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sábado, dezembro 24, 2016

Uma adoção que aconteceu no Natal

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Entregar para adoção é um ato de amor. Adotar é um ato de amor.

Abby Johnson, ex-diretora de uma clínica de abortos e hoje pró-vida, tem um filho adotado.

terça-feira, dezembro 13, 2016

É aceitável o aborto por motivo de estupro ou incesto?

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Abaixo segue uma tradução livre de um trecho do excelente livro "Defending Life", de autoria do professor de Filosofia e Jurisprudência Francis J. Beckwith, da Baylor University.





quarta-feira, novembro 30, 2016

E o STF virou megafone da militância abortista...

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Min. Rosa Weber e Min. Luis Roberto Barroso

No final desta noite, um verdadeiro furacão varreu os meios pró-vida do Brasil: a notícia de que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal havia decidido que o aborto cometido até o 3º mês gestação não seria crime.

A 1ª Turma do STF emitiu esta controversa decisão ao analisar o caso do fechamento por parte da força policial de uma clínica de abortos na cidade de Duque de Caxias, RJ, onde várias pessoas tiveram a prisão preventiva decretada. Ao contrário do que certas manchetes tentam [des]informar, tal decisão, que foi a de conceder habeas corpus aos envolvidos no aborto, não cria precedente a ser utilizado em outras instâncias e tampouco pode-se dizer algo como se o STF tivesse legalizado o aborto. A decisão em questão tem o escopo específico para o caso em questão

É, porém, gravíssimo o que aconteceu ontem no STF por vários motivos. Um deles é que, mesmo que tal decisão não crie precedente jurídico direto, ela pode ser utilizada por juízes de outras instâncias para a fundamentação de suas decisões, o que é desastroso. Outro motivo é que a argumentação do ministro parece um imenso blablablá de militante abortista, onde ele desfiou termos e idéias que não têm qualquer aporte jurídico em nossa legislação. Exemplo:
"Na medida em que é a mulher que suporta o ônus integral da gravidez, e que o homem não engravida, somente haverá igualdade plena se a ela for reconhecido o direito de decidir acerca da sua manutenção ou não"
Chega a ser difícil sequer imaginar que tal disparate tenha saído da pena de um ministro que tem por obrigação zelar pela texto constitucional. Dizer que "homem não engravida" e ainda chamar isto de argumento? Desde quando há na Constituição algo que exija compensações entre os sexos devido às suas diferenças biológicas? E, devido ao homem não engravidar, a mulher deve então ter a possibilidade decidir "acerca da manutenção ou não" de uma gravidez? Esta decisão, senhor ministro, não cabe a um homem e nem a uma mulher - que tal esta igualdade? -, pois a vida que a mãe carrega no ventre deve ser preservada e é a própria Constituição que diz isto.

Em outro trecho, o ministro escreve esta outra pérola:
"O direito à integridade psicofísica protege os indivíduos contra interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes, relacionando-se, ainda, ao direito à saúde e à segurança. Ter um filho por determinação do direito penal constitui grave violação à integridade física e psíquica de uma mulher"

É patético que o ministro Barroso discorra sobre "interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes" enquanto tenta argumentar que não é crime eliminar uma vida humana frágil e inocente. Quanta cegueira, senhor ministro!

Ele quer falar de "saúde e segurança" defendendo que os nascituros sejam esquartejados nos ventres de suas mães, sejam expelidos através de drogas, sejam envenenados e tenham seus corpos retirados do ventre de suas mães. Esta é uma argumentação canalha! É apenas panfletagem de péssima qualidade, de um primarismo ridículo e absurdo.

E não é que o direito penal determine que a mulher tenha o filho, como ele afirma. O que o Código Penal faz é dispor que o ato do aborto é sim um ato criminoso contra uma vida humana, coisa que a patacoada retórica do ministro resolveu deixar de lado totalmente, preferindo "argumentar", ao que parece, tomando como base todos os clichês que são cuspidos pela militância abortista. Na prática, o ministro resolveu na canetada dizer que ele é quem decide o que é ou não crime. Ele pouco se importou que haja um Código Penal em vigência no Brasil; ele, e apenas ele, é quem decide o que é ou não crime no Brasil.

Min. Edson Fachin  

Ele falar em "integridade física" enquanto não dá a mínima para o que acontece com um ser humano que sequer tem voz para clamar por sua vida mostra bem o nível de canalhice que certos nomes do STF estão dispostos a atingir. Querer falar em integridade física da mulher e, convenientemente, esquecer que se está eliminando cruelmente um ser humano a cada aborto é típico de militantes abortistas, que tentam a todo custo esconder da população a realidade de um aborto. Quem diria que um ministro do STF também andaria por esta estrada?

Para termos um real entendimento do que o ministro e o restante da turma - ministro Edson Fachin e ministra Rosa Weber - entendem que não seja um crime, seria bom darmos uma espiada no caso para o qual eles resolveram conceder Habeas Corpus aos envolvidos no estouro de uma clínica de abortos no RJ. 

Segundo informou a Folha de São Paulo à época:
"Entre os presos está o médico responsável pelos procedimentos. Segundo a polícia, ele tentou fugir do local com a ajuda de um policial civil, que também acabou preso. O médico foi autuado por tentativa de homicídio e foi obrigado pelos policiais a retornar à clínica para cuidar de uma paciente que passava por um aborto.
Além deles, foram presos um taxista que fazia o transporte das pacientes, uma faxineira da clínica, que auxiliava nos abortos, e a dona do estabelecimento. Segundo a polícia, a proprietária do local participava dos abortos como uma enfermeira."

Ou seja, dez pessoas foram presas em flagrante. Entre elas, médicos, enfermeiras, um policial civil, um taxista e até mesmo uma faxineira, que também ajudava nos abortos (!). Estas pessoas estavam conscientes de seus crimes e o faziam com o simples objetivo de ganhar dinheiro através do desespero de mulheres. É um caso clássico de formação de quadrilha. 

