/07/1968, a encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, reafirmou o ensinamento católico sobre vida, amor e a sexualidade humana. Neste documento, ele listou as consqüências da rejeição do ensinamento católico.

Ele predisse que:

1 - A contracepção levaria à infidelidade conjugal.

2 - A prática contraceptiva levaria à "degradação da moralidade".

3 - A contracepcão levaria os homens a não mais respeitarem as mulheres em geral e os levaria a tratar as mulheres como "simples instrumento de prazer egoísta e não mais como sua companheira respeitada e amada".

4 - E por último, a ampla aceitação da contracepção pelos casais levaria à imposição massiva da contracepção por governos inescrupulosos.

Em outras palavras, o Papa Paulo VI predisse que a contracepção evoluiria de um simples "escolha de um estilo de vida" para uma arma de destruição em massa. Quão terrivelmente esta profecia tem sido confirmada por programas de controle populacional e esterilização coercitiva, por quotas de redução de fertilidade e pela promoção do aborto por todo o planeta.

A contracepção, destruindo a integridade do ato marital -- unitivo e procriativo -- trouxe terríveis conseqüências para a sociedade e para nossas almas. Contracepção, em outras palavras, é a rejeição da visão da realidade a partir de Deus. É um golpe dirigido à mais íntima esfera de comunhão conhecida pelo homem à exceção do Santo Sacrifício da Missa. É um veneno degradante que elimina a vida e o amor no matrimônio e na sociedade.

Através da quebra da conexão natural e divinamente ordenada entre sexo e procriação, homens e mulheres -- especialmente os homens -- voltariam suas atenções unicamente para as possibilidade hedonísticas do sexo. As pessoas não mais veriam o sexo como algo que está intrinsecamente ligado a uma nova vida e ao sacramento do matrimônio.

Alguém duvida que é exatamente este o ponto onde nos encontramos hoje em dia?


terça-feira, março 23, 2010

Infanticídio indígena: "A estranha teoria do homicídio que não envolve morte"

0 comentários ###
O artigo que vai abaixo foi-me enviado por Márcia Suzuki, conselheira da ONG ATINI - VOZ PELA VIDA, que se dedica a amparar indígenas que não concordam com a prática do infanticídio em suas comunidades.

O assunto é gravíssimo, e para nós, católicos, ganha mesmo ares de escândalo que o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tenha entre seus principais colaboradores gente que lance sobre este assunto um olhar relativista, que chega ao absurdo de afirmar que o infanticídio praticado por indígenas não é uma morte, assim como o aborto não é a morte de um ser humano.

Indo contra estes pseudo-intelectuais estão os próprios índios, que denunciam tais estudiosos e antropólogos exatamente por este extremado relativismo cultural, que chega ao ponto de justificar mortes como, por exemplo, a de Niawi, menino indígena que, por não conseguir andar apesar de seus 5 anos de idade, foi enterrado vivo. Seus pais, por não conseguirem lidar com a dor que sentiriam pela perda de seu filhinho, suicidaram-se antes.

É uma vergonha para os católicos brasileiros que o CIMI não seja o primeiro a lutar contra tal coisa. E é uma vergonha maior ainda que existam colaboradores deste mesmo CIMI que relativizem o infanticídio e o aborto de forma tão baixa como a que fez o senhor Saulo Feitosa em recente reportagem.

Beira o absurdo ter de cobrar catolicismo a uma entidade que se diz católica, mas, infelizmente, são os tempos em que vivemos.

Que o CIMI torne-se realmente católico e que defenda verdadeiramente a vida.


***


A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO QUE NÃO ENVOLVE MORTE


Marcia Suzuki

Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA

www.atini.org



Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista. A teoria de que para certas sociedades humanas certas crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos. Nestas sociedades, matar essas crianças não envolveria morte, apenas “interdição” de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha 2, 5 ou 10 anos de idade.


Deixe-me explicar melhor. Em qualquer sociedade, a criança precisa passar por certos rituais de socialização. Em muitos lugares do Brazil, a criança é considerada pagã se não passar pelo batismo católico. Ela precisa passar por esse ritual religioso para ser promovida a “gente” e ter acesso à vida eterna. Mais tarde, ela terá que passar por outro ritual, que comemora o fato dela ter sobrevivido ao período mais vulnerável, que é o primeiro ano de vida. A festa de um aninho é um ritual muito importante na socialização da criança. Alguns anos mais tarde ela vai frequentar a escola e vai passar pelo difícil processo de alfabetização. A primeira festinha de formatura, a da classe de alfabetização, é uma celebração da construção dessa pessoinha na sociedade. Nestas sociedades, só a pessoa alfabetizada pode ter esperança de vir a ser funcional. E assim vai. Ela vai passar por um longo processo de “pessoalização”, até se tornar uma pessoa plena em sua sociedade.

Esse processo de socialização é normal e acontece em qualquer sociedade humana. As sociedades diferem apenas na definição dos estágios e na forma como a passagem de um estágio para outro é ritualizada.

Pois é. Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o “ser ainda em construção” poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a “coisa” venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte.

Esse relativismo é racista por não se aplicar universalmente. Estes estudiosos não aplicam esta equação às crianças deles. Ou seja, aquelas nascidas nas grandes cidades, mas que não foram plenamente socializadas (como crianças de rua, bastardas ou deficientes mentais). Essa equação racista só se aplicaria àquelas crianças nascidas na floresta, filhas de pais e mães indígenas. Racismo revestido com um verniz de correção política e tolerância cultural.

Foto: Niawi, menino indígena enterrado vivo no Amazonas aos 5 anos de idade, por não conseguir aprender a andar. Seus pais eram contra o sacrifício e se suicidaram antes.

Tristemente, o maior defensor desta teoria é um líder católico, um missionário. Segundo ele "O infanticídio, para nós, é crime se houver morte. O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano", afirma.” i

Uma antropóloga da UNB, concorda. "Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa. Ela passará por um longo processo de pessoalização para que adquira um nome e, assim, o status de 'pessoa'. Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é. Infanticídio, então, nunca".” ii

Mais triste ainda é que esta antropóloga alega ser consultora da UNICEF, tendo sido escolhida para elaborar um relatório sobre a questão do infanticídio nas comunidades indígenas brasileiras iii. Como é que a UNICEF, que tem a tarefa defender os direitos universais das crianças, e que reconhece a vulnerabilidade das crianças indígenas vi, escolheria uma antropóloga com esse perfil para fazer o relatório? Acredito que eles não saibam que sua consultora defende o direito de algumas sociedades humanas de “interditar” crianças ainda não plenamente socializadas. v

O papel da UNICEF deveria ser o de ouvir o grito de socorro dos inúmeros pais e mães indígenas dissidentes, grito este já fartamente documentado pelas próprias organizações indígenas e ONG’s indigenistas vi.

A UNICEF deveria ouvir a voz de homens como Tabata Kuikuro, o cacique indígena xinguano que preferiu abandonar a vida na tribo do que permitir a morte de seus filhos. Segurando seus gêmeos sobreviventes no colo, em um lugar seguro longe da aldeia, ele comenta emocionado:


“Olha prá eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos. Como é que eu poderia deixar matar?” vii


Para esses indígenas, criança é criança e morte é morte. Simples assim.




[ii] idem

[iii] Marianna Holanda fez essa declaração em palestra que ministrou em novembro de 2009 no auditório da UNIDESC , em Brasília.

[iv] Segundo relatório da UNICEF, as crianças indígenas são hoje as crianças mais vulneráveis do planeta. Indigenous children are among the most vulnerable and marginalized groups in the world and global action is urgently needed to protect their survival and their rights, says a new report from UNICEF Innocenti Research Centre in Florence.”

