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segunda-feira, março 26, 2012

Sandy e o aborto

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domingo, março 25, 2012

Homens abortistas são covardes

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sexta-feira, março 23, 2012

Quer irritar uma feminista/abortista?

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Abortar é dizer não ao amor

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segunda-feira, março 19, 2012

"Há uma nova cicatriz em minha alma" - o drama de um pai

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O texto que vai abaixo é uma livre tradução do que foi publicado no blog conservador American Thinker.

Não são poucos os que se congratulam com os avanços científicos sem pensarem ao menos por um segundo nas conseqüências éticas e morais de muitos atos cometidos. Só mesmo a arrogância humana é capaz de pensar que pode prescindir de limites morais para suas ações ou pensar que há mesmo fins bons que justificam meios ilícitos.

O texto abaixo mostra uma das facetas que a indústria da fertilização artificial quer que permaneça oculta da população. Em um mundo em que estrelas de TV e popstars adoram mostrar ao público os benefícios de suas "produções independentes", ou em um mundo em que tantos casais que não poderiam ter filhos dão o jeitinho de arrumar "barrigas de aluguel", o drama que segue abaixo parece coisa de uma outra realidade.

O drama relatado pelo pai que sentiu-se impotente diante da firmeza de sua esposa pela escolha da eliminação de dois de seus filhos ainda em seu ventre deixa claro a nossos olhos o que acontece quando o homem insiste em achar que tudo lhe é possível ou que seus atos, principalmente os que envolvem a vida humana, não têm conseqüências.

A Santa Igreja, como não é incomum, está praticamente sozinha na rejeição a procedimenos artificiais de inseminação e a "barrigas de aluguel". Rejeita-os porque contrários à moral e porque são anti-naturais. 

O drama do pai que se força a assistir ao assassinato de seus indefesos filhos mostra bem o que acontece quando o homem deixa de escutar a voz de seu Criador.

***

Há uma nova cicatriz em minha alma


Minha alma carrega uma nova cicatriz. A dor está bem presente e aguda e. embora eu saiba que o tempo irá diminuí-la, sei que jamais me recuperarei do que presenciei e do que fiz. Eu falhei, intencionalmente e com pleno consentimento, com o primeiro dever de um pai: proteger a vida de dois de meus filhos.

Minha esposa e eu queríamos filhos; para isto, precisamos recorrer à inseminação artificial para conseguir este sonho. Após várias implantações de embriões, nós conseguimos uma benção de Deus, um filho, que é a luz de nossas vidas.

Recentemente, resolvemos ter um novo filho.

"Nunca chove, mas há inundação!", disse o especialista em fertilização -- dos três embriões implantados, todos se desenvolveram. Tivemos a notícia de que teríamos trigêmeos. Eu fiquei em choque, pois sabia das dificuldades que isto traria, mas como Deus nos deu três, eu estava preparado para fazer o que fosse necessário para ajudar e prover minha família.

E minha esposa? Algo havia acontecido... Ela insistia que nós fizéssemos uma "redução seletiva" de três para apenas um, ou ela faria um aborto de todos. Ela estava inflexível. Ela não levaria a termo uma gravidez de trigêmeos. Nem mesmo de apenas dois.

Diante de mim estava uma "escolha de Sofia": salve um ou salve nenhum. Escolhi a primeira opção, embora em inúmeras ocasiões eu tenha tentado convencê-la a ao menos ter gêmeos. Eu falhei.

Fomos informados pelo médico que faria o procedimento que eles injetariam cloreto de potássio na placenta para parar seus corações. Fomos informados que isto seria indolor. Mesmo então, eu sabia que estava sendo enganado, mas dada a escolha apresentada, eu concordei assim mesmo. Meu mantra tornou-se "Salvar um ou salvar nenhum".

Antes do procedimento, os olhos de minha esposa encheram-se de lágrimas; ela perguntava insistentemente ao médico se eles sentiriam dor, e foi-lhe assegurado que não. Perguntei novamente à minha esposa se ela estava certa sobre sua decisão, pois, uma vez feito, não haveria como desfazer. Ela disse que estava certa, mas suas lágrimas e o deliberado desvio de seu olhar do monitor, assim como seu pedido para que eu também não olhasse, dizia a verdade: ela sabia que aquilo era errado. Eu queria insistir para que ela olhasse, mas penso que sua mente -- já traumatizada pela notícia dos trigêmeos -- ficaria permanentemente abalada se ela visse as imagens no monitor. E para o bem do escolhido e para o bem do filho que já tínhamos, eu precisava de minha esposa com a mente saudável.