Ou seja, a polícia do RJ investiga uma denúncia anônima, monta uma operação para desbaratar uma quadrilha de criminosos que ganham dinheiro às custas do desespero de mulheres humildes, é eficiente e consegue fazer as prisões dos criminosos. E agora a 1ª Turma do STF diz que aquilo que os criminosos estavam fazendo não era crime? Então os policiais que valorosamente trabalharam para trancafiar os pulhas que ganham dinheiro desta forma apenas perderam tempo e desperdiçaram recursos de nossos impostos? Entre os criminosos, havia até mesmo um policial civil, o que indica planejamento para a atividade criminosa. Então a pessoa que fez a denúncia anônima também perdeu seu tempo?

Ora, francamente... Como o STF chegou a um ponto tão baixo? O STF agora resolveu legislar, o que está além de suas atribuições. Pior ainda: resolveu panfletar e se portar como um militante pela liberação total do aborto.


quarta-feira, novembro 23, 2016

"Cara futura mamãe" Portadores da Síndrome de Down podem ter vidas muitos felizes

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O que haveria de condenável em um vídeo mostrando vários jovens portadores de Síndrome de Down, sorrindo e deixando a mensagem para as futuras mães de bebês também portadores da mesma síndrome de que tudo ficará bem? Será que um vídeo como este mereceria ser censurado?

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/11/23/cara-futura-mamae-portadores-da-sindrome-de-down/

sexta-feira, novembro 04, 2016

"A voz do coração": no Chile, os bebês não-nascidos puderam ser ouvidos

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No meio de um acirrado debate sobre o aborto que vem ocorrendo no Chile, um grupo pró-vida teve uma idéia genial para mostrar que o que as mães carregam no ventre é, a partir da concepção, um novo ser humano. 


sábado, setembro 10, 2016

"A pequena lutadora": o menor bebê já nascido

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O pezinho de Emilia media apenas 3 cm quando ela nasceu
Nascida com 229 gramas e 22 centímetros, Emilia Grabarczyk é a menor bebê prematura que conseguiu sobreviver. Ela nasceu na cidade de Witten, na Alemanha, há 9 meses.

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/09/10/o-menor-bebe-ja-nascido/

sábado, setembro 03, 2016

Os médicos aconselharam seus pais a abortá-la. Hoje ela é atleta, quebra recordes e foi coroada Miss!

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Quando ainda estava em gestação, os médicos aconselharam aos pais de Eliza McIntosh que eles deviam abortá-la devido ao diagnóstico de uma rara má-formação em sua espinha dorsal. Os profissionais disseram aos pais que ela permaneceria em estado vegetativo e que não teria qualidade de vida.

segunda-feira, julho 18, 2016

Grávida após estupros seguidos, ela rejeitou o aborto ao ouvir a batida do coração de seu bebê

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Sara e seu filho William, no Zoológico

O que segue abaixo é o relato de Sara Gerardo, que há 12 anos viu-se grávida do homem que a abusou sexualmente durante um ano. Mesmo com muitas dúvidas, ela havia decidido pelo aborto, mas desistiu após ouvir as batidas do coração de seu filho.

sexta-feira, julho 08, 2016

Aborto e racismo: Cardeal denuncia o genocídio de bebês negros nos EUA

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Em uma série de tweets, o cardeal Wilfrid Fox Napier, de Durban, apontou dados devastadores que mostram o verdadeiro genocídio - exatamente a palavra utilizada por ele - que vem ocorrendo entre os bebês afro-americanos nos EUA.

Utilizando dados públicos do Guttmacher Institute, uma entidade abortista - que é o braço de pesquisas da Planned Parenthood, a maior rede de clínicas de aborto do mundo -, o cardeal Napier levantou sua voz sobre este verdadeiro absurdo que é mantido atrás de uma cortina de silêncio com a conivência de muita gente: imprensa, entidades de defesas dos direitos de afro-americanos, governo, etc. 

O cardeal apontou que os negros são 13% da população dos EUA, enquanto que 31% dos abortos naquele país são feitos em mulheres negras. Eis seus tweets:




Estes fatos são conhecidos e vêm sendo denunciados por várias entidades que lutam pelos direitos dos negros dos EUA. Aqui mesmo neste blog, já tive a oportunidade de abordar este tema algumas vezes. Em uma postagem de 2008, mostrei que um grupo de estudantes da Califórnia demonstrou que a Planned Parenthood aceitava sem problemas doações de pessoas que se diziam interessadas que seu dinheiro servisse para abortos entre a população afro-americana.

Em outra postagem, agora em 2011, foi mostrado que um outdoor mostrando dados sobre o aborto de negros na cidade de Nova York, onde o número de abortos de bebês afro-americanos supera o número de nascimentos, causou "desconforto" entre os defensores do aborto. É bom que se diga que Nova York é um dos maiores bastiões do abortismo nos EUA.

Ainda em 2011, uma postagem dava mais dados sobre o genocídio entre os negros daquele país. São dados estarrecedores e que todos deviam tomar conhecimento, pois uma das falácias mais difundidas pelos abortistas é o de que o aborto ajuda as populações mais carentes. O que vem acontecendo nos EUA, onde o abortismo vem conseguido fazer o trabalho que séculos de racismo explícito não conseguiu, mostra bem que não só o aborto não ajuda coisa nenhuma os mais carentes, mas serve bem para varrê-los do mapa, como vem acontecendo por lá.

E é por isto que ver o cardeal Napier elevar sua voz contra este absurdo que vem ocorrendo às vistas de muitos é altamente positivo. Esperemos que mais pessoas e autoridades levantem também sua voz.

Violentada por um estranho, ela rejeitou o aborto - e não se arrepende

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Foi divulgado pela organização pró-vida Live Action o depoimento de uma jovem que ficou grávida após ser violentada e que resolveu ter seu bebê e criá-lo.


"Dois meses após [o estupro] eu...