[v] Em algumas sociedades, crianças não socializadas seriam gêmeos, filhos de mãe solteira, de viúvas ou de relações incestuosas, crianças com deficiência física ou mental grave ou moderada, etc. A dita “interdição” do processo pode ocorrer em várias idades, tendo sido registrada com crianças de até 10 anos de idade, entre os Mayoruna, no Amazonas. Marianna defende essa “interdição” em dissertação intitulada “Quem são os humanos dos direitos?” Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena

[vii] Trecho de depoimento do documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena. O documentário está disponível no link www.quebrandoosilencio.blog.br


domingo, março 21, 2010

Eis como tratar um político que se diz católico

0 comentários ###



O vídeo que vai acima é uma aula sobre como tratar um político que se diz católico.

A repórter é Laura Ingraham, que substituia o apresentador Bill O'Reilly, no programa "O'Reilly Factor". Laura é convertida ao catolicismo. O político é um deputado democrata do estado de Illinois.

O assunto em pauta era a legislação sobre a reforma do Sistema de Saúde dos EUA. Entre outras coisas, um dos pontos principais que levou a grande maioria dos bispos norte-americanos a alertarem os fiéis sobre o perigo de tal legislação seria que tal legislação levaria o dinheiro de impostos ser utilizado para abortos. Ou seja, mesmo quem é contra o aborto terá seu dinheiro utilizado para este crime abominável.

Um católico que mantém o mínimo de coerência com sua fé, deveria lutar contra tal legislação.

Eis uma tradução livre do trecho da entrevista que está no vídeo acima:

Laura Ingraham - Vocé é católico?

Dep. Gutierrez - Sim, eu sou.

L.I. - Você acredita na autoridade dos bispos e no primado do Papa?

Dep. G. - Eu penso que minha Igreja é uma parte muito importante em minha vida.

(…)

L.I. - Então o senhor não se importa que os bispos tenham dito que um católico em boa consciência não pode apoiar esta lei que irá reformar nosso sistema de saúde porque ela vai financiar abortos? Isto não te diz nada?

Dep. G. - S-s-sim… Isto me afeta. E e-eu… E-eu também tenho que apoiar a Constituição dos EUA e há uma separação entre Igreja e Estado. E sabe? Eu tenho muito respeito por nossas lideranças religiosas e, como católico, eu tenho o maior respeito, especialmente pelo cardeal de minha diocese, que é, basicamente, a voz principal da Igreja nos EUA. Nós tivemos conversas e diálogos, mas, neste caso, nós devemos separar aborto e este assunto.

L.I. - (interrompendo-o) Mas você acredita que pode fazer isto como católico?

Dep. G. - O que?

L.I. - Como católico, você pode separar seus comentários públicos, suas posições públicas em um assunto como a vida, que está presente nesta legislação?

Dep. G. - S-sim… Deixe-me te dizer uma coisa… Você pode olhar todo meu histórico em 25 anos de serviço público e eu nunca votei como católico e eu sou um bom católico. E esta é a posição que mantenho...

L.I. - Bem… Esta não era a pergunta…

Dep. G. - Bem… Esta é a minha resposta…

(….)

Quem vê logo no início o deputado não respondendo a pergunta direta da repórter sente que coisa boa não sairá da boca dele. Se um católico responde de forma evasiva quando perguntado se acredita ou não na autoridade dos bispos e no primado do Papa, o resto fatalmente seguirá esta recusa de transparência.

Da mesma forma, quando vemos um católico esconder-se atrás da separação entre Igreja e Estado para justificar seus posicionamentos, podemos ter certeza que o tal católico sabe muitíssimo bem que está indo frontalmente contra a Igreja em assuntos nos quais ela é soberana. E sobre defesa da vida, uma questão moral, a Igreja é A VOZ a ser ouvida.

Um outro ponto a notar da fala do deputado "católico" é que ele orgulhosamente diz que sua atuação como político praticamente deixa de lado seu catolicismo.

Quando um católico acha que é seu dever ser católico apenas em certas ocasiões, podemos contar que coisa boa isto não vai dar. Um católico, mesmo com a separação entre Igreja e Estado, jamais pode se portar como um ser bicéfalo, um ser que acha que tem que deixar seu catolicismo guardado quando está servindo ao deus-Estado.

De forma nenhuma! Nossa atuação política deve necessariamente refletir nossa crença e nossos princípios. Se alguém acha que deve tornar-se um ser ambíguo e amorfo para se adequar ao requisitos do mundo, pode contar que estará fazendo muito mais o trabalho dos adversários da Igreja do que se portando como católico.

A defesa que o deputado democrata faz de uma legislação que leva o financiamento de abortos em seu texto exemplifica bem isto.

Mas afinal que tem tudo isto a ver com o Brasil? Muito, infelizmente.

Aqui entre nós, os bicéfalos, estes católicos que acham que devem deixar o catolicismo de lado quando lhes convém, estão em posições mais elevadas e não temos uma Laura Ingraham, que é uma simples leiga, para cobrar posicionamentos claros de nossos políticos. Aqui entre nós, temos que agüentar até cardeal desculpando as escorregadas de nosso "catolicíssimo" presidente.

Temos emissoras de tv e rádios com programação católica, mas não temos repórteres para ir atrás de nossos políticos que se dizem católicos e os confrontarem com as verdades de nossa fé, exatamente como Laura Ingraham fez com um político democrata? Falta gente ou falta vontade?

E o que fazemos? Ora, aqui no Brasil convidamos ministra de um governo abortista, de um partido abortista e com um passado de terrorismo -- do qual nunca se arrependeu -- para as leituras da Santa Missa! Não é edificante isto?

O fato é que nossas tvs, rádios, jornais e revistas católicas não designam repórteres para fazerem as perguntas que seriam reveladoras porque sabem bem a resposta e parece que não interessa a muita gente que certas verdades venham à tona e sejam conhecidas por um público maior.

Mais uma eleição de nível nacional aproxima-se e, mais uma vez, teremos abortistas, socialistas, comunistas e outros tipos semelhantes dizendo-se "católicos" sem que tenham, no mínimo, a necessária confrontação de suas ideologias com os princípios da fé que professamos.

Lamentável.

sexta-feira, março 19, 2010

Infanticídio indígena: "Quebrando o Silêncio"

2 comentários ###

Quebrando o Silêncio from André Barbosa on Vimeo.




Saulo Feitosa, Secretário-Adjunto do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ligado à CNBB, deu a seguinte declaração em uma recente reportagem, que já foi colocada mostrada em outra postagem neste blog (aqui).
"Para ele, organizações contrárias ao infanticídio fazem uma campanha mentirosa de que a comunidade obriga a mãe indígena a tirar a vida de seu filho, quando não é verdade. "No local do nascimento, só ficam a parturiente, a mãe e a avó. Elas é que vão decidir se vão ou não deixar a criança viver. Se o filho não volta com as mulheres indígenas, é porque elas decidiram não ter a criança", afirma."
Saulo declarou isto como se fizesse algum sentido, como se fosse aceitável a parturiente, a mãe e a avó decidirem a vida ou morte de um recém-nascido. Não é, nunca foi e nunca será.

Mesmo assim, a fala de Saulo é mera ficção. Parece mesmo uma coisa produzida por um grupo de feministas/abortistas, que querem passar a idéia de que a questão de vida e morte das crianças é um simples exercício do famoso "direito reprodutivo" das mulheres.

