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quinta-feira, março 31, 2011

Sociedade e aborto: uma resposta

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Recebi o seguinte comentário de Ikah na postagem "Palavras de mães: #QuantosEuTeAmo ?":

"sou a favor do aborto, acredito que é uma decisão que cabe a mulher tomar, os filhos indesejados hoje no brasil são grandes causadores e vítimas de comportamentos degradáveis e violentos. temos o crescente abandono, os traumas, a deliquência juvenil, os mal tratos infantis, abusos sexuais.
infelizmente na nossa sociedade atual temos mães muito novas, temos filhos renegados, estamos gerando ódio. só nos preocupamos com os não vivos e esquecemos dos já nascidos, é muito fácil quando a situação não é conosco, que não temos que cuidar de crianças com um sálário mínimo, quando somos tão filhos quanto nossos filhos.
falta de responsabilidade sim, mas em compensação o que é melhor ? criar um filho que ao descobrirmos passamos a odiá-lo, a querer não `tê-los, isso sim é uma crueldade, ou então, por causa de uma lei, temos o diagnostico de uma anencefalia e a mãe que tanto espera pelo seu primeiro filho deve o aguardar morto em seus braços."

* * *

Abaixo segue o meu comentário ao comentário de Ikah:

"Sou a favor do assassinato, acredito que é uma decisão que cabe ao assassino tomar".

A frase acima caberia perfeitamente na boca de quem defendesse o assassinato. Estou reduzindo teu pensamento ao absurdo? Não, nem é preciso, pois ele já é absurdo por si mesmo, servindo até para justificar o assassinato. Note-se que nem há diferença entre o que você escreveu e a fictícia frase de quem defendesse o assassinato: nas duas, há uma vítima e há alguém que acha que tem o poder de vida ou morte sobre um inocente. O trágico, no caso do aborto, é que uma mãe tome o lugar do assassino ao tirar a vida de um ser que sequer tem voz clamar por sua existência.

Vejo, aliás, que você quer jogar a culpa pelos problemas da sociedade brasileira, muitos deles estruturais, nas costas dos filhos indesejados. Aliás, quem são os filhos desejados? Quantos de nós pode realmente falar que veio ao mundo como resultado de um planejamento perfeito de seus pais? Quantos de nós não viemos à luz como uma surpresa para nossos genitores? Nem por isto a maioria da sociedade é de gente com "comportamentos degradáveis e violentos". Mil desculpas, mas isto é encarar o problema de nossa sociedade de forma simplista ao extremo e creio que você possa mais do que isto.

A degradação da família, a ausência do estado nas áreas em que devia se mostrar presente, a crescente secularização, a falta de educação, etc., são algumas das causas de nossa derrocada como sociedade. No entanto, o que você propõe é uma solução simplória: liberar o aborto.

Não sei se você notou ou se foi apenas um ato falho, mas você contrapôs "não vivos" e "já nascidos", o que é absurdo quando o assunto é aborto. Jamais o fruto da concepção é um "não vivo"; se fosse, não se estaria discutindo o aborto. Se foi de caso pensado, creio que você precisa se aprofundar mais no assunto, pois o que vai no ventre da mãe, mesmo daquela que pensa em abortar, é um ser humano vivo como eu ou você e que tem o mesmo direito à vida. Se foi apenas um ato falho, seria bom que você não o cometesse novamente.

E quem esquece dos já nascidos? A sociedade como um todo? Creio que era isto que você queria dizer. Digamos que sim... Então a solução por você defendida é que a esta sociedade, que se mostra negligente, que se mostra indiferente, seja dada a possibilidade de aborto? Não é isto pura e simplesmente jogar lenha na fogueira cujo fogo já vai bem alto?

Tome, como exemplo, uma sociedade como a dos EUA, onde desde 1973 o aborto é liberado. Segundo teu raciocínio aquela sociedade deveria ser hoje um mar de rosas, não? No entanto, o que temos? Individualismo, abandono, mulheres perdendo o sentido da maternidade, pais que valorizam mais as carreiras que o bem estar dos filhos, sexualização extrema de indivíduos cada vez mais jovens, degradação moral, etc.

Outro exemplo, ainda mais radical? Que tal focar na Rússia? Lá é comum mulheres fazerem vários abortos durante sua vida reprodutiva e a degradação daquela sociedade é patente, principalmente devida à sua herança comunista, misturada com uma complicada passagem à economia de mercado que levou à corrupção desenfreada, ao crime organizado, etc. Caso queira, favor dar uma olhada em duas postagens aqui no blog em que comento sobre a Rússia ("A enganação feminista e a realidade do aborto" e "A triste Rússia e um ótimo blog") e o abortismo daquela sociedade.

Ou seja, o "direito" ao aborto não faz virtuosa nação alguma, muito ao contrário. Na verdade, as evidências mostram que é o início de uma derrocada cujo destino é o fim. Não é à tôa que na Rússia já há até mesmo campanhas de incentivo à maternidade, tamanho é o problema que eles criaram para si mesmos. No Japão, país onde o aborto é liberado há décadas, há localidades em que as escolas infantis praticamente não têm mais alunos, dado a ampla procura pelo aborto, a busca desenfreada pelo sucesso profissional e financeiro e uma mentalidade contraceptiva que se enraizou na sociedade. Na Europa, várias nações estão morrendo aos poucos devido à baixa taxa de natalidade.