Continue lendo:

https://contraoaborto.wordpress.com/2016/07/08/violentada-por-um-estranho-ela-rejeitou-o-aborto-e-nao-se-arrepende/ 

quinta-feira, junho 23, 2016

A vida humana tem seu início na concepção - é o que diz a Ciência

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A compilação abaixo é uma livre tradução de um artigo da página da Live Action, que é uma ativa entidade pró-vida dos EUA. São 40 citações de especialistas das áreas de Biologia, Embriologia Humana, Medicina, etc. e que atestam o que já havíamos publicado em outra postagem aqui mesmo neste blog: o início da vida humana se dá no momento da concepção.

quinta-feira, junho 02, 2016

A pílula do dia seguinte é uma roleta-russa com a vida alheia

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Afinal, a chamada "pílula do dia seguinte" é abortiva ou não?

Embora a imagem de um aborto em gestações avançadas cause o horror em muitos, o que é perfeitamente natural, o mesmo não acontece quando se fala de abortos feitos em gestações que estão bem no início, onde o ser humano já gerado lembra bem pouco sua forma física quando de seu nascimento. Talvez isto se deva porque temos a tendência a encarar o aborto por imagens que nos causam horror, tais como sangue, dor, choro, etc., mas a verdade é que esta nossa tendência leva-nos a minimizar ou evitar lidar com o que o aborto realmente é: a eliminação de uma vida humana frágil, inocente e que não pode se defender da agressão que sofre.

Apenas tendo em mente o efeito real e procurado de um aborto, de cada aborto, é que se pode entender que o mal reside não no que imaginamos que seja um aborto, mas em seu efeito final, que é a eliminação de um ser humano já concebido. E isto independe se este ser humano já foi concebido há 9 meses, 12 semanas ou apenas há 1 minuto. O que se defende é a vida do ser humano desde a sua concepção até seu fim natural.

A essência do aborto é exatamente a procura deliberada pela eliminação deste novo ser humano. A forma como se busca eliminá-lo é meramente acidental. Seja nas mãos de um inescrupuloso médico aborteiro em uma clínica que siga todas as normas sanitárias ou seja tomando uma pílula na privacidade do próprio lar e que poderá ter um efeito abortivo em um ser humano recém-concebido, nestes dois extremos a forma como é feito o aborto é apenas um detalhe perto do mal real que é a eliminação deste ser humano.

É devido a esta falta de visão do mal real do aborto que até mesmo pessoas em geral contrárias ao aborto toleram abortos que não teriam a "aparência" de um. É o que acontece com a pílula do dia seguinte, por exemplo. Imaginar que ela funciona apenas como uma "contracepção de emergência" evita, para muitos, que se tenha de tocar em pontos sensíveis. Eu mesmo preferiria que os dados mostrassem que não há qualquer possibilidade de que esta droga tenha efeito abortivo, mas não é o que acontece, como o próprio fabricante afirma.

Um dos efeitos desta droga pode ser a criação de condições que impeçam a implantação do óvulo já fertilizado no útero. Ou seja, ocorreu a geração de um novo ser humano, mas este seria eliminado por causa da falta de ambiente intra-uterino propício ao seu desenvolvimento. Não haveria sangue, não haveria choro, não haveria dor imposta ao bebê, mas sua eliminação é a mesma, e é exatamente esta a essência do aborto.

Note-se bem que eu não escrevo que a pílula do dia seguinte É abortiva. O mais correto é afirmar que ela PODE ser abortiva, e isto é de suma importância. Os cientistas até o momento não conseguiram desenvolver uma droga que com 100% de certeza atue de forma que não aconteça a fertilização. Como já indicado em uma postagem aqui no blog (uma nova versão do artigo citado pode ser lida aqui), os cientistas James Trussell e Elizabeth G. Raymond, dizem que é necessário informar as mulheres sobre todos os efeitos possíveis no medicamento:
"Para fazer uma escolha consciente, as mulheres devem saber que a contracepção de emergência [Pílula do Dia Seguinte], como todos os contraceptivos hormonais tais como pílulas anticoncepcionais, implantes hormonais, anéis vaginais, adesivos hormonais, injetáveis e até mesmo a amamentação -- previnem a gravidez através do adiamento ou da inibição da ovulação ou inibição da fertilização, mas pode também inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio." (destaque meu)

"PODE inibir a implantação de um óvulo fertilizado". Ou seja, há sim a possibilidade de que após a concepção um novo ser humano seja eliminado de forma deliberada através desta droga. 

Alguém pode perguntar: quem é este dr. Trussell, que admitiu tal coisa? Ele é diretor do Departamento de Pesquisa Populacional da Universidade de Princeton. Mas não apenas isto, ele também é membro do Comitê Médico Nacional da Planned Parenthood (a maior rede de clínicas de aborto do mundo), é colaborador do Guttmacher Institute (o braço de pesquisas da Planned Parenthood) e também é membro do Conselho da NARAL Pro-Choice America Foundation (ONG abortista dos EUA). Somado a tudo isto, ele também é responsável por um website que tem por objetivo promover o uso da pílula do dia seguinte. 

Todos estes dados sobre dr. Trussell estão aqui colocados para deixar claro que se alguém teria muito interesse em dizer que a droga não é abortiva, este alguém seria exatamente ele. No entanto, nem ele foi capaz disto. Pelo contrário, ele escreveu que as mulheres devem ser informadas sobre o efeito que a droga pode ter na implantação do óvulo fertilizado. Já em 2010, o dr. Trussell escrevia o seguinte:
"While some find the existing human and animal studies adequate to conclude that levonorgestrel ECPs have no post-fertilization effect, others may always feel that this question has not been unequivocally answered. The best available evidence indicates that levonorgestrel ECPs prevent pregnancy by mechanisms that do not involve interference with post-fertilization events."
["Enquanto alguns pensem que as pesquisas em humanos e animais permitem concluir que a pílula do dia seguinte não tenha efeito após a fertilização, outros não pensam que tal questão tenha sido respondida de forma inequívoca. A melhor evidência disponível indica que a pílula do dia seguinte previne uma gravidez através de mecanismos que não envolvam a interferência nos eventos pós-fertilização."] (destaque meu)

Ou seja, não há conclusão definitiva sobre o assunto, embora haja fortes evidências, segundo a palavra do dr. Trussell. 

