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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Universidades Católicas: chegará a vez do Brasil?

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Segundo notícia veiculada no LifeSiteNews, a Universidade Católica do Peru está sendo alvo de um ultimato para se adequar aos ensinamentos da Santa Igreja. Ou isto ou perdem o título de instituição católica e sofrem as conseqüências: materiais, administrativas, financeiras, etc.

Palmas, muitas palmas para o Vaticano. Espero que a Santa Sé volte seus olhos também para o que acontece por aqui no Brasil, onde as instituições católicas de ensino superior -- não todas, claro... --, notadamente nossas PUCs, tornaram-se antros de gente que só busca maneiras de fazer algum mal à Igreja.

Exemplos? Seguem alguns:

1) A já falecida feminista e socióloga Heleieth Saffioti, quando ainda professora da PUC-SP, escreveu uma réplica a um artigo do Dr. Cicero Harada (“O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto”), no qual escreveu tal trecho, entre outras coisas de igual calibre:
"O Dr. Procurador preferiu discutir a questão no campo religioso, tecendo loas ao Papa João Paulo II, o Papa da morte. Obviamente, na medida em que condenava o uso do preservativo masculino, permitindo apenas a abstinência (quem poria seu próprio pescocinho sob a guilhotina, apostando que os jovens se abstêm de sexo?), auxiliou o crescimento do contingente contaminado com HIV. João Paulo II conhecia bem a sociedade do espetáculo, tendo-o preparado para seu enterro. Irmão gêmeo, em idéias, do então presidente da congregação e hoje Papa Bento XVI, sabia sobejamente que sua obra teria continuidade por muitos e muitos anos." ("Manifestação de Heleieth Saffioti")
Esta professora lecionou na PUC-SP durante 16 anos e só podemos imaginar o que andou ensinando às levas de alunos que passaram por suas mãos. Detalhe: após ser demitida devido a problemas financeiros da PUC-SP ("Chororô na PUC-SP: Feminista demitida há 4 anos ainda reclama"), a professora ainda teve a cara-de-pau de dizer que sua demissão foi por motivos ideológicos devido a ela ser favorável ao aborto e por ter se exposto no caso do debate com o Dr. Cicero Harada.


2) Conforme divulgado no site "Jornada Cristã", a PUC-MG promoveu um curso de extensão, "Direito à diferença", voltado para professores do ensino fundamental. Eis o que escreve Matheus Cajaíba, responsável pelo site, sobre o conteúdo do curso:
"Um dos módulos do curso trata do assunto “Representações sobre gênero e orientação sexual: ‘Mitos’ e ‘Verdades’“. É claro que o curso tem como objetivo promover a ideologia gayzista, servindo de fachada para o pleno exercício, em uma universidade católica, do ativismo homossexual. Trata-se de enfiar na cabeça dos professores, à força, para que depois eles enfiem na cabeça das crianças, sob o eufemismo “educação”, a noção de que o comportamento homossexual é natural e deve ser considerado legítimo – pior ainda: que todas as vozes dissonantes em relação a esse ponto de vista devem ser caladas e a oposição ao homossexualismo deve ser criminalizada. Isso está acontecendo em uma instituição universitária católica, que deveria estar promovendo os valores do evangelho, mas contribui para a realização da agenda dos movimentos ativistas homossexuais." (negrito no original)
É preciso dizer algo mais?


3) Em 2009, na Associação de Professores da Universidade Católica da Goiás, quem por lá passava poderia ver afixado um cartaz do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), órgão vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (a mesma que agora tem a abortista Eleonora Menicucci como ministra), fazendo a apologia do direito das mulheres de abortarem bebês anencéfalos.




***



E a lista poderia prosseguir mais e mais. Isto é uma pequena amostra do que acontece nas instituições católicas de ensino superior no Brasil e que vem há anos causando escândalos nos católicos que realmente tentam viver saudavelmente sua fé.

Eu gostaria muito de saber o que a Universidade Católica do Peru fez de tão grave para merecer este ultimato, pois minha impressão é que provavelmente a mesmíssima coisa acontece por aqui há muito tempo, sem que haja um bispo para tomar alguma atitude.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Hora do abafa: abortistas correm para reparar gafe e erram novamente

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A rede de comunicação abortista continua seu trabalho obscuro de ficar lançando desinformação na grande mídia, que lhe é amplamente favorável.

Como o fantástico número de 200.000 mortes maternas devido a abortos ilegais não alçou vôo, apesar de ter sido divulgado até mesmo em sites de ONGs abortistas, a turma do abafa veio já em socorro da tremenda gafe cometida. O site "Aborto em Debate", ponta-de-lança virtual do abortismo nacional, resolveu lançar uma errata sobre o fantasioso dado de 200.000 mil mortes maternas, que eles mesmos haviam ajudado a divulgar. Ei-la:
“A questão dos abortos inseguros nos preocupa. Morrem 200 ao ano e 200 mil vai aos hospitais, e muitas com efeitos físicos, emocionais por uma gestação não desejada. Consequência do código penal, já tratado em 2007 nas observações finais, que orientou acelerar a legislação para suprimir as punições contra as mulheres que se submetem aos abortos. Lamentavelmente não vimos progressos neste sentido e se houve, pedimos para aclarar, inclusive em caso de anencefalia. O código penal é restritivo, apenas dois casos, nos casos de estupro se dispensou a autorização, mas os médicos se negam a faze-lo só com a palavra da mulher. Muitas mulheres não denunciam, com medo ou desinformação ou medo que a polícia as trate mal.”
Eles deviam fazer nova errata até acertar ou então mostrar a fonte que indica 200 mortes maternas anuais por motivo de abortos ilegais. Como já divulgado anteriormente aqui neste blog e como recentemente mostra uma tabela com os últimos dados do DATASUS (ver 1a. tabela), a média anual de mortes devido a abortos ilegais é de 11. Ou seja, mesmo consertando um dado errado -- o que já estava mais do que claro a todos -- os abortistas continuam a errar.

E por que erram? Ora... Erram porque não têm qualquer responsabilidade com a verdade. Erram porque lhes é muito útil aumentar enormemente o número de mortes maternas. Erram porque é conhecida tática abortista divulgar dados fictícios sobre o aborto. Erram porque o número real de mulheres que morrem devido a esta prática hedionda pouco lhes importa, contanto que seja grande o suficiente para flexibilizar o pensamento da população sobre o assunto, que é amplamente contrária ao aborto.

Volto a dizer: os números oficiais sobre o aborto estão disponíveis na página do DATASUS. Só erra sobre tais dados quem quer permanecer no erro. E gosta de permanecer no erro quem fica divulgando textos das mais variadas fontes desde que tragam informação que lhes seja útil, seja verdadeira ou não. E é assim que o site "Aborto em Debate" traz em outra de suas postagens o seguinte trecho, também tirado do jornal O Estado de São Paulo:
"Esses peritos não ficarão satisfeitos com a avaliação de que o assunto não cabe ao Executivo. Nesta semana, uma coalizão de 12 ONGs repassou à ONU dados que serão mencionados hoje. Um deles: o aborto de risco é o quarto maior motivo de morte materna no Brasil e a própria ministra admite que é a quinta causa de internação no SUS."
Mais uma vez, onde estão as fontes de tais dados? O que há disponível no DATASUS é que mortes maternas por motivo de abortos ilegais ocupam a 29a. posição entre as mais diversas causas de óbito materno (ver 2a. tabela). Ou seja, mais um dado que necessita uma errata, e esta, se vier, provavelmente estará errada, pois parece que a única coisa que não sai da pena de um abortista é a verdade.

