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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

O genocídio dos negros norte-americanos

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["O lugar mais perigoso para um afro-americano é o útero"]
Em Nova York, uma propaganda de um grupo pró-vida vem causando desconforto, para dizer o mínimo, entre abortistas e assemelhados daquela cidade.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2011/02/25/o-genocidio-dos-negros-norte-americanos/

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Publicidade contra o aborto, by "O Ultrapapista Atanasiano"

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O blogueiro Carlos Eduardo Maculan, do excelente blog "O Ultrapapista Atanasiano" disponibiliza para uso livre as imagens abaixo que foram criadas para a luta contra o aborto.

Vamos fazer como ele disse: imprimir, criar adesivos, usar como papel de parede em nossos computadores, criar camisetas, etc. O importante é que a mensagem seja levada ao maior número possível de pessoas.

Agradeço de coração ao Carlos Eduardo e convido aos interessados a que acessem seu ótimo blog, a começar pelas postagens com as imagens (aqui e aqui).






quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Abortistas mostram seu apoio à Planned Parenthood

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Planned Parenthood, a maior cadeia de abortos nos EUA, está passando por maus bocados por lá. Alvo de denúncias que chegam até ao acobertamento de estupros e prostituição de menores, a empresa abortista corre agora sério risco de perder um ajuda financeira que lhe é dada há anos pelo governo norte-americano.

Como, à falta de consciência de seus crimes, o que mais dói em abortistas é o que lhes atinge o bolso, a entidade resolveu lançar uma campanha para que seus simpatizantes demonstrassem seu apoio e a ajudassem a angariar fundos para que ela possa continuar fazendo lobby para manter o dinheiro dos contribuintes norte-americanos fluindo para seus matadouros humanos.

Na campanha, os simpatizantes são convidados a enviar imagens com os dizeres de "I STAND WITH PLANNED PARENTHOOD" -- "EU APÓIO A PLANNED PARENTHOOD".

Eu achei tão boa a idéia que resolvi eu mesmo dar minha contribuição. Abaixo seguem alguns dos simpatizantes que sempre mostraram diretamente e com ações diversas seu aprêço pela causa abortista.

Hitler

Stalin

Pol Pot
Responsável pela morte de milhões de cambojanos


Josef Mengele
Médico nazista

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Dr. Bernard Nathanson, R.I.P.

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Dr. Bernard Nathanson
Após uma longa batalha contra o câncer, o Dr. Bernard Nathanson faleceu ontem em Nova York.

Para quem não sabe, Dr. Nathanson foi um dos maiores abortistas dos EUA. Foi... Já não era há muito, tendo se tornado um ativista pró-vida após ter suas convicções pró-aborto colocadas em xeque com o advento do ultra-som, convencendo-se que a cada aborto é morto um ser humano.

Dr. Nathanson dizia-se pessoalmente responsável por mais de 75.000 abortos, tendo feito com suas próprias mãos mais de 5.000 destes abortos. 


O médico, que em seu tempo de abortista foi dos líderes mais influentes, mostrou as táticas de grupos pró-aborto para flexibilização da opinião pública em relação ao tema. Segundo ele, a mentira, a dissimulação, a enganação são táticas recorrentes entre os pró-aborto.

Uma outra tática era ligar a oposição ao aborto apenas ao catolicismo, e ao catolicismo mais tradicional, criando uma falsa divisão entre a hierarquia e os fiéis. Quem acompanha um pouco como a estratégia dos abortistas no Brasil sabe bem que estes procedimentos são ainda utilizados largamente pelos abortistas em geral.

Algum tempo após sua passagem de pró-aborto para pró-vida, Dr. Nathanson, de origem judaica e que até então dizia-se ateu, converteu-se ao catolicismo. Que grande Graça! Qual o filho pródigo, que abandona uma vida miserável -- sua escolha! -- para retornar ao convívio do pai, o médico responsável por tantas mortes abandonou suas práticas assassinas e, ciente de seus erros e sinceramente arrependido, foi ao encontro do Pai Eterno, que, misericordioso, abraçou este filho que por tanto tempo esteve afastado.

Já convertido à causa Pró-Vida, o médico foi responsável pela produção do documentário "O grito silencioso" ("The silente scream"), no qual era mostrado o comportamento de um bebê não-nascido tentando desvencilhar-se dos instrumentos do abortista. 

Quem já viu o filme, sabe que não é coisa fácil de assistir, mesmo para quem tem estômago forte. São imagens como estas que mostram o quão vazia é a retórica abortista, pois não há "direito reprodutivo" que valha o desmembramento e sucção de uma criança ainda não nascida.

Dr. Bernard Nathanson também produziu outro documentário: "O eclipse da razão" ("Eclipse of reason"). Neste os procedimentos de aborto são mostrados de forma mais gráfica ainda e há também depoimentos de médicos que foram abortistas, exatamente como o próprio Dr. Nathanson.

Fica aqui a homenagem a Dr. Nathanson, um homem que por suas próprias forças conseguiu descer tão baixo que chegou ao ponto de fazer um aborto em uma mulher que ele próprio engravidara. Pois foi este homem tão envolvido na Cultura da Morte que, qual um São Paulo, teve as "escamas" de seus olhos removidas apenas quando viu pelo ultra-som o que suas ações produziam. A partir deste ponto, Dr. Nathanson tornou-se pró-vida e, um pouco mais tarde, aceitou a Fé Cristã.

"Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20) - Dr. Nathanson foi a prova viva desta verdade bíblica. Não há pecado tão grande que a Graça de Deus não consiga superar. 

Que o Altíssimo o receba de braços abertos, pois ele era a ovelha que estava perdida e foi achada.

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Assista aos documentários produzidos pelo Dr. Nathanson:

"O grito silencioso"







"O eclipse da razão"




sexta-feira, fevereiro 11, 2011

E o troféu "Cara-de-Pau" vai para...

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Os dois maiores abortistas do mundo são só sorrisos
... o Presidente da China, Hu Jintao, que em visita oficial ao EUA, ao ser perguntado por uma deputada republicana sobre a política de abortos forçados daquele país, negou a existência do fato que é por todos conhecido e que já foi até abordado aqui no blog ("'Bebês meninas não contam': uma história de mulheres").

Tal política é a principal responsável pelo desequilíbrio entre o nascimento de meninos e meninas na China. Sendo forçados a somente ter um único filho, muitos pais chineses "escolhem" o nascimento de bebês do sexo masculino como forma de "garantia" na velhice. Este tal "direito de escolha" ao melhor estilo feminista-abortista leva, algumas vezes, ao puro infanticídio, principalmente de bebês meninas.