Mas, curiosamente, mesmo diante da impossibilidade de dizer que a droga não atua no impedimento da implantação do óvulo fertilizado, o dr. Trussell e a dra. Raymond dizem que a droga não é abortiva. Como isto é possível? Simples: eles, justo antes do parágrafo onde era indicada a necessidade de informar às mulheres os efeitos da droga, escrevem isto:
"ECPs do not interrupt an established pregnancy, defined by medical authorities such as the United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health87 and the American College of Obstetricians and Gynecologists88 as beginning with implantation. Therefore, ECPs are not abortifacient.
["A pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já estabelecida, que é definida por autoridades médicas tais como United States Food and Drug Administration/National Institutes of Health e o American College of Obstetricians and Gynecologists como tendo seu início a partir da implantação. Desta forma, a pílula do dia seguinte não é abortiva."]
Ou seja, na impossibilidade de afirmar com 100% de certeza que a droga não atua na implantação, eles procuraram deslocar a discussão do momento em que já existe um novo ser humano - que é a concepção - para o momento em que autoridades médicas norte-americanas dizem que se pode considerar que existe uma gravidez, e a partir daí quiseram afirmar que a droga não é abortiva. Espertamente eles evitaram ter de lidar com o fato já conhecido pela ciência de que a vida humana tem seu início na concepção, e é a partir deste momento que esta vida deve ser preservada.

Chega a ser bem curiosa a forma como os pesquisadores tiveram de lidar com a questão. Da forma como eles colocam em seu texto, fica-se a imaginar que desde que o concepto não esteja ainda implantado no útero da mãe não se trata de um ser humano. Mas um novo ser humano não é gerado na implantação, mas sim na concepção, como dito pela Embriologia Humana. O que as autoridades médicas norte-americanas chamam de "gravidez já estabelecida" e que ocorre na implantação bem sucedida do óvulo fertilizado na parede do útero não é o marco inicial da geração de um novo ser humano, é um fato posterior. E é neste fato posterior que o princípio ativo da pílula do dia seguinte busca agir para impedir exatamente a implantação. Ou seja, a droga atua em um momento em que a existência de um novo ser humano é já uma realidade.

Deixando-se de lado que os pesquisadores espertamente deixaram de lado o momento da geração de um novo ser humano, que é o da concepção, e partindo de sua própria afirmação de que a droga não é abortiva (o que já se provou inconclusivo), é por demais peculiar que no parágrafo seguinte a esta afirmação eles escrevam que "(...) it is not scientifically possible to definitively rule out that a method may inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium" [(...) não é cientificamente possível deixar de lado que tal método possa inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio(...)].

Em versão anterior do mesmo artigo a linguagem era mais simples e mais clara ao falar sobre os efeitos da droga em questão: "(...) but may at times inhibit implantation of a fertilized egg in the endometrium." [(...) mas pode por vezes inibir a implantação de um óvulo fertilizado no endométrio". Pode ter ficado mais rebuscado o texto atual, mas o conteúdo permanece o mesmo: não há como afirmar com certeza absoluta que a droga não atue impedindo a implantação do óvulo fertilizado no útero. Nem mesmo dr. Trussell e a dra. Raymond ousaram chegar a tanto. Logo, a dúvida permanece.

Mas é exatamente neste ponto que está o mais peculiar do artigo de Trussell e Raymond. Se eles próprios admitem que não há como provar cientificamente que a droga não atua na implantação, como então eles afirmaram anteriormente que o medicamento não é abortivo? Se há a possibilidade de atuação na implantação, então há a possibilidade do aborto.

Foi exatamente por isto que eles evitaram ter de lidar com o fato de que a partir da concepção já existe um novo ser humano e preferiram começar seu raciocínio a partir do que autoridades médicas norte-americanas admitem como sendo uma "gravidez estabelecida". E está aqui exatamente seu erro, pois a implantação no útero é meramente uma fase - uma fase importante, claro - no desenvolvimento natural de um ser humano que já existe. E é bom até que se diga que há casos raríssimos de gravidezes que ocorreram sem a implantação perfeita no útero, como foi o caso do bebê Azelan Cruz. Exemplos como este deixam bem claro o problema de se considerar a realidade de um novo ser humano em momento outro que o da concepção. Os pesquisadores simplesmente afirmaram algo que não podem provar.

Tudo isto aqui está colocado para que uma coisa fique bem clara: não há ainda como afirmar que a pílula do dia seguinte não cause abortos. Mesmo cientistas envolvidos na militância abortista e que promovem o uso desta droga como o dr. Trussell têm que dar o braço a torcer e admitir que não há ainda como provar cientificamente e sem que reste qualquer dúvida que esta droga não pode ter o efeito de eliminar um ser humano já concebido.

De posse destes dados, fica-se com a seguinte questão: havendo a possibilidade de se estar eliminando um ser humano frágil e inocente, é correta a utilização de tal droga? É evidente que não, pois isto seria como fazer roleta-russa com a vida deste ser já existente.

terça-feira, maio 17, 2016

Mau sinal: Governo Temer nomeia uma abortista para a Secretaria de Direitos Humanos

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Flavia Piovesan, escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos

Tudo parece indicar que o presidente em exercício, Michel Temer, resolveu ceder às pressões que começaram a atingir seu governo desde a divulgação de seu ministério. Por não haver alguma mulher entre os novos ministros, a imprensa, como sempre pautada pela esquerda, resolveu usar esta deixa para partir para o ataque, como se determinada genitália fosse garantia de eficiência ou competência. Parece que o exemplo da presidente afastada Dilma Rousseff ainda não foi suficiente para que muita gente no Brasil se dê conta de que pouco importa o gênero para cargos políticos.

