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terça-feira, novembro 26, 2013

Aborto não é solução - um vídeo pró-vida de John Elefante

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John Elefante foi vocalista da banda Kansas, banda da qual os mais velhos devem conhecer o sucesso "Play the game tonight", e como produtor foi vencedor de quatro prêmios Grammy. Recentemente, ele lançou um vídeo com uma nova música sua, na qual ele conta a história de como sua filha adotiva, Sami Elefante, veio ao mundo.

É o que pode ser visto no vídeo acima. É uma história que infelizmente não é incomum... A garota de apenas 13 anos se vê grávida e desesperada com sua situação. Por medo, esconde o fato da mãe. Procura o pai da criança, que irresponsável e covardemente a deixa só com suas aflições. Vendo-se sem opções, ela vai para a clínica abortiva e lá mais um turbilhão de pensamentos e conflitos a atingem. 

Note-se também o papel dos abortistas que tentam convencer a garota a fazer o aborto, tentando consolá-la: "Não se preocupe, você ficará bem. Você é jovem ainda e nós vemos isto todo o tempo". E aí vem o melhor: é a voz do Senhor que diz "Vocês não a levarão! Ela é minha! (...) Não, vocês não a levarão desta vez!".

O vídeo é muito bem feito e a letra da música, que pode ser vista abaixo, é muito bonita. Destaque-se ainda que no final (5:05), podemos ouvir a própria Sami Elefante e o John Elefante contando que ele está eternamente grato que a mãe biológica de Sami tenha escolhido a vida e a encaminhado para adoção. E é Sami ainda que nos dá um dado que os pró-vida norte-americanos infelizmente já conhecem bem: a cada 27 segundos, uma criança é abortada nos EUA, o que dá por volta de 3500 por dia. Mais informações podem ser vistas no site da OnlineForLife.org, organização que é apoiada pelo cantor/produtor.


This Time

She sat cold in a waiting room,
frightened and all alone
Watched the clock tick down,
knowing that her baby would soon be gone
Her head slung low, so embarrassed
She was 13 years old
She felt a kick inside as a reminder
of a life she couldn't show
Then she heard a voice inside say "Run away!
It was a mistake, but don't throw your child away!"

Then she fell into a light sleep,
had a dream about a little girl
There was a birthday cake and three candles
She was living in another world
She saw the little girl become a woman,
living in a happy home
Then she was suddenly awakened
by a voice that called her name
They said, "Don't worry, you'll be fine.
You're still young, we see this all the time."

Right then the Lord began to speak:
"You're not taking this one! She's Mine!
She'll grow up and seek My name.
You're not taking her! She's Mine!
And you're not taking her this time.
No, you're not taking her this time."

She laid flat on the table
She asked "Please, can I talk to someone?"
But a headstrong woman with a blank stare
said "We've gotta get this done."
Then she cried out, "Lord, please help me!
I've got to get to a phone!
I need to call my mother
to help me find my baby a home!"
They said, "Don't worry, you'll be fine.
You're still young, we see this all the time."

Right then the Lord began to speak:
"You're not taking this one! She's Mine!
She'll grow up to seek My name.
You're not taking her this time.
I decided before time began.
Her name is written in the Book.
They didn't have the power to take her life.
They're not taking her - she's Mine!
You're not taking her this time.
No, you're not taking her this time."

This time
No, you're not taking her this time



Pílula do Dia Seguinte: para o lucro de alguns, mulheres são vítimas de mais enganações

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Atualmente vivemos em um paradoxo... Nunca o acesso à informação esteve mais facilitado que nos dias atuais, através da Internet, da quantidade de títulos (livros, revistas, etc.), etc. No entanto, apesar deste amplo acesso, impressiona a falta de vontade de buscar a verdade de muitos. Impressionante também é a capacidade de rejeitar a verdade mesmo quando ela se apresenta claríssima à nossa frente.