Mais uma vez, não se tem notícia de grupo feminista-abortista que tenha protestado contra o presidente chinês. O presidente Obama, abortista até o último fio de cabelo, silenciou. 

Alguma surpresa?

Alfie, o (nada) sedutor

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Não é incomum eu receber comentários nada elogiosos aqui no blog. Já andou de tudo por aqui... Feminista-abortista nervosinha, gang de ateus que diziam que iam fechar o blog, mulheres doidas, adoradores de Edir Macedo, etc.

Ultimamente, a estes tipos pitorescos juntou-se agora um professor virtual de sedução, que ficou furioso com uma postagem aqui do blog ("Mayana Zatz perde de lavada!"). É sério! Já explicarei...

Em primeiro lugar, segue a mensagem do professor, com os erros e tudo:

"Imbecis, nojentos e miseráveis. Execráveis, abomináveis e despresíveis. E eu poderia continuar falando sobre a ignorância, imbecilidade e arrogância típicas de quem nunca leu nada além de livros de auto-ajuda. Gente como vocês, que escrevem para falar de outras pessoas como se se estivessem tratando de um máquina ou algo superficial.
Doutora Mayana dedicou toda a sua vida para o tratamento de pessoas portadoras de doenças que vocês, gente sem excrúpulos gostam de chamar de "aleijados" e fazer caridade para se mostrar boas pessoas aos olhos de Deus.
Deus deu o maior dom de todos aos médicos e os que tratam não só as almas mas também os corpos. Acho que não preciso citar os trechos da Bíblia Sagrada onde é descrito a importância dos médicos e da ciência. Vocês nunca seriam capazes de ler ou mesmo de saber do que se trata.
Ah, e a Doutora nunca foi à favor do aborto. Basta que se assista o canal Discovery para ver os programas sobre seu trabalho."

Agora, a explicação... O comentarista assina como "Alfie". Curioso como sou, fui ver o perfil do comentarista… Bingo! Exatamente o que eu pensava… O comentarista tomou para si um apelido que evoca um filmeco estrelado pelo medíocre ator inglês Jude Law e que aqui no Brasil ganhou o título de "Alfie, o Sedutor".

Alfie, o comentarista, tem um blog que foi iniciado em novembro passado. Tem uma única postagem até o momento e nela o Alfie tupiniquim mostra os primeiros passos para qualquer um se tornar um sedutor como ele.

Uma das melhores partes é quando ele mostra suas credenciais:
"Esse cara que vos fala, só "pegou" 4 mulheres durante 32 anos de vida. E essas 4 mulheres juntas podiam compôr a Constituição do Universo durante uma visita à loja de roupas! Esse termo "pegar" quando se refere a mulheres deveria ser abolido desde o momento em que a primeira sinapse do seu cérebro levou o arquivo de imagem de uma mulher ao seu interior pensante. Mulher não se pega, mulher se conquista."
Palavra que caí na gargalhada quando li isto! Como ler tal coisa e se manter sério? E, no entanto, nosso Alfie brazuca está realmente tentando ser espirituoso. A segunda frase é uma das coisas mais intransponíveis e divertidas  de todos os tempos! Não tenho a menor idéia do que ele está dizendo, mas, ainda assim, me dá uma vontade incontrolável de gargalhar.

As "dicas" que contam em "Os Primeiros Passos" do Alfie é coisa mais hilária ainda. Recomendo-as a quem quer dar uma boa risada.

Mas vou deixar o blog dele para lá e me concentrar em seu comentário. Afinal, professores de sedução também podem escrever coisas que prestem, não é mesmo? Vejamos...

Sobre o início do comentario, o que se pode dizer? Quase nada… Imagino que Alfie deu uma parada no seu árduo ofício de se tornar o Casanova dos Trópicos e resolveu escrever um monte de impropérios para mim. Chego até a imaginá-lo bufando e babando de raiva no teclado só porque, sei lá, feri sua admiração infantil por Mayana Zatz.

Não me ofendo fácil, mas Alfie foi longe demais: acusou-me de ler apenas livros de Auto-Ajuda. Puxa vida, se há coisa que jamais li foi um livro deste tipo. Aliás, talvez seja por isto que, apesar de meus erros aqui e ali, não costumo escrever coisas como "despreSíveis" e "eXcrúpulos".

Tampouco sou do tipo daqueles que "escrevem para falar". Sou antiquado e costumo escrever quando quero escrever e falar quando quero falar.

Seguindo o comentario do sedutor, tampouco sei quem são os que ele chama de "vocês". Eu nem sabia que fazia parte de um grupo! E um grupo que, segundo ele, gosta de chamar de aleijados aos portadores de doenças graves. Pois é, Alfie, além de sedutor profissional, é advinho, pois a ele basta ler um texto em um blog e sair imaginando que grupos de pessoas gostam de humilhar doentes.

Hummm… Isto me cheira a preconceito puro.

Mas é no final que ao menos a mensagem de Alfie fica mais séria. Quer dizer, que ao menos ele merece uma resposta que não sejam as ironias que mereceu até agora.

Para início de conversa, imagino que para Alfie a frase "Deus deu o maior dom de todos aos médicos e os que tratam não só as almas mas também os corpos." faça sentido, mas confesso que para mim ficou um bocado truncado. Imagino que ele a tenha escrito no meio de suas divagações metodológico-sedutoras.

Ops… Estou sendo irônico novamente…

Sério agora... Alfie ignora que o maior dom que Deus nos dá é exatamente o primeiro deles: o Dom da Vida. Não é o dom de ser médico. Para se ser médico tem-se que estar vivo. Aliás, Alfie ignora que Mayana Zatz não é médica, é bióloga.

Depois disto, Alfie tenta dar uma de entendido em Sagradas Escrituras. Sabe-se lá porque, Alfie, em seu delírio, imaginou ler por aqui alguma oposição à ciência. Se viu, é fácil denunciar: basta citar. Coloco mais uma vez na conta do delírio causado por uma profunda contrariedade imaginar que haja oposição à ciência, mais especificamente à Medicina.

Ao final vem a parte mais interessante do comentário de Alfie. Ao dizer que a dra. Zatz nunca foi favorável ao aborto, ele apenas mostra que entende nada do assunto. Aqui vai um conselho, Alfie: vá estudar. Ou isto ou então é melhor ficar mesmo nas aulas virtuais de sedução.

Pode começar aprendendo um pouco aqui mesmo… A luta do movimento Pró-Vida é uma luta para que a dignidade do ser humano seja sempre respeitada, desde o momento da concepção até seu fim natural. É por isto que a luta é contra o aborto, a eutanásia, pesquisas com embriões, clonagem humana, etc. Tudo isto tem em comum que a vida humana, em alguma de suas fases, é tratada de forma indigna.