Bem, mas o caso é que parece que Michel Temer resolveu ceder às pressões não apenas em relação ao sexo de seus escolhidos como também agora dá mostras que está indo mais além.

Foi escolhida para a Secretaria de Direitos Humanos a advogada Flavia Piovesan, uma conhecida militante de causas muito caras à esquerda, entre elas a liberação do aborto. 

Não são poucos os textos já publicados na imprensa nos quais Flavia Piovesan defende o aborto. Já em 1997 ela publicava, em parceria com Silvia Pimental, uma conhecida militante pró-aborto, o artigo "O direito constitucional ao aborto legal". Eis um trecho:
"O aborto legal há de ser tratado como uma questão relacionada à cidadania e à saúde pública, e não como uma questão de "polícia". A saúde pública, por sua vez, é direito fundamental assegurado pela Carta de 1988. Conseqüentemente, nas hipóteses de aborto legal, faz-se emergencial garantir às mulheres um atendimento na rede pública de saúde que seja digno e confiável."

Aqui a dra. Piovesan defendia um suposto "direito constitucional" relacionado ao aborto em casos do dito "aborto legal" (risco à vida da mãe e gravidez resultante de estupro). A dra. Piovesan usa seus talentos para tentar dar um nó interpretativo na Constituição, pois esta, na verdade, dá suporte à defesa da vida humana desde a concepção. Mas a dra. Piovesan, como boa militante da causa, atropela o que for para tentar impor sua visão à população. Cabe notar também que falar de "aborto legal" é apenas cortina de fumaça, pois os casos de risco à vida da mãe e de gravidezes resultantes de estupros são sempre utilizados como "Cavalos de Tróia", como etapas na busca pela total liberação do aborto.

Em 2003, em pleno governo Lula, novamente em parceria com Silvia Pimentel, Flavia Piovesan escreveu novamente para a Folha de São Paulo. O título de seu artigo foi "Aborto, Estado de Direito e religião". Neste artigo a dra. Piovesan já alçava um vôo mais longo, sem as amarras do "aborto legal", pois a era do PT no poder era o que a militância abortista esperava para poder alavancar de forma intensa a luta pela liberação do aborto. Para isto, nada mais conveniente que tentar jogar no colo da Igreja  Eis um trecho que deixa isto bem explícito:
"O Estado laico é garantia essencial para o exercício dos direitos humanos. Confundir Estado com religião implica a adoção oficial de dogmas incontestáveis, que, ao imporem uma moral única, inviabilizam qualquer projeto de sociedade pluralista, justa e democrática. A ordem jurídica em um Estado democrático de Direito não pode se converter na voz exclusiva da moral católica ou da moral de qualquer religião."

A dra. Piovesan tenta, bem ao estilo conhecido da militância abortista, dar um "chega-para-lá" na Igreja Católica e seu posicionamento contrário ao aborto. A doutora e outros militantes abortistas como ela têm uma visão muito peculiar do que seja "Estado Laico". Para tais tipos, a laicidade do Estado sempre significa que quem professa uma religião não se faça ouvir na sociedade. 

De mais a mais, ser contra o aborto não é sequer uma questão religiosa; é uma questão de humanidade, pois a partir da concepção já existe um ser humano, que deve ter sua vida preservada. Curiosamente a dra. Piovesan passa todo o texto sem se referir a "embrião", a "feto", a "bebê". Ela parece querer que acreditemos que o aborto é um quase nada, algo que diz respeito apenas à mãe, como se ela estivesse cortando as unhas.

No final de 2004, novamente fazendo par com Silvia Pimentel, a dra. Piovesan voltou à carga defendendo o aborto em outro artigo na Folha de São Paulo (sim, sempre na Folha! Não acredite em coincidências...). Agora, a dra. Piovesan já dava asas ao que estava ensaiando em artigos anteriores e resolveu seguir o modelo petista de ligar a questão do aborto a um suposto problema de Saúde Pública. Eis o que ela e sua parceira escreveram:
"Estima-se que o país tenha cerca de dois abortos clandestinos por minuto e que entre 750 mil e 1,4 milhão deles tenham sido realizados apenas em 2000. O aborto figura como a quarta causa de morte materna no Brasil. A legislação repressiva e punitiva tem impacto, sobretudo, na vida de mulheres adolescentes, jovens e de baixa renda, que ora são obrigadas a prosseguir na gravidez indesejada, ora se sujeitam à prática de aborto em condições de absoluta insegurança. Eis o paradoxo: aqueles que, ao defender a absoluta inviolabilidade do direito à vida, sendo contrários à descriminalização do aborto, acabam por contribuir para a morte seletiva de mulheres."

Estima-se? Quem estima? Entre 750.000 e 1.400.000 abortos realizados? Que estatística é esta? A quarta causa de morte materna no Brasil? De onde a dra. Piovesan e a professora Silvia Pimentel tiraram tais dados? Elas não informam...

A verdade é que os números do aborto no Brasil sempre são inflados para serem usados pela militância abortista para criar um determinado efeito na opinião pública, tática já usada com sucesso em outros países. A professora dizer que o aborto é a quarta causa de morte materna é um absurdo completo e ela sabe disto. Se não sabe, ela é incompetente demais para discorrer sobre o tema. A verdade é que mortes relacionadas ao aborto, já que a esquerda gosta sempre de pensar em números, estão em ordem de grandeza bem inferior ao que eles gostariam que fosse a realidade.

Em segundo lugar, o tal paradoxo indicado pelas autoras, é uma mentira. Pesquisas recentes indicam exatamente o contrário, que a proibição do aborto é que preserva realmente a vida das mulheres (outro exemplo pode ser visto aqui). Ou seja, a dra. Piovesan escreve coisas que não pode sequer provar, usando estatísticas erradas ou inexistentes e chega a conclusões completamente descabidas.

Este é apenas um breve apanhado da obra relacionada ao aborto da dra. Flavia Piovesan. Vários outros de seus posicionamentos emulam por completo o pensamento da esquerda em várias questões: casamento gay, diversidade, Lei da Anistia, etc. Por que então o presidente em exercício Michel Temer resolveu trazer tal figura para uma pasta com a Secretaria de Direitos Humanos?