E o caso é que esta profusão de dados divulgados por abortistas, este verdadeiro fetiche por divulgar dados errados sobre o aborto, é simples cortina de fumaça para evitar o ponto crucial da questão, que é lidar com a questão de que a cada aborto o que é eliminado cruelmente é uma vida humana. Este sim é um dado que nunca se verá em qualquer site abortista.

Pergunta abortista: E por que um bebê deveria viver?

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"Abortion is largely accepted even for reasons that do not have anything to do with the fetus’ health. By showing that (1) both fetuses and newborns do not have the same moral status as actual persons, (2) the fact that both are potential persons is morally irrelevant and (3) adoption is not always in the best interest of actual people, the authors argue that what we call ‘after-birth abortion’ (killing a newborn) should be permissible in all the cases where abortion is, including cases where the newborn is not disabled."
 [O aborto é amplamente aceito por motivos que nada têm a ver com a saúde do feto. Demonstrando que (1) fetos e recém-nascidos não têm o mesmo status moral de pessoas reais, (2) o fato de que ambos sejam pessoas em potencial é moralmente irrelevante e que (3) a adoção nem sempre é do melhor interesse de todos, os autores advogam que o que é chamado "aborto pós-parto" (matar um recém-nascido) deveria ser permitido em todos os casos onde o aborto também seja, incluindo nos casos em que o recém-nascido não é deficiente.]

O trecho acima é o "abstract" de um artigo publicado na revista "Journal of Medical Ethics" -- "After-birth abortion: why should the baby live?". À falta de acesso ao texto completo do artigo, só o assunto dá bem para ver a quantas anda o avanço da Ética Médica. Os autores, Alberto Giubilini e Francesca Minerva, partiram de premissas bem aceitas no mundo abortista para chegar à chocante conclusão de que não vêem problemas que recém-nascidos sejam mortos, mesmo os saudáveis. 

A conclusão é de revirar o estômago? É sim. É das coisas mais asquerosas e repugnantes que se possa ler, parece mesmo coisa saída do último círculo do Inferno. E isto independe de que se professe fé ou algo parecido, basta que se seja humano. Mas a verdade é que os autores chegaram à única conclusão possível dadas as premissas que eles mesmos elencaram, as mesmas premissas que são aceitas mundo afora por muita gente que fica servindo de apoio intelectual à causa abortista.

Quando se abre qualquer precedente para desumanizar o fruto da concepção, não haver qualquer limite para seu assassinato é mera questão de tempo. 

Os abortistas são mestres em arrumar novos nomes para mascarar a humanidade do embrião ou feto: "punhado de células", "pessoa em potencial", "parasita", etc. São mestres também em criar limites artificiais para permitir a matança: até o surgimento do sistema nervoso, até o bebê ser viável fora do ventre da mãe, até que o bebê possa ser considerado "pessoa", etc. Mas o que eles não conseguem, como pelo jeito prova o artigo publicado, é impedir a lógica de demonstrar o quão baixo pode-se chegar quando se tenta desumanizar o fruto da concepção.

A abortista Sybylla volta a espernear

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E não é que ela voltou? Pois é... Sybylla, a professora que há meses enviou comentário para cá utilzando vários pseudo-argumentos para justificar seu abortismo, resolveu espernear mais um pouco.

Tudo começou quando ela se incomodou com um post aqui do blog no qual eu mostrei o gritante contraste entre as feministas de ontem e as de hoje em relação ao aborto -- "Feministas: ontem e hoje"


Como é típico de abortistas, Sybylla tentou de tudo para mostrar que o aborto é uma coisa que beira a virtude. Atacou minha fé, criou falsidades emocionais, apelou a clichês diversos, etc. Nada de novo.

Infelizmente para ela, por aqui estas táticas são bem conhecidas. Talvez este método de Sybylla funcione na sala de aula, e lamento muito por seus alunos. Aqui, porém, ela vai conseguir nada. 

O novo esperneio de Sybylla veio em forma de dois comentários. O primeiro é este:

"Sem comentários pra tanta bobagem.
Sua opinião, ótimo.
Minha opinião não muda por causa dessa postagem. Você pode dizer o que quiser, distorcer o que eu disse e camuflar a verdade. Meia dúzia de células não valem a vida de uma mulher.
Mas já que minha cabecinha é pequena demais e você foi absolutamente ignorante nas suas colocações, eu nem vou comentar o tamanho de impropérios que você postou acima."

A professora é daquelas que diz "sem comentários" e já vai comentando. Eu sempre gosto de falar que se uma coisa é "bobagem" deve ser moleza rebatê-la, não é mesmo? A professorinha, pelo jeito, parece que gosta apenas de falar "Bobagem!" e nada mais. Espero que ela faça melhor com seus alunos, mas não apostaria minhas fichas nisto, pois certos hábitos são difíceis de serem mudados.

Sybylla faria bem melhor se explicasse onde foi que eu distorci sua mensagem. Onde foi que ela escreveu A e eu disse que tinha sido B? A professora, aliás, parece ter dificuldade em separar opinião e verdade, ela se agarra à sua opinião e acha mesmo que ela passou a ser a verdade. Coitada... E é por isto que ela continua escrevendo tantas besteiras até mesmo em uma curtíssima mensagem.

"Meia dúzia de células não valem a vida de uma mulher"??? É esta uma das verdades da professora? Então quantas células valem a vida de alguém, Sybylla? Uma dúzia? Duas? Mas quem é que está contando, não é mesmo? Afinal qual é o critério para que um inocente não possa ser morto, Sybylla? O mínimo que ela deveria fazer era explicar melhor o que vai em sua cabecinha... Qual é, afinal, o método Sybylla para permitir que alguém viva? Quantas células temos que ter? Qual a raça? Olhos azuis ou castanhos? Pode ter algum defeito? E cabelo enrolado? Vale Síndrome de Down? 

O que está claro a qualquer um que seja honesto é que a posição abortista é insustentável; tão insustentável que uma abortista como Sybylla tem que chegar ao ponto de ficar contando células para decidir quem pode ou não morrer.

Não satisfeita com o comentário anterior, a professora resolveu enviar outro:
"Sou ateia, não tenho religiões, Jesus para mim é uma pessoa que realizou grandes obras, mas não é meu salvador."
Não compreendi o porquê deste comentário. Desnecessário Sybylla se dizer atéia ou sem religião, pois quem defende o aborto, seja quem for, até mesmo padres ou gente que vai à Missa todo dia, mostra por suas atitudes seu completo afastamento de Deus.

Mas há esperanças! Imagino que seja o subconsciente, mas o fato é que Sybylla, ao invés de escrever que "Jesus para mim foi...", escreveu "Jesus para mim É ...". Ou seja, o Senhor Jesus, para Sybylla, está presente! 

A manipulação abortista dos números do aborto no Brasil

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Que os abortistas mentem, só não sabe quem passou o último meio século em algum outro planeta. Só mesmo quem chegou ontem de Marte é que acredita que abortistas e ongueiros variados estão mesmo preocupados com a saúde das mulheres. A utilização da mentira como método é coisa já tão arraigada no movimento abortista que eles nem mesmo mais importam-se em mostrar números que sejam minimamente verificáveis. 