Pesquisas com células-tronco embrionárias têm como resultado exatamente a eliminação do embrião. Resumindo: é uma vida que vai para o lixo do laboratório.

Jamais aquí no blog chamei Mayana Zatz de abortista, embora a mim esteja claro que qualquer pesquisa que aceite trabalhar com células-tronco embrionárias resulta no mesmo que um aborto: a morte de um ser humano.

Os abortistas gostam de defender o aborto utilizando a enganação do "direito ao corpo", entre outras. Já quem lida com células-tronco embrionárias, prefere defender suas pesquisas em nome da ciência. Em ambos os casos é um ser humano como qualquer um de nós que se vai.

Alfie talvez saiba nada disto… Afinal, como ele mesmo indica, o que aprendeu sobre o assunto vem de um programa do Discovery Channel. Uau! Sério? Então quer dizer que para saber tudo de um assunto basta passar 45 minutos à frente do televisor e "ZATZ!", pronto, está tudo claríssimo.

Que tal então Alfie ter uma idéia do pensamento de Mayana Zatz sobre o assunto? Eis um trecho de uma entrevista dada por Mayana Zatz e que já foi publicada aqui no blog ("Veja e o aborto: os malabarismos de Reinaldo Azevedo"):

"Quando começa a vida?
Mayana Zatz - Nunca chegaremos a um consenso. (...) Formou-se o consenso de que a vida termina quando pára a atividade nervosa. Para muitos, esse é o fim da vida. Acham até que podem desligar os aparelhos e fazer um transplante de órgãos. Já que o fim da vida é determinado quando pára o sistema nervoso, por que não instituir que o início seja aquele em que começa o sistema nervoso?
E quando isso acontece?
Mayana Zatz - A partir de 14 dias de gestação. Mas vou além: acho que a vida começa quando o feto tem condições de viver fora do útero, independente da mãe. Antes disso, não." (destaques meus - original aqui )

Qualquer cientista de respeito sabe que a declaração de Mayana Zatz é uma besteira enorme. Segundo os parâmetros zatzianos, um bebê provavelmente só poderia ser considerado um ser vivo quando ele aprendesse a preparar o próprio alimento, a andar sozinho, se limpar, etc.

Um cientista, qualquer que seja, só fala tamanha asneira quando quer moldar a realidade à sua agenda. No caso, Mayana Zatz está querendo justificar as pesquisas com embriões a todo custo. Neste caso específico, ela vai tão longe em sua tentativa de empurrar sua agenda que diz uma coisa em um parágrafo e se contradiz no seguinte.

Enfim, o que temos é a velha questão de meios e fins. Um meio mau jamais justificará um fim bom. É altamente positivo que se pesquise cura para doenças gravíssimas, mas jamais tal cura deve ser procurada atacando-se a dignidade intrínseca à vida humana.

E ao Alfie vai mais um conselho: tente entender mais sobre os assuntos caso queira opinar e ser levado a sério.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

O amor supera tudo

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"Você foi feito para amar e para ser amado"

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Estas palavras estavam em um panfleto que Mary Wagner, militante Pró-Vida canadense, entregava às pessoas que adentravam uma clínica de abortos em Toronto. Ela foi presa (não é a primeira vez…) acusada de invadir as dependências de uma clínica de abortos naquela cidade para dar aconselhamento contra o aborto.

Segundo relatos, ao menos um casal que havia entrado na clínica deu meia volta e parece que desistiu da idéia de abortar seu filho. Queira o Senhor Deus que isto se confirme!

Alissa Golob, ativista Pró-Vida que estava rezando e aconselhando junto a Mary Wagner, declarou: "Em que tipo de país vivemos, onde salvar outros da morte é crime?".

Mais sobre Mary Wagner na página do Pro-Life Prisoners of Conscience.

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!" (São Mateus 5,10)

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Passadas as eleições, os pró-aborto aparecem novamente

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Em outubro do ano passado, antes ainda do primeiro turno das últimas eleições, fiz aqui no blog uma postagem com a seguinte pergunta no título: "Afinal, onde se meteram os favoráveis ao aborto?"

Nesta postagem, eu falava sobre o silêncio sepulcral de feministas e abortistas sobre o tema do aborto durante as eleições, que então estava sendo discutido pela sociedade. Mesmo a grande mídia sempre fazendo seu papelzinho sujo de "melar" a discussão, não houve uma feminista/abortista que viesse a público e gritasse que Dilma devia se mostrar como ela sempre foi, favorável ao aborto.

A verdade é que os abortistas só não são mais pragmáticos do que enganadores. Como expliquei em outra postagem -- "As engolidoras de sapo"  -- os abortistas e feministas souberam muito bem manter o silêncio enganador, pois o momento não era propício. Para quem não perde a oportunidade de dizer que quer levar o debate sobre o aborto à frente, a falta de disposição mostrada por tais grupos só demonstra a falsidade esnobe deste pessoal.

Até Rose Marie Muraro, feminista guerreira, soube guardar a borduna bem no fundo da gaveta, declarando que se estivesse no lugar de Dilma faria a mesma coisa. Mas e o debate, feminista cara-pálida? Ora...

Mas o caso agora é outro... Passados já alguns meses da eleição, com Dilma já desfilando seus terninhos por Brasília, chegou a hora de faturar, não é mesmo? Provavelmente pensando assim, é que um grupo de esquerdistas -- Surpresa! -- resolveu lançar, em 12/01/2011, um Manifesto favorável ao aborto.

O documento é o blablablá esquerdóide de sempre. Quem lê um, leu todos; nada de novo. Aliás, é sempre a mesma empáfia a deste pessoal ao se portarem como porta-vozes de mulheres, de pobres, de oprimidos, etc. Sem que ninguém lhes tenha dado procuração, saem falando em nome do Brasil inteiro. E o delírio megalômano deste pessoal vai tão longe que até a filha de Raul Castro assinou o tal manifesto. Pois é, para um esquerdista, nada como a filha e sobrinha de ditadores sanguinários para dar aval a uma declaração. Só por isto dá para ver como funciona a cabeça deste pessoal.

Mas o que mais impressiona é o senso de oportunidade. Durante a campanha, os esquedistas encheram a mídia dizendo que o debate sobre o aborto durante a eleição era desnecessário, que o debate estava mal colocado, etc. Passadas as eleições e com Dilma já com o gabinete decorado, aí eles botam a fantasia de indignados, de preocupados com as mulheres pobres, etc. O mesmo papinho enganador de sempre.