O que se pode dizer com esta nomeação é que temos um péssimo começo em relação à luta pela vida. Mudou-se um governo que durante 13 anos ficou intensamente buscando a liberação do aborto e agora Michel Temer coloca uma pessoa que durante todo este tempo fez parte da tropa de choque que lutava todo o tempo para confundir a opinião pública sobre a questão do aborto?

Definitivamente, foi uma péssima escolha.

Novo ministro da Saúde, o aborto e a imprensa: estatísticas erradas e o pautamento pela militância abortista

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O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros
O portal UOL entrevistou o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os desafios de sua pasta após a terra arrasada deixada pelos governos petistas. Pois bem, a fala do ministro será abordada um pouco mais abaixo, mas há algo bem peculiar nesta entrevista e na forma como ela foi divulgada.

Em primeiro lugar, há o título: "Ministro da Saúde quer igrejas no debate sobre aborto". É evidente que uma tal chamada para uma entrevista em que são abordados vários assuntos relacionados à área da Saúde tem um claro objetivo de tentar chamar às armas as forças que foram recentemente afastadas do poder. 

Na citada entrevista, o ministro apenas disse que "Vamos ter de conversar com a igreja", o que é por demais óbvio, pois o aborto, bem ao contrário do que insistem alguns, é um problema bem diverso do que apenas considerá-lo um mero "problema de Saúde Pública". Mesmo entre a militância abortista o discurso de aborto como problema de Saúde Pública é coisa bem recente, que ganhou muita força durante os anos petistas, sendo que antes disso o discurso mais comum era o de que o aborto era uma questão de autonomia feminina sobre seus próprios corpos, o que ainda é comum entre as feministas mais radicais e alguns outros.

Como coincidentemente escrevi exatamente na postagem anterior aqui no blog, aborto não é problema de Saúde Pública. Quem leva tal coisa à frente tem a meta de ligar a questão do aborto a um problema que aflige a maior parte da população com a claríssima intenção de flexibilizar mentes e corações para a questão do aborto, pois a população é esmagadoramente contrária à sua liberação.

Mas o que causa bastante curiosidade é o timing do UOL para abordar e dar destaque a esta questão do aborto. Durante anos e anos, o debate sobre o aborto sempre foi envolto em muitas dificuldades. Sempre que tal assunto surgia na grande imprensa era devido a fatos fora da curva (como exemplos, há o tristemente famoso caso da menina-mãe de Alagoinha/PE e também o da jovem Jandira Magdalena Cruz), mas o mesmíssimo assunto era quase completamente ignorado em épocas de eleições, "omissão" que já foi tema de uma postagem aqui no blog - "Aborto, o tema esquecido nas eleições".

Ao PT e à esquerda em geral - como a abordagem da matéria do UOL deixa bem claro - o tema do aborto sempre deve ser tratado segundo sua própria cartilha. E aí surge o escândalo que é chamar religiosos para discutir o tema. O engraçado é que não há uma matéria no UOL ou na Folha de São Paulo ou na Veja que diga que é absurdo que a Igreja Católica ajude tantas crianças e famílias pelo Brasil afora através da Pastoral da Saúde. Não há uma matéria na grande mídia rasgando as vestes porque a Igreja mantém centros de recuperação de drogados, clínicas de acolhimento para portadores do vírus HIV, asilos, centros de educação para deficientes carentes, etc. Nestas horas não há manchetes chamativas que tentam criar indignação na militância que se sentiu alijada do poder.

Na verdade, quando a coisa aperta mesmo, a esquerda é capaz até de ir ao Vaticano para falar com o Santo Padre e reclamar de um fictício golpe. Mas deve ser difícil dar volta em Sua Santidade, pois como chamar de golpe quando os tanques e os soldados estão nos quartéis, a Justiça funciona normalmente, a imprensa continua livre, a internet liberada, e o direito de ir e vir continua preservado, inclusive o direito de atrizes medíocres irem encher o saco do Papa porque seu governo de estimação cometeu crimes e seria retirado do poder?

Mas vamos à fala do ministro...

"Como o senhor pretende tratar o tema do aborto?
Ricardo Barros - Esse é um tema delicado. Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe. Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo. Não de um ministério, algo que possa ser decidido individualmente."
O ministro devia procurar gente que o informe melhor sobre o assunto. Estes números que pululam na imprensa nacional sempre são inflados, pois isto é de interesse de muita gente. A imprensa é quase sempre pautada pela militância abortista e a esta interessa pintar um quadro apocalíptico sobre o aborto no Brasil, exatamente como já foi feito em outros países.

Ninguém sabe o número de abortos feitos no Brasil.  A revista Veja, que é das mais atuantes em levar à frente a agenda abortista no Brasil, já publicou que nos anos 80, quando a população do Brasil era muito menor que a atual, o número de abortos era de mais de 4.000.000 por ano (veja em "Veja e o aborto: números fictícios").

Sobre as mortes maternas relacionadas ao aborto, há também muita confusão, confusão esta que é exatamente o que desejam os abortistas, eles contam mesmo com isto. A deputada Jandira Feghali, por exemplo, já tentou emplacar que morriam 1.000.000 de mulheres por ano no Brasil devido a abortos clandestinos. Quando o absurdo ficou claro a todos, sua postagem no Facebook foi ajustada, mas é claro que a confusão já estava feita.

E é por isto que o ministro falar em 11.000 mortes maternas relacionadas a abortos procurados é um total absurdo. Não sei quem está informando ao ministro estes dados, mas sugiro que ele urgentemente troque de assessor sobre este assunto. Estude mesmo com carinho o assunto e, principalmente, não se deixe levar pelo caminho que a militância abortista o tentará levar.

"O senhor considera aborto um problema de saúde pública?
Ricardo Barros - Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado. Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidadas pelo poder público. Mas a maneira como vamos abordar isso vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo muito amplo."