Se há coisa que deixa um abortista salivando é o número anual de mortes maternas. Trata-se de um verdadeiro fetiche abortista ficar divulgando que milhares de mulheres brasileiras morrem anualmente devido a abortos ilegais. Na verdade, não é apenas um fetiche macabro, é coisa de caso pensado, pois esta utilização de dados falsos já deu resultado em outras paragens, como revelou o Dr. Bernard Nathanson. A população dos EUA, de Portugal, Espanha e outros países já foram vítimas exatamente da mesma propaganda enganadora e o resultado foi sempre o mesmo: a matança desenfreada de bebês ainda no ventre de suas mães.

Em passado recente, a farsa preferida dos abortistas era referente ao número de abortos anuais. Os números já divulgados pela grande mídia já foram os mais diversos, de 1 a 4 milhões anuais, sendo que este último valor era "estimado" na década de 80, quando a população brasileira era muito menor que a atual.

Estes números abortistas, esta ficção criada nas centrais de desinformação abortistas, podem ser vistos em uma postagem antiga aqui deste blog -- "Veja e o aborto: números fictícios".

O fato novo é que os abortistas andam precisando de algum dado de peso para chocar a população brasileira. Como o mentiroso número de 1 milhão de abortos anuais já pegou na imprensa e mesmo assim o aborto ainda não foi liberado, há a necessidade de arrumar alguma coisa chocante para flexibilizar a opinião pública. Vem daí que os abortistas resolveram partir para o milagre macabro da multiplicação das mortes maternas.

Sabe-se lá o motivo, mas atualmente os abortistas tupiniquins resolveram elevar o número de mortes maternas devidas a abortos para 200.000 anuais. O número impressiona mesmo, pois seriam por volta de 540 mulheres mortas a cada dia, por abortos ilegais. Tomando-se como base o fictício número de 1 milhão de abortos ilegais, um em cada cinco abortos resultaria na morte da mãe junto com a do bebê ou bebês em seu ventre, mas estas últimas mortes não são muito do agrado dos abortistas. 

A incompetência dos aborteiros nacionais virou caso de repercussão internacional! A ONU, esta entidade totalmente isenta e que procura sempre o bem geral do planeta (??!!), atuando no papel bem ensaiado que lhe cabe nesta comédia, resolveu entrar na parada e cobrar uma solução do governo brasileiro.

Mas de onde vem essas 200.000 mulheres mortas? Ninguém sabe... Assim como ninguém sabe onde são feitos 1 milhão de abortos anuais. É uma mentira, uma ficção, uma enganação pura e simples, cuja finalidade única é servir à causa abortista da liberação total de um crime hediondo. Só que este número foi tão exagerado, tão absurdo que até mesmo ultrapassa os números fictícios de entidades abortistas internacionais, como a Planned Parenthood, que há alguns anos estimou em 70.000 o número anual de mortes maternas devidas a aborto em todo o mundo.

Ou seja, nem é o caso de a mentira divulgada pelo governo brasileiro ter pernas curtas; é caso de ela sequer ter algo para se locomover. A grande ironia é que quem deixa perneta a mentira abortista do governo petista são os próprios dados do DATASUS.

Os dados atualmente disponíveis na página do DATASUS indicam que a média anual está em 11 mortes decorrentes de tentativas de aborto. A tabela abaixo relaciona as mortes maternas relacionadas a abortos e o item O07 é exatamente o que indica o dado que, de 1996 a 2009, tivemos um total de 151 mortes devido a abortos ilegais.


Ou seja, o mínimo que o governo Dilma, assim como o de seu antecessor Lula, deveria fazer seria o pessoal da Secretaria de Mulheres combinar a mentira com o pessoal do DATASUS.

Mas deixemos um pouco a mentira governista/petista de lado e imaginemos que o aborto ilegal é mesmo um problema de Saúde Pública, exatamente como querem nos empurrar goela abaixo. Quem imaginou esta tática de flexibilizar a opinião da população através da criação de um dantesco quadro de mulheres morrendo às centenas diariamente na mão de aborteiros ou mesmo por suas próprias mãos, o fez porque contava com a boa índole das pessoas em geral, que seriam sensíveis a tão horrível imagem. Claro que eles também fazem questão de esconder que a cada aborto "bem feito" uma ser humano é cruelmente eliminado, mas isto é outra história...

A questão é que a ministra Eleonora Menicucci declarou o seguinte recentemente quando confrontada com seu abortismo:

"Minha luta é pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece"

Se a ministra quer mesmo ser coerente com sua luta para que nenhuma mulher morra durante a gravidez, o que não lhe falta é trabalho. Ainda utilizando os dados do DATASUS, eis uma outra tabela:


Nesta tabela estão relacionadas todas as causas de óbitos maternos, ordenada decrescentemente. Há de tudo um pouco... Mulheres que morrem devido a hemorragias, infecções, embolias, eclampsia, hipertensão gestacional, etc. Há causas que são claramente relacionadas à falta de condições hospitalares, à incompetência do pessoal de área, à falta de um pré-natal de qualidade, etc. Muitas mortes poderiam ser evitadas com uma coisa que vem faltando há muito em nossos governantes: vontade.

Curiosamente a ministra, a mesma que diz que é "sua" a luta para que o óbito materno seja varrido de nosso país, resolveu atacar o problema (e com armas erradas!) começando pelo item que ocupa a 29a. posição no ranking de causas de mortes maternas. Que esquisito, não? A mim parece que ela ou tem uma dificuldade tremenda de entender o que seja prioritário para salvar mulheres ou que ela e seu governo tem uma agenda própria e que não está nem aí para a morte de mulheres.

Ou seja, a escolha é simples: trata-se de incompetência e despreparo ou simples desfaçatez. Divulgar que 200.000 mulheres morrem anualmente devido a abortos ilegais serve bem a um propósito, mas não ajuda em nada às milhares de mães que morrem por motivos que poderiam ser evitados se o governo fizesse sua parte e realmente cuidasse da saúde da população necessitada ao invés de ficar querendo chamar de problema de Saúde Pública a morte de inocentes.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Eliane Catanhêde precisa checar seus dados sobre aborto

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A jornalista Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, precisa urgentemente checar seus dados. Hoje, em sua coluna no site da Folha de São Paulo, ela escreveu o seguinte:
"No caso do aborto, Dilma fica na posição do "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Como mulher, ela precisa avançar na discussão sobre o aborto legal, baseada numa questão de saúde e humanitária --já que milhares de mulheres morrem por abortos clandestinos. Como presidente, ela não pode virar as costas à forte bancada evangélica e principalmente à parcela religiosa da sociedade, que não é nada desprezível."
Como a colunista estava falando de Dilma e de Brasil, imagina-se que ela esteja limitando seus números ao nosso país. Da mesma forma, é de se imaginar, como é comum, que a conta seja o número de abortos anuais. Pois bem, a parte em negrito, as tais milhares de mortes decorrentes de abortos clandestinos, são uma ficção presente na imprensa brasileira e Eliane Cantanhêde só ajudou a mentira se sustenar um pouco mais. 

O caso, porém, é que os números do próprio governo desmentem o que foi divulgado pela jornalista. 

Conforme já foi mostrado aqui em texto anterior, o número de mortes constantes no DATASUS é muito inferior ao que a jornalista divulgou. O que podemos ver de 1996 a 2007 é o que segue na tabela abaixo:



De 1996 a 2007, a média é de 10 mortes maternas anuais. Milhares? Nem perto disto...

Mas quem gosta de ficar fazendo contas macabras são os abortistas. Aos pró-vida, que são o lado da história que prefere preservar tanto a vida da mãe quanto a do bebê, uma morte é sempre um drama e que poderia ser evitada. Aos abortistas, os números de mortes maternas servem de "argumentação" para venderem mais fácil a furada tese de que o aborto é apenas um problema de Saúde Pública. E é exatamente por isto que, para eles, no melhor estilo do PT-quando-era-oposição, quanto pior, melhor.