Todo o caso sobre a Pílula do Dia Seguinte é um ótimo exemplo disto. Até mesmo um jornalista de peso como Reinaldo Azevedo sente-se à vontade em escrever a besteira que este medicamento não pode ter efeito abortivo quando o próprio fabricante afirma exatamente o contrário. Não é informação que falta, mas sim, provavelmente, disposição para enfrentar o patrulhamento, principalmente do lobby feminista/abortista. E com isto a verdade vai sendo mascarada, diluída, sacrificada no altar do deus da correção política.

Só que a realidade, felizmente, não se deixa pautar por quem procura mascará-la, ela não muda apenas porque alguém escreve que ela é diferente. E recentemente a realidade deu mais um indício que ela está lá para incomodar aqueles que querem apenas enganar as mulheres e angariar lucros altíssimos com isto.

Em artigo publicado na revista norte-americana Mother Jones foi trazida a informação de que o fabricante europeu da Pílula do Dia Seguinte está agora alertando as usuárias que o medicamento não é efetivo para mulheres que tenham 75kg ou mais. Ou seja, além de sonegarem a informação sobre a possibilidade abortiva da pílula, durante muito tempo foi também omitida das mulheres a informação de que sua "eficácia" depende diretamente do peso da usuária, fato que só começou a ser levado em consideração a partir de pesquisa da professora Anna Glasier, da Universidade de Edinburgh, feita em 2011. 

Informação da nova bula do Norlevo

Claro que desde o início de sua comercialização as indústrias farmacêuticas vêm tendo lucros... Claro que muita gente -- jornalistas, políticos, ongueiros, militantes, acadêmicos, etc. -- vêm falando sobre a Pílula do Dia Seguinte como se esta fosse uma maravilha libertadora para as mulheres. Claro também que ninguém fala para as mulheres a verdadeira bomba hormonal que este medicamento é, muito além do que as pílulas anticoncepcionais convencionais. Claro que a possibilidade abortiva deste medicamento é devidamente varrido para debaixo do tapete por muita gente que se diz preocupadíssima com as mulheres. Mas o que não fica muito claro é como a indústria farmacêutica fabricante do medicamento, cuja verba de pesquisa deve ser astronômica, pode ter deixado passar um dado tão básico como a relação do peso da usuária com a eficácia do medicamento que ela fornece após anos e anos de comercialização deste produto. Impressionante, não?

O simples fato de uma revista como Mother Jones -- de viés totalmente à esquerda -- veicular tal informação já dá idéia do problema, mais ainda pelo fato de as mulheres norte-americanas terem, em média, mais peso que as européias. 

O resultado final é este: as mulheres são enganadas por não saberem da possibilidade abortiva do medicamento e, caso tenham 75kg ou mais, são enganadas também em relação à "eficácia" da pílula. Mas os fabricantes e a indústria abortiva, evidentemente, continuam lucrando com toda esta confusão. E tudo isto, claro, sob os olhares complacentes e cúmplices de inúmeras entidades que se dizem defensoras dos direitos femininos.



sábado, novembro 16, 2013

O mimimi não pode parar: outra crítica a "Blood Money"

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"MIMIMI!"
Mais um crítico não gosta de "Blood Money"
A reação da crítica estabelecida na mídia nacional ao filme "Blood Money - Aborto Legalizado" deixa bem claro que o documentário acertou bem no nervo de muita gente. Na verdade, nem se pode dizer que os críticos estejam fazendo seu trabalho, pois o que vem sendo escrito pode ter o nome de outra coisa, mas nunca de crítica de cinema.

É o caso do que escreveu Bruno Carmelo, do site "Adoro Cinema". Logo no início, chama atenção que ele tenha chamado o documentário utilizando a mesma palavra que o crítico Mario Abbade, do jornal O Globo, também utilizou, "panfletário". Pode ser que ambos tenho assistido o filme juntos ou algo assim, quem sabe? Pode ser que tenham trocado informações após verem o filme, não é? Nada de mais... Nenhum problema, claro. Mas ao menos poderiam combinar de mudar o vocabulário para a coisa não ficar muito chata.