Mas o caso é que a fala de Saulo tem um único e fatal obstáculo: a realidade.

Sandra Terena, índia da etnia Terena, é jornalista e dirigiu um documentário que aborda a dolorosa questão do infanticídio, "Quebrando o Silêncio", que pode ser visto acima.

Se Saulo assistisse o vídeo pode ser que as escamas caíssem de seus olhos... E talvez ele parasse de falar besteiras do tipo que ele declarou na referida reportagem.

No excelente documentário de Sandra Terena vemos de tudo. Vemos sobreviventes que tinham seu destino já selado por suas comunidades e que escaparam graças à caridade de terceiros; vemos gente que teve seu irmão gêmeo morto; vemos crianças que escaparam de serem quebradas ao meio.

Quebradas ao meio ao nascer! É difícil alguém sustentar que um povo, seja ele qual for, tenha o direito a manter um ponto de sua cultura que envolva quebrar uma criança ao meio por qualquer motivo. Quem sustenta isto deve ter nada na cabeça e muitas escamas nos olhos.

O documentário mostra indígenas que não têm medo em falar o quanto é errado a prática do infanticídio que ainda existe em suas comunidades. Difícil não se emocionar com o pai que teve um de seus filhos gêmeos arrancados da sua guarda para ser morto. A tristeza do casal é palpável.

No documentário, os próprios índios dão as pistas de o porquê o infanticídio ainda é um problema em várias comunidades. Eis o que declara Álvaro Tucano, o líder Tucano do Amazonas:
"Nós temos certos índios que recebem muita influência dos antropólogos, e, como tais, eles acham que os costumes são intocáveis."
Paltu Kamayurá, é o pai que teve de ver um de seus filhos condenado à morte por ser gêmeo. Ele, ao falar sobre a abominável prática do infanticídio, fala com mais clareza que muito antropólogo:
"Agora meu pensamento não é mais como o deles, não é mais pensamento de antropólogo, que já estudou sobre a cultura do índio. Eles falam: 'Este índio... deixa eles viverem assim. Esta é a cultura deles!'. Não é. Porque a cultura não pára. Ela anda. O pensamento também anda igual ao da cultura. Por isto que hoje a gente... estamos querendo criar, pegar todas essas crianças."
Mas há gente por aí que prefere negar que infanticídio e aborto resultem em morte.

O documentário vale ser visto, revisto, compartilhado, divulgado.

Em tempos em que os abortistas espertamente tentam fazer do aborto, da morte de um ser humano indefeso no ventre de sua mãe um "direito humano", podemos ver declarações claríssimas como estas:
"Todos os seres humanos têm o direito de viver! Qualquer que seja! Pobre ou rico, ou índio..."

"Porque ele nasce como gente mesmo! Porque ela não é um animal. Ela não é filho do porco, do tatu! Saiu da pessoa, né?! "
Para finalizar, um detalhe: nos créditos do documentário, nenhuma referência ao CIMI ou à FUNASA.

Os índios enxergam longe...

Missões: Infanticídio e Aborto

1 comentários ###

"O infanticídio, para nós, é crime se houver morte. O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano."


Não, a fala que vai acima não é de alguma feminista/abortista radical que tenha dado um salto qualitativo mais para o fundo poço. Esta fala indica que há algo de muito podre no eixo CNBB-Pastorais, indica que se os senhores bispos não tomarem a frente do que acontece nestas pastorais e de quem "colabora" por lá o mau cheiro tende a se espalhar cada vez mais.

A fala acima é de Saulo Feitosa, em declaração a uma reportagem divulgada pelo site Amazonia.org.br. O detalhe, o detalhe sórdido, é que Saulo tem o cargo de Secretário-Adjunto do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), entidade ligada à CNBB. Que surpresa!

A fala de Saulo Feitosa é de virar o estômago, mesmo para quem lida com o tema aborto. Ele consegue, em um piscar de olhos, em um curto parágrafo, relativizar o aborto e o infanticídio.

"Infanticídio, para nós, é crime se houver morte". Nós quem, pseudo-pele-vermelha? Quem mais dá apoio a esta asneira de proporções monumentais? O CIMI? A CNBB? Faltou o secretário-adjunto exemplificar um infanticídio em que não haja morte...

Aliás, o que é a morte para Saulo Feitosa, do CIMI? Pela sua fala, uma mãe indígena pode dar à luz um filho e matá-lo em seguida que tudo está bem, certo? Afinal, ainda segundo o pensamento de Saulo expresso em sua declaração, este ato nem sequer caracteriza uma morte. É mais ou menos assim: dar cabo de um indiozinho ou uma indiazinha após seu nascimento porque nasceram com um lábio leporino não é infanticídio, pois isto nem mesmo seria uma morte.

Deu para entender? Não, não deu. Mas Saulo, o pseudo-pele-vermelha, o bom amigo dos índios, explica mais: "O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano".

Certo, Saulo. Então o que nós, ocidentais, chamamos de infanticídio você, ou vocês -- sejam quem sejam --, chamam de uma coisa como que um aborto? Ué? Mas um aborto não mata um ser humano? Segundo Saulo, não.

O colaborador do CIMI declara que o que vai no ventre das mães, sejam ou não índias, não é na verdade um ser humano, mas sim um ser que está em processo de constituição de sua humanidade. Confuso? Que nada... É só ir aprender Antropologia que estes pensamentos começam a fazer sentido.

O pensamento saulino equipara o infanticídio indígena ao aborto dos "brancos" não para deixar mais claro ainda o horror do aborto, mas para relativizar o crime abominável do infanticídio, pois, segundo ele, o infanticídio "não mata um ser humano".

E é gente com tal pensamento que atinge o cargo de Secretário-Adjunto no CIMI? Não é à tôa que o número de índios vêm diminuindo no Brasil...

Mas Saulo não está sozinho, claro... A mesma matéria traz a declaração de uma antropóloga sobre o mesmo tema:
"Para a antropóloga que elaborou um estudo sobre o tema, Marianna Holanda, o que está em jogo quando se trata o infanticídio praticado pelos índios não é só o conflito entre culturas, mas sim, o direito reprodutivo da mulher indígena.

"Não há entre eles [os índios] alguém que obrigue outra pessoa a matar, principalmente um filho. Essas afirmações são absurdas e violentam a imagem dos povos indígenas como um todo. O que existe são mães que, por algum ou vários motivos, não desejam, não querem ou não podem ter um filho em determinados momentos. Isto não é específico aos povos indígenas"."
Eis aí... Isto é puro discurso abortista. O que está em jogo, segundo a antropóloga, é, na verdade, o "direito reprodutivo da mulher indígena". Um direito que já até passa do "direito" ao aborto e chega ao absurdo do infanticídio, mas sem, claro, chamar a ambos de mortes.

Mas este afiado discurso abortista da antropóloga encontra contraponto na fala de Márcia Suzuki, presidente do conselho deliberativo da ONG ATINI, entidade criada exatamente para acolher os índigenas que não concordam a prática do infanticídio ainda presente em suas comunidades. Eis o que ela falou:
"Percebemos que muitos indígenas gostariam de seguir um caminho diferente, mas não encontram apoio para isso. Matar seu próprio filho não é natural nem fácil para ninguém, independente de sua origem étnica. Nenhuma mãe vai insistir que quer matar alegando que isso é parte da cultura. Esse discurso pertence a certos antropólogos, e não aos índios." [negrito meu]
Mas a antropóloga, a que fala pelos antropólogos e não pelos índios, segue com seu discurso, agora concordando com a teoria sauliana da não-morte:
"Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa. Ela passará por um longo processo de pessoalização, no qual as relações que for estabelecendo serão fundamentais para que adquira um nome e, assim, o status de 'pessoa'. Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é. Infanticídio, então, nunca." [grifo meu]
Mais discurso abortista... Esta tentativa de fazer da "pessoalização" o marco segundo o qual é conferido a um ser humano sua validade perante a sociedade é criação tipicamente abortista, pois ao ficar claro até cientificamente que o fruto da concepção é já um ser humano, os abortistas tentaram o truque de que o aborto é válido enquanto o ser humano ainda no ventre de sua mãe "não se torna uma pessoa", o que aconteceria apenas no nascimento.