Minha esposa não olhou, mas eu tinha que fazê-lo. Eu tinha que saber o que aconteceria com meus filhos. Eu tinha que saber como eles morreriam.

Cada um deles recuou, afastando-se, quando a agulha penetrou no saco amniótico. Eles não injetaram na placenta, mas diretamente no torso de cada bebê. Ambos se retraíram quando a agulha penetrou seus corpos. Vi o coração do primeiro parar, e o meu também quase parou. O coração do outro lutou, mas, dez minutos depois, quando checaram novamente, este também já havia parado.

Os médicos tiveram a ousadia de chamar o cloreto de potássio, a substância que parou o coração dos bebês, de "remédio". Eu queria perguntar-lhes o que eles estavam tentando curar -- vida? Mas palavras amargas não desfariam tudo o que já havia acontecido. Eu engoli tudo, tenho de dizer...

Eu sabia que eles sentiram dor. Eu sabia que sentiram pânico. E eu sabia que aquilo era assassinato. Eu me confortava em saber que ao menos o sobrevivente estava bem, e também em saber que esta decisão não veio de mim; eu arriscaria ter os trigêmeos, mesmo com todo o trabalho e esforço que isto nos traria. Rezo para que a criança que restou nasça viva e saudável, e sei que ele ou ela terá todo o nosso amor.

Mas esta cicatriz emocional permanecerá durante toda minha vida. Eu vejo o sorriso de meu filho todas as noites e fico pensando no novo sorriso que verei em alguns meses... Mas penso que dois outros sorrisos jamais verei. Todos os dias, ao retornar do trabalho, ouço "Oi, papai!", e sei que duas outras vozes e dois outros risos eu jamais ouvirei. Eu brinco, abraço meu filho e já espero em fazer o mesmo com o que vai nascer... mas sei que outras mãozinhas jamais me tocarão, jamais verei outros pezinhos, outros abraços jamais serão trocados.

Rezo todos os dias para que Deus esteja com aquelas duas crianças inocentes, que Ele as tenha recebido bem, e também peço perdão todos os dias, como farei todos os dias pelo resto de minha vida. Não sei como minha esposa conseguiu lidar com o assunto tanto mentalmente quanto espiritualmente. Isto é com ela, e é também um peso que estará em sua consciência.

Não se deixe enganar... O procedimento não é indolor para a criança, e quem diz o contrário é um mentiroso. Aborto não é a extração de um monte de células; é infanticídio. Estamos revivendo a prática de sacrifício de crianças aos novos deuses do sexo casual e da conveniência. Nós racionalizamos a realidade do assassinato alterando nossa perspectiva da vida nascente através de eufemismos como "feto" ou descrições de "um amontoado de células", tal como os nazistas convenciam-se que aquelas pessoas gritando quando eram executadas a tiros ou mortas na câmara de gás eram sub-humanos, para que assim fossem exterminados sem remorsos.

É assim que os mentores de genocídios sempre racionalizaram suas ações. Fazendo o mesmo, nós condenamos nossas almas.

Eu chorei de alegria, há poucos anos, quando vi no monitor os batimentos de meu primeiro filho. E agora eu choro em agonia ao relembrar os corações de meus dois filhos sendo parados. "Salvar um ou salvar nenhum" foi sobreposto por "Sai maldita mancha, sai!"(*) enquanto me pergunto como posso alcançar a redenção.

Se mostrar esta cicatriz para que outros a vejam ajudar a prevenir um aborto, talvez isto auxilie que minhas contas com Deus sejam um pouco ajustadas para quando eu tiver que enfrentar Sua justiça e finalmente encontrar aquelas duas crianças -- que espero que me perdoem por ter falhado.

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O nome do autor não foi divulgado a seu pedido.