Prevejo problemas para o ministro por causa deste trecho. Enquanto a militância irá adorar o trecho anterior a este, exatamente porque ele divulgou números fantasiosos do aborto, esta mesma militância irá ocupar a imprensa para denunciar o ministro por querer "conversar com a igreja" - imagino que ele queira dizer com os religiosos em geral - sobre este assunto. Neste momento, os mesmos esquerdistas que aplaudiram o desespero patético de Leticia Sabatella e sua ida ao Papa reclamar do suposto "golpe" irão pautar a imprensa apontando que o Estado é laico.

Uma previsão: nos próximos dias não aparecerão na imprensa declarações da militância abortista apontando o "absurdo", o "retrocesso", o "descaso" do ministro com a "situação de tantas mulheres humildes que não desejam levar uma gravidez à frente". Tudo isto, claro, é devido ao revés que significou a saída do PT do centro do poder, pois durante mais de 13 anos este partido lá esteve levando a agenda abortista a patamares que a população em geral ainda desconhece.

Eles se acham espertos. Eles sabem bem que a laicidade do Estado não quer dizer que aqueles que proferem algum tipo de fé sejam impedidos de tomar parte nas discussões e decisões pelo simples fato de serem religiosos, mas sim que, independente de alguém ter ou não fé, tais pessoas podem participar do processo político e das decisões com plenos direitos. Eles sabem disto tudo, mas não ligam, pois é bem mais fácil virar para a patota e dizer "Você viu o absurdo que o novo ministro disse? Cara, ele quer chamar religiosos para falar sobre o aborto! Religiosos, cara! O Estado não é laico?".

Espero que o novo ministro não se deixe pautar pela grande imprensa, que é amplamente favorável ao aborto, e tenha coragem de enfrentar o tema tomando como base o fato científico de que a partir da concepção já existe um novo ser humano, que tem tantos direitos quanto qualquer um de nós, e que, exatamente por isto, deve ter sua vida preservada até seu fim natural. 

O aborto não é um "problema da Saúde Pública" no Brasil. É, na verdade, uma das bandeiras mais caras ao atual feminismo e ao esquerdismo, e vem daí que em uma das primeiras entrevistas do novo ministro o portal do UOL tente dar tanto destaque a este tema.

Há inúmeros outros problemas enfrentados pelas mulheres em idade fértil, que causam muito mais mortes e que seriam de solução muito mais fácil. Bastaria vontade política e trabalho, e a imprensa poderia ajudar pressionando nossos governantes a solucionar tais problemas, a empregar eficientemente as verbas da saúde, etc. Mas, pautada pela militância favorável ao aborto, a grande imprensa prefere mesmo é criar confusão manipulando notícias para tentar afastar os religiosos de um tema que atinge a todos.


sábado, maio 14, 2016

Você acha mesmo que aborto é problema de Saúde Pública?

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Dados sobre mortes maternas entre os anos de 1996 e 2013, obtidos em 14/05/2016.
Clique para ampliar.
Para quem acompanha a questão do aborto, ficou nítida, principalmente durante os governos petistas, a mutação que houve no discurso da militância abortista.

Se na Europa e nos EUA os que defendem o aborto batem firme que o aborto é uma questão de autonomia feminina, devido principalmente ao protagonismo do feminismo e sua obsessão pela total liberação do aborto, por aqui no Brasil este discurso do "Meu corpo, minha escolha" não colou muito e não acha apelo junto à população.

sexta-feira, maio 13, 2016

O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

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Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida. 

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um "problema de Saúde Pública". E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de "direito ao próprio corpo". Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.


Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto - disponível em vídeo - apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos. 

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PT, Política), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.


Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.


terça-feira, maio 10, 2016

O feminismo e sua revolta contra a maternidade

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Na excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", uma jovem defendeu o aborto tentando descolar este ato hediondo da própria idéia de que ele é um ataque à maternidade, o que havia sido trazido em questão por ocasião de uma postagem sobre o Dia das Mães. 

Tentou e se deu muito mal, como podemos ver na imagem ao lado. A postagem original pode ser vista aqui.

O que os abortistas militantes sabem muito bem, mas talvez a mocinha que acha que é mesmo possível ser "ótima filha e neta" e defender o aborto - servindo muito bem como  massa de manobra aos interesses da militância abortista - não saiba, é que o aborto é uma arma poderosa que atinge a própria idéia de maternidade, algo que está completamente conectado à própria condição feminina. 

Não é à toa que a versão atual do feminismo, quase que completamente tomado pela ideologia de esquerda, em sua ânsia de atingir os pilares da sociedade estabelecida para lutar contra a mítica figura do "patriarcado", elegeu o aborto como sua principal bandeira. Com este verdadeiro holocausto que vem sendo aceito e até tomado como algo virtuoso, o feminismo ajuda a esquerda a fragilizar as bases da sociedade, deixando atrás de si, como esta ideologia sempre fez, um rastro de sangue e destruição.

Se o aborto ajuda a derrubar os próprios fundamentos da sociedade, seu efeito é devastador principalmente para as mulheres, que pagam com suas vidas, com com sua saúde física e mental, com suas expectativas afetivas, etc., enquanto imolam seus filhos. E fazem isto sob os olhares complacentes e incentivadores de um feminismo que há muito já deixou de lutar por igualdade, mas que apenas utiliza as mulheres, principalmente as mais desavisadas e as mais humildes, como bucha de canhão a serem sacrificadas na batalha pela implantação da ideologia da qual é serviçal.

E tudo isto acontece, claro, enquanto as militantes feministas dizem que tudo o que desejam é lutar pelos direitos das mulheres, pelo seu bem-estar. E o resultado está aí: uma jovem de 20 e poucos anos, que sequer vê problema em ser favorável ao aborto e se considerar uma "ótima filha e neta", que não consegue enxergar que se sua mãe e avó pensassem como ela (ou talvez pensem, o que só aumenta a confusão) sua própria existência estaria em jogo.