Mas podemos ver que esta construção abortista, esta peça de ficção que se arrebenta em contato com a realidade, perde já para as construções dos antropólogos brasileiros. Somos, afinal, vanguarda!

Mas um índio da etnia Ticuna, Eli Ticuna, que também atua na ONG ATINI, dá uma lambada nos saberes saulinos e assemelhados:
"Tem segmentos que defendem o relativismo cultural de forma radical, sem pensar nas mudanças que a sociedade tem. O indígena tem que ter consciência da sua importância, mas também conhecer a cultura externa, mantendo o que na sua cultura é bom, e substituindo o que não é bom."
Pois é... Há aqueles que acham que o infanticídio nem mesmo é morte... E há os que, como Eli Ticuna, sabem muito bem o que é bom e o que não é bom.

Saulo, Saulo! Até quando vais manter orgulhosamente as escamas em teus olhos?

Que nada! Saulo, o pseudo-pele-vermelha, aquele que é mais índio que Eli Ticuna, sabe mesmo das coisas. E compartilha o seu saber através de "causos" que ele presenciou na mata.
"Ele conta que, em 1980, nasceu numa comunidade indígena do Mato Grosso, o primeiro índio com lábio leporino. O problema foi considerado feitiço pelos indígenas do local. O Cimi, então, dialogou com a população, explicando que "o pajé da cultura branca, o médico, poderia curar a criança". A comunidade aceitou, e o recém-nascido foi operado e mantido vivo.

"Não é tão simples assim, mas se deve agir dessa maneira, de forma respeitosa. O estranho é as ONGs elegerem o tema como prioridade no trabalho com os índios. Não admitimos esse tipo de intromissão", opina."

Faltou Saulo explicar como iria dialogar para livrar o indiozinho se ele tivesse nascido sem uma perna. Não ia ter "pajé da cultura branca" que desse jeito, né? O que será que Saulo faria? Não tenho a menor idéia... Mas se aparecesse uma ONG por lá querendo livrar o indiozinho da morte cruel, provavelmente ele dissesse: "Não admitimos este tipo de intromissão". E lá ia o indiozinho ser abandonado na mata, ou enterrado vivo...

Saulo Feitosa é categórico na defesa de suas posições. Acho isto até positivo, pois fica mais fácil saber com quem estamos lidando, não é mesmo? Eis mais um trecho da reportagem em que Saulo brilhou:
"Para ele, organizações contrárias ao infanticídio fazem uma campanha mentirosa de que a comunidade obriga a mãe indígena a tirar a vida de seu filho, quando não é verdade. "No local do nascimento, só ficam a parturiente, a mãe e a avó. Elas é que vão decidir se vão ou não deixar a criança viver. Se o filho não volta com as mulheres indígenas, é porque elas decidiram não ter a criança", afirma."
Ele parece achar que tudo bem a mãe, a parturiente e a avó decidirem quem deve ou não morrer. Eu, que devo parecer a ele meio estranho, acho que é absurdo que alguém possa achar que isto é coisa normal. Acho mais absurdo ainda que quem ache tal coisa tenha algum cargo no CIMI, uma entidade católica.

E não é que a realidade contesta Saulo mais uma vez? Eis mais um trecho da reportagem:
"Márcia, da Atini, tem outra posição. "Há relatos de mulheres que entraram em profunda depressão ou se suicidaram depois de ter que matar um filho. Temos o depoimento de Carol Kamaiurá, por exemplo. Ela teve gêmeos e permitiu que um dos meninos fosse enterrado. Hoje ela diz que não consegue olhar para o menino vivo sem pensar no que foi morto."
Pois é... A mãe declarou que ela "permitiu" que um dos meninos fosse enterrado. Ou seja, não era sua vontade, teve que ser "convencida" por terceiros a aceitar isto. Para Saulo isto é "campanha mentirosa de organizações contrárias ao infanticídio". E esta verdadeira "Escolha de Sofia" a que são expostas estas mães e que as deixam em depressão, podendo até chegar ao suicídio, é apenas uma fábula criada por entidades anti-infanticídio?

Verdade mesmo, para Saulo, é dizer que o infanticídio indígena não causa uma morte. Verdade mesmo é dizer que o aborto apenas "interdita a constituição do ser humano". Então tá.

Segundo tal pensamento, o blog mantido pela ATINI deve ser um amontoado de mentiras. Lá podemos ter contato com uma realidade que é difícil de ler sem pensar como que alguém pode se mostrar indiferente ao que é mostrado.

São histórias de crianças enterradas vivas, crianças abandonadas na mata, pelos mais variados motivos: sexo indefinido, paralisia cerebral, por serem gêmeos, etc. Eis um exemplo:
"No ano passado Raimundinha ficou grávida. Ela morava numa comunidade distante no Amazonas. Lá as meninas não têm muito valor. Todo mundo prefere os meninos. Raimundinha já tinha três filhas meninas e estava com medo de ter outra. Se nascesse mais uma menina, as pessoas iam falar muito mal dela. Ela não ia agüentar e ia acabar matando sua filha. Ramundinha passou a gravidez toda com medo. Na hora do parto, ela levou um susto muito grande porque nasceram duas meninas da mesma barriga. Ela ficou apavorada e chamou o marido. Roberto ficou tão triste quando viu as crianças que o coração dele quase parou. Ele flechou as duas crianças e saiu de perto. Raimundinha sofreu muito por causa das suas filhas que morreram." [nomes trocados no original]
Isto é "campanha mentirosa de organizações contrárias ao infanticídio"? Tudo bem, então, flechar as crianças? Afinal, isto não foi uma morte, não é mesmo?

***

Há surpresa no que vai acima? Nenhuma... Nenhuma mesmo.

A evolução natural do pensamento abortista, que sempre parte da coisificação da vida humana, retirando seu valor sagrado, desumanizando o que é já humano desde a concepção, só pode levar a coisas bizarras como a que vemos acima.

Mas não há como deixar de dizer que saber que o senhor Saulo Feitosa é Secretário-Adjunto do CIMI é coisa que foge à compreensão de qualquer católico. Imaginar que um senhor que chega ao absurdo de dizer que infanticídio não é morte participe de projetos que envolvem missões entre povos indígenas é revoltante.

Afinal de contas, o que o CIMI faz? Quantos são os convertidos? Quantos são os batizados, quantos os que abraçam a Fé Católica? Ou será que só ficam neste papo furadíssimo de que a cultura indígena deve ser preservada, mesmo que esta tal "cultura" signifique matar recém-nascidos enterrados vivos ou a flechadas?

Que tipo de missão é esta que atrai pessoas que ficam mais preocupadas em demonizar o trabalho louvável de entidades que se dedicam a impedir a morte cruel de crianças e recém-nascidos, mas que arrogantemente impede uma suposta "intromissão" nos assuntos indígenas enquanto crianças são mortas por causa de problemas mentais ou outros defeitos?