Típico dos abortistas, também, é simplesmente ignorar que a cada aborto "bem feito" o que é eliminado é uma vida humana. Eis um dado que Eliane Cantanhêde esquece de fornecer... E este sim, com certeza, ultrapassa dezenas de milhares.

Helio Schwartsman e seu novo paradigma abortista

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O articulista Helio Schwartsman está carente. Sim, carente de atenção. Como outros articulistas que infestam a imprensa brasileira (André Petry, Arnaldo Jabor, Gilberto Dimenstein e outros), gosta da polêmica fácil, característica dos superficiais e mal-intencionados com agenda própria. Sob a casca de inelectualidade que gostam de afetar o que vemos, na verdade, é o mais puro despreparo.

A polêmica fácil da vez é, claro, o aborto. Como sempre que o assunto aparece, não faltam os jabores, petrys e dimensteins para desviar o assunto para seu alvo predileto: a Igreja. Não são os únicos, claro, pois sempre que surge a questão do aborto, o que mais se lê por aí é a patota de sempre gritando "O Estado é laico!", ou "A questão não é religiosa!", ou ainda coisas piores do tipo "Católicos não devem opinar!". Claro que existem aqueles que apenas repetem os chavões de sempre quando desejam afastar qualquer coisa que seja parecida com um debate, bastando, para isto, segundo seu distorcido e desinformado pensamento, puxar da cartola o equivalente a água benta em vampiros: "E os casos de pedofilia?", "E a Inquisição?", etc.

Mas não Schwartsman. Ele não é do tipo que quer tornar católicos cidadãos de segunda classe no Brasil, pois isto deve ser fichinha para ele. Ele é mais chegado a, como um Dimenstein, trazer argumentos "irrefutáveis" contra o aborto. Dimenstein, aliás, foi dos poucos na imprensa com disposição para defender o governador Sergio Cabral filho quando este disse que a liberação do aborto poderia ajudar a resolver o problema da criminalidade. Faz sentido... A Dimenstein, superficial como só ele consegue ser, um político pífio e espertalhão como o governador do RJ cabe bem como seu ídolo.

Voltando a Schwartsman... Em um recente artigo, ele começa chamando de bálsamo a clareza da posição da ministra Eleonora Menicucci sobre o aborto. Para ele isto é ótimo, pois é um baita contraste em relação ao que aconteceu na última eleição, em que, segundo ele, os candidatos posaram como coroinhas. Em seguida ele declara dará contribuição ao debate por ter sido instigado a isto pela própria ministra aborteira/abortista. 

Só acredita que abortistas querem debater o assunto quem acredita em Coelho da Páscoa, Homem do Saco, Loura do Banheiro e coisas similares. Estou para ver um abortista que queira realmente debater algo, pois o que desejam é apenas impor suas distorções ao resto da população e nada mais.

Mas partindo do mandamento da aborteira, a quem ele já admira -- surpresa! --, Schwartsman em seu artigozinho explicita seu "argumento":
"O argumento central dos antiabortistas é o de que a vida tem início na concepção e deve desde então ser protegida. Para essa posição tornar-se coerente, é necessário introduzir um dogma de fé: o homem é composto de corpo e alma."
Como outras questões que envolvem a Igreja, Helio Schwartsman vai com tanta sede ao pote que o derruba e fica sem o conteúdo que lhe é tão precioso. O articulista comete um erro que é bem comum: julgar as coisas pelo o que imagina que elas sejam, sem dados que sustentem sua imaginação. Quanto o assunto passa pela Igreja, é este um dos erros mais comuns atualmente. Não à tôa, o saudoso bispo Fulton J. Sheen dizia que:
“There are not one hundred people in the United States who hate The Catholic Church, but there are millions who hate what they wrongly perceive the Catholic Church to be.” 
["Não há uma centena de pessoas nos EUA que odeia a Igreja Católica, mas há milhões que odeiam o que eles erroneamente acham que seja a Igreja Católica."]
Um erro destes, porém, cometido por uma pessoa que escreve para um jornal, mais parece má-fé pura e simples, pois o que não faltam atualmente são formas de buscar a verdade e se informar. Helio Schwartsman e tantos outros, porém, preferem o que é mais fácil, que é apostar na demonização da parte contrária.

Pelo "argumento" do colunista, um ateu jamais poderia ser pró-vida. E não é que a realidade nega isto? Existem até mesmo grupos de ateus com sites afirmando suas posições pró-vida (http://www.godlessprolifers.org/). Mas isto é só a cereja do bolo que vai na cara do articulista, pois sua tentativa de argumentar não se sustenta sequer dois segundos no ar, já que ela tenta desviar a questão de seu prumo.

A vida, e isto é dito pela própria ciência, inicia sim na concepção. Isto independe de qualquer opção religiosa ou mesmo da ausência de opção. Quando o espermatozóide fecunda o óvulo, o que há ali é já uma vida humana. Minha fé apenas me leva a saber que há algo mais que apenas matéria naquele momento, o que não acontece com um ateu pró-vida, que não consegue, devido à sua falta de fé, enxergar além da matéria, mas consegue compreender que o que ali está é humano já. 

Helio Schwartsman, acha que ali não há nada humano. Para ele o que há após a concepção deve ser o indefinível, o indizível, o nada. Ele consegue não enxergar aquilo que até mesmo alguns ateus mais evoluídos conseguem: que há vida humana após a concepção. O que lhe restou afinal? Negar a humanidade do feto? Baseado em que, apenas no seu "argumento" de que a alma não existe? Mas e a posição pró-vida de um ateu, que é baseada em evidências científicas exclusivamente sobre a matéria? Que teria o articulista a dizer?

A verdade é que, para usar um termo bem católico como forma de homenagear Helio Schwartsman, ele colocou-se no limbo quando o assuto é aborto. Ao tentar deixar a discussão toda para a infusão da alma, o colunista enfiou um balaço no próprio pé. Sua posição não é suportada por ninguém, nem por católicos, nem por ateus pró-vida, nem mesmo por cientistas. Aliás, a posição de Schwartsman é tão peculiar, tão inovadora, tão criadora de um novo paradigma na discussão sobre o aborto, que ele vai na contramão do que muitos abortistas admitem.

A conhecida feminista Camille Paglia, em um momento de franqueza extrema, foi bem sincera ao dizer que
"Por isso eu sempre admiti francamente que o aborto é um assassinato, o extermínio dos fracos pelos mais fortes. Os liberais [N. do T.: seria o equivalente aos esquerdistas brasileiros], na maior parte das vezes furtaram-se de enfrentar as conseqüências éticas de seu apoio ao aborto, que causa a aniquilação de indivíduos concretos e não apenas de pedaços de tecido."
Até mesmo gente que ganha a vida jogando seres humanos no lixo hospitalar admite o que Helio Schwartsman em sua superficialidade dogmática teima em contrariar. Em texto já publicado aqui no blog -- "A enganação feminista e a realidade do aborto" --, aborteiros admitem que o que fazem é o que os pró-vidas sempre disseram que é o aborto: o assassinato de um ser humano.