(*) Macbeth - William Shakespeare, Ato V, Cena 1

Roberto Romano acerta em cheio

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Fantástico artigo do filósofo Roberto Romano publicado no Estadão. A leitura é muito recomendada e deixo aqui apenas o trecho final.

"No Brasil as propostas de crimes são feitas sob a capa de "progressismo" e "liberdade de escolha". Surgem doutas desculpas jurídicas em comissões oficiais, que aventam a incapacidade de manter um filho para permitir o aborto. Logo, o Estado não poderá, seguindo a mesma lógica, sustentar seres indesejados, sobretudo se "monstruosos" (discuti o ponto em meu livro Moral e Ciência, a Monstruosidade no Século 18). Graças à democracia, tais receitas letais são parcialmente conhecidas pela opinião pública. O perigo é eminente, no entanto. Uma diminuta censura contra a liberdade de imprensa e todas as permissões serão concedidas aos assassinos disfarçados de políticos, filósofos, juristas, psicólogos ou médicos. Eles agirão, seguindo o ensino platônico, em segredo. Quem tiver consciência grite, para depois não se espojar na lama dos rebanhos. "

sexta-feira, março 09, 2012

Será preciso desenhar?

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Se a voz do povo é mesmo a voz do Senhor Deus, creio que os religiosos que tiveram a infeliz idéia de elaborar uma carta pedindo a cabeça de Padre Paulo Ricardo talvez agora entendam o tiro no próprio pé que deram.

Como o blogueiro Wagner Moura escreveu em seu blog, os números do apoio que o bom padre recebeu dos católicos são impressionantes. Mais de 10.000 foram os que assinaram uma petição online para mostrar que estão ao lado do padre. Mais de 300 foram os que se reuniram para rezar pelo padre em um santuário em sua diocese. Sem contar que se imaginarmos que estas pessoas falarão sobre o assunto com mais outras em suas paróquias e dioceses dá para ter uma idéia do tsunami que os religiosos que queriam calar o padre conseguiram provocar com seu ato pérfido.

Parece que está mesmo acabando o tempo em que a Teologia da Libertação dava as cartas livre e impunemente. Se ainda controlam, com a anuência de bispos, várias dioceses no Brasil, seus atos ao menos não ficam mais escondidos nos salões paroquiais, nas reuniões das CEBs, em pastorais "sociais", e mesmo, é forçoso dizer, comissões da CNBB controladas por leigos que se acham acima até de bispos.

Dizem que a luz do Sol é um ótimo germicida e neste caso isto se mostrou totalmente verdadeiro. A pretensiosa carta era endereçada a bispos, a padres e ao Povo de Deus. Pois bem, o Povo de Deus se manifestou de forma impressionantemente firme contra cada um dos pontos levantados na carta.

O Povo de Deus quer padres de batina, porque a Santa Igreja assim o quer. O Povo de Deus quer padres que lhes falem das coisas de Deus, exatamente como Padre Paulo Ricardo lhes fala. O Povo de Deus quer padres que se posicionem contra os desmandos políticos aos quais estamos assistindo há décadas e que vem sendo apoiados por não poucos religiosos, padres e bispos. 

Em resumo, o Povo de Deus quer padres que se portem como verdadeiros sacerdotes e não como burocratas, assistentes sociais, superstars ou políticos. Precisamos de verdadeiros sacerdotes e não de religiosos que se reúnam em turba para calar um padre que apenas fala daquilo que o Povo de Deus está sedento há muito tempo.

Dito isto, penso que é o tempo dos religiosos que assinaram a tal carta ouvirem a voz de Deus que Se fez ouvir até mesmo através de um twittaço. Ou será que precisaremos desenhar?

VOTO CATÓLICO: Não devemos nada ao feminismo.

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O excelente blog Voto Católico reproduz um artigo publicado ontem na Folha de São Paulo. Abaixo segue um pequeno trecho. Vale a leitura completa.


"Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei "lutar" contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário. A batalha mesmo é contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da "questão de gênero" uma bandeira. 
Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo: financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas homens -que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro. 
Outro direito que a mulher do século 21 não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos -recomendo, sobre a questão, os livros Feminist Fantasies, de Phyllis Schlaffly, e Domestic Tranquility, de F. Carolyn Graglia."

quarta-feira, março 07, 2012

Indignação abortista é assim

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Marido: "Absurdo! Os corpos de talibãs mortos foram colocados em sacos de lixo e jogados na lixeira!!