Que missão pode ser feita quando um dirigente desta entidade católica "esquece" o que o Magistério da Igreja ensina:
"Com efeito, Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis. (...)" - Gaudium et Spes, 51.
O CIMI e seus dirigentes desconhecem ou simplesmente não ligam para o que o Magistério ensina serem crimes abomináveis?

Repito o que disse no início: os senhores bispos, principalmente os ortodoxos, devem o quanto antes tomarem as rédeas do que vem acontecendo nas pastorais e outras entidades com ligações com a CNBB. Não o fazendo, vamos sempre continuar correndo o risco de vermos nestas entidades gente que nem mesmo acha que aborto e infanticídio causam a morte de um ser humano.

quarta-feira, março 17, 2010

Santa Faustina e o Aborto

0 comentários ###

Esta referência foi retirada do excelente blog "Entusiamo", do hondurenho Roberto Castelar.
"Hoje desejei tão ardentemente rezar uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento; no entanto, outra era a vontade de Deus. Às oito horas, comecei a sentir dores tão violentas que tive de me deitar imediatamente. Fiquei me contorcendo nestas dores por três horas, isto é, até às onze da noite. Nenhum remédio me ajudou, e vomitava tudo que engolia. Em certos momentos, essas dores me faziam perder a consciência.

Jesus deu-me a conhecer que, dessa maneira, participei da Sua agonia no Jardim das Oliveiras e que Ele mesmo permitiu esses sofrimentos para desagravar a Deus pelas almas assassinadas nos ventres de mães perversas. (...) Agora compreendo que sofrimento é esse, porque o Senhor me deu a conhecer... No entanto, quando penso que talvez algum dia ainda tenha que sofrer dessa maneira, tremo de terror, mas não sei se ainda alguma vez vou sofrer desta maneira; deixo isso a Deus. O que Deus quiser enviar-me, aceitarei tudo com submissão e amor. Oxalá eu possa salvar, com esses sofrimentos, ao menos uma alma do homicídio."
Santa Faustina, Diario, 1276

Santa Faustina Kowalska, a Apóstola da Divina Misericórdia, escreveu estas palavras que nos deixam ver o quanto Nosso Senhor Jesus Cristo (e ela também) sofreu para desagravar o gravíssimo pecado do aborto.

A grande Santa, que mostra ao mundo o quão Nosso Deus é misericordioso, não mede palavras para falar do crime hediondo que é o aborto: "almas assassinadas", "homicídio". A realidade do aborto é cruel, e os santos, principalmente eles, sabem o mal que isto faz às almas, a ofensa a Deus que é tal ato.

E mesmo assim ainda há gente -- até católicos! -- que acha que pode ser a favor do aborto, mascarando seus maus princípios debaixo de uma suposta "misericórdia"?

Livrai-nos Deus desta "misericórdia" mundana, a mesma "misericórdia" que vira a cara para a morte de seres humanos inocentes. Quão diferente é a Divina Misericórdia, aquela que diz o que o aborto realmente é: homicídio.

Santa Faustina, rogai pelas mães e casais em dificuldades!

Jesus, nós confiamos em Vós!

terça-feira, março 09, 2010

E a Cáritas do Brasil não toma jeito...

3 comentários ###

Será que é querer muito que a Cáritas do Brasil porte-se como uma instituição católica? Os últimos fatos indicam que sim.

Não satisfeira em participar há apenas alguns dias de mais um escândalo enolvendo a CNBB, a Cáritas, voando com as próprias asas (melhor seria, precipitando-se no abismo), continua fazendo de seu portal um verdadeiro mural de divulgação da agenda do feminismo/abortismo.

Depois não reclamem quando o montante de doações começar a diminuir. É difícil enganar muita gente durante muito tempo...

Vamos vendo que a Cáritas do Brasil está infestada de gente que usa de uma caridade peculiar, para dizer o mínimo.

O novo escândalo é que a Cáritas agora resolveu aproveitar o dia 8 de março, Dia das Mulheres, para colocar em seu site uma singela notícia: "UMP realiza ato por direitos das mulheres".

A coisa parece até limpa, mas isto dura apenas até olharmos mais de perto.

Quem é a UMP - União das Mulheres Piauienses? É uma das milhares de ONGs que existem Brasil afora. Sua agenda? Aí a coisa fica mais difícil...

Pela notícia no site da Cáritas Brasileira, o evento da UMP seria apenas uma simples reivindicação de direitos das mulheres. O diabo está no que elas chamam de direitos...

Na página da Cáritas, a palavra aborto não aparece nenhuma vez. Já o mesmo não acontece quando o mesmo evento é noticiado em outras páginas: aqui e aqui. Nestas podemos ver a verdade aflorando:
"No Piauí, a luta das mulheres tem englobado o combate à violência contra a mulher, pela descriminalização do aborto, por salário igual em trabalho igual, pelo respeito aos direitos reprodutivos, por uma nova moral sexual, pela discussão da inserção da mulher na política e lutas por cidadania, vida digna e pelos direitos humanos."
E a coisa só piora:
"Diversas entidades convocaram o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, sob a bandeira do classismo, em contraposição ao da CUT. O Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, Matizes, Católicas pelo Direito de Decidir, Intersindical, Conlutas, União da Mulheres Piauienses e Liga Brasileira de Lésbicas foram para a principal avenida de Teresina, a Frei Serafim, levantar as bandeiras de luta do movimento feminista no país.

O cumprimento da Lei Maria da Penha, a construção de casas-abrigos, a reforma agrária, política de prevenção à violência contra a mulher, atendimento especializado à saúde da mulher e hospitais especializados para aborto, além da luta contra as reforma neoliberais como a reforma sindical, previdenciária e trabalhista no governo Lula deram o tom do Ato de Protesto que iniciou às 9h da manhã, no dia 7 de março.


Foram queimados bonecos do presidente Lula, do governador do Estado, Wellington Dias; do prefeito da cidade, Sílvio Mendes e do deputado Nazareno Fonteles por apoiarem a Campanha da Igreja contra o aborto e contra a vida."

É... Só lendo para acreditar. A Cáritas Brasileira, entidade católica, presidida por um bispo católico, divulga evento de gente que apóia o aborto, de gente que diz que a Igreja luta contra a vida.


Difícil é alguém imaginar que a Cáritas desconhece quem são estas pessoas, pois uma rápida consulta pela internet podemos ver qual agenda este pessoal quer levar à frente.



A UMP, por exemplo, junta-se a outras entidades de agenda conhecida -- entre elas, as famosas Católicas pelo Direito de Decidir -- para cobrar dos governantes a implantação de clínicas de aborto "legal":

"(...) representantes de várias entidades feministas do Piauí (Liga Brasileira de Lésbicas, Católicas pelo Direito de Decidir, União de Mulheres Piauienses) estarão na Secretaria de Saúde para cobrar a implantação do serviço de aborto legal no Piauí."

Como podemos ver, Cáritas ter divulgado um evento abortista não foi acidente. De jeito nenhum... Parece mesmo ser coisa corriqueira por lá.


Ou a Cáritas Brasileira toma jeito ou o lema que está no banner de sua página -- "SOLIDARIEDADE PELA VIDA" -- tornar-se-á uma grande piada.


Dizem que Alexandre, o Grande, ao se deparar certa vez com um soldado pouco afeito ao seu ofício e que tinha o mesmo nome que ele, disse-lhe: "Ou você muda de atitude ou de nome".


Esperemos que a Cáritas Brasileira entenda o recado e compreenda que a caridade deve ser a todos os necessitados, contando com os não-nascidos.


segunda-feira, março 08, 2010

Um aceno pela vida!