Carmelo diz que fazer um documentário como "Blood Money" é pouco eficiente, pois o tom radical, segundo ele, não vai convencer ninguém. Como seria então um tom menos radical em filme sobre matéria de vida ou morte de milhões de seres humanos frágeis e inocentes? O diretor David Kyle deveria ter feito como? Deveria não ter mostrado especialistas da área médica afirmando o que a Ciência já atestou há tempos, que a vida começa na concepção? Deveria não ter trazido o depoimento de pessoas que trabalharam na indústria do aborto e que dela saíram enojadas e traumatizadas por tudo que viram e no que participaram? Deveria não ter mostrado o depoimento de mulheres que carregam até hoje a marca dolorosa que é ter cometido um aborto? Ou seja, parece que Bruno Carmelo quer um filme sobre o aborto sem que seja mostrado verdadeiramente o que é o aborto: suas conseqüências; como a militância abortista engana a opinião pública; os problemas psicológicos que atingem as mulheres que caem neste erro; etc. Ele quer, na verdade, um filme que apenas mostre mais o que o abortismo internacional vem há décadas enfiando goela abaixo da opinião pública, seja nos EUA, na Europa, na África ou no Brasil, no qual a militância abortista finge querer debater enquanto impõe seus objetivos através de falcatruas jurídicas ou apelos a dados estatísticos totalmente falsificados, como aconteceu nos EUA, com o caso Roe x Wade, ou mesmo no Brasil, com a liberação do aborto de bebês anencéfalos.

Em dado momento de sua crítica, Bruno Carmelo parece dar o braço a torcer quando diz que "(...) o documentário não se contenta com afirmações vagas como 'o aborto é errado', e esforça-se para achar argumentos muito precisos (...)". Mesmo? Desafio qualquer abortista a mostrar algum discurso de um pró-vida sério a dizer apenas que "o aborto é errado", sem que este mesmo pró-vida saiba mostrar o porquê de este ato ser um erro. Carmelo tem em sua mente limitada apenas uma caricatura do que pensa um pró-vida. Talvez ele devesse dizer a seus leitores porque então o aborto seria correto, já que ele parece acreditar nisto sem que mostre qualquer sustentação para tal crença.

É verdade que o crítico, talvez por ter mais espaço para escrever, tenha se mostrado ser de uma espécie diferente de seu colega Mario Abbade, e tenha até admitido méritos no filme, como no trecho abaixo:
"Outro mérito, talvez o maior do filme, seja o fato de Blood Money – Aborto Legalizado tentar convencer o espectador através de argumentos racionais, e não emocionais. Com exceção de alguns momentos sentimentalistas, rumo ao final, onde criancinhas felizes e mulheres chorosas tomam a cena, o documentário prefere agir em nome da razão. (...)"
A razão, o que parece ignorar o crítico, não é exceção no movimento pró-vida, é a tônica deste movimento. O apelo a argumentos sentimentalóides e emocionais, através da manipulação de dados (sobre o que há farta documentação) e da mais pura enganação é o método da militância pró-aborto. Só não sabe disto quem ignora por completo o assunto.

Mas se o crítico começa o parágrafo louvando os argumentos racionais do lado pró-vida, ele, claro, nem mesmo se permite terminar este mesmo parágrafo sem voltar à carga:
"(...) Isso também significa que ele não mede esforços para encontrar argumentos racionais favoráveis ao seu discurso, incluindo a afirmação surpreendente de que o aborto seria pior do que a escravidão ou, mais chocante ainda, que ele seria uma versão moderna do nazismo, por impactar principalmente mulheres negras. O aborto, segundo o filme, teria como objetivo reduzir a população negra nos Estados Unidos."
Bruno Carmelo acha "surpreendente" que alguém diga que o aborto é pior que a escravidão. Vamos colocar assim, para ver se ele entende: um escravo pode ser liberto; já um bebê abortado pode voltar à vida? Será preciso desenhar? E além disto, é claro que ninguém esteja dizendo que escravidão é coisa boa, não é mesmo? E é o crítico que acha ruim utilizar "momentos sentimentalistas", não é? Sei...