Ou seja, mesmo esta abordagem econômica em relação ao aborto -- que, ao meu ver, não toca no ponto principal da questão -- só mostra os malefícios para a sociedade da prática.

Sobre teu último ponto, a anencefalia, creio que você comete novamente o erro de pensar que o que está no ventre da mãe está morto. Não está. No ventre está um bebê gravemente doente, que provavelmente terá pouco tempo de vida devido ao seu grave problema de saúde. Morrer todos nós vamos, seja no minuto seguinte ou daqui a 100 anos. Não é o tempo e nem a qualidade desta vida que lhe dá dignidade, pois ela é digna em si mesma.

Cada criança concebida, em qualquer situação, é sempre uma oportunidade para amar e crescer neste amor. Há pais de bebês anencéfalos que escolheram -- esta é a única escolha! -- amá-los durante todo o tempo de suas vidas, intra e extra-uterina. Caso você também queira, favor dar uma olhada nas páginas http://www.anencephalie-info.org/p/index.php e http://www.anencephaly.net/ e lá poderá checar os depoimentos de pais que passaram por esta experiência. Crueldade, na verdade, é quem nega a seu filho um amor tão grande quanto o mostrado pelos pais destas crianças.

Em resumo, Ikah, eu acho que você deveria se aprofundar mais no assunto, e não apenas emitir uma opinião infundada sobre uma questão tão complexa e que envolve a vida de inocentes. Pelo que notei, você busca mesmo a verdade... Continue, pois, nesta procura e tenho certeza de que você se surpreenderá aonde serás conduzida.

terça-feira, março 22, 2011

Palavras de mães: #QuantosEuTeAmo ?

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Em tempos em que forças obscuras começam a se movimentar novamente para liberar a matança de crianças gravemente doentes sob pretexto humanitário, as palavras de mães que vivenciaram a experiência são mais do que bem-vindas.

A um médico é fácil jogar na cara de mães e pais um diagnóstico (que sempre tem a possibilidade de ser falho) e sugerir ou aconselhar o término da gravidez, pois não será ele que terá que arcar com as conseqüências físicas e psicológicas.

A uma feminista, um bebê anencéfalo é nada mais que uma oportunidade, como pode ser lido na revista Estudos Feministas, vol. 0 n° 0 do 2° semestre de 1992:
"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."

Os bebês anencéfalos, seres humanos gravemente doentes, são, para tais pessoas, apenas parte de uma "etapa tática" até a liberação total do aborto. Bem sabem eles que cada pequena flexibilização lhes é proveitosa.

E é por isto que o depoimento destas corajosas mulheres, que tiveram a coragem de levar à frente uma gravidez mesmo contra os conselhos médicos, ou que tiveram a coragem do arrependimento contribui muito para mostrar que a medida para lidar com a vida não é o tempo, mas o Amor.

sexta-feira, março 18, 2011

O que São Francisco de Assis diria?

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A foto que vai ao lado foi tirada por mim em 17/03/2011 no elevador do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, localizado no Centro desta cidade. Desculpando a falta de foco (câmeras de celular não prestam...), o que se vê é um cartaz convocando os fiéis para que compareçam ao local do discurso do presidente norte-americano Barack Obama, que aconteceria na Cinelândia, região também no Centro, a algumas dezenas de metros.

Quis a Providência Divina que o dito discurso tenha sido cancelado. Isto porém não diminui o absurdo que seja um cartaz convocando fiéis católicos para o discurso de um dos maiores abortistas do mundo.

Os fiéis, que para ali se dirigem todos os dias durante a semana a buscar o sacramento da reconciliação ou para assistir Missa, talvez não saibam do histórico do presidente norte-americano em relação ao aborto. Obama é um abortista exemplar, defende o tal "direito ao aborto" em todas as situações.

Obama é tão coerente com sua fé abortista que ele é favorável até mesmo ao "Aborto por Nascimento Parcial" ("Partial Birth Abortion"). Neste procedimento o corpo da criança é puxado para fora do útero da mãe até que apenas sua cabeça fique ainda dentro do corpo de sua mãe. Após isto o médico-açougueiro enfia tesouras no crânio do bebê e ali abre um buraco por onde será enfiado um tubo de sucção para sugar o cérebro da criança. Este horror pode ser visto abaixo.


É isto que Obama e outros abortistas como ele defendem. Ele, um dos maiores abortistas do mundo, é bem coerente com o seu abortismo, pois quem defende um tipo de aborto defende todos os tipos, sem exceção.

Onde está a incoerência é exatamente onde ela não deveria estar, junto aos franciscanos do Convento de Santo Antônio! Desconheço quem seja o responsável pelo afixamento do cartaz, mas o fato é que causa estranheza ver tal peça exposta no elevador de uma igreja católica e isto atinge a todos os freis que lá vivem. Para um católico nada há a admirar em um homem que é capaz de defender o horror que vai acima. Os franciscanos do Centro do Rio, ao ajudarem a divulgar um evento envolvendo um abortista do porte de Obama, estão ajudando a aumentar a já insana idolatria envolvendo este político, e uma idolatria que tem boa dose de racismo, é bom que se diga. Além do mais, no meio católico já há gente suficiente tendo êxtases toda vez que pensa em Obama, não precisamos de mais.

Há freis neste convento que admiro muito e creio que nem todos tem ciência de certos fatos envolvendo o presidente norte-americano. Infelizmente, por causa da atitude ou omissão de alguns a missão evangelizadora deste convento foi manchada com esta divulgação absurda.