0 comentários ###



Em uma tocante história trazida pelo LifeSiteNews, uma menina de 17 anos e sua mãe foram abordadas por pró-vidas à porta de uma clínica de abortos no estado da California, EUA.

A menina e sua mãe, a princípio refratárias aos argumentos pró-vida, aceitaram a oferta de fazer uma ultrasonografia.

Ao verem a imagem do bebê, com seus pequeninos braços e pernas já nitidamente formados, lágrimas saíram de seus olhos e os planos de aborto foram abandonados.

No vídeo da ultrasonografia, podemos ver que aos 5 segundos o bebê fecha e abre sua pequenina mão.

Reflexo? Movimento natural? Sim, sim... Mas eu prefiro acreditar que o bebê estava agradecendo à sua mãe e à sua avó por terem escolhido a vida.

domingo, março 07, 2010

"Bebês meninas não contam": uma história de mulheres

0 comentários ###

"Havíamos sentado precariamente na cozinha, quando ouvimos um gemido de dor vindo do quarto ao lado. Os gritos vindos do interior do cômodo aumentaram, e subitamente, pararam. Houve um soluço baixo e então a voz rouca de um homem disse acusadoramente: 'Traste inútil!'

"De repente, eu pensei ter ouvido um leve movimento no balde de água suja atrás de mim. Para o meu absoluto horror, vi um pequenino pé ainda se movendo além da borda do balde. A parteira devia ter jogado aquele pequeno bebê ainda vivo no balde de água suja. Tive o instinto de ir em direção ao bebê, mas dois policiais que me acompanhavam seguraram meus ombros firmemente. 'Não se mova. Você não poderá salva-la. É tarde demais'

"'Mas isto é… assassinato… e vocês são a polícia!' O pé agora estava inerte. Os policiais ainda me seguraram por alguns minutos. 'Fazer isto com uma bebê menina não é grande coisa por aqui', disse-me uma mulher mais velha tentando me confortar. 'Mas era uma criança viva!', eu lhe retruquei em uma voz trêmula, apontando para o balde. 'Não é uma criança', ela me corrigiu. 'É uma bebê menina, e não podemos mantê-la. Por estes lados, você não poderá se virar sem um filho. Bebês meninas não contam'."

O trecho que vai acima é a narração de uma das muitas histórias dramáticas presenciadas por Xinran Xue, escritora e radialista chinesa radicada na Inglaterra, em seu livro "Message from an Unknown Chinese Mother: Stories of Loss and Love".

Os abortistas querem vender a todos a fábula de que a criminalização do aborto é uma das formas de violência contra a mulher no mundo. Faria bem a estas pessoas procurar saber o que acontece no mundo real, na China por exemplo.

É na China um dos locais em que podemos ver a pior face do que já é chamado de Generocídio ("Gendercide"): devido à política de 1 filho por casal, um absurdo número de bebês do sexo feminino têm o destino daquela pequenina bebê que foi afogada logo após seu nascimento em um balde de água suja na frente da escritora Xinran Xue.

O acesso a tecnologias de ultrassom, torna o drama ainda maior, pois fica facilitado o aborto de bebês meninas em fases ainda iniciais da gravidez. Facilitado mesmo, pois para quem tem coragem de afogar uma bebê recém-nascida, matar uma criança ainda no ventre de sua mãe deve ser coisa que beira o trivial.

China e Índia são os países que lideram este campeonato bizarro, sendo que os conseqüências desta masculinização da sociedade já vai deixando seus efeitos negativos. E o futuro, se nada mudar, deverá ser mais negro ainda.

Os gigantes asiáticos, ambos, têm leis que proíbem abortos devido à seleção por sexo. Funciona? Não! É claro que não, pois quem acha que tem o poder de escolher entre a vida e morte de crianças inocentes não vai mesmo ter pruridos morais entre escolher um menino e menina.

Mas a coisa não fica apenas nos países em desenvolvimento... Na civilizadíssima Suécia, um dos países pioneiros na legalização deste crime hediondo e onde o aborto é completamente liberado até a 18a. semana de gestação, a seleção por sexo é perfeitamente legal. Em virtude disto, não poucas são as mulheres norueguesas que viajam até a Suécia para para matar suas filhas não-nascidas, pois em seu país de origem esta seleção por sexo é (ainda) ilegal.

Pois é: a Suécia tornou ainda mais liberal o aborto e quem paga o pato, mais uma vez? As bebês do sexo feminino.

Ou seja, do comunismo ditatorial chinês até a desenvolvidíssima social-democracia sueca a maioria dos que andam morrendo ainda no ventre de suas mães são as mulheres.

E feministas/abortistas ainda querem que acreditemos que elas lutam contra a violência feita às mulheres? A multidão de meninas-bebês mortas do oriente ao ocidente mostra bem o tamanho desta mentira.

-----
Fontes:
The worldwide war on baby girls
Sobs on the night breeze

sábado, março 06, 2010

Duas vozes que faltaram

0 comentários ###



Quando a menina Marcela de Jesus estava viva, os abortistas acusavam aos pró-vida de utilizarem-na como um falso argumento contra o aborto de anencéfalos. Na verdade, a vida da menina incomodava muito a muita gente, pois ela era um argumento pronto e visível do quanto é hediondo qualquer tipo de aborto.

Mas houve gente, como o sr. André Petry, articulista da revista Veja, que achava que a vida de Marcela serviria como um ardil para os pró-vida. Pois é, a menina veio ao mundo e insistiu em não seguir o roteiro dos defensores do aborto, teimou em viver, teimou em ser uma resposta concreta aos defensores do aborto. E o sr. Petry não engoliu isto...

André Petry, como um abortista zeloso de seu ofício, utilizou sua pena para denunciar o que ele chamou de ardil. Como escrevi na postagem de então, é seu direito. Mas o que deve ser perguntado agora é como será que gente como o sr. Petry chamaria o fato de que uma ONG, após 1 ano da morte dos gêmeos de Alagoinha, tenha produzido um documentário sobre o caso da menina-mãe estuprada e que teve seus filhos cruelmente abortados para ser exibido Brasil afora?

Ou será que este pessoal só chama de ardil ao que lhes é contrário? Será mesmo que são tão desonestos assim? Será mesmo possível?

Mas deixemos o ardiloso Petry de lado, exatamente como ele merece. E se os pró-vida tivessem também feito um documentário sobre a menina Marcela de Jesus e sua família? O que, aliás, eu apoiaria de olhos fechados, pois a vida foi feita para brilhar e não para terminar em sacos de lixo como gosta o pessoal abortista. E se o pessoal pró-vida fizesse isto?

Digamos que tivesse sido produzido um documentário sobre a menina, assim como o pessoal do IPAS achou por bem fazer um sobre o aborto dos gêmeos. Digamos que os "ardis" tivessem se anulado mutuamente, digamos que o jogo fosse justo. Ainda assim, notemos bem, o documentário pró-vida teria sido feito para celebrar um dom maravilhoso que é a vida, e o documentário do IPAS foi feito para celebrar o que mesmo, hein?

Ah, sim: o documentário foi feito para celebrar o aborto cruel de 2 crianças não-nascidas como um direito. É uma coordenadora da referida ONG que diz qual o objetivo do filme:
"Para trazer a abordagem de direitos sexuais e reprodutivos como um grande guarda-chuva para esta discussão da necessidade da gente encarar a quem a gente presta serviço de uma maneira mais igualitária, sem hierarquia, ouvindo mais…"
O serviço de que a coordenadora fala é o serviço de matar crianças ainda no ventre de suas mães. Que tal falar as coisas como elas são? O tal "igualitarismo" da coordenadora não serviu muito para os gêmeos abortados. A voz dos pequeninos seres humanos não foram ouvidas pelo pessoal da ONG. Não havia espaço no "guarda-chuva" da ONG para os gêmeos.