Ele acha também absurdo que se compare o aborto como uma visão moderna do nazismo. Certo. Será que ele sabe quantos milhões já morreram por aborto? Vou dar apenas um dado: mais de 50 milhões desde 1973, somente nos EUA! Imagine este número na China, na Índia, na Europa... Será que ele acharia isto sentimental demais para o seu gosto? Será que ele sabe que os primeiros países a liberarem o aborto foram a extinta União Soviética e a Alemanha Nazista? Será que ele sabe que a conexão aborto-racismo está já bem documentada e inúmeros líderes afro-americanos estão procurando dar visibilidade a este problema? Aqui mesmo no blog podem ser visto dois textos sobre este assunto: "Aborto e racismo: tudo a ver!" e "O genocídio dos negros norte-americanos".

Mas Bruno Carmelo chama isto de "afirmações absurdas"... Baseado em que ele classifica assim os argumentos apresentados no filme? Não se sabe... Talvez na posição de Saturno ou na configuração da borra do último café que ele tomou, em búzios ou algo do tipo. Na realidade é que não foi.

Se lhe falta contato com a realidade do aborto, disposição para servir à causa sobra bastante. Eis o que um trecho que deixa isto bem à mostra:
"Aliás, é surpreendente que Blood Money – Aborto Legalizado não contenha nenhuma opinião favorável ao aborto, nem que seja para condená-la. Em uma discussão tabu como esta, seria normal expor o ponto de vista alheio e explicar as falhas deste raciocínio. Mas o documentário prefere fingir que o “outro lado”, como é chamado, simplesmente não tem ideias.(...)"
Uau! Bruno Carmelo se surpreende que um documentário contrário ao aborto não traga nenhuma opinião favorável ao aborto! É mesmo para levar a sério isto? Isto não é crítica, é apenas "mimimi". Isto, ele e seu colega de profissão Mario Abbade têm em comum: ambos queriam que o documentário mostrasse também os argumentos do outro lado. Isto só demonstra, além da incrível similaridade de suas "críticas", que ambos sofrem de um sério descolamento da realidade da discussão sobre o aborto. Eu os ajudo então: os abortista não têm, até hoje, sequer um único argumento aceitável. Sim, é isto mesmo. Tudo o que a militância abortista faz é impor sua vontade baseada em mentiras, em dados incorretos, em argumentos falaciosos. Apenas isto; nada mais.

Como já ficou claro, a falta de contato com o tema do aborto não é páreo para a garbosidade com que Bruno Carmelo se entrega ao assunto. Eis mais um parágrafo em que ele se supera:
"Ironicamente, o filme é obrigado a aceitar que existem sim, outras maneiras de pensar, já que ele adota um ponto de vista da oposição, da minoria. Ora, se o aborto foi legalizado por diversos Estados americanos, defendido por vários juízes e grupos sociais, então certamente alguém aprova a prática, não? De qualquer maneira, ao se afastar da imagem conservadora do cristianismo (é inusitado que o filme quase não mencione o catolicismo, apesar de defender todos os seus dogmas), Blood Money – Aborto Legalizado adota um ar de filme moderno, contestador, jovem. Ele até parece – quem diria – ter um discurso pseudo feminista, sugerindo que a proibição do aborto seria uma defesa das mulheres, abusadas por instituições e médicos gananciosos."
"Minoria"? Se o crítico deixasse um pouco as escuras salas de cinema e olhasse para o mundo que o cerca, talvez ele soubesse que nos EUA, exatamente a realidade mostrada no documentário, a posição pró-vida já é maioria entre a população. E isto mesmo com a maciça propaganda abortista na grande mídia e na academia, o que não é pouca coisa. E por que, afinal, o filme deveria mencionar o catolicismo? Na verdade, Bruno Carmelo gostaria que o diretor lhe tivesse facilitado o trabalho para que ele pudesse qual um Dan Brown pular da cadeira de dedo em riste e gritar "Ahá! Eu sabia que tudo isto tinha o dedo da Igreja!". Coitado... Ele sequer sabe o que seja dogma, mas diz que o filme defende TODOS os dogmas católicos. É... Talvez David Kyle tenha feito um documentário não contra o aborto, mas sim o Catecismo em forma de película. Pfui...