Esposa: "Que horrível! Estou chocada!"

Marido: "Espere... Erro meu. Não eram terroristas. Apenas bebês abortados.

Esposa: "Ah... É só isso?"


terça-feira, março 06, 2012

Cultura da Morte: o infanticídio

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Na última semana, vários foram os veículos de imprensa que publicaram notas sobre um artigo de dois estudiosos de Bioética no qual eles trataram da aceitabilidade do que eles chamaram de "aborto pós-parto" ("Pergunta abortista: E por que um bebê deveria viver?").

É bom que se diga que "aborto pós-parto" é coisa que não existe. Isto é mero palavrório para o velho infanticídio, coisa que é tão abjeta que até mesmo os autores do tal artigo evitaram chamá-lo pelo seu nome correto, procurando antes inventar um termo contraditório, aproveitando a aceitação do aborto para ir mais além em seus delírios demoníacos.

A oposição que se levantou por todo o mundo em relação ao tal artigo é muito positiva, sem dúvida alguma, mas é também um sinal do que vai muito errado em nosso meio. Para mim, a surpresa é que não haja mais gente indignada com o que vem acontecendo entre nós há décadas. Foi preciso que o artigo dos pesquisadores imprimisse na mente de muitos as imagens de bebês já fora do útero de suas mães sendo massacrados por mera conveniência para que muitos visualizassem todo o horror da Cultura da Morte.

Os pesquisadores, se é que podemos chamar assim gente que gasta tempo e esforços próprios e da sociedade para produzir suporte intelectual ao assassinato de bebês, simplesmente não levantaram um dia e resolveram que era chegado o momento de defender o puro e simples assassinato de bebês após o parto. Isto é um processo longo e tortuoso (como na lição que nos passa o célebre filme de Ingmar Bergman, "O ovo da serpente") e que a muitos vai passando perigosamente despercebido.

Quem vê as premissas que são a base do raciocínio dos autores Giubilini e Minerva, nota que elas são aceitas como corretíssimas por muita gente que provavelmente fez cara de nojo ao saber o que os pesquisadores haviam publicado. Quem aceita as premissas dos pesquisadores e vira a cara para a conclusão final de seu raciocínio, que é a aceitação do infanticídio, porta-se como um abortista que se indigna quando vê um pró-vida portando um cartaz com um feto destroçado resultante de um aborto "bem sucedido". É um grande covarde, pois quer lutar pelo direito do aborto mas não quer sequer encarar as conseqüências de tal "direito".

Mas este episódio não deixou lições apenas para abortistas de meia-tigela... A verdade, a mais pura verdade, é que o infanticídio vem sendo defendido, na prática, em várias instâncias mundo afora

Aqui mesmo no Brasil, conforme já divulgado neste blog, há certas comunidades indígenas que ainda praticam o infanticídio, com o aval de certos antropólogos e "missionários" que se importam bem pouco com o Reino de Deus. Um distorcido princípio de não-intervencionismo faz com que crianças indígenas de certas comunidades sejam cruelmente mortas por serem gêmeas ou portadoras de alguma deficiência.

Como o mal não é privilégio dos ignorantes, na sofisticadíssima e abastada Holanda o infanticídio é também praticado, com o aval das leis. Parece que por lá a Justiça é cega não para ser justa, mas para não ter de ver a perversão que os legisladores criaram com suas leis que mais parecem escritas pelo próprio diabo.

Mas este festival de horrores aos quais assistimos há muito não pára por aí...

Recentemente, em um debate envolvendo os pré-candidatos rebuplicanos às próximas eleições presidenciais dos EUA, o conhecido político Newt Gingrich perguntou por que a grande imprensa daquele país jamais confrontou Barack Obama com seu favorecimento ao infanticídio quando era senador do estado de Illinois. -- Como assim? Que conversa é esta? -- muitos indagaram, entre democratas e republicanos.