A cara-de-pau deste pessoal só perde para sua capacidade de elaborar metáforas para uma coisa que é muito clara: que o aborto é a morte direta de um ser humano.

A exemplar atuação de D. José Cardoso Sobrinho, como sempre, foi lembrada na reportagem sobre o lançamento do documentário. E, como sempre, a mentira de que ele tenha excomungado alguém veio à tona.

Nunca é demais lembrar: D. José não excomungou ninguém. E nem precisou, pois a excomunhão em casos de aborto é automática. D. José só lembrou o óbvio, o que a lei da Igreja, a Lei de Deus, nos ensina. Mas para este pessoal, pega muito bem tentar posar de mártir de uma causa... Posam de mártires enquanto são outros os que morrem. Fácil, não?

Como a assistente social Francisca Chaves, que foi uma das responsáveis pelo atendimento à menina-mãe e que aparece no documentário, e que saiu-se com esta ao falar sobre a excomunhão em um "debate" sobre o aborto:
"Fui excomungada e serei quantas vezes forem necessárias para garantir e assegurar a saúde e a liberdade das mulheres vítimas de abuso ou exploração.”
Foi mesmo? Será que a assistente social era católica? Se católica fosse, talvez não falasse com esta superficialidade sobre uma questão gravíssima para sua alma. E ela, fiel catolicíssima que é, parece não saber que ela só poderá ser excomungada novamente se se arrepender do que fez da primeira vez. É o caso? Será que ela não sabe que uma vez excomungada, excomungada está até o devido arrependimento e levantamento da pena eclesiástica?

Pois então não adianta a assistente social querer posar de heroína e mártir de sua causa que isto só demonstra sua ignorância, a mesma ignorância que a leva a lutar pela "saúde e liberdade das mulheres" enquanto crianças são abortadas. Ela posa de mártir mas quem encara os carrascos são os outros... Que moleza!

Para fechar com chave de ouro esta postagem sobre o documentário que celebra a morte de 2 crianças como se fosse um direito, vale a pena trazer a fala do médico Rivaldo Albuquerque, na qual ele dá a explicação porque ele é mais cristão do que quem é contra o aborto em todos os casos:
"Eu tenho a impressão que nós fomos mais humanos, mais cristãos de que outras pessoas que se colocam em nome desta Igreja e que não tiveram o sentimento de amor que todos nós tivemos por aquela criança."
A impressão do médico e professor está errada, claro.

Que "humanidade" é esta que vira o rosto enquanto duas crianças são mortas quando ainda no ventre de sua pequenina mãe? Que sentimento de "amor" é este que os leva a fazer os bebês pagarem com a vida pelo crime de seu pai?

Que amor é este que verte lágrimas por "aquela criança" mas que esquece das outras duas, as que foram parar no lixo hospitalar?

Mas é isto... O documentário do IPAS serve para muita coisa. Serviu para a ONG alavancar sua agenda abortista, serviu para a assistente social posar de heroína, serviu para o médico Rivaldo Albuquerque mostrar-se mais cristão que todo mundo.

Há lá no documentário muitos profissionais da área de saúde falando sobre o caso. Tudo faz parte do roteiro -- que um Petry, se fosse coerente, talvez chamasse de "ardil".

A única coisa que falta é a voz de duas crianças. Que coisa, não?

sexta-feira, março 05, 2010

E o escândalo continua...

0 comentários ###

A CNBB envolvida em escândalo é coisa que nem surpreende mais, mas o fato é que ela vai já arrastando mais mais gente para a lama.

O Site da Cáritas Brasileira parece que padece do mesmo mal da CNBB e também divulga evento da Marcha Mundial das Mulheres.

A imagem que vai acima é retirada do site da Cáritas Brasileira. Podemos ver lá uma pequena imagem do cartaz do evento promovido pela MMM, o evento que a CNBB promoveu mas que já retirou de seu site após reclamações de vários fiéis.

Clicando no link da divulgação, podemos ler coisas como:
"(...) Na cidade de Perus, dia 16/2, o debate sobre paz e desmilitarização contará com a presença da filha mais velha do revolucionário Ernesto Che Guevara, a pediatra cubana Aleida Guevara."
Che Guevara, um assassino frio e cruel, e não apenas um "revolucionário", é tão admirado que sua filha ganha o status de celebridade para este pessoal. Talvez a pimpolha do assassino nojento possa contar às mulheres da Marcha sobre o prazer que seu pai sentia ao executar quem não era tão revolucionário como ele.

Talvez a pediatra Guevara ensine às mulheres da Marcha o quanto é importante a liberação do aborto, como acontece em Cuba. Lá, com o aborto liberado, eles evitam ter mais trabalho para matar aqueles que querem sair da ilha-prisão dos irmãos Castro.

E este lixo esquerdista no site da Cáritas? É para isto que eles solicitam doações? Para dar voz a eventos de abortistas, como se eles ainda não tivessem espaço de sobra na grande mídia?

Descendo um pouco mais na página da Cáritas, podemos ver quem é o presidente da entidade e quem anda contribuindo para o site. Eis a imagem:


Sobre Frei Betto é desnecessário dizer algo, certo?

D. Demetrio Valentini, infelizmente, já freqüentou as páginas deste blog...

Quando do escândalo envolvendo uma coordenadora da Pastoral para as Mulheres Marginalizadas, que defendeu a descriminalização do aborto, D. Demetrio, que era o bispo responsável pela pastoral na qual ela trabalhava (e trabalha...), declarou isto:
“Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”
A Campanha da Fraternidade da qual o bispo falava foi a CF que aconteceu em 2008, justamente a que tinha como tema a defesa da vida. Pois é, nada como defender a vida dialogando com quem quer descriminalizar o aborto, não é mesmo?

Subitamente, tudo se encaixa. D. Demetrio não achou nada de mais que uma coordenadora de pastoral defendesse a descriminalização do aborto. Ok! Ele também não acha nada de mais que uma entidade feminista, que defende a descriminalização do aborto, divulgue eventos no site da Cáritas Brasileira. Ok também!

Talvez os errados sejam aqueles que são contra todo o tipo de aborto, exatamente como ensina o Magistério da Santa Igreja. Talvez as palavras do Concílio Vaticano II, que chamou o aborto de "crime abominável" não estejam claras o suficiente para alguns.

Talvez nós, católicos, devêssemos utilizar o dinheiro de doações à Cáritas para financiar a colocação de outdoors convocando todos a eventos abortistas, não é mesmo? Afinal, quem somos nós para ficarmos com nossas posições "radicais e fechadas" sobre o aborto?

Mais uma penitência que a CNBB nos impõe...

1 comentários ###

Os senhores bispos do Brasil precisam urgentemente decidir o que fazer com a CNBB. Ou tomam as rédeas por lá ou correm o risco de ver a coisa feder cada vez mais.

Dias atrás fomos brindados com uma "Análise de Conjuntura" na qual só faltou estar impressa a estrela maldita do PT, o partido nacional do aborto. Dizer que o tal documento não é oficial da CNBB presta apenas para vermos como o mal caminha nas sombras e como a covardia virou o método preferido de quem tenta acabar com a Igreja por dentro.