Bruno Carmelo reclama que o filme não se presta ao diálogo. Pois eu pergunto: quem quer dialogar com quem se propõe a eliminar seres humanos frágeis e inocentes merece mesmo ficar falando em uma sala escura de frente a uma tela ignorando a realidade que o cerca. E, além do mais, os abortistas têm todo um aparato midiático à sua disposição, jornais, revistas, universidades, filmes, programas de tv, sites como o Adoro Cinema, etc.; não acho que eles precisem de tempo em um documentário contrário ao aborto para que equilibrem o jogo, pois o jogo está desequilibrado há muito para o lado deles, exatamente porque gente como este crítico presta-se a um papel ridículo de defensor do aborto sem que sequer saiba o básico sobre a discussão.

Fechando com chave de ouro e, claro, como não poderia deixar de ser, pagando o tributo ao marxismo cultural onipresente em nossos meios de comunicação, Carmelo sai-se com a seguinte pérola:
"Blood Money é um filme da nova direita, do conservadorismo cool, passivo-agressivo, desesperado ao perceber que não tem mais o monopólio da reflexão social no século XXI."
Ganha uma viagem à Cuba quem descobrir algo neste trecho que faça algum sentido. É apenas uma frase de adolescente que veste uma camisa de Che Guevara e usa uma boina vermelha com uma estrelinha. Só isto... Não tem sentido (quando foi que a "direita" teve "monopólio da reflexão social" mesmo?), mas serve para ele colocar no currículo e descolar uns tapinhas nas costas e frases como "Você é um dos nossos!". Pelo jeito, há quem seja carente ao ponto de procurar tal coisa...


"Blood Money" e uma crítica da Terra do Nunca

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Este é o cartaz correto do filme
Chega a ser divertido ver as reações que aparecem na mídia entre o pessoal ligado à área da cultura em relação ao documentário "Blood Money - Aborto Legalizado". O bom de produções assim é que elas servem para desmascarar muita gente que fica por aí pavoneando-se de crítico, talvez até de arauto da liberdade de expressão.

Longe de mim impedir que um crítico de cinema teça suas considerações sobre o filme "Blood Money - Aborto Legalizado". Eu, que não sou Caetano Veloso, Chico Buarque ou Gilberto Gil, tenho apreço pela livre expressão. Vivi minha vida adulta vendo gente como Arnaldo Jabor defendendo qualquer pífia película do cinema nacional como se fosse um novo marco da cinematografia internacional. Ou seja, estou bem acostumado às besteiras que saem dos teclados de nossos críticos, estes pilares de nossa cena cultural, tudo, claro, regado a muito jabá, muito convitezinho, que é o que eles precisam para se sentirem realmente importantes.

É o caso do crítico Mario Abbade, do jornal O Globo. Abbade não gostou, claro, do filme. E teria como gostar? Ora, convenhamos, "Blood Money" foi feito para muita gente não gostar mesmo, não é? Principalmente para as pessoas que acham que o aborto é uma coisa abstrata, uma coisa que fica lá bem longe, uma coisa que não trata da eliminação cruel e fria de um ser humano. Confrontadas com a realidade de dor, de sofrimento, de lucro com o sofrimento alheio, tudo deve mesmo ficar meio nebuloso para quem acha que ser favorável ao aborto é dar poder às mulheres sobre seus corpos, esta peça de retórica vazia criada pelo movimento feminista/abortista. Não! Ser favorável ao aborto é dar apoio à industria da morte que é bem mostrada no documentário.