Não, isto não se trata do tristemente famoso "Aborto por Nascimento Parcial", um procedimento que já é de gelar o coração até dos mais fortes, no qual o bebê já quase  plenamente formado é retirado do útero de sua mãe, à exceção de sua cabeça, na qual é feito um buraco e enfiado um tubo por onde seu cérebro será sugado. Este procedimento é um horror à parte e teve também o apoio incondicional de Obama, mas não é sobre isto que Newt Gingrich falava.

O político republicano falava especificamente sobre Obama ter votado contra o Illinois´ Born Alive Infant Protection Act [Ato de Proteção ao Bebê Nascido Vivo do Estado de Illinois]. Esta legislação visava que crianças que acaso tivessem sobrevivido a tentativa de aborto fossem reconhecidas legalmente como pessoas, sendo obrigatório que lhes fossem dispensados cuidados médicos para mantê-las vivas.

Pois bem, nas 3 oportunidades em que esta legislação foi apresentada ao senado estadual de Illinois, o então senador Barack Obama votou contra. Para Obama, o suposto direito ao aborto vai tão longe que inclui a possibilidade de na eventualidade de um bebê sobreviver ao procedimento de aborto, que este seja abandonado à morte, como em casos já acontecidos na Grã-Bretanha nos quais até mesmo bebês que não haviam sido abortados foram deixados sem cuidado médico para que morressem ("Um bebê abandonado à morte" e "Hitler venceu?").

Ou seja, os pesquisadores Giubilini e Minerva não estão, infelizmente, falando de coisas novas. A Cultura da Morte vai tão avançada pelo mundo que uma pessoa como Obama consegue se eleger presidente da nação mais poderosa do mundo sem que a imprensa sequer o indague sobre suas ações como político, que na prática favoreceram o infanticídio. Vai tão avançada, que se sente à vontade com a promoção do infanticídio nos mais escondidos grotões brasileiros ou na cosmopolita e pervertida Holanda.


A perseguição a Padre Paulo Ricardo

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Só posso achar que veio das profundezas uma carta aberta pedindo o afastamento do Padre Paulo Ricardo. É esta conclusão lógica a que posso chegar, pois, afinal, quem é o pai da mentira?

Li a tal carta e digo que o bom Padre Paulo Ricardo é a voz de muitos católicos. Estamos sem paciência para padrecos de show, para assistentes sociais fantasiadas de freiras, para bispos que mais parecem políticos. Padre Paulo Ricardo fala de coisas que há muito os católicos esperam que seus religiosos e bispos falem.

Acima de tudo, ele porta-se como um verdadeiro sacerdote. Não fica contemporizando com o mal, não aceita o fácil e batido discurso de "ir aonde o povo está", que virou passaporte para padres virarem estrelas midiáticas e deixar seu serviço principal de lado: a conversão de almas para o Senhor Deus.

A batina, aos subscritores da tal carta, parece-lhes um grande incômodo, dizendo-se contra seu uso ideológico. Mesmo? E quando foi que tais religiosos usaram-na, afinal? Sabem, aliás, o significado do uso da batina? Sabem, aliás, que deviam utilizá-la? Interpretam "hábito eclesiástico conveniente" como uma permissão para, convenientemente, não usar hábito algum. 

Como não poderia deixar de ser, atacam as posições políticas do padre, pois ele não é da laia dos que viram a cara para o fato de que socialismo e catolicismo são realidades excludentes. Como já ensinado pelo Papa Pio XI, "ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista" (Encíclica Quadragesimo Anno). Ele não é dos que há décadas faz do projeto político de certos partidos a razão de ser de seu sacerdócio. Ele não é dos que vendem seus dons para o serviço de uma ideologia que nada tem a ver com a missão da Santa Igreja.

Atacam-no em sua ortodoxia, chegando à desfaçatez de distorcer discursos de S.S. Bento XVI para antepô-los às atitudes do bom padre. Pois então que venham a público e mostrem em que não concordam com o discurso do padre, pois críticas abstratas de nada valem. Pois que tenham a coragem que o Padre Paulo Ricardo tem em suas denúncias e mostrem seus incômodos -- profundamente teológicos, não? -- com o discurso do padre. Creio que isto deva ser tarefa extremamente fácil já que foi tão forte a reação ao que o padre vem ensinando.