Ou seja, como já dito aqui inúmeras vezes, esta gente quer debater coisa nenhuma. Quer manipular, enganar, dissimular, mostrar-se porta-voz de quem não lhes deu autorização. E é uma gente covarde, que foge do debate, que fica com o rabinho entre as pernas só esperando a oportunidade de sair da toca e lançar um manifestozinho chinfrim e com assinatura até de sobrinha e filha de assassino, como se isto lhe aumentasse a validade.

Até entendo este trabalho que eles fazem nas sombras. A enganação é o que lhes resta mesmo. Quando uma feminista/abortista se mete a falar verdades, a mostrar suas idéias à luz do dia, como fez a militante alemã Elfriede Harth, o que aparece é asqueroso, nojento, desumano. Mas isto é nada para quem acha que trucidar uma criança no ventre de sua mãe é um "direito"...


Bispo comunica a freira que autorizou aborto que ela incorreu em excomunhão automática

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O bispo norte-americano Thomas Olmsted, da Diocese de Phoenix, Arizona, retirou o nome de "Católico" de hospital cuja freira vice-presidente havia autorizado aborto. O bispo também comunicou à freira Margaret McBride que ela incorreu no caso de excomunhão latae sententiae (automática).

Após investigação, o bispo tomou conhecimento que durante anos o hospital, à revelia das normas para hospitais católicos, prestava aconselhamento e fornecia suprimentos médicos para contracepção, fazia procedimentos para esterilização de mulheres e homens e que até mesmo fazia abortos por motivo de saúde física ou mental e em mulheres vítimas de estupro e incesto.

Casos assim mostram a urgência de que nossos bispos olhem com muito cuidado as instituições que prestam serviços médicos à população.


Mais uma mentira abortista desmascarada...

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Ao contrário do que abortistas querem fazer acreditar, o amplo uso de contracepção artificial aumenta, e muito!, o número de abortos. É isto que mostra um estudo publicado na revista Contraception, número de janeiro/2011.

Ou seja, aquilo de dizer que o aborto deve ser "Legal, Segudo e Raro" é só mais um slogan abortista enganador e vazio, como é, aliás, qualquer pseudo-argumento abortista.




Bispos dispostos a ir para a cadeia por oposição à lei anti-vida! Nas Filipinas...

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Segundo noticia do site "Religion en Libertad", bispos filipinos declaram-se dispostos a serem encarcerados por protestar contra um projeto, vindo do Executivo daquele país, que promove o controle demográfico através de anticonceptivos abortivos e também a esterilização.

Que coisa, não? E aqui no Brasil, temos de lidar com bispos e religiosos que, contra fatos por todos conhecidos, afirmaram, nas últimas eleições presidenciais, que Dilma Rousseff não é favorável ao aborto.


segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Caso João Hélio: e não fizemos nada...

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Há exatos 4 anos, o menino João Hélio foi trucidado, destroçado por bandidos no subúrbio do Rio de Janeiro. A comoção que se seguiu ao bárbaro assassinato foi enorme. E justificada. E, pode-se dizer, até muito positiva, pois em uma cidade e em um país que se acostumou já com crianças mortas por balas perdidas, com mulheres assassinadas em cruzamentos, com passageiros de ônibus queimados vivos, é positivo que ainda haja barbaridade que cause indignação. Sinal de que nossa sociedade não está morta. Ainda…

Mas uma coisa que estes 4 anos mostraram é que essa capacidade de se indignar vai diminuindo cada vez mais.

A capa do número da revista Veja que se seguiu à morte do menino vinha com o seguinte título em destaque: "… NÃO VAMOS FAZER NADA?"

E o que fizemos, afinal? Houve alguma mudança estrutural considerável para que a população sentisse que casos como o de João Hélio não vão mais acontecer? Uma das medidas que foi muito discutida à época do crime foi a diminuição da maioridade penal, e inúmeros políticos aproveitaram a onda, mas deu em nada. Que é ridiculamente absurdo que jovens possam votar a partir de 16 anos, mas que não possam arcar criminalmente com suas atitudes erradas, só um idiota o negaria.

Ou seja, um rapazote serve bem para votar no candidato que seus professores de Filosofia e Sociologia (sim, isto está no currículo agora) pintam em cores lindas e brilhantes durante suas "aulas", mas, caso ele resolva arrastar de carro pelas ruas um menino de 6 anos preso pelo cinto de segurança, ele deve poder fazê-lo sem que seja punido de acordo com seu crime.

Um dos assassinos, o "menor" Ezequiel, após 3 anos em uma instituição para jovens infratores, quase entrou em um programa para proteção de adolescentes ameaçados de morte. Não fosse a gritaria popular, Ezequiel estaria soltinho e mamando nas tetas do Estado.

Atualmente, segundo informações, ele está cumprindo medida sócio-educativa em regime semi-aberto por 2 anos. Ou seja, por volta de 2012 ele estará livre! Isto é Brasil.

Mas o que mais revolta é o que tivemos de ouvir e ler nos dias seguintes ao bárbaro crime. Não faltou gente, os de sempre, a falar que o crime foi cometido por todos nós, ou que devemos atacar as causas que levam a isto, ou que não devíamos buscar soluções fáceis no calor da emoção, etc. Um blablablá que faz muito sucesso nas salas de aula da UERJ ou da USP, mas que não traz de volta o menino João Hélio de volta e nem lhe faz justiça.

Um exemplo deste papo-cabeça enrolador pode ser a declaração do sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, que chamado pelo portal G1 para dar sua opinião de especialista sobre o clamor público que pedia, entre outras coisas, a redução da maioridade penal, saiu-se com esta:

"Isso seria uma resposta bárbara a um crime bárbaro que só faria aumentar a espiral da barbárie. Vejo nisso uma repercussão excessiva, apesar do caráter extremamente perturbador do crime, um raciocínio primitivo porque as pessoas estão reagindo emocionalmente. Tentar extrair políticas públicas de um caso extremo como esse é demais.”
Pois é… Gente como o sociólogo Ignacio Cano achava, e provavelmente acha ainda, que o caso de um menino de 6 anos arrastado por 7 Km, tendo seu corpo destroçado na via pública, teve "repercussão excessiva". Querer que a sociedade seja protegida ou ao menos tenha como punir exemplarmente quem comete crimes de tal porte, para o sociólogo, é uma "resposta bárbara".

Talvez fosse o caso de se perguntar ao sociólogo se agora, passados já 4 anos, já é ou não o tempo de se buscar soluções. Talvez devêssemos perguntar a ele se seu radar civilizatório já permite que ao menos discutamos a redução da maioridade penal. Ou será que isto ainda é classificado por ele como barbaridade?