Abbade reclama do diretor David Kyle, cuja  "única intenção do diretor era fazer uma obra panfletária contra o aborto". É para rir? O nome do filme é "Blood Money" [Dinheiro de Sangue]! O crítico esperava mesmo algo diferente do que um filme contrário ao aborto? Se Abbade se sentiu incomodado que o diretor não tenha dado voz ao outro lado, esta entidade abstrata, como forma de equilibrar o assunto, talvez ele devesse ligar para o diretor e ensinar-lhe a fazer filmes, não? Ao menos filmes que passem por seu isento crivo crítico.

O crítico, um evidente amante do debate de idéias -- desde que somente as suas sejam dignas de serem filmadas, claro --, reclama que o documentário não devia sequer ter chegado às salas de cinema nacionais, pois está ocupando salas bem disputadas. Deixa ver se entendi... Abbade aceita filmes endeusando um assassino frio e cruel como Che Guevara; aceita filme sobre um calhorda como Lamarca, que estava mais preocupado em implementar uma ditadura comunista no Brasil que preservar qualquer tipo de democracia; aceita filme sobre Marighella, um homem cuja maior obra foi escrever um manual para guerrilheiros. Entendi... As disputadas salas nacionais servem para para filmes que teçam louvores a pulhas como Che, Lamarca e Marighella, mas não para mostrar a verdade sobre o que é a indústria do aborto, uma indústria cujos insumos são a dor e o desespero, e cujo produto principal é a morte cruel de seres humanos inocentes.

Abbade fica incomodado também que a Dra. Alveda King, que narra o filme, esteja em uma "cruzada contra a Suprema Corte dos EUA, a Planned Parenthood (que defende a livre escolha) e quem quer que seja contrário a suas convicções". É bom que se diga que a Dra. King é uma liderança de primeira grandeza entre os pró-vidas norte-americanos. Então o que Abbade sugeriria que ela fizesse, que ficasse em casa escrevendo péssimas críticas de cinema? Ele faria melhor se contasse um pouco para quem o lê sobre o motivo de a Dra. King estar nesta cruzada. Eu conto: a decisão da Suprema Corte foi um erro jurídico sem precedentes na história daquele país. Os juízes que votaram favoravelmente o fizeram baseando-se em dados incompletos, incorretos e em enganações espalhadas pela militância abortista. Abbade e sua "rápida pesquisa", como ele mesmo admite em sua superficial argumentação contra o tema do filme, sabia disto? Há literatura suficiente sobre o assunto e com uma "rápida pesquisa" na Amazon ele poderá encontrar algum título que satisfaça sua curiosidade. Ou não.

O crítico refere-se à Planned Parenthood como uma defensora da liberdade de escolha. Isto nem mesmo é uma meia-verdade. A Planned Parenthood é simplesmente a maior rede de clínicas abortistas dos EUA, tendo faturamento na casa de centenas de milhões de dólares. A tal "liberdade de escolha" -- este conceito fictício criado também pela militância abortista -- tem nada a ver com o negócio da Planned Parenthood. Ela lucra com a morte de seres humanos frágeis e inocentes, com o desespero de mulheres e casais em dificuldades. Apenas isto. Ponto.

Mas qual é afinal a bronca de Abbade? Ele tem problema que a Dra. King enfrente quem é contrário às suas convicções? Ora, talvez ele devesse crescer um pouco e sair da Terra do Nunca em que se encontra e vir para o mundo real, o mundo onde o aborto é tratado como um negócio sujo e cruel, exatamente como mostrado no filme de David Kyle.

É engraçado que Abbade, o crítico, prefira desfilar sua superficialidade sobre um assunto sério, mas que não faça o que deveria ser seu trabalho e sequer diga que no documentário há depoimentos de gente que trabalhou na indústria do aborto nos EUA e que mostram bem como funciona o sujo negócio. Ele prefere apenas escrever que o filme "Empurra ideias de especialistas como se fossem verdades absolutas (...)". Mesmo? É apenas isto? Então Abbade deveria dar a sua verdade relativa, não? Ah... Nada como viver na Terra do Nunca dos suplementos de cultura da grande mídia!