Outra conhecida feminista, a inglesa Antonia Senior, foi bem franca ao declarar ('Feminista abortista afirma: "Devemos estar preparadas a matar pela causa"'):
"O que está bastante claro para mim, na ausência de uma objetiva definição, é que um feto é uma vida, seja por qualquer medição subjetiva. Minha filha foi formada na concepção, e toda aquela mal compreendida alquimia, o acidental encontro de um espermatozóide com um determino óvulo, tornou-se minha querida filha, tendo sua personalidade já impressa naquele momento. Ela é ela mesma de forma única -- formada em meu útero, não pela minha criação."
A questão de se após a concepção já existe ou não um ser humano, hoje em dia, nem mesmo é mais uma questão. Só Helio Schwartsman parece não saber disto... 

Até mesmo feministas/abortistas velhas-de-guerra sabem que o caminho é arrumar subterfúgios para forçar as pessoas a esquecerem da humanidade do embrião. A ciência já afirma esta humanidade de maneira tão peremptória que os abortistas tornaram-se mestres em desviar desta verdade. Daí vem as tentativas não de negar a humanidade do embrião, mas de negar-lhe o status de pessoa. Vem também daí tentativas de dar um valor maior à vida da mãe do que à vida de seu filho. E assim seguem desviando do ponto principal, que é exatamente a humanidade do embrião, mas ninguém chega à sofisticação de um Schwartsman, que colocou-se em uma posição ímpar sobre a questão. 

Ninguém ainda teve a coragem de, como ele, atingir um nível de ridículo de tal magnitude para defender o indefensável. Quando até abortistas e aborteiros não descem tanto assim, é sinal que a desonestidade atingiu o topo. 

terça-feira, fevereiro 14, 2012

"É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção"

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S.S. Paulo VI
O artigo abaixo, aqui disponibilizado em uma livre tradução feita por mim, foi publicado no site Business Insider e mostra o que qualquer pessoa honesta pode concluir por si mesma: os efeitos da mentalidade contraceptiva em voga mundialmente foram devastadores na sociedade, na família, nos relacionamentos, na afetividade.

O Papa Paulo VI, com sua Humanae Vitae, atuou como um verdadeiro profeta dos dias atuais ao admoestar o mundo sobre as conseqüências da contracepção desenfreada e é exatamente isto que é abordado neste breve artigo de autoria de Michael Brendan e Pascal-Emmanuel Gobry.


***

É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção

Michael Brendan Dougherty e Pascal-Emmanuel Gobry


Retratar a Igreja Católica como "sem noção" é tão fácil quanto atirar em peixes em um barril. E nada torna isto tão fácil quanto a posição da Igreja contra a contracepção.

Muitas pessoas, incluindo nosso editor, perguntam-se por que a Igreja Católica simplesmente não volta atrás neste ponto. Tais pessoas dizem que a maioria dos católicos o ignoram, e que isto é "retrógrado". Ora! Estamos no século XXI! -- eles dizem. Eles não vêem o quanto isto é ESTÚPIDO -- gritam.

Eis o que temos, na realidade: a Igreja Católica é a maior e mais antiga organização do mundo. Ela enterrou todos os grandes impérios conhecidos pelo homem, de Roma à União Soviética. Ela tem unidades espalhadas por todo o mundo, presente em todas as áreas da sociedade. Ela nos deu alguns dos maiores pensadores, de Santo Agostinho a René Girard. Quando ela toma alguma atitude, geralmente é por uma boa razão. Todos têm o direito de discordar dela, mas não é que ela seja formada por um bando de branquelos empacados na Idade Média.

Então, o que é que há?

A Igreja ensina que amor, casamento, sexo e procriação são coisas que estão ligadas. Simples assim. E isto é muito importante. E embora a Igreja ensine isto há 2000 anos, provavelmente isto jamais esteve tão em evidência quando hoje.

As atuais restrições contra a contracepção artificial foram reafirmadas em um documento de 1969 escrito pelo Papa Paulo VI chamado Humanae Vitae. Ele alertou sobre quatro consqüências se o uso de contraceptivos fosse aceito:

- Queda generalizada dos padrões morais
- Um aumento na infidelidade e ilegitimidade
- A redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens
- Coerção governamental em matérias envolvendo reprodução

Algo disto soa familiar?

Claramente isto soa como o que vem acontecendo nos últimos 40 anos.

Como escreveu George Akerloff na revista Slate há uma década,

"Ao fazer o nascimento da criança uma escolha física da mãe, a revolução sexual fez o casamento e a criação dos filhos uma escolha social por parte do pai."

Ao invés de um casal sendo responsável pela criança que eles conceberam, uma expectativa que foi sempre suportada por normas sociais e pela Lei, agora nós vamos acostumados a pensar que nenhum dos pais é fundamentalmente responsável por seus filhos. Os homens agora consideram que seus deveres como pais são preenchidos meramente pelo ato de pagar o que o lhes é ordenado pela Justiça. Isto é uma dramática redução nos padrões da "paternidade".

E como mais estamos indo desde a grande revolução sexual? O casamento de Kim Kardashian durou 72 dias. Ilegitimidade: lá no alto. Em 1960, 5.3% de todos os nascimentos nos EUA eram de mães solteiras. Em 2010, foi de 40.8%. Em 1960, famílias de cônjuges casados atingiam 3/4 do total de famílias; já pelo censo de 2010, elas são apenas 48%. A coabitação aumentou 10 vezes desde 1960.

E se você não pensa que mulheres estão sendo reduzidas a meros objetos para satisfação do homem, bem-vindo à internet! Você está por aqui há quanto tempo? Coerção governamental: basta olhar para a China (ou mesmo para os EUA, onde uma legislação governamental sobre cobertura de contraceptivos é a razão porque estamos abordando este assunto atualmente).

É tudo isto devido à pílula? Claro que não. Mas a idéia de que contracepção largamente disponível não levou a uma dramática mudança social, ou que esta mudança foi exclusivamente para melhor, é uma noção muito mais idiota do que qualquer ensinamento da Igreja Católica.

Assim como é também ridícula a noção de que seja OBVIAMENTE IDIOTA alguém obter suas diretrizes morais de uma crença venerável (oposta a que? Britney Spears?).

Mas vamos ver um outro aspecto deste assunto. A razão pela qual nosso editor pensa que os católicos não deveriam crescer e se multiplicar também não se sustenta. A população mundial -- ele escreveu -- está a caminho de um crescimento "insustentável".

O Centro de Estudos Populacionais do Departamente de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU mostra o índice de crescimento populacional diminuindo durante as próximas décadas e sendo estabilizada por volta de 9 bilhões em 2050... e permanecendo assim até 2300. (E note-se que a ONU, que promove controle de natalidade e abortos pelo mundo todo, não é bem uma entusiasta do "crescei e multiplicai-vos").

Amplicando a questão, a visão malthusiana de crescimento populacional tem se mostrado bem presente a despeito de já ter sido provada como errada e já ter causado muito sofrimento humano desnecessário. Por exemplo, a China caminha para uma crise demográfica e social devido à sua distorcida política de um filho por casal.

Progresso humano é mais gente. Tudo que faz a vida melhor, da democracia à economia à internet à penicilina foi descoberto e construído por pessoas. Mais gente significa mais progresso. O inventor da cura para o câncer pode ser o quarto filho de alguém que tenha decidido não tê-lo.

O resumo é este:

É uma boa idéia para as pessoas crescerem e se multiplicarem; e a despeito de como você se sente sobre a posição da Igreja sobre o controle de natalidade, ela se mostrou bem profética.

Lulistas, dilmistas e petistas: E agora?

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Apesar de "obamista" não ser ainda verbete em nossos dicionários, claro está que a palavra indica aqueles que adoram, que amam de paixão ao presidente norte-americano Barack Obama. 