Tudo isto evidencia, mais uma vez, que para ser favorável ao aborto é preciso uma ginástica mental tão intensa que é necessário que a pessoa chegue ao ponto de virtualmente colocar o seu próprio ser como sacrifício no altar da ideologia que usa o feminismo apenas como instrumento para atingir seus objetivos.

E o feminismo, em sua pueril revolta contra um inimigo imaginário e contra a realidade da própria Biologia e da Embriologia, ataca exatamente o que há de mais feminino na mulher: sua essência materna. É, ao final das contas, uma luta contra a beleza da criação. É uma luta ingrata e talvez venha daí tanta revolta, tanta misandria (que podemos ver cada vez mais presentes neste movimento), tanto descolamento da realidade. 




É exatamente isto que pode-se ver na imagem acima retirada de uma página feminista do Facebook. Ironicamente, em sua revolta, o feminismo atual - bem diferente de que ocorria em seu início - revolta-se contra algo que é parte integrante de uma mulher, seu instinto materno. E o aborto é exatamente um ataque direto e mais desesperado à essência materna da mulher.


Que o feminismo atual sirva a esta causa diz bem quais são suas prioridades e a quem ele realmente serve.

terça-feira, abril 12, 2016

Um feminismo que acoberta crimes está muito longe de lutar pelas mulheres

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Esta é a postagem polêmica
O que vai abaixo é mais uma das provas de que o feminismo atual nada tem a ver com o bem estar das mulheres. (Fica aqui um agradecimento especial à excelente página do Facebook "Moça, não sou obrigada a ser feminista", onde obtive a informação sobre a página feminista tentando atrapalhar a investigação da polícia mineira.)

No dia 07/04, o portal G1 divulgou que, em Belo Horizonte/MG, Ilizabete Alves Menezes, de 69 anos, foi presa por cometer abortos - mais de 100, segundo o portal -, exercício ilegal da profissão, formação de quadrilha e distribuição de medicamentos controlados. Junto com Ilizabete também foram presos seus filhos Jaqueline Alves Ferreira Menezes (46 anos) e Marcelo Alvez Ferreira Menezes (43 anos), e ainda Jaildo Souza Santos (64 anos), todos acusados do crime de aborto e formação de quadrilha.

A polícia de MG está de parabéns por botar tais criminosos na cadeia e isto devia servir de exemplo para o país inteiro. O aborto é crime previsto no Código Penal e deve ser coibido. Tais criminosos aproveitam-se de mulheres muitas vezes em situações de desespero para ganhar dinheiro sujo de sangue através da morte de inocentes e fragilizados seres humanos. 

Porém, para contrastar com o excelente trabalho da polícia, uma página feminista do Facebook resolveu incentivar as mulheres de Belo Horizonte a não ajudar o trabalho da polícia, dizendo-lhes para ficarem caladas. Em uma postagem asquerosa, as responsáveis pela página "Eta mídia machista" dizem às mulheres de BH para não dar qualquer informação á polícia "porque o crime precisa ser comprovado e a prova do crime seriam os embriões, que a polícia não tem".

A página quer que as mulheres sejam "unidas" pela causa de impedir apuração de crimes graves, crimes contra a vida (original aqui): 
"Não a denunciem, não SE denunciem. A polícia divulgou que vai entrar em contato com os familiares das mulheres como forma de coação! O desejo real é o de incriminar Ilizabeth através das nossas denúncias. Somos mulheres, precisamos nos unir. Não vá à Delegacia: eles não tem PROVAS sem nosso depoimento. Mas com a sua denúncia, você complica a situação de Ilizabeth e ainda pode ser indiciada. Aborto é CRIME. Não compareça. Se proteja e proteja as demais mulheres. Sem sua confissão não tem como comprovarem nada."
Quem diria, não? De um movimento que dizia lutar pela igualdade entre homens e mulheres, o feminismo atual virou apenas um grupo que está disposto a ficar contribuindo para o acobertamento de crimes contra mulheres e contra seres humanos indefesos e inocentes. Uma completa vergonha. 

Lembre-se que Ilizabete não é médica, que ela e seus comparsas são acusados de ganhar dinheiro cometendo crimes pondo em risco a vida de mais de 100 mulheres, fora o assassinato que é cometido a cada aborto. Mesmo que as feministas insistam em "esquecer" a vida humana do nascituro, e o que dizer da vida das MULHERES que foi posta em risco por Ilizabete e seus comparsas? Para estas mulheres a única coisa que o feminismo tem a dizer é "Fiquem caladinhas!"? É isto mesmo? E é este movimento que diz se importar com o bem-estar das mulheres em geral? A mim parece que o que importa mesmo às feministas é que tipos como Ilizabete fiquem soltas por aí ganhando dinheiro sujo de sangue e que mais mulheres tenham suas vidas postas em risco. E tudo isto, claro, sob a falsa justificativa de "direito ao próprio corpo". No caso de Ilizabete seria o direito a ganhar grana aproveitando o desespero de outras mulheres.

O bom é que as verdadeiras mulheres não se deixam mais enganar por este movimento chamado "Feminismo". Cada vez mais as mulheres vão entendendo que o movimento não lhes acrescenta nada, que ele é uma descaracterização do que realmente é ser mulher. E, devido a isto, a reação ao post foi firme por parte exatamente de mulheres que não aceitaram que uma incitação ao crime seja feita em nome delas. Eis alguns exemplos dos muitos que podem ser vistos nos cometários à postagem:








O movimento feminista, que em seus primórdios rejeitava o aborto exatamente porque via este crime como uma forma de opressão das mulheres, hoje em dia, fora algumas poucas e, infelizmente, irrelevantes exceções, tornou-se apenas um movimento misândrico e um vetor para o esquerdismo em geral, tendo o aborto totalmente livre como sua principal bandeira. E para levar esta bandeira até o pico vale tudo, até mesmo colocar em risco a vida de quantas mulheres for necessário e acobertar crimes gravíssimos contra a vida. Isto é vergonhoso.