A superficialidade de Abbade é tão grande que a página online onde está publicada a sua crítica curiosamente mostra o cartaz de um outro filme, como pode ser visto abaixo, que também tem o título de "Blood Money" e que é uma produção indiana (Bollywood) de 2012! Só isto já dá para ver a seriedade com que o assunto é tratado por Abbade e pelo Globo Online. E são estes que querem dizer quais filmes merecem ou não estar em cartaz? Ok!



Esta é a imagem da página da crítica com o cartaz de um filme de Bollywood.
Amadorismo pouco é bobagem!









segunda-feira, novembro 04, 2013

Supremo Abortista

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Luís Roberto Barroso, sendo aplaudido no dia de sua posse

"(...) o único valor da proposta de lei sobre o aborto com indicação embriopática (...) a partir do ângulo da integridade e autonomia das mulheres, reside no fato de ampliar o leque de possibilidades de abortamento, como etapa tática para alcançar, dentro de uma estratégia de luta, a liberação mais ampla dos casos permitidos na lei para a interrupção da gravidez."

O trecho acima foi retirado da revista Estudos Feministas (no. 0, volume 0), do artigo de Leila de Andrade Linhares Barsted, "Legalização e descriminalização do aborto no Brasil - 10 anos de luta feminista". Barsted citava a feminista Danda Prado. Esta publicação data do ano de 1992.

Vejamos agora o que declarou o mais novo juiz do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso em recente entrevista ao jornal O Globo:

"(...) no caso de anencefalia, se você ouvir a minha sustentação final (como advogado) e os memoriais finais que apresentei em nome da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, a tese que eu defendia era a da liberdade reprodutiva da mulher. Portanto, a mulher tem o direito fundamental a escolher se ela quer ou não ter um filho. E esta tese vale para a anencefalia, como vale para qualquer outra gestação."

O ministro parece ter aprendido bem com a feminista Danda Prado. Para aquela, assim como para este, todo o drama que advém de gestações de bebês com anencefalia é mera oportunidade de instrumentalização para a liberação total do aborto. Só isto; nada mais. Todo aquele papo de preocupação com mulheres que passam por este drama é, como dito pela feminista, "etapa tática" para a liberação do aborto.

É isto que temos... Vermos um juiz recém-nomeado para a mais alta côrte nacional admitindo esta instrumentalização descarada do drama de muitas mulheres, faz-nos antever o fundo do poço cada vez mais próximo para o Brasil. 

O tema da gravidez de bebês com anencefalia é tão delicado que há até mesmo gente que se declara contrária ao aborto e que erroneamente o defende em tais casos. Apenas isto basta para ver o quanto o assunto é difícil e dramático. Mas para os militantes abortistas, nos quais podemos incluir o ministro Luís Roberto Barroso a coisa não parece ser bem assim... Para ele, como parecia para a feminista Danda Prado há mais de 20 anos, isto não é drama coisa nenhuma, é apenas um passo a ser dado para a necessária flexibilização dos corações e mentes do povo brasileiro, que majoritariamente rejeita o aborto.

E se claramente existe o desprezo pela situação dramática de muitas famílias e mães durante uma gravidez deste tipo, é de notar também o desprezo pela própria população ao ser utilizado um subterfúgio, uma "etapa tática", para alavancar a liberação total e irrestrita do aborto.

Não é preciso rios de empatia para que alguém possa imaginar a angústia de um casal ao se deparar com um diagnóstico de anencefalia de seu filho ainda não nascido, mas são necessárias doses cavalares de maquiavelismo, de frieza, de desprezo pelo drama alheio e de puro cálculo para instrumentalizar a dor de famílias que passam por tal sofrimento.

Causa surpresa que um indicado pela presidente Dilma Rousseff para o STF confesse à luz do dia uma coisa que talvez fizesse corar até mesmo um dono de bordel? Não, não causa... Quando a sujeira vai tomando conta de tudo, as baratas vão ficando mais ousadas. E isto só indica que o aborto é o sintoma de algo que vai muito mais além, de algo muito mais profundo e perturbador que nos vem atingindo diariamente.