Como o coração tem motivos só por ele conhecidos, ninguém sabe muito bem porque tanta gente aqui no Brasil simpatiza com ele. Talvez seja porque muitos o imaginam um ser especial imbuído da missão de trazer a real democracia aos EUA -- sim, eu já tive oportunidade de ler isto.

Outros têm motivos raciais apenas, por mais que não o admitam. Para tais tipos, a cor da pele é que determina a competência de uma pessoa. Isto é racismo; simples assim. Da mesma forma que a cor da pele não indica que tal pessoa tenha defeitos, tampouco indica qualidades. 

Muitos deliraram com a eleição de Obama porque, afinal, isto indicava uma derrota de George W. Bush. Coitados destes... Mal sabem que seus cérebros provavelmente estão a ponto de não poder mais serem diferenciados de um pudim de leite de tão esmagados que foram pela grande mídia tupiniquim, que durante anos pintou Bush como o grande responsável por todos os males mundiais. É uma gente que vê um filminho de Michael Moore e fica lá com aquele olhar admirado e apalermado, como se aquele amontoado de mentiras e manipulações espertamente editado para enganar tivesse mesmo algo de real.

E católicos que admiram Obama? Estes são do tipo que colocam suas fantasias infantis antes de sua própria fé. Diante do que exige a fé católica, do que lhes exige a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, tais católicos mandam tudo isto às favas para ficar babando o messias da moda. Ainda há quem escolha o bezerro de ouro...

E muitos católicos brasileiros têm agora mais uma oportunidade para que as escamas lhes caiam dos olhos... O  governo de seu queridíssimo Obama vem tentando empurrar através de legislação que até mesmo instituições católicas sejam obrigadas a fornecer, através do seguro-saúde de seus empregados, medicamentos contraceptivos e abortivos.

Os bispos lá, individualmente e também em conjunto, através da Conferência Episcopal, vêm reagindo fortemente a mais este absurdo da agenda abortista de Obama. Afinal, isto não é apenas sobre contracepção e aborto, o que por si só bastaria para uma forte reação. É sobre liberdade religiosa, pois o Estado não pode obrigar uma instituição religiosa a ir contra seus princípios morais.

E cá entre nós? Bem... Aqui estamos esperando que mais bispos reajam à nomeação de Eleonora Menicucci, recentemente nomeada por Dilma para a Secretaria para Promoção do Aborto. E esperamos também que a CNBB se pronuncie sobre este claro favorecimento do governo Dilma à causa do aborto. Afinal, a ministra não só é mais uma das que colocam o intelecto à favor do aborto. Não mesmo! Conforme divulgado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Eleonora Menicucci admitiu ter feito abortos na Colômbia. É abortista e aborteira. À ministra não lhe basta apenas colocar o intelecto para trabalhar pelo aborto... Colocou também as mãos, que vão sujas de sangue inocente.

Como nos EUA aconteceu com Obama, no Brasil Lula e Dilma Rousseff também não se elegeriam sem o voto católico. Lá, como cá, há gente que se diz muito católica e que fez e faz parte do governo, fazendo malabarismos diariamente para conciliar sua fé com o ataque às suas conciências católicas. Sem conseguirem, obviamente, como mostra o abortismo explícito no qual o governo Dilma vem mergulhando, exatamente como seu antecessor.

À época da eleição houve até bispos que garantiam que Dilma era abortista coisa nenhuma. Mentirosos eram os que provavam isto até mesmo com entrevistas gravadas em vídeo... Já outros "católicos" foram convocados para ciceronear Dilma quando ela fez o teatrinho típico de época de eleição para se dizer favorável à vida.

Nos EUA, o ataque sistemático de Obama deixa claro suas reais intenções, e os católicos de lá, os verdadeiros católicos, podem muito bem perguntar "E agora, obamistas?". Aqui no Brasil, com tudo o que vem acontecendo, com o abortismo sendo diretriz do PT e com a recente nomeação de uma ministra que é ao mesmo tempo abortista e aborteira, podemos muito bem perguntar a lulistas, dilmistas e petistas: E agora?

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Novo blog pró-vida: NÃO ABORTE A VERDADE

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Há um novo blog pró-vida entre nós!

Alertado pela própria autora, Eleonora Chaya, fiquei sabendo sobre este novo blog a nos ajudar na luta a favor da Cultura da Vida.

"Não aborte a verdade" é seu título e teve início em janeiro passado. O conteúdo está excelente e espero que a autora mantenha o empenho, pois toda ajuda para mostrarmos a realidade do aborto é bem vinda.

Já está na minha lista de blogs nacionais e recomendo o acompanhamento.

Siga o trabalho de Eleonora também no Facebook e no Twitter.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Federação Portugal pela Vida: "O aborto em Portugal desde o referendo de 2007"

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Foi divulgado pela entidade Federação Portugal pela Vida o estudo "O aborto em Portugal desde o referendo de 2007".

Segundo o site, estas são as conclusões a serem destacadas:

1. Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos legais “por opção da mulher”;

2. A reincidência do aborto tem vindo a aumentar consideravelmente. Em 2010, houve 4600 repetições de aborto, das quais mil representaram duas ou mais repetições;

3. As complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde 1994);

4. A intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos;

5. Desde o primeiro ano da implementação da lei houve um aumento de 30% no número de abortos por ano (15 mil no primeiro ano e 19 mil nos últimos anos);

6. Desde os anos 80, Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País. Desde 2010 que esse gap não é compensado pela emigração. 

7. Os dados do aborto fornecidos pela Direção Geral de Saúde têm vindo a perder transparência e rigor: não há relatórios semestrais desde 2009 e a informação contida nos relatórios é menor desde 2007. 


O estudo completo pode ser baixado aqui.

De profundis - como o horror do aborto converteu um cientista

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Steven Mosher

"Elas choravam pedindo misericórdia e rogando por seus filhos que estavam a ponto de serem mortos ou que faleciam diante de seus olhos tão logo eram retirados de seus ventres. Agora sei que uma coisa é pensar ou discutir o aborto abstratamente e outra, bem distinta, é ver um bebê de sete meses de gestação, do qual ninguém poderia dizer que não é verdadeiramente como nós mesmos."
Estas são palavras de Steven Mosher, cientista político reconhecido e atual presidente do Population Research Institute, ao presenciar o efeito da política de abortos forçados na China, quando ainda era estudante da prestigiada Universidade de Stanford. 

Este é um lado da questão do aborto que os abortistas não desejam que venha a público. A eles interessa que o aborto continue sendo uma coisa abstrata, esterilizada, virtuosa até. Mas a crua verdade é exatamente o que se abriu aos olhos de Steven Mosher, e ele, que tinha seu intelecto formado na mentalidade acadêmica da "liberdade de escolha", tornou-se pró-vida no exato momento em que presenciou a realidade do aborto.
"Foi como se o abismo do inferno se abrisse diante de mim. Todas as racionalizações sobre o aborto foram varridas de minha mente pela brutalidade dos fatos: a indiscutível humanidade destas crianças que estavam sendo assassinadas sem piedade. Instantaneamente me dei conta de que abortar é eliminar uma vida humana... e me converti em pró-vida. 
Em uma escala de mal, de 1 a 10, isto foi, sem dúvida, um 10. E se se podia chegar a um mal tão horrendo, cheguei à conclusão de que deveria haver uma forma de fazer o bem. Ou o Universo seria uma verdadeira loucura."
Após algumas tentativas fracassadas, Mosher descobriu que:
" (...) se procuras sinceramente o bem, cedo ou tarde encontrarás Deus, que é a fonte de todo o bem do Universo. (...) a única organização coerente em defender a sacralidade da vida desde a concepção até a morte natural é a Igreja Católica, que conservou a plenitude da verdade. Outras religiões cristãs  abandonaram parte desta verdade, ou mesmo toda a verdade." 
E assim se deu a conversão de Steven Mosher. Perante o mal quase absoluto do aborto, ele viu que a única resposta possível é Deus. Um pouco de sua história pode ser lida em uma matéria do Hazte Oir.