Os subscritores são, acima de tudo, covardes. Sim, pois é a mais pura covardia tentar jogar os fiéis, padres, religiosos, CNBB e até mesmo o bispo diocesano contra a pessoa do padre, chamando-o de diversos adjetivos pejorativos, coisa que em nada condiz em chamá-lo de "irmão" como o fazem no início da carta, afetando um cuidado que claro está não têm pela pessoa do padre.

E que fiquem certos que mesmo que consigam seu obscuro objetivo, que é calar a boca de um verdadeiro profeta, mesmo que o mal que desejam fazer prevaleça, a voz de Padre Paulo Ricardo não será calada, pois até mesmo as pedras falarão.

Assinei e recomendo aos verdadeiros católicos que assinem a petição online de apoio ao Padre Ricardo, por quem rezarei para que tenha forças para continuar a levar à frente seu humilde trabalho que é feito para a maior glória de Deus.

sexta-feira, março 02, 2012

Haddad contra o aborto: alguém acredita?

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O posicionamento de Fernando Haddad, o petista candidato à prefeitura de São Paulo, em relação ao aborto não traz qualquer coisa de novo. Ao se dizer pessoalmente contra o aborto, o ex-ministro, o pai do kit-gay, apenas repete um mantra que os petistas vêm repetindo à exaustão em épocas de eleição. Acreditar nisto é tão opcional quanto acreditar em coelhinho da páscoa, sendo que este último é fofinho e ainda traz um monte de chocolate.

O ex-presidente Lula, um dos maiores espertalhões deste país, apesar de sua intransponível ignorância, sempre que podia se dizia também pessoalmente contra o aborto, mas isto não o impediu de criar uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, com status de ministério, cuja principal função parece ter sido alavancar o abortismo no Brasil. Isto também não o impediu de enganar até mesmo os bispos do Brasil sobre suas reais intenções em relação à liberação do aborto.

Dilma, a fantoche insossa que Lula colocou em seu lugar, viu-se em maus lençóis quando, durante as eleições, suas posições abortistas vieram à tona. Uma tropa de choque da enganação, inclusive religiosos, correu para afirmar que Dilma era tão pró-vida quanto uma freira enclausurada. Surpreendentemente, Dilma continuou na mesma toada de seu antecessor e recentemente nomeou uma ministra que não apenas é abortista, mas também já chegou a ser treinada para fazer abortos. 

Este é o PT! Qualquer candidato petista, quando confrontado com o assunto aborto, ou se diz à favor da vida ou se diz pessoalmente contra o aborto, que é o mesmo que dizer que suas políticas públicas vão favorecer o abortismo, exatamente como vêm fazendo desde sempre. 

quinta-feira, março 01, 2012

Universidades Católicas e a Cultura da Morte: o caso da PUC-SP

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Já que tivemos recentemente uma notícia de que o Vaticano está dando um ultimato à Universidade Católica do Peru, o que é muito bem-vindo, podemos ter alguma esperança que as várias instituições católicas de ensino superior no Brasil também possam ser enquadradas.

Anos de complacência de nossos bispos e dos religiosos que presidem tais instituições tornaram-nas um antro de esquerdismo, de apologia ao homossexualismo e do abortismo. 

Exemplos para isto não faltam, mas há locais que se destacam. Houvesse uma competição para o quanto uma universidade católica se afasta de sua identidade, eu apostaria todas as minhas fichas na PUC-SP.

Para dar um único exemplo do quanto esta universidade vai dominada por gente que nada tem a ver com os valores católicos que deveriam ser o diferencial daquela instituição, basta que vejamos o currículo das principais cabeças da ONG pró-aborto "Católicas pelo Direito de Decidir". 

Todas estas informações foram tiradas do site da própria ONG e do sistema LATTES.


Maria José Rosado Nunes (http://lattes.cnpq.br/6468382496358455)

É Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde faz parte do Colegiado e do Comitê Acadêmico. Ainda nesta instituição é Representante Docente do Departamento de Ciências da Religião junto ao conselho da Faculdade e Coordenadora da Área de Religião e Sociedade do Programa de Ciências da Religião

Notemos que Dra. Rosado Nunes não é apenas uma professora, ela acumula cargos de importância na universidade.

Quem dá uma olhada em seu currículo, pode ver que a professora já atuou em outras faculdades católicas, tais como a Universidade Santa Úrsula e a Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.