Hoje, mais escândalo. Como informou o blog "Deus lo Vult!", de Jorge Ferraz, a CNBB agora se presta também a divulgar evento abortista. Será que se trata de uma página não oficial?

Mas o caso é que tal coisa não é nova... Tais escândalos vêm se arrastando há anos.

Ficando apenas no caso da CNBB divulgar evento da Marcha Mundial das Mulheres, é bom que se diga que esta parceria da CNBB e esta entidade acontece já há tempos.

Aqui neste blog já tive a oportunidade de abordar as ligações de uma das pastorais da CNBB (Pastoral para as Mulheres Marginalizadas) com esta entidade. Na postagem que foi dividida em 4 partes (parte 1, 2, 3 e final), uma destas partes foi dedicada exclusivamente à Marcha Mundial das Mulheres. Reproduzo-a aqui:

=========================
3) MMM - Marcha Mundial das Mulheres

Este é um movimento que congrega várias entidades feministas e que tem uma pauta de "reivindicações" tão variadas e abstratas quanto "a eliminação da pobreza" e "levantamento de qualquer embargo por parte das grandes potências", ou ainda que "a ONU acabe com todas as formas de intervenção, agressão ou ocupação militar". São 17 ao todo, todas seguindo esta linha do politicamento correto e tendo um alvo claríssimo: os EUA.

Pois é... É um troço destes que dá apoio a uma Pastoral da Igreja.

Mas há mais. Muito mais.

Uma das publicações da MMM é o boletim "Boletim da Marcha". Neste, o tema da liberação do aborto é recorrente. Podemos ler trechos tais como:

"Um tema que tem surgido é a ação de parlamentares, ligados a igreja, que têm apresentado projetos de lei tentando proibir a distribuição do contraceptivo de emergência pelos órgãos públicos."

"Para a Marcha Mundial, a luta pelo direito ao aborto é permanente e fundamental para a construção da autonomia e autodeterminação das mulheres."


Nas fotos dos boletins não é incomum vermos mulheres portando faixas e cartazes pela liberação do aborto. Mas um dos trechos mais impressionantes é o que consta em um folheto disponível para download:


"Que com um mês de gravidez o embrião é mais ou menos do tamanho de uma lentilha e com três meses não passa do tamanho de uma azeitona? E que somente a partir do sexto mês de gravidez o feto sobrevive fora do corpo da mãe."


Eis aqui o pensamento abortista-feminista em seu mais completo descaramento, no qual é tentada uma justificação do aborto pela quantificação das células de um indivíduo. Esta coisificação do embrião e do feto é uma das tentativas mais recorrentes nos "argumentos" abortistas.

Às mulheres que mostram-se duvidosas do aborto, as feministas empurram-lhes afirmações como estas que pudemos ler, as quais deixam transparecer o descaso com a vida humana, que é tão grande quanto maior for a fragilidade do ser humano que será eliminado. Dizem lutar contra a opressão sobre as mulheres, mas, na verdade, o que elas querem mesmo é ser protagonistas de uma forma hedionda de dominação e eliminação de seres humanos indefesos, aos quais até mesmo sua humanidade lhes é negada. Tornam-se algozes covardes de seres humanos que nem mesmo voz têm para se defender.


Diga-se, apenas para dar uma informação correta, que um feto de 3 meses de gestação tem por volta de 7,5 cm, o que é bem maior do que uma azeitona. O corpo, ao final do 3o. mês de gestação já está completamente formado, sendo perfeitamente distinguidos os ouvidos, pernas, braços, dedos, os olhos já têm pálpebras e que ficam fechadas, o sexo já pode ser distinguido a partir dos genitais, etc.


Ou seja, as feministas da Marcha Mundial das Mulheres ao dizerem que um feto de 3 meses tem apenas o tamanho de uma azeitona, o que é completamente mentiroso, apenas dão pistas do desprezo que nutrem por tudo o que lhes impede de impor sua agenda da liberação do aborto.
=========================

Mas a coisa não pára por aí, infelizmente...

Como nos trouxe o blog "O possível e o extraordinário", de Wagner Moura, em 2007 a Marcha Mundial das Mulheres estava presente no tristemente famoso "Grito dos Excluídos". E presente em peso, com cartazes pedindo a liberação do aborto.

Ou seja, a parceria da entidade abortista com a CNBB vem de longe.

Exagero chamar de parceria os vínculos da CNBB com a Marcha Mundial das Mulheres? Será mesmo?

Então a entidade está sempre dando as caras em eventos promovidos pela CNBB, a entidade tem cartazes de seus eventos divulgado pelo site da Conferência, a entidade é listada como apoiadora de uma pastoral da CNBB, etc. Que nome tem isto, então?

Volto a dizer e não estou sozinho quando digo isto: os senhores bispos necessitam urgentemente decidir o que é a CNBB, se um órgão de bispos católicos e que se comporta de acordo com a doutrina cristã ou uma instituição que se presta ao papel de fazer parcerias com entidades abortistas.

Está mais do que claro o que o Papa e os fiéis católicos precisam que a CNBB seja. Basta agora aos bispos decidirem.

E como estamos na Quaresma, vale o lembrete: omissão também é pecado.

A alegria de Dona Clinton

0 comentários ###

Hillary Clinton, a feministóide traída pelo marido mas que resolveu agüentar tudo calada para não prejudicar seu projeto político, esteve no Brasil para tentar o apoio de Lula a medidas contra o Irã.

Não tem como não dizer que o Departamento de Estado dos EUA já foi mais eficiente... Achar que Lula e a quadrilha petista que assola Brasília iria fazer qualquer coisa contra um ditador como Ahmadinejad beira a burrice.

Mas burrice é coisa que não é incomum na vida de Dona Clinton, pois quem vive ao lado de um cara que é capaz de dizer que existem "embriões não-fertilizados" está mesmo já acostumada a pastar em campos verdejantes.

Hillary Clinton, feminista/abortista que é, seguindo a mesma tradição que a leva ter um gosto peculiar por companhia masculina, saiu-se com esta ao falar sobre uma visita que fez ao Brasil nos anos 90:
"-- Quando fui a um hospital aqui, o médico me disse. 'Metade deste hospital é feliz e metade é triste. Metade é feliz porque as mulheres estão tendo bebês, metade é triste porque estão sendo tratadas de aborto ilegal'."
La Clinton admirou a contabilidade do médico pelo mesmo motivo que ela deve admirar os conhecimentos biológicos de seu marido: quanto mais ignorante, melhor.

Sobre as crianças que foram parar em privadas e latas de lixo ela não deu um pio, exatamente como quando soube o que o maridão fazia com a estagiária.

Admita-se: a mulher tem o dom de calar diante do erro. Quando a coisa aperta e fica feia, como quando seu maridão a expunha diante do mundo, Hillary faz como na foto acima: mira em um horizonte imaginário e não está nem aí. Talvez ela cantarole um pouco...

Talvez na foto ela imaginasse um hospital com 100% de mulheres felizes, um hospital em que as mães estivessem felizes por dar e por negar a luz a seus filhos; um hospital demoníaco, onde o assassinato frio e calculado traz a mesma felicidade que o nascimento de uma criança. Vai ver que a Secretária de Estado, na fábula macabra que imagina como o mundo ideal, acredite, como seu marido, que existem mesmo "embriões não-fertilizados".

Mas Dona Clinton, diante da cruel realidade do aborto, diante dos fetos trucidados, diante dos não-nascidos que vão parar no sistema de esgoto, diante de tudo isto ela vira a cara e olha ao longe.

"Lá-lá-ri lá-lá-lá lá-lá-ri lá-lá-lá"