Histórias como a de Steven Mosher mostram como o movimento pró-vida é, além da busca pela preservação da vida de nossos irmãos mais frágeis e necessitados, também uma forma de evangelização e conversão dos corações para o Senhor Deus.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Do blog MÃE DE DOIS: O verdadeiro feminismo

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Mariana Passaglia, autora do blog "Mãe de Dois", faz uma interessantíssima reflexão sobre a atual condição da mulher que tenta equilibrar-se nos vários papéis de mãe, profissional, mulher, etc. 

No começo de sua reflexão, Mariana faz uma síntese, que beira a perfeição, sobre o estrago feito pelo -- assim chamado por ela -- "feminismo comercial":
"Uma mulher nos anos 50 tem a oportunidade de trabalhar fora. Outra consegue estudar numa grande Universidade. Chega a década de 60, período revolucionário regado pelo movimento feminista ilustrado por mulheres queimando seus sutiãs em praça pública. A década de 70 traz a idéia da liberdade para amar, trabalhar, estudar e de repente a mulher dos anos 80 abraça o mundo. O céu é o limite. Momento de lutar pela igualdade entre homens e mulheres.  Igualdade? Em respeito, dignidade? Ok. Mas de repente a mulher começou a querer ser igual ao homem. Mas chega a mulher da década de 90. Uma mulher que não se vê mãe tão cedo, que quer fazer mil coisas ao mesmo tempo e que acha que o homem é seu maior inimigo na luta pelo feminismo. Isso porque o feminismo que lutava pela igualdade de direitos agora vê o homem como concorrente. Concorrente no mercado de trabalho e na vida pessoal também. Independência vira moda. A mulher se vangloria de não precisar financeiramente do homem e diz com todo orgulho que não precisa dele pra mais nada. Nem para o amor? Não, diz. O lema é não precisar do outro. Estar com ele somente enquanto for agradável. O problema é que no ano 2000, ela quer fazer tudo igual ao seu algoz numa tentativa frustrada de ser melhor agindo da mesma forma como se isso fosse possível. Não é mais a busca pela liberdade que está em pauta. É um jogo de poder. Escolhe  homem e dispensa como um produto fora da validade ou quando o “produto” não satisfez suas expectativas na tentativa de se sentir superior. É o ressentimento de séculos de submissão que veio a cavalo atropelando qualquer feminilidade naturalmente tranquila e co-dependente. Sim, co-dependente. A fêmea que precisa do macho assim como o macho precisa da fêmea. Que fêmea? Como são as fêmeas na natureza? Tem suas próprias necessidades que se casam perfeitamente com as necessidades do macho (apesar de diferentes) juntando os dois numa relação perfeita de co-dependencia na preservação da espécie. Onde está a fêmea humana? As verdadeiras necessidades estão sufocadas em prol da mulher idealizada, aquela que faz tudo igual ao homem. E então esse “feminismo sombra” onde a mulher tenta imitar o homem como um macaquinho de circo que já não sabe mais agir pelo instinto chega a 2010 num beco sem saída. A mulher não sabe mais quem ela é, quais são seus desejos, suas necessidades. Assim como suas avós e tataravós, vive numa prisão sem paredes onde a sociedade lhe diz como deve agir, pensar, o que deve almejar. A mulher da década de 2010 tenta correr atrás do tipo idealizado na década de 80: a mulher-maravilha. Aquela que tem carreira consolidada, é mãe, aparenta ser mais jovem do que é e é independente financeiramente e emocionalmente do homem. E está correndo atrás...do próprio rabo."
E isto é só o começo... Mais à frente a autora continua mostrando as mazelas da condição feminina atual:
"A mulher virou um bem de consumo e pobre ou rica, ela está voltada para fora de seu corpo, insatisfeita, subjugada por ela mesma em primeiro lugar. Morreu de vaidade a nova mulher que prometia emergir; está mais ignorante e menos sensível, mais competitiva e menos corajosa.  Tendo comportamento adolescente mesmo depois dos 30 e mesmo depois dos filhos. Não cresce porque não se desenvolve no sentido mais puro de ser mulher. Não conhece a si mesma, não conhece seu corpo, joga pra debaixo do tapete seus próprios sentimentos. Se a dama da sociedade só pensa em plásticas e as realiza, retaliando-se inteira para conseguir mais um up grade nas armas de sedução; as Marias estão pregadas nas novelas, economizam para comprar creme de aveia barato, se ressentem com o descascado do esmalte de quinta categoria, sonham em não ser elas mesmas. O que sobrou do feminismo além de um certo direito a um empreguinho, uma tripla jornada e um total desentendimento das relações humanas afetuosas, foi depurado pela peruíce generalizada das formadoras de opinião, elas próprias preocupadas com creminhos e soluções milagrosas pra aparentarem ter 20 anos a menos e arrancar qualquer evidência de que já tiveram filhos."
E muitos outros trecho excelentes poderiam ser destacados, mas o que vale mesmo é lê-lo na íntegra. Recomendo muito: "O verdadeiro feminismo".

Da concepção ao nascimento

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Um vídeo impressionante, que mostra o desenvolvimento desde a concepção até o nascimento. Lembrando que o vídeo pode ser assistido com legendas em Português, bastando, para isto, selecionar a linguagem no menu.




E ainda tem gente que acha que matar ser humano em estado tâo frágil é comparável à dengue, à AIDS, ao crack. Só mesmo quem utiliza de má-fé declara um absurdo destes.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Secretaria para Promoção do Aborto tem nova ministra

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Eleonora Menicucci
Quando D. Bergonzini veio corajosamente a público posicionar-se contra a eleição de Dilma por causa de seu abortismo descarado, irmãos seus no episcopado, tais como D. Demetrio Valentini e D. Eccel, pularam nas tamancas e gritaram.

D. Demetrio declarou a um jornal de Guarulhos que a CNBB Regional Sul I havia sido  "instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos". Já D. Eccel à época da eleição denunciou as "calúnias" divulgadas contra Dilma.

Que Dilma é abortista, coisa que está até mesmo gravada em vídeo, é coisa que só alguém com uma agenda outra que não a da Santa Igreja tenta negar. É forçoso dizer que quem o faz só deseja confundir, nada mais. No dia seguinte à eleição de Dilma para a presidência, foi publicado no Diário Oficial da União um aditivo a um Termo de Cooperação destinado a estudos para despenalizar o aborto no Brasil ("De boateiros e mentirosos"). Fica claro quem, afinal, é que está instrumentalizando o quê, e fica claríssimo como a água mais pura quem é que andou divulgando calúnias.

Mas nem só as declarações de alguns bispos foram ouvidas quando o objetivo era defender Dilma e o PT deles mesmos. Gabriel Chalita, o eterno aprendiz de filósofo (um dia ele consegue...), acusou que os críticos de Dilma tentavam "desconstruí-la com boatos" ("Tiririca é um palhaço. E qual é a tua desculpa, Gabriel Chalita?"). Certo... "Boatos" gravados em vídeo, Chalita? Ora...