Fundou, em 1993, e dirige a ONG Católicas pelo Direito de Decidir. Tem vínculo institucional com a PUC-SP desde 1994. Ou seja, quando foi contratada pela universidade, Maria José já havia fundado uma das ONGs pró-aborto mais ativas do Brasil.

Entre as publicações da doutora, podemos ver títulos como "Por Uma Ética de Solidariedade em Favor da Legalização do Aborto No Brasil" ou "É Possível Ser Católico e Apoiar o Direito ao Aborto" ou "Os desafios da comunicação em defesa da legalização do aborto" ou ainda "Aborto não é Crime: a luta pela vida". E esta lista se estende muito...


Regina Soares Jurkewicz (http://lattes.cnpq.br/6158553815462290)

Possui doutorado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006). Tese de doutorado: "Violência Clerical: abuso sexual de mulheres por padres no Brasil". Foi professora universitária no Instituto Superior de Teologia de Santo André e nas Faculdades Oswaldo Cruz. É coordenadora executiva e uma das fundadoras da ong Católicas pelo Direito de Decidir.

Apesar de a dra. Jurkewicz não listar vínculo institucional com a PUC-SP, é o endereço desta universidade que consta como seu endereço profissional.

A produção da doutora não é tão prolífica quanto a de Maria José Rosado Nunes, mas ela, como é de praxe entre as feministas pró-aborto que se dizem católicas, gosta de criar confusão advogando que a questão do aborto está ainda aberta, como na publicação "Aborto:un tema en discusión en la Iglesia Católica", na qual ela contribuiu.

Ela também gosta de aparecer na mídia para falar sobre o tema, chegando ao ponto de ir à TV Record, a tv do abortista Edir Macedo para discutir o tema "Aborto, Igreja e Pedofilia".



Responsável pelas atividades inter-religiosas e pela articulação com a Red Latinoamericana de Católicas por el Derecho a Decidir. Coordenadora do projeto de Formação de Multiplicadoras. Doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, sob orientação de Maria José Rosado Nunes.



Responsável pela articulação com o movimento LGBTT e por atividades voltada a jovens. Coordena o projeto  Arte pela legalização do aborto.  Mestre em Ciências da Religião (PUC-SP) e doutoranda em Psicologia Social (USP). O título de sua dissertação de mestrado foi "HOMOSSEXUALIDADE, RELIGIÃO E GÊNERO - a influência do catolicismo na construção da auto-imagem de gays e lésbicas", produzida sob orientação de Maria José Rosado Nunes.

***

Ou seja, a PUC-SP dá emprego e ajuda na formação de gente que luta pela liberação do aborto no Brasil. E isto é apenas o que se pode apurar a partir dos nomes que constam no site das Católicas pelo Direito de Decidir.

Pode-se alegar que uma universidade é realmente um espaço plural, onde várias correntes de pensamento são chamadas ao convívio. Só que é aí que entra o fato de que tais instituições são católicas e esta identidade deve permear todos os seus aspectos. 

Na Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae, eis o que está escrito:
Uma vez que o objectivo de uma Universidade católica é garantir em forma institucional uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura, ela deve possuir, enquanto católica, as seguintes características essenciais
1. uma inspiração cristã não só dos indivíduos, mas também da Comunidade universitária enquanto tal;
2. uma reflexão incessante, à luz da fé católica, sobre o tesouro crescente do conhecimento humano, ao qual procura dar um contributo mediante as próprias investigações;
3. a fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja;
4. o empenho institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana no seu itinerário rumo àquele objectivo transcendente que dá significado à vida.

Difícil sequer imaginar que fidelidade à mensagem cristã é esta criada no ambiente da PUC-SP da qual saem tantas lideranças do abortismo nacional. Algo deve estar muito errado por lá há muito tempo e, provavelmente, há gente que deveria tomar alguma atitude e não o faz.


É evidente que não se está dizendo que tudo que sai da PUC-SP é ruim, mas uma das formas de combater o mal é evitar que ele se espalhe, não contribuir  para sua vitória. Ao que parece a PUC-SP tornou-se terreno fértil para muita coisa que nada tem a ver com uma instituição que possa se chamar de católica.