Nossa sociedade, principalmente a sociedade carioca com seus dândis politicamente corretos metidos a cosmopolitas e antenados com o progressismo mais retrógrado, há 4 anos achou por bem homenagear o menino recém falecido com uma faixa durante desfile de uma escola de samba; outra escola chegou ao máximo da benevolência ao fazer sua comissão de frente mostrar seu nome em uma coreografia.

Lindo, não? A um menino despedaçado por frios criminosos, nada como homenagear seu nome em meio a uma festa com muita gente nua, regada a muito chope, com todo mundo afetando alegria e deixando de lado qualquer limite moral. Isto, na minha opinião de não-sociólogo, é que é barbaridade!

O fato é que, passados 4 anos, Sergio Cabral foi reeleito, Lula foi reeleito (ah, sim… Dilma…) e o Rio de Janeiro continua com seus carnavais pomposos e luxuriantes. E nós aqui continuamos esperando um novo caso João Hélio acontecer. 

E quando isto ocorrer, bastará um bando de foliões gritando o nome da vítima da vez e um monte de especialistas a dizer que temos que nos acalmar. Afinal, o importante é o samba jamais parar, não é mesmo?

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Aborto: Lições para o Brasil

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O caso do médico aborteiro Dr. Kermit Gosnell que tinha uma verdadeira casa de horrores na cidade de Philadelphia, nos EUA, continua enojando a todos por lá. E não é para menos... Eis uma breve descrição constante no relatório anexo à denúncia feita contra Dr. Gosnell:

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https://contraoaborto.wordpress.com/2011/02/04/aborto-licoes-para-o-brasil/

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Pastoral da Mulher de BH continua tripudiando sobre aborto

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Em julho do ano passado, aqui no blog foi denunciado que a Pastoral da Mulher Marginalizada de Belo Horizonte (PMM-BH) postou em seu blog um texto, produzido pela Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), em que há um alerta para a "ameaça" que a tramitação do chamado Estatuto do Nascituro (Projeto de Lei 478/2007) era para o "direito ao aborto em caso de estupro".

Por ir frontalmente contra o que ensina a Santa Igreja, tal fato causou estranheza e indignação em muitos católicos. Sentindo a pressão, a PMM-BH retirou de seu site a íntegra do texto da SPM, mas, curiosamente (espertamente?), manteve o link para o texto.

Passaram alguns meses e a PMM-BH volta às suas. Agora a coisa foi feita de forma mais velada, mais, digamos, intelectualizada.

No dia 08/11/2010, a PMM-BH publicou em seu blog um texto de Ivone Gebara, conhecida "teóloga feminista", seja lá o que isto signifique. Com o sugestivo título de "Direito a decidir: algumas reflexões filosóficas e teológicas", o texto da teóloga atinge níveis abissais de chatice, mesmo se tormarmos como padrão o que vai na academia brasileira.

Quem tiver saco e estômago para ler ao menos o início de seu texto, poderá se deparar com frases que mais parecem produzidas para alguma Cartilha das Obviedades a ser produzida pelo Ministério da Educação. São frases tais como:
"Em outros termos não há vida sem morte. Não há morte sem vida."
"Os cadáveres nos mostram o que é a morte."
"A vida não é algo abstrato. A vida é uma vida."
Mas nem só de obviedades vive uma "teóloga feminista"! Podemos ler passagens que, se não caem no comum abismo de obviedades exemplificado acima, contentam-se em comer o pó do chão que é pisado por nós, pobres mortais. São frases que não atingem a altura de uma criança de 2 anos. É, digamos assim, uma linguagem que fica no nível dos répteis, arrastando-se pelo chão.

Há teólogos que atingem os Céus, como São Tomás de Aquino ou Santo Afonso de Ligório, e outros que ficam por aqui mesmo, comendo o pó da terra. Comendo e gostando, claro. Este é o caso de Ivone Gebara.

A escrita reptilina da sra. Gebara pode ser vista em alguns trechos bem peculiares:
"Olho-me no espelho ou me percebo de muitas formas e digo: essa sou eu e eu sou minha vida e minha circunstância. Deixo-me olhar pelo outro ou olho o outro e o reconheço como um outro, meu semelhante, uma outra vida."
Uau! Tivessem mãos, as cobras, também acostumadas a comer o pó, aplaudiriam tal escrito.

Mas Ivone Gebara vai mais longe. Mostrando-se multifacetada, ela tira da cartola uma metáfora com bordados:
"Às vezes, tentamos desmanchar algo para bordar novos traços com novas cores. Mas, nem sempre o bordado inicial desaparece. Ficam traços e às vezes até cores meio desbotadas que não conseguem sair da tela como se fossem manchas indeléveis. Há alguns bordados poderosos, sobretudo aqueles que nos vêm da educação familiar e das instituições da religião. São resistentes, agarram-se à tela da vida e até podemos rasgar a tela se tentamos arrancá-los à força. Mesmo quando conseguimos desfazê-los eles parecem voltar em forma de culpas, arrepios, emoções angustiantes."
Quem conhece o pouco que seja do que anda escrevendo Ivone Gebara compreende um pouco o que vai por trás do traçado...

Dúvidas? Basta ver o que ela escreveu antes de começar a se enrolar em linhas e bordados;
"Aliás, é bom dizer que a palavra "vida", como é empregada hoje, num sentido genérico e abstrato é relativamente recente. A Igreja Católica Romana, por exemplo, tem usado esse termo de forma reducionista, sobretudo quando se refere ao feto. O nome que dão ao feto agora é VIDA e, reduzem o direito à VIDA a proibição de interromper uma gravidez nas primeiras semanas de gestação. Esse emprego indevido corre o risco de levar-nos a abstrações e generalizações que nos distanciam das dores e carências reais de nossos corpos."
Neste ponto é bom avisar ao que não sabem que Ivone Gebara é freira. Pois é! Quem diria, não? Pelo trecho acima alguém pode pensar que a sra. Gebara é outra coisa, algo que não tenha nada a ver com a Santa Igreja.

Mas a teóloga feminista, após pó e bordados, e um bom trecho em que ela fala de "decisões" de uma forma genérica e despistadora, começa a dizer mais claramente a que veio.
"Há muitas outras decisões que podemos enumerar, mas creio que existe uma que está em nossa mente, pois tem a ver com uma das razões da convocação desse encontro.
Trata-se do direito a decidir sobre nosso corpo, sobre nossa vida sexual, sobre um possível aborto ou interrupção da gravidez. (...)"
E aí a coisa começa a esquentar. Ao menos é bom que vá ficando claro o que pensa a freira. E o que ela pensa, fica bem longe até do pó, é coisa que vai bem fundo na terra. Exemplo:
"(...) A partir de um registro cristão, costumamos pensar que abortar um feto é tirar a vida ou a possibilidade de vida e que, portanto, é uma decisão pecaminosa independentemente, muitas vezes, de uma opção religiosa precisa e das circunstâncias de vida de cada mulher. (...)"
Se neste trecho a linguagem da freira/teóloga não afirma claramente que abortar não é tirar uma vida, utilizando com maestria a generalização do plural ("costumamos") de forma a evitar encarar de frente a questão, a opção pelo famoso "direito a decidir" -- o mais famoso eufemismo do ato de abortar --, não deixa margem à dúvidas.