Chalita disse que "Dilma nunca disse ser a favor do aborto". Na verdade, ela disse que "Não haver descriminalização do aborto, no Brasil, é um absurdo!". Pois é... Mais uma vez a realidade atropela Chalita.

Mas o fato é que o estrago da obra de D. Demetrio, D. Eccel e Gabriel Chalita, entre outros, não parou com a eleição da petista. Como o compromisso do PT com o abortismo é coisa de longa data, estando mesmo no seu DNA, como está no de todo partido de esquerda, Dilma continua dando mostras que, para ela, é mesmo absurdo que o aborto não seja descriminalizado no Brasil. Só não vê quem não quer...

A nova ministra indicada por Dilma para a Secretaria de Políticas para as Mulheres é Eleonora Menicucci, conhecida militante pró-aborto. Ela já disse a que veio quando o assunto é aborto:
"Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece"
"Direitos reprodutivos e sexuais" é um dos eufemismos prediletos para aborto... Como se pode ver, para a morte de milhares de não-nascidos ela não dá importância alguma, como é característico de abortistas. Não é à tôa que uma das obras do abortismo é exatamente tentar desumanizar o fruto da concepção, para, desta forma, tornar mais palatável sua agenda junto à população.

Seria ótimo saber o que D. Demetrio, D. Eccel e Chalita, entre outros, acham de mais esta indicação de Dilma. Onde a "instrumentalização"? Onde estão as "calúnias"? Onde os "boatos"? Talvez eles devessem gastar um tempinho tentando responder como uma pessoa que não é abortista coloca uma militante pró-aborto em um cargo de tal envergadura.

Ou será que eles só vão se movimentar quando finalmente sua musa resolver trocar o nome da Secretaria de Políticas para as Mulheres para o que ela realmente é, Secretaria para Promoção do Aborto?

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

O que São Vicente de Paulo diria?

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“Muitos veem soropositivos com aparência saudável e acabam acreditando que a aids é de fácil controle. As pessoas não podem prescindir da proteção.”
A frase é de Maria Lúcia da Silva Araújo, mais conhecida como Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e fundadora da Sociedade Viva Cazuza. Surpresa nenhuma quanto a isto, certo? A tal "proteção" da qual ela fala é o que todos já sabemos... Abstinência e castidade é que não é, claro está.

A forma como o problema da AIDS vem sendo tratado mundialmente e, mais especificamente, no Brasil, é invariável: mais e mais preservativos. E só. Prevenção relacionada à AIDS significa, basicamente, uma coisa apenas na cabeça deste pessoal. A grande ironia, e que deixa furibundos os ideólogos da AIDS, é que os avanços consideráveis acontecem nos locais onde se implementam medidas moralizantes, como em Uganda.

Mas o assunto AIDS, tornado refém das ideologias de sempre (esquerdismo, gayzismo, anti-catolicismo, anti-clericalismo, etc.), é muito vasto. O invulgar aqui não é a fala da sra. Lucinha, mas sim onde ela foi veiculada: em uma revista de uma entidade católica.

O Hospital São Vicente de Paulo, localizado no tradicional bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, publica bimestralmente uma revista na qual são abordados assuntos relacionados ao hospital e à área da Saúde em geral. No número 5 desta revista (http://www.hsvp.org.br/revista5.pdf), a sra. Lucinha Araújo foi destacada como personalidade, aproveitando o lançamento do 1o. Prêmio Cazuza de Vídeo, que procura estimular jovens a produzirem vídeos educativos sobre meios de prevenção à AIDS.

Na página do concurso, o tema do mesmo é bem explicado:
"6. TEMA
6.1 Os vídeos selecionados serão utilizados na campanha de prevenção ao vírus HIV do Carnaval 2012, promovida pela Viva Cazuza em parceria com a UNAIDS e com o Departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde, e devem guardar relação com o tema prevenção do HIV/Aids, buscando difundir informações sobre os meios de prevenção e estimular o uso de preservativos durante o carnaval. " (fonte http://premio.cazuza.com.br/)
"(...) estimular o uso de preservativos durante o carnaval"! Fica bem claro a todos qual é o tipo de proteção sobre a qual fala a sra. Lucinha Araújo na entrevista. O que surpreende é que isto seja divulgado em uma publicação de uma entidade católica. Isto sim é de revirar o estômago...

Que a sra. Lucinha venha a público defender um ponto de vista que tem levado muitos à morte, enganando várias gerações sob a farsa de que existe mesmo "sexo seguro", é coisa que não causa sobressaltos a ninguém. É burrice, pura e simples, pensar que um pedaço de latex serve de substituto à consciência, assim como é burrice, e burrice perigosa como podemos ver pelos inúmeros infectados, dizer aos jovens que façam o que desejem fazer desde que tenham o cuidado de usar preservativos.

Abstinência, valorização do casamento como espaço saudável para vivência da sexualidade, valorização da castidade, nada disto faz parte do discurso oficial e de ONGs várias quando o assunto é prevenção da AIDS. Ou seja, o discurso católico, que curiosamente é o único que realmente dá uma resposta efetiva contra a doença, é deixado de lado totalmente. E é uma revista de um hospital sob responsabilidade de uma congregação católica que dá destaque de "personalidade" a uma senhora que advoga exatamente o contrário do que ensina o catolicismo? É esta mesma revista que abre espaço para a divulgação de um concurso que busca "estimular o uso de preservativos durante o carnaval"?

Isto é um completo absurdo!

E não é apenas sobre prevenção à AIDS que a sra. Lucinha Araújo se perde, a mesma coisa acontece quando ela se refere ao aborto... 

À época das últimas eleições presidenciais, quando a questão do aborto finalmente apareceu à população (até então o conluio entre ONGs, governos e grande mídia impedia o tema de ser tratado em qualquer eleição), um time de feministas e assemelhadas apareceu dando declarações em uma matéria no jornal O Globo. Lucinha Araújo fez parte deste time e declarou o seguinte:
" - O Brasil ainda não conseguiu separar Estado de religião. Devemos achar o meio termo e discutir se o Estado deve interferir tanto na vida íntima das pessoas, como na questão do aborto. O corpo é da mulher, não uma questão de Estado. Deveríamos pensar mais na assistência, como o direito à creche e à saúde."
Talvez a sra. Lucinha não saiba ou finja não saber, mas o corpo da mulher é apenas o que é realmente seu corpo, mas não o corpo de seu filho. Que se pense na assistência, em creches e na saúde das mulheres é excelente, mas este pensamento de forma alguma passa pela liberalização de um crime hediondo como o aborto.

E é esta senhora que ganha destaque como "personalidade" na revista do Hospital São Vicente de Paulo?

Creio que, provavelmente, as irmãs responsáveis pelo hospital (quatro das quais fazem parte do conselho editorial da revista) não devem ter consciência do que vem sendo publicado na revista. Deveriam, isto sim, procurar saber quem foi responsável por aprovar a publicação de um lixo destes.

Duvido muito que faltem veículos para a sra. Lucinha Araújo divulgar suas idéias nada católicas sobre prevenção da AIDS e, por isto, é desnecessário que o Hospital São Vicente de Paulo lhe forneça qualquer tipo de ajuda.

O hospital possui um "Fale Conosco" e seria bom o envio de mensagens, devidamente respeitosas, questionando o motivo de fornecerem espaço para publicação de tamanho absurdo.

Que São Vicente de Paulo, apóstolo da caridade, rogue por nós e, principalmente, por suas filhas espirituais.