Todo o restante do texto da "teóloga feminista" (aliás, existe "Teologia Machista" também?) é um blablablá interminável que serve apenas para confundir, enganar, manipular quem a leva a sério. E sim, tais pessoas existem, e a PMM-BH está aí para não me deixar mentir.

Que tal ver o que diz a freira sobre o que é a religião? Vejamos:
"Viver é difícil. O ser humano é capaz de criar uma porção de coisas para ajudá-lo a viver. A religião é uma delas. Ao criar a religião cria poderes sobre si mesmo, poderes que para ajudá-lo são imaginados como absolutamente superiores e diferentes dele mesmo."
Sim, é uma freira mesmo que escreveu isto. A religião virou na pena da sra. Gebara coisa meramente humana, praticamente uma criação mesquinha criada pelo homem para o ajudar viver com as dificuldades que o cercam. E os tais "poderes" são a pedra de toque para que ela possa seguir sua enganação fantasiada de teologia. 

Nem é necessário muita imaginação para saber que esta caracterização da religião como coisa meramente humana é feita unicamente para esvaziar qualquer sentido dos "poderes". Dona Gebara entende de bordado como ninguém.

Querem ver como a "teóloga feminista", debaixo daquela chatice que para ela faz as vezes de teologia, tem uma agenda que faria delirar qualquer esquerdista anti-católico (e qual não é?)? Retiradas as frases de uma obviedade pueril, retiradas as tediosas frases de efeito, retiradas as preparações sorrateiras e enganosas, retirado tudo isto, eis um trecho que resume tudo o que Ivone Gebara quer dizer:
"A crença religiosa não pode ser lei válida para todas as situações. Por exemplo, as testemunhas de Jeová não admitem transfusão de sangue, mas em situações especiais o crente pode decidir de não acolher esta norma. Com isso, estou querendo permitir a cada uma de nós o direito de decidir sem a intervenção de crenças promulgadas muitas vezes pela elite sacerdotal religiosa vigente ou crenças fruto de uma história passada que já não é mais significativa nos dias de hoje. A fé religiosa é sempre maior do que a crença imposta por uma elite que se afirma representante de Deus."
Está tudo aí! A relativização da religião como fundamento moral para o homem em primeiro lugar é a preparação para uma "libertação" dos limites morais explicitados e formalizados pela religião.

Em seguida vem o segundo golpe: a "libertação" das mulheres-mães da intervenção da hierarquia ("elite sacerdotal") ou da Tradição ("crenças fruto de uma história passada") que para ela é obsoleta ("já não é mais significativa nos dias de hoje"). 

E Ivone Gebara, em sua fúria destruidora de tudo que atrapalha sua sanha libertária não tem problema algum em afirmar seu credo na frase final, na qual sua fé relativista deita por terra a hierarquia, o Magistério. Afinal, claro está, para ela o Magistério apenas "se afirma" representante de Deus, mas efetivamente não o é.

Este é o pensamento de uma freira, de uma religiosa... Bem, na verdade não é. Se alguém se dispõe a escrever as asneiras que Ivone Gebara escreve, há muito que já deixou de ser freira. Ou isto ou ela vive em uma situação de constante contradição, o que pode até ser um caso patológico.

Seu texto é puro orgulho, sem qualquer argumento que preste. A hierarquia católica atrapalha sua agenda? Então ela vem e afirma que a hierarquia não tem qualquer fundamento. A própria religião aparece em seu caminho? Pronto, ela afirma que a religião é obra meramente humana. A Tradição a limita? Ela diz que os tempos são outros, ora!

Em que ela se fundamenta? Em si própria, claro. A medida de Ivone Gebara é ela própria. Isto lhe basta. Quanto orgulho...

***

Mas, passada a chatice gebariana, é para se perguntar novamente: o que um texto destes, que nada mais é que uma defesa do tal "direito ao aborto", faz em uma página de uma pastoral católica? O que um lixo destes tem a ver com o catolicismo?

Um texto cuja única função é relativizar a religião, enxovalhar a hierarquia e a tradição, e tudo com o único objetivo de alçar o aborto a um direito. O que este troço faz no blog da PMM-BH?

Como coloquei no início desta postagem, a PMM-BH já tem histórico de usar seu blog para dar voz a abortistas. Pressionada, a pastoral resolveu tripudiar com os que se indignaram contra o absurdo: retirou o texto da Secretaria de Política para as Mulheres, mas colocou um link para o texto. Ok!

E não é que agora, poucos meses depois, a PMM-BH resolve tripudiar mais um pouco com os católicos que encaram seriamente sua fé? Pois como classificar de outra forma que a PMM-BH divulgue em seu blog um texto que a pretexto de defender o "direito ao próprio corpo" (e para os nascituros resta o lixo, certo?) rebaixa a religião a coisa meramente humana, desautoriza a hierarquia, chama a Tradição -- um dos pilares da Fé Católica -- de coisa ultrapassada, isto e outras coisas mais. 

O que este lixo travestido de Teologia faz em uma página de entidade católica?

Quando retirou o texto da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a PMM-BH dizia que o texto nada mais era que uma tentativa de informar. Fora isto, a PMM-BH, afetando uma indignação que não lhe cabia de forma alguma, assim se pronunciou:
"As pessoas que teceram comentários ofensivos e abusivos em relação ao trabalho da Pastoral da Mulher, poderiam ter usado do diálogo e terem apresentado críticas construtivas, que viessem contribuir. Nosso trabalho é sério, idôneo e está totalmente de acordo com a Pedagogia de Jesus. Nossas portas estão abertas para o diálogo e para quem desejar conhecer a entidade e a realidade que enfrentamos."
A chamada ao diálogo é simples jogada para a galera. Na postagem houve dois comentários feitos por leitores no dia 02/08/2010, e ambos ficaram sem resposta por parte da PMM-BH. Um dos comentaristas até mesmo pergunta claramente qual é, afinal, o posicionamento da PMM-BH em relação ao aborto, se a entidade está com a Igreja ou não.

Resposta? Nada. "Diálogo"? Zero.

Parece que a divulgação do lixo saído da pena de Ivone Gebara serve bem como resposta ao comentarista que cobrava posicionamento da PMM-BH, não?

É de se estranhar, também, que o tal desejo de informar da PMM-BH jamais deu uma linha de espaço em seu blog para qualquer manifestação Pró-Vida. 

Que coisa, não? A tal informação só parte de quem vê o aborto como um direito.

E agora, para finalizar, uma informação que diz muito: a fonte do texto de Ivone Gebara publicado no blog da PMM-BH é o site ADITAL, um antro de escritos esquerdistas. Mas o que mais mostra o fundo do poço que a PMM-BH se meteu é quando vemos que o texto da "teóloga feminista" foi produzido para um seminário de multiplicadoras das Católicas pelo Direito de Decidir ocorrido em São Paulo.

Desnecessário dizer qualquer coisa sobre esta entidade... Sua luta pela legalização do aborto é notória a qualquer um e a PMM-BH, ao reproduzir um lixo produzido na medida para ajudar na luta pela liberação do aborto, mostra a quantas vai sua disposição de tripudiar com a Fé que deveria seguir.


quarta-feira, fevereiro 02, 2011

D. Manoel Pestana Filho, R.I.P.

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Mesmo com algum atraso, coloco abaixo um texto de Pe. Lodi sobre o falecimento de D. Manoel Pestana Filho. 

Se no Brasil houvesse mais bispos como o falecido D. Pestana, que colocava as coisas de Deus e o bem das almas acima de tudo, provavelmente nossa situação seria bem outra.

O movimento Pró-Vida brasileiro tem muito a agradecer a D. Manoel Pestana Filho, como pode ser lido no texto do padre. Os não-nascidos que aqui sofrem o ataque de uma sociedade que os enxerga apenas como um produto a ser descartado ganharam um grande intercessor no Céu.


***



Sobre a morte de meu Bispo Emérito


Desejo escrever melhor em outra ocasião, mas não quero deixar este momento em branco. No sábado passado, 8 de janeiro, por volta das 9 horas, faleceu Dom Manoel Pestana Filho, em Santos (SP). A Providência Divina quis que ele morresse na mesma cidade onde nascera e fora ordenado Bispo.

Estava lá de viagem, em visita a seus familiares e amigos. Faleceu no convento das irmãs  da Toca de Assis, antes que pudesse retornar a sua casa em Anápolis (GO). O motivo da morte parece ter sido um enfarto.



Bispo Diocesano de Anápolis de 1979 a 2004, Dom Manoel conseguiu atrair a sua diocese do Centro-Oeste brasileiro gente de toda a parte. Ouvia-se dizer que lá havia um Bispo corajoso, fiel ao Magistério, obediente à Igreja. Fora apelidado "um novo Atanásio" por Dom Marcos Barbosa, monge beneditino do Rio de Janeiro.



Da Alemanha, os cônegos regulares da recém-restaurada Ordem da Santa Cruz  vieram para Anápolis onde fundaram o "Institutum Sapientiae", com o carisma específico de se dedicar a formação do clero. Era lá que os seminaristas diocesanos (inclusive eu) tinham suas aulas.

Quanto ao seminário, Dom Manoel empenhou-se pessoalmente em construí-lo. As primeiras instalações foram sua própria residência episcopal. O corpo docente era constituído (quase?) exclusivamente pelo Bispo, até que os cônegos regulares viessem ajudá-lo.

Quando, atraído por sua fama, transferi-me da Arquidiocese do Rio de Janeiro, onde estudava, para a Diocese de Anápolis, em 1989, o seminário Imaculado de Maria funcionava, não mais  na casa episcopal, mas em outro lugar provisório: a "casa do sacerdote e das vocações sacerdotais", projetada para servir de abrigo a padres idosos. Somente bem mais tarde, em 2004, seria inaugurado o prédio definitivo que hoje abriga os seminaristas.



Para falar a verdade, quando cheguei, percebi que a Diocese de Anápolis não tinha nada de mais. Era simplesmente uma diocese católica. No seminário rezava-se o terço, fazia-se adoração eucarística e leitura espiritual. Falava-se de Nossa Senhora com a familiaridade de filhos, sem aquele temor constante de evitar eventuais "exageros". Na faculdade, estudava-se a filosofia tomista e a teologia católica. Grande apreço era dado aos documentos do Concílio Vaticano II, que serviram de base para diversas das disciplinas que estudei. Quanto à liturgia, encorajava-se recitar o "Novus Ordo Missae", do Papa Paulo VI.

Nunca vi uma ordem de Dom Manoel obrigando os padres a vestirem batina. No entanto, nós o imitávamos espontaneamente. Sua mais eloquente pregação era o exemplo.



Ao contrário do que falsamente foi depois atribuído a ele, Dom Manoel tinha um espírito muito aberto. Desejava a unidade, mas não exigia a uniformidade. Respeitava o carisma que o Espírito Santo suscitava em cada pessoa, em cada grupo, em cada movimento, em cada comunidade.



Nunca o vi orando em voz alta e de mãos levantadas. No entanto, ele se dava muito bem com os membros da Renovação Carismática Católica (RCC), desde fossem fiéis a fé e à moral católicas. Quando se falava dos abusos da RCC, ele replicava dizendo que cabia aos padres vigiar para corrigi-los. "Mas - dizia ele sempre - não devemos apagar a mecha que ainda fumega".



Todas as vezes em que presenciei Dom Manoel celebrar, fosse em público, fosse em privado, na capela de sua residência, ele usou o "Novus Ordo Missae" (forma ordinária). No entanto, ela não se importava se em sua Diocese algum sacerdote quisesse celebrar a Missa de São Pio VI (forma extraordinária). Nem recusava algum convite de celebrá-la se alguém lhe pedisse.



Ele gostava de repetir um adágio de autoria, se não me engano, do grande reformador São Carlos Borromeu: "omnia videre, multa tollerare, pauca corrigere" (ver tudo, tolerar muitas coisas, corrigir poucas). As poucas coisas que ele se sentiu obrigado a corrigir custaram-lhe uma violenta perseguição. Uma delas foi a introdução da confissão auricular e individual, tal como prescreve o Direito Canônico. Conta-se que, recém-chegado à Diocese, ao anunciar que na Catedral havia padres prontos para ouvir confissões, ele foi alvo de uma grande vaia. Após essa humilhação pública, os que restaram dirigiram-se aos sacerdote a fim de se confessarem.



Suas refeições eram sempre simples. Bondosamente ele dividia sua mesa com qualquer visitante, até o mais ocasional. Às sextas-feiras, ele dava folga à cozinheira. Era o seu dia de jejum. Certa vez, almoçando em sua casa, fiquei sabendo que ele próprio preparara o  delicioso "estrogonofe de atum" que estava sendo servido.



Sua disponibilidade contínua para com o povo, fazia com que ele não encontrasse tempo para escrever livros. Escreveu numerosos (e inflamados) artigos, entre os quais aquele que em 1987 valeu-lhe o título de "novo Atanásio" dado por Dom Marcos Barbosa. Mas não se dava o direito de concentrar-se para escrever do início ao fim uma obra longa. A única exceção foi seu livro "Igreja doméstica", sobre o matrimônio e a família, publicado em 1980.



Embora sempre estivesse risonho e bem humorado, havia certas coisas que o enchiam daquela ira santa que experimentou Jesus diante dos vendilhões no Templo. Uma delas era o aborto. Outra era o atentado à inocência das crianças. A família era tema recorrente em suas pregações. Não conseguia conceber um apostolado que não fosse centrado na união perpétua de vida e de amor entre um homem e uma mulher, com abertura à geração e educação da prole.



Foi ele que em pessoa resolveu fundar em Anápolis o movimento Pró-Vida em 1989, quando recebeu em sua diocese a visita de um grupo de militantes da "Human Life International" (HLI) dos Estados Unidos, acompanhados de Mons. Ney Sá Earp, grande líder pró-vida do Rio de Janeiro. O Pró-Vida de Anápolis funcionou de início na própria Cúria Diocesana, dirigido pessoalmente por ele, juntamente com alguns leigos. De lá saíam os que iam aconselhar gestantes, dar palestras em escolas e fazer manifestações contra o aborto. Ele próprio introduziu o costume de se fazer, em cada dia 28 de dezembro, a Marcha dos Santos Inocentes, na qual crianças atravessavam as ruas da cidade enquanto adultos falavam ao megafone contra o aborto.



Quando, assustado pelo perigo da iminente legalização do aborto no Brasil, sugeri a Dom Manoel que organizássemos uma caravana a Brasília, a resposta foi um "sim" entusiástico. Em 16 de agosto de 1996, ele se dirigia à Praça dos Três Poderes juntamente com cerca de 3000 pessoas portando faixas e cartazes pró-vida. Naquele ano e no ano seguinte, estava em pauta o perigoso Projeto de Lei 20/91, que pretendia obrigar o SUS a praticar aborto. Quase toda semana tínhamos que ir a Brasília em ônibus fretados para impedir a aprovação do projeto. Conosco estava sempre Dom Manoel, que deixava de lado todos os seus afazeres na Cúria Diocesana.



O grande legado de Dom Manoel foi a criação do Pró-Vida de Anápolis, que foi registrado em cartório, com personalidade jurídica, somente em 1997, e subsiste até hoje. No Estatuto, ele fez questão de incluir a defesa da família ao lado da defesa da vida. E entre os objetivos, colocou a formação para a castidade.



Os que se consideram adeptos do progresso, deveriam ter conhecido a figura desse Bispo. Era fascinado pelas novas tecnologias a serviço da evangelização: rádio, televisão, cinema, Internet. Tinha o sonho de criar uma emissora de rádio e uma de televisão na Diocese. Prestigiou pessoalmente a inauguração da Rede Vida, que ele via como uma grande esperança de penetração do Evangelho nos lares católicos. Mesmo antes que a Internet chegasse ao Brasil, ele já procurava fazer os seminaristas se familiarizarem com o recurso à informática. Em 1996, ele aprovou com entusiasmo o sítio do Pró-Vida de Anápolis, uma das primeiras páginas a entrar no ar em defesa da vida e da família. Tudo que era inovação, desde que não ferisse o imutável depósito da fé, era bem-vindo.



A paixão de Dom Manoel pelos livros se manifesta em sua colossal biblioteca, que foi colecionando ao longo dos anos. Depois de se tornar emérito, em 2004, foi difícil terminar de catalogar toda aquela multidão de obras. Ele, porém, não se dava por satisfeito, e estava sempre comprando "coisas novas e velhas": livros recém-editados ou preciosidades vendidas no "sebo".



Sempre com uma saúde debilitada, há muitos anos ele se dizia "moribundo em precário estado de conservação". Já havia sido levado várias vezes à UTI e recebido outras tantas vezes a Unção dos Enfermos. Ultimamente fora bem sucedido em uma cirurgia nos joelhos, que fez com que pudesse andar (embora com o auxílio de uma bengala) sem necessidade da cadeira de rodas. Não esperávamos que ele morresse no dia 8, antes de retornar a nós. Mas, pensando bem, há muito não deveríamos nos surpreender com uma eventual (embora triste) notícia de sua morte.



Há poucos meses, em visita a sua casa, eu lhe falara do plano de ele terminar seus dias em uma nova sede do Pró-Vida de Anápolis, que seria construída em um terreno a ele doado em 1989. Ele ficou muito entusiasmado. Respondeu sorrindo e batendo as mãos. Deus porém preparava para ele uma casa melhor. E em um prazo menor.



Uma das coisas que deve ter acelerado sua morte foi sua angústia (mortal?) pela situação política do Brasil. Ele se afligia sobremaneira ao ver nosso país ser invadido e dominado pelo terrorismo vermelho, que não poupa o respeito à vida nem à família. Nestas últimas eleições, ele lançou um apelo ardente a seus irmãos no episcopado (http://www.providaanapolis.org.br/apelard.htm). Sua voz encontrou eco em alguns Bispos, em especial os do Regional Sul 1, que se coligaram para denunciar o plano do PT de implantar a cultura da morte no país. Quando foi anunciada a vitória de Dilma, ele se abalou sobremaneira. No entanto, escreveu-me recomendando coragem, uma vez que "uma batalha perdida não é uma guerra desperdiçada". E ainda: "Deus não exige de nós a vitória, mas a luta".



A morte de Dom Manoel está longe de ser um sossego para os promotores do aborto. Ao contrário: à semelhança do grão de trigo, que só dá frutos quando morre, da morte desse Bispo devemos esperar grandes frutos para nossa terra. Ele morreu como vítima, oferecida com Cristo em nosso favor. Agora, ganhamos um intercessor junto ao Pai.



A Dom Manoel, sepultado na Catedral ontem, minha saudade, minha gratidão e minha admiração. Mas sobretudo meu amor.

Lembre-se de nós, que gememos e choramos neste vale de lágrimas.

Permita-me repetir a jaculatória que o senhor mesmo nos ensinou:
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto".


--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
0 Anápolis GO
Caixa Postal 456 75